quarta-feira, 18 de abril de 2018

Antes Tarde do Que Nunca




Não é nenhuma novidade que eu demorei para ter Netflix em casa. Já falei do tema até aqui mesmo no Barba Feita, explicando que serviços como esse, Spotify e apps como Twitter e Snapchat não tem a minha adesão. Embora trabalhe com isso e, claro, se houver necessidade estamos aí pra fazer... 

Mas entrei de vez no mundo Netflix no finzinho do ano passado. Sempre temi ter o serviço por ser mais algo a acabar com a minha já parca vida social... Tenho pouco tempo livre para estar em casa com quem amo, às vezes, até escrever para o Barba Feita é algo que é difícil de encontrar um tempo... Como incluir algo viciante na rotina? 

Pois bem, lá fomos nós. E desde então passei a entrar de cabeça em séries badaladas de que, pasmem, consegui manter a maior parte dos spoilers longe! Mas se você ainda não viu e quer ver, melhor parar por aqui... 

Sense8 foi a primeira a concluir a primeira temporada. Tirando uma ou outra cena icônica (como as do sexo coletivo e da música What's Up), eu sabia quase nada da história. É embora tenha me simpatizado muito e queira ver a segunda temporada, achei um bocado superestimada. 

Stranger Things eu vi em paralelo, mas terminei depois. E mesmo com todos os alertas de que era impossível não gostar dos personagens infantis e não achar o trabalho de Winona Rider um dos melhores da sua carreira, ainda assim me surpreendi positivamente. Esperando para ver a segunda, com a volta da Eleven. 

Tentei ver Santa Clarita Diet. Mas não me fisgou em nada. Nada contra, mas tendo que correr para ver tantas séries, não foi prioridade. Passa pra próxima. 

Veio La Casa de Papel, sobre a qual já falei aqui no Barba Feita também. E adorei. Engraçado que depois que terminei de ver a série e coloquei meu texto no ar, algumas pessoas vieram criticar a obra pra mim. Acharam rasa a trama, melodramática demais ou forçada em excesso em alguns momentos. Reitero o que disse à época: é entretenimento dos bons – e ainda tem uma pegada de crítica ao capitalismo. 

A última atualização na minha lista das coisas-que-precisava-correr-pra-fazer-com-Netflix foi a terceira temporada de How To Get Away With Murder. Dessa eu, infelizmente, não tive como fugir do spoiler principal: quem havia morrido na casa incendiada de Annalise Keating. Admito que o terceiro ano da série de Shonda Rimes e Peter Nowalk demorou a me prender como os dois anteriores – e como La Casa de Papel fez. Mas na reta final, estava tentando encontrar formas de maratonar os episódios, mesmo no meu parco tempo livre... 

Ainda estou tentando acompanhar, off-Netflix, Game of Thrones. Não é o tipo de história que costuma ser minha prioridade, mas resolvi encarar. Tenho ainda sete temporadas para ver até o ano que vem, caso queira acompanhar o encerrar da série queridinha da maioria dos meus amigos. Por favor, mantenham os spoilers longe (embora eu já saiba de alguns também, evidentemente). 

Estou seguindo à risca o velho ditado nesse novo mundo: antes tarde do que nunca.

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Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor dos livros Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades e Perversão. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
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