quinta-feira, 19 de abril de 2018

Viva: A Vida é Uma Festa - Assistam!




Fazia tempo que não assistia uma animação. Mas dei uma chance para Viva: A Vida é Uma Festa (Coco, no original). Pode ter sido culpa do domingo nublado ou do dia ter sido, em boa parte, bem tedioso. O que importa é que resolvi comprovar os inúmeros elogios sobre o filme que ouvia por onde passava. Sempre tinha alguém falando que era maravilhoso e do tipo que te deixa fascinado. Curioso que sou, resolvi comprovar. 

O enredo, aparentemente, não tinha nada de inovador. A história é a seguinte: Amália Rivera se apaixonou por um músico e casou-se com ele. Logo depois eles tiveram uma filha: Ines. Mas as duas foram abandonadas por esse homem, já que ele decidiu dedicar-se só a música e foi embora para nunca mais voltar... Amália, por sua vez, decidiu focar em sobreviver e criou uma empresa de calçados. Tudo começou de forma bem simples, mas transformou-se, ao passar dos anos, na tradição da família Rivera: fazer sapatos. 

O filme começa com Miguel, que tem 12 anos, contando toda essa trajetória familiar pra gente. E também seu grande dilema: a música. O jovem rapaz é apaixonado por cantar e tocar violão, assim como seu grande ídolo: Ernesto de la Cruz, um cantor e ator muito popular da época em que sua tataravó foi abandonada pelo marido. Mas acontece que a música foi banida da sua família... Quer dizer, Ines, a tataravó de Miguel, baniu a música dos Rivera quando foi trocada por ela. Desde de então, qualquer tipo de som ritmado foi proibido dentro da casa da família e nenhum membro teve permissão ou interesse em se aventurar por esse lado musical... Até Miguel. 

Então, acidentalmente, o menino acaba quebrando o porta retrato de Amélia que estava na oferenda da família. Quando o pequeno pega a antiga foto, descobre que o marido dela (que teve o rosto rasgado) estava segurando uma guitarra que ele conhece bem, a do seu ídolo Ernesto de la Cruz. Assim, o rapazinho conclui que é descendente de seu ídolo e decide dizer para todos os familiares seu segredo: ele se inscreveu em um concurso de talentos na vila onde moram e irá cantar e tocar. Só que como uma boa trama mexicana, tudo não sai como ele havia imaginado. Sua avó Elena acaba quebrando seu violão depois de se irritar com tal atitude do pequeno e insiste para ele seguir o caminho de todos os Rivera e focar em sapatos e não na música. 

Claro que ele não vai obedecer e essa é a jornada que o filme acaba narrando. Miguel enfrentando quem ele sonha ser e quem ele é, mas ainda não sabe. Coco ainda é um filme que fala muito sobre um grande tabu brasileiro: A MORTE. A trama se passa no feriado mexicano do Dia de Los Muertos, icônico naquele país e que, até esse filme, não conseguia entender completamente. Mas tudo mudou depois de me emocionar com Viva: a Vida é Uma Festa. De forma singela e objetiva somos obrigados a encarar a morte de uma maneira mais feliz e pra cima. Por incrível que isso possa parecer. 

Ao final da animação, eu era uma mistura de sorriso e lágrimas. Estava conectado a Miguel e toda sua aventura no mundo dos mortos e por todos os personagens que vão cruzando pelo seu caminho. Do cachorro Dante até chegar no atrapalhado e malandro Hector. Não quero dar muitos spoilers sobre o desenrolar da trama. O que importa é você abrir o coração e descobrir o que esse filme tem para contar. 

Aproveita o feriadão que está vindo aí e se joga nesse mundo encatado. Vai valer muito a pena, pode confiar em mim.



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Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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