segunda-feira, 2 de abril de 2018

Itacoatiara: Um Passeio Pelo Costão e Uma Tarde na Praia





Tenho alguns bons amigos de Niterói, a cidade exatamente do outro lado da baia de Guanabara. Em nossas rotinas, é comum que eles atravessem a baia para nos divertirmos aqui pelo Rio, seja para fazer coisas durante o dia ou em festas quaisquer durante a noite. E nós aqui do Rio, principalmente, nos acomodamos em sair com eles por aqui, já que isso nos é mais cômodo. Mas, já algum tempo, eles vinham nos chamado para passar um dia em Niterói, curtindo uma praia do outro lado da "poça" e, eventualmente, fazendo uma trilha. E foi o que fizemos nesse sabadão de feriado que passou.

Combinamos tudo antecipadamente e, no sábado logo cedinho, estávamos meu amigo Gleison aqui do Rio e eu na estação das Barcas, na Praça XV, para chegar em Niterói antes as nove horas da manhã. A viagem de barca do Rio pra Niteroi é uma delicinha, já que é um trajeto rápido (20 minutos, se contarmos o tempo de atracação) e prático. E, logo ao chegarmos em Niterói, Thiago, nosso amigo e guia, nos pegou de carro na estação e migramos, junto com os outros amigos Marcio e Bruno, para a região oceânica da cidade, rumo a Itacoatiara.

O plano era simples: subir o Costão do Itacoatiara, apreciar a vista e, depois disso, ficar na praia o resto do dia. Munidos de água e lanche, pegamos nossas mochilas e encontramos o grupo de pessoas, amigos dos meninos de Niterói, que subiriam o Costão com a gente. E, assim, entramos na fila para fazer o trajeto morro acima. Sim, fila. Por decreto da Prefeitura de Niterói, apenas 200 pessoas podem estar no Costão do Itacoatiara por vez, assim, existe uma espécie de controle para o acesso e os grupos vão subindo de acordo com os demais que vão descendo. Parece chato e demorado, mas nem é; é um controle para preservar o lugar e, acredite, a nossa espera na fila para subir não chegou a 10 minutos.

A subida do Costão não é simples. Eu, que andava enferrujado de trilhas (minha última foi em setembro do ano passado, no Pico da Tijuca), encarei como se ainda estivesse no pique e, confesso, cansei um cadinho. Pra começar, há uma trilha bem íngreme morro acima no meio da mata, mas ela é só o começo. Quando você já subiu um bom tanto, chega efetivamente ao começo da subida do Costão, que é um morro de pedra bastante íngreme, que conta inclusive com a ajuda de cabos de aço em seu início para guiar os aventureiros. Mas, passado esse início mais hard, basta encarnar a cabra montanhesa até chegar ao topo e se encantar com o visual arrebatador da costa oceânica de Niterói.

A vista, o Costão, a praia e os amigos: @gleisonsantos, @grillomarcio, @teliasbr, @brunodiasrio

Depois de muitas fotos, risadas, um lanchinho e mais fotos, é hora de encarar a descida do Costão. E, devo dizer, essa é realmente a parte mais chata. Porque aqui, a máxima de que pra baixo todo santo ajuda não é lá muito verdadeira. Por estarmos descendo um morro todo de pedra, é preciso muito cuidado para não se escorregar, além de que a descida forçar bem mais o joelho do que a subida. Vi muita gente descendo agachado e pensava What the fuck?, mas, apesar de pra mim isso ser meio maluco, deve funcionar para o povo menos acostumado a esse tipo de aventura. 

Com o fim da aventura, a parte deliciosa de curtir a Praia de Itacoatiara junto com os amigos. Como o dia estava lindo, com o sol brilhando e o céu azul, o mar estava convidativo. E, apesar da temperatura da água podendo assustar à primeira vista, depois do primeiro mergulho era só alegria. A Praia de Itacoatiara é linda, com um visual deslumbrante juntando o mar, a faixa de areia e a pedra enorme do lado esquerdo. Isso aliado a um povo bonito na areia e no mar, acompanhado de bebidas e boas companhias, rendeu uma tarde deliciosa e inesquecível. 

Desbravar outros lugares, sair do lugar comum e se encantar com novas paisagens. Acho que quem quiser se aventurar por novos ares, cruzar a baia de Guanabara e encarar o Costão e a praia de Itacoatiara é uma excelente pedida de diversão. Permita-se!

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Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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