sexta-feira, 30 de março de 2018

Você Está Louca, Querida




As redes sociais são um inferno. Mas a gente não consegue mais viver sem elas. Essa semana, eu não poderia deixar de falar aqui sobre a polêmica que envolveu a série O Mecanismo, a Netflix, o pré-candidato Jair Bolsonaro e o sensacional deboche ao parlamentar no Twitter.

Pra começar, O Mecanismo, o lançamento da Netflix, começou a colocar lenha na fogueira. Inspirada nas investigações da Lava-Jato, a série acabou sendo exageradamente dissimulada por atribuir falas e fatos a outros personagens, com o notório objetivo de propagar fake news. Um dos criadores da série, José Padilha, minimizou o debate, explicando que a série é uma crítica ao sistema como um todo e não a um político específico ou qualquer grupo partidário.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Você Se Torna o Que Você Come





Tem algum tempo que resolvi mudar a minha alimentação. Sempre seguia aquela lógica de que comida tem que ter três funções: saciedade, prazer e saúde. A primeira é praticamente instintiva; passa pela necessidade do saco vazio que não para em pé. Questão de vida ou morte. A segunda é algo mais hedonista; ligada ao pecado capital da gula e aos vícios e vontades do corpo. Mas, e a terceira, a saúde? É tão difícil assim conjugar as três coisas numa só alimentação? 

É verdade que o mundo resolveu se preocupar com uma alimentação mais saudável. Gigantes de fast food, refrigerantes e embutidos passaram a sofrer no bolso com a guinada nos hábitos de parte da população. Mas muitas vezes achamos que já tomamos atitudes para a nossa saúde e estamos totalmente no caminho errado. Ou também pode não ser o suficiente para o nosso corpo, ainda mais à medida que não somos mais tão jovens...

terça-feira, 27 de março de 2018

Fake News





Pode ser até que na semana que vem eu refaça esse texto, afinal de contas, vou falar de uma série que não assisti. Mas, o que eu queria falar mesmo era que neste final de semana a Netflix lançou uma série brasileira, O Mecanismo, estrelada por Selton Mello, inspirada na Operação Lava Jato. 

Não estou aqui para avaliar a série, que não assisti ainda. Não posso falar se o roteiro é bom, ou opinar sobre atuações ou fotografia. Mas queria falar sobre como um assunto polêmico como a Lava Jato pode mostrar o caráter das pessoas. Hoje não vi discussões políticas, mas expressões de ódio de ambos os lados: de quem aprova ou reprova a série.

A ex-presidenta deu uma declaração falando que a série está divulgando fake news; teve gente cancelando a assinatura da Netflix por conta da série e suas opiniões políticas; teve quem fizesse as mesmas piadinhas sem graça de oportunidade (quem me falar que o ator do Lula roubou a cena eu bloqueio).

segunda-feira, 26 de março de 2018

Cinco Coisas Que Você Nem Percebia Quando Era Criança e Assistia Televisão





Não sei vocês, mas eu passei a minha infância e adolescência grudado na frente da televisão, assistindo a desenhos animados e a seriados e me divertindo muito com isso. Aliás, meu vício em cultura pop em geral nasceu nessa época e foi moldado por tudo o que assisti nesses anos todos, em que eu vivia no interior, a internet não era uma realidade e a gente hoje, mais velho, jura que tempo bom como aquele não volta mais.

Mas a gente cresce, amadurece, refina (ou não) o gosto e se dá conta de como éramos inocentes quando crianças. E, muitas vezes, precisamos de um estalo pra encararmos alguns fatos que durante anos nos passaram despercebidos, graças à inocência infantil, à desatenção, ou porque simplesmente, no final das contas, aquilo nem importava tanto.

Como acho bastante divertido lembrar de um tempo que já passou e, principalmente, respirar um ar um tanto quanto saudosista de quando éramos bem mais jovens, fiz uma pequena pesquisa e cheguei à lista abaixo de coisas que faziam parte do nosso dia-a-dia e que nem percebíamos que eram dessa maneira que apresento agora.

sexta-feira, 23 de março de 2018

A Volta dos Que Não Foram




Quando eu era bem moleque, lá pelos fins dos anos 1970 e 1980, durante o ensino fundamental e o médio, existiam duas disciplinas que, na época, não compreendia muito bem o porquê de sua existência. Quem tem mais de 40 anos deve se lembrar muito bem delas: Educação Moral e Cívica (EMC) e Organização Social e Política Brasileira (OSPB), que haviam sido incluídas no currículo durante o período da ditadura militar como disciplinas obrigatórias pelo presidente Costa e Silva (criador do AI-5 - para quem não lembra ou não sabe, o mais severo ato institucional, que resultou na perda de mandatos de parlamentares contrários aos militares, intervenções federais e a “legalização” da tortura).

As disciplinas abordavam temas como a importância da família e um ufanismo extremo de amor à pátria, seus símbolos e tradições. Eu achava tudo aquilo uma chatice e, no fundo, era uma forma de intimidação através de um autoritarismo disfarçado. A minha sorte foi que os professores responsáveis eram totalmente rebeldes. No antigo segundo grau (atualmente ensino médio) tive uma professora de OSPB que falava abertamente sobre o uso da maconha e fazia a gente morrer de rir com as histórias sobre a brutalidade das forças armadas dentro das salas de aula. Em uma das suas histórias, ela contava em detalhes, os momentos em que precisou engolir um jornal subversivo para não ser surpreendida pelos agentes. De certo modo, era uma forma mais leve de tratar um assunto tão pesado para jovens em formação. 

quinta-feira, 22 de março de 2018

Estamos Presentes?





Fez uma semana que o ato terrorista contra Marielle e Anderson, seu motorista, aconteceu. Milhões de textos, opiniões, atitudes e verborragia foi jorrada internet afora. Passeatas aconteceram por todo país e mundo. Eles estão presentes e ainda no meio de nós. Espero que por muito tempo... 

Eu, particularmente, me senti vazio quando soube da notícia. Não fiquei surpreso como a grande maioria se sentiu pelo fato. O clima na cidade do Rio de Janeiro é de uma guerra urbana! "Queima" de arquivo, nem que seja para um mero "envio" de mensagem, não me deixa assombrado. Infelizmente, isso soa como algo inevitável nos dias que estamos vivendo por aqui. Existe uma guerra de poder, só não percebe isso quem não quer. 

Acho que na verdade eu me sinto derrotado e dando graças por continuar vivo por mais um dia. Por ter emprego por mais um dia e poder levar minha vidinha sem graça por mais um dia. Pela primeira vez me encontro apático ao encarar isso que podemos chamar de vida. Sair de casa para ir trabalhar é uma tortura. Chego a temer esse momento. Na rua, todos andam desconfiados e conferindo cada pessoa que se aproxima. Afinal, nunca se sabe quando alguém te abordará para "só" te assaltar e não acabar te matando. 

quarta-feira, 21 de março de 2018

A Morte do Avô e o Sentimento à Sombra




Essa semana vi muita gente celebrando o dia 19 de março, por ser Dia de São José, um dos santos mais queridos na esfera católica. Tenho grande simpatia por ele, admito. Muito longe de algo sagrado, o 19 de março mais emblemático da minha vida foi 16 anos atrás, quando, de madrugada, meu pai recebeu uma ligação. Eu já sabia o que representava aquela chamada e não tardou a vir a confirmação: meu avô paterno havia falecido no hospital, após dias internado.

A morte do meu avô, por si só, seria motivo para lembrar para sempre da data de forma triste. Mas esse mesmo dia teve requintes novelescos: era aniversário do meu então namorado. À época, minha família não sabia da minha sexualidade (somente minha irmã tinha ciência). Tive eu que ir para Itaboraí acompanhar todos os procedimentos fúnebres com meu pai e passei o dia inteiro longe da pessoa que era tão importante para mim e que completava 18 anos exatamente então.

terça-feira, 20 de março de 2018

Sobre Um Feriadão Sem Celular





Acho que há umas duas semanas comentei que ia aproveitar o feriadão para uma viagem. E explico, feriadão aqui em Fortaleza, já que na segunda, dia 19, foi feriado do dia de São José por aqui. Para a aventura, juntei 15 amigos do CrossFit para uma viagem de carro rumo a Pipa, no Rio Grande do Norte.

A viagem foi perfeita. O problema é: saiba sempre quem você vai levar para uma viagem com muita gente, por mais que seja só um final de semana prolongado. E, graças ao meu bom Deus e meu CrossFit, dessa vez deu certo! A gente planejou a viagem, reservou o local, fez revisão no carro, fez as compras, e apenas correu pro abraço.

segunda-feira, 19 de março de 2018

A Melhor Escolha






Não se deixe enganar pela cara de Steve Carell no cartaz do filme ou pelo trailer engraçadinho. A Melhor Escolha, que chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta, dia 22/03,  não é uma comédia típica, daquelas idiotas ou para que você gargalhe do início ao fim. E, digo mais, ainda bem que não. O filme, que pode estar sendo vendido dessa forma para atrair mais público, é na verdade uma dramédia, gênero que mistura o drama com algum (bom) humor, muito bem realizada e feliz em sua concepção e resultado final. Acho que por isso mesmo é uma trama que surpreende positivamente e que merece a sua atenção. 

Dirigido por Richard Linklater (de Boyhood), A Melhor Escolha (Last Flag Flying, no original) é baseado no livro homônimo do escritor Darryl Poniscan, e nada mais é do que um road movie que coloca três velhos conhecidos e aposentados da marinha americana, que não se viam há pelo menos trinta anos, em um novo encontro quando o filho de um desses, também membro da marinha e de apenas 20 anos de idade, é morto em uma missão em Bagdá no ano de 2003.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Quem Vigia os Vigilantes?





Era para ser mais um indivíduo na estatística dos inúmeros assassinatos que acontecem diariamente. Era para ser mais um dos cidadãos que saem todos os dias para trabalhar e, como em um game na vida real, vão cruzando obstáculos pelas tortuosas ruas e vielas da cidade até novamente repousarem suas cabeças no travesseiro, iniciarem os sonhos intranquilos e passarem de fase para dar continuidade ao jogo. 

Mas, para Marielle Franco, o jogo foi interrompido bruscamente. Game over.

Muita gente só ouviu falar dela após a exposição da mídia, mas para quem não sabe, esta mulher foi uma das vereadoras (em seu primeiro mandato) mais atuantes e que incomodava muita, muita gente...

quinta-feira, 15 de março de 2018

Eu Te Avisei, o featuring de Alice Caymmi com Pabllo Vittar




Ontem, em plena quarta-feira, 14 de março de 2018, foi lançado oficialmente o clipe da música Eu Te Avisei, parceria de Alice Caymmi com Pabllo Vittar. E adianto para vocês que fazia tempo que não ouvia uma música como essa. Uma direta bem dada para um determinado @ da sua vida. Quando escutei pela primeira vez, lá em janeiro, me conectei no ato. A letra e a batida conversou comigo de uma maneira bem íntima. E olha que eu não queria passar mensagem nenhuma com essa letra. Só me deixei levar pela batida... A ficha só caiu bem depois...

quarta-feira, 14 de março de 2018

Sobre Amor e Kriptonitas




Toda vez em que vejo o relacionamento de algum amigo querido acabar, sinto, admito, uma dorzinha como se eu fizesse parte daquele processo. Já falei um pouco sobre esse assunto aqui no Barba Feita três anos atrás, quando um casal que eu adorava e de quem fui padrinho de casamento terminou, no qual eu perguntava “O ‘pra sempre’ sempre acaba?”. Esta semana, mais uma vez me deparei com essa realidade: fui surpreendido com o texto de um amigo queridíssimo no Facebook e no Instagram (pelo que entendi, uma reprodução de outra autora) sobre o término com o seu companheiro (também meu amigo) no qual ele falava que a relação marital dos dois havia chegado ao fim, embora não o amor e o companheirismo. 

O texto vinha acompanhado de diversas fotos, onde o afeto e o carinho entre os dois eram visíveis. Eu mesmo testemunhei de perto a relação cúmplice deles. Para mim, foi um choque – chegou a vir aquele nó na garganta que antecede um choro. Mas achei muito digno da parte dele de ir celebrar o sentimento tão bonito que, juntos, semearam por tanto tempo. 

terça-feira, 13 de março de 2018

Extremismos




Toda semana eu planejo escrever sobre algum tema feliz pra falar por aqui, mas acontece sempre alguma coisa que me trava e acaba dando um banho de gelo no meu texto. Dessa vez, estava todo empolgado para falar sobre minha próxima viagem, minha ansiedade, minha incapacidade de fechar uma mala e tudo o mais. Aí acontece uma chacina aqui em Fortaleza. A quarta da capital cearense de 2018. E, dessa vez, NO MEU BAIRRO. Meu amado Benfica.

Primeiro de tudo eu queria falar do clima de guerra. Ninguém confia mais em ninguém. Ninguém conhece mais ninguém. O principal tema de conversa nas mesas de bar virou discutir sobre qual facção manda no bairro que moramos. Ninguém pode mais andar na calçada sem a sensação de assalto ou até de bala perdida.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Visão Panorâmica





Às vezes eu acho que nos ensinaram tudo errado. Fomos sugestionados a e ter um estilo de vida que, com o crescer de toda uma geração, vem se mostrando falho e cheio de lapsos. E o tal do foco, que tanto nos foi incutido, tem se mostrado mais um problema do que uma solução.

Foco na carreira. Foco no relacionamento. Foco estudos. Falou-se tanto em foco que desaprendemos a enxergar o todo. Nos ligamos tanto a um relacionamento que deixamos os amigos de lado. Focamos no estudo formal e nos esquecemos de pensar em novas possibilidades de aprendizado. Colocamos a carreira em primeiro plano e nos tornamos profissionais infelizes, trabalhando apenas por dinheiro e deixando a auto-realização de lado. Focamos tanto que acabamos nos perdendo pelo caminho.

Ao priorizarmos o foco, deixamos de enxergar o todo, de apreciar a beleza do entorno, de experimentar novas possibilidades. Focamos no foco, vejam que redundância, e deixamos de valorizar a visão panorâmica.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Deixa Pra Depois Que Eu Resolvo





Semanas atrás, quando estive em Londres, vi uns pequenos protestos sobre o Brexit em frente ao Parlamento e um Big Ben em obras. Ainda não sei se é cedo para saber se a economia britânica será afetada por não fazer mais parte da União Européia. Alguns economistas afirmam que empregos serão eliminados e que a economia do país depende muito do comércio internacional e que quase metade dos bens e serviços exportados pelo Reino Unido tem como o destino final, a União Européia. Podemos perceber que vai ter uma certa queda de braço da UE para atrapalhar a vida dos ingleses, mas, sinceramente, parece que Londres vive dentro de seu próprio mundo da fantasia. 

Não percebi nenhum espectro de crise enquanto estive por lá. Bem diferente do que vi em Paris: como as dezenas de sírios desabrigados e os senegaleses fugindo de policiais com suas mercadorias contrabandeadas.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Só Sei Que Nada Sei





Cheguei em um daqueles pontos que qualquer pessoa que escreve semanalmente enfrenta: não saber sobre o que, de fato, escrever. Na verdade, eu até sei sobre o que quero falar, mas o que me falta é tempo de sentar e desenvolver meu texto. 

Hoje mesmo. São três e meia da manhã e estou lapidando essas linhas que você lê agora. Cheguei uma da manhã em casa, vindo do trabalho, e passei um tempo considerável analisando sobre o tema que poderia conversar com vocês. Pretendo, por exemplo, falar novamente sobre Scandal, mas não consigo uma hora dessas analisar mentalmente todos os pontos da série que pretendo explorar. 

Também pretendo falar sobre música pop nacional. E não será só sobre Anitta, prometo! Mas ela deve aparecer em um ou dois parágrafos no texto... Tudo bem, talvez em três ou quatro. Cinco ou seis é mais garantido...

quarta-feira, 7 de março de 2018

La Casa de Papel: o Fetiche do Crime Perfeito





Sempre fui um fã do cinema espanhol. Embora não tenha mergulhado e assistido tanto quanto gostaria, já tive a oportunidade de me deliciar com alguns ao longo da minha vida (muitos do Almodóvar) e é um dos meus centros produtores de filmes favoritos. Lembro-me de um Festival do Rio, se não me engano em 2004, em que teve a mostra Foco Espanha, na qual vi excelentes películas (duas delas com a atriz Monica Cervera, que me encantou à época vivendo uma transexual e uma mulher obcecada pelo seu chefe). 

Muito por isso, e também movido pelo burburinho que surgia na internet brasileira, resolvi encarar La Casa de Papel no Netflix. A primeira tentativa foi quando ainda estava em Belo Horizonte, no Carnaval. Mas admito que, exausto pela viagem e diante de um texto extremamente ágil e desafiador (ainda mais no espanhol de Madrid, que se fala bem rápido), acabei não acompanhando bem e pedi arrego a Morfeu no meio do episódio piloto. Retornando ao Rio de Janeiro, retomei a tentativa desde o início do primeiro capítulo e, pimba, estava totalmente fisgado pela série.

terça-feira, 6 de março de 2018

Sobre Feriados e Festas





Se tem uma coisa que brasileiro adora é um feriado. Dia de São José, Nossa Senhora Aparecida, da Assunção, Dia de Finados, dia da padroeira e por aí vai. Daí, todo mundo reclama que tem que trabalhar dobrado antes ou depois, o varejo não fatura, a economia praticamente estanca em vários setores ou alega que feriado de Santo deveria ser proibido porque o estado é laico.

Tem também aqueles que falam que o feriado só coleciona mortes, acidentes no trânsito, assaltos e coisa ruim. Tem gente que parece que não gosta de uma folga e acha que brasileiro é atrasado porque gosta de um dia fora da rotina. Quanto rancor!

Mas, na verdade, todo mundo adora um feriado. Pode cair na segunda ou na quinta, todo mundo adora. Seja pra ir à praia, colocar as séries em dia ou apenas relaxar, o brasileiro conta os dias que faltam para aquele próximo diazinho sem nada pra fazer.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Como é Que Você Fazia Para Passar Vergonha Antes da Internet?





Todo mundo é um pouco idiota. Isso é um grande fato da vida e não há como fugir dele. Você pode ser um puta profissional, alguém gabaritado, inteligente pra caramba, mas em algum momento da sua vida vai dizer ou fazer algo imbecil. Ninguém está imune, fique tranquilo, você não está sozinho. Exatamente por isso, eu nunca me esqueço do que certa vez uma grande amiga me disse:
"Lê, você pode pensar o que quiser, mas falar, não. Guarde o que pode chocar os demais para você ou comente comigo, que vou rir e vai ficar só por isso mesmo." 
Eu aprendi? Mais ou menos, mas foi um conselho muito útil.

O problema dos nossos dias, entretanto, é que a internet está aí, de portas abertas para a idiotice ganhar o mundo. Hoje em dia, qualquer idiota fala as merdas que quer e ainda escreve isso em seus perfis na internet, em comunidades diversas, em comentários em postagens de terceiros. E ainda se acha inteligente, relevante e, pasmem, cheio de razão. E a gente, como fica? Com uma puta de uma vergonha alheia.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Convergências




Semana passada eu falei um pouco aqui na coluna do tal complexo de vira-latas que está voltando assombrar os brasileiros. Pra quem tem me acompanhado pelas redes sociais, nas duas últimas semanas estive fazendo uma espécie de Eurotrip por Londres e Paris e vi que no fundo, no fundo, a gente precisa mesmo é mudar nossos hábitos comportamentais para tentar resgatar essa auto-estima perdida.

O Rio de Janeiro, por exemplo, é um local totalmente inserido no contexto de “cidade-capital”, conceito criado por um historiador italiano chamado Giulio Argan para sinalizar metrópoles que passem a representar o que o local tem de mais inspirador.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Scandal e a Super Valorização de Olivia Pope





Sim, eu comecei! Depois de mais de dois anos tentando algumas vezes, passei do primeiro episódio de Scandal. Para vocês entenderem todo o meu "problema" com a série, vou começar do começo. A trama estreou em abril de 2012 no canal ABC americano, mesmo que exibe Grey's Anatomy. Neste fatídico ano, Shonda Rhimes decidiu eliminar da série médica minha personagem favorita: Lexie Grey.

Fiquei tão desolado por mais uma morte devastadora e também cruel, que decidi, de uma vez por todas, me livrar de toda e qualquer presença de Shonda em minha vida. Como ainda não havia iniciado a série nova, foi fácil. Mas no ano seguinte, 2013, dei o beneficio da dúvida e vi o primeiro episódio da tão amada e comentada série. Ali percebi todos os elemento que fizeram de Shonda Rhimes a autora que muitos são apaixonados. O grupo de amigos do trabalho, as relações perturbadoras dos personagens. Problemas com o pai. A mãe ausente. Tudo o que Shonda sabe construir tão bem. Só que não me prendeu.