quarta-feira, 4 de abril de 2018

O 2018 de Vocês Já Tem Uma Cara?




O primeiro trimestre do ano já passou e, quando a gente pensa nisso, sempre bate aquela coisa do “parece que foi ontem que estávamos comemorando o réveillon”. No Brasil, ainda há aquela mítica de que o ano só começa após o Carnaval, que foi um mês e meio atrás. Ainda assim, os primeiros 90 dias já se foram e isso é tempo considerável para começar a dar uma identidade a 2018. 

Todo mundo sabe que esse é um ano eleitoral. Se essa promete ser a disputa mais incerta e pulverizada desde a primeira eleição da redemocratização, em 1989, pouco podemos falar de fatores novos nas candidaturas. Mas um fato novo (e muito infeliz) levou para outro nível o debate político num ano tão importante: a morte da vereadora carioca Marielle Franco. Seu assassinato, além de suscitar uma importante discussão sobre direitos humanos, feminismo, racismo e homofobia, evidenciou questões que podem ser decisivas nessas eleições, como a perseguição política, as fake news e a cegueira na polarização antagônica e inegociável entre direita e esquerda (ainda que se tratando da vida de um ser humano).

No campo político, é o ano em que se chegou à última instância da Justiça para decidir se o Brasil terá, pela primeira vez em sua história, um ex-presidente preso. Hoje mesmo o STF julgará o habeas corpus de Lula e boa parte do país assistirá como faria com um Fla-Flu. Falando em futebol, também é um ano de Copa do Mundo (coisa que eu particularmente adoro) e tem muita gente mais preocupada com a cirurgia do Neymar do que com o futuro do país. 

Sabemos que, ao menos no Rio de Janeiro, o verão de 2018 foi bem chocho. Se não chegamos aos 50 graus de sensação térmica, também não ficamos abaixo dos 40 graus e com uma chuva que inviabilizou muitos fins de semana na praia ou para curtir a cidade de outra forma. Como carioca importado que sou, não fui à praia na cidade em NENHUM DIA do verão (consegui ir somente em Niterói, e não foi em 2018, mas no finzinho de 2017). 

Já falei aqui nesse mesmo Barba Feita que fevereiro foi um mês bem louco, talvez um dos mais loucos da minha vida. Muita coisa aconteceu, a maioria para o bem, mas algumas coisas também bem chatas. O saldo de 2018 ainda é positivo e tem sido um ano bem melhor que a montanha-russa que foi 2017. Espero poder chegar na retrospectiva lá em dezembro e continuar pensando o mesmo.

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Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor dos livros Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades e Perversão. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
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