quinta-feira, 3 de maio de 2018

Pra Quê Tanta Coisa?




Mudança. Estou iniciando mais uma de apartamento, depois de morar por dez anos em um mesmo local. E nessa fase de preparação de mudança é que vamos redescobrindo o que temos de objetos guardados e/ou acumulados em gavetas que não abrimos com tanta frequência. 

Por exemplo, no início dos anos 2000 eu tive minha descoberta musical. Entendi o estilo do que gostava de ouvir e que me ajudava a entender quem eu era naquele momento. Aproveitando também das promoções de R$ 9,90 das Lojas Americanas, acabei comprando muitos CDs. Alguns escuto até hoje, mas online. No Spotify, Youtube ou baixados em meu computador e transferidos para meu iPod. Mas já tem um bom tempo que não sei o que é colocar um CD em um aparelho de som. 

Acho que a tecnologia fez isso com a gente. Velhos hábitos morreram e nem conseguimos lembrar do exato momento em que isso aconteceu. Remexendo nessa minha pilha de antigos álbuns, percebi que alguns possuem um apego afetivo. Me recordo do que me fez comprá-lo e até do tipo de cara que era ao ouvir faixa a faixa. Só não sei se ainda quero/preciso manter fisicamente essas lembranças em forma de objeto. 

O que fica cada vez mais evidente com sites de streaming é que ter o objeto não é obrigatório para usufruirmos de seu conteúdo. Netflix, Amazon, Hulu, HBO Go, são os locais que podemos assistir séries não só do momento como as renomadas também. Eu mesmo ando usando o NOW, serviço de streaming da Net, para ver Buffy, A Caça Vampiros. Mas o que é mais irônico é que eu possuo as cinco primeiras temporadas da série. Lacradas e nunca assistidas, guardadas em uma prateleira em casa. Comprei em uma época em que não existia sites para assistir séries e você ou esperava até estrear no Brasil ou baixava ilegalmente mesmo. 

Depois de toda febre que tive com música e DVDs, óbvio que também acabei indo para o mundo dos livros. A quantidade de lidos x comprados em minha prateleira é expressiva. Não me orgulho disso, claro. Pretendo não comprar livros novos tão cedo. Acho que consigo ficar uns anos sem comprar e ainda ter uma quantidade generosa para ler...  

Mas tudo isso porque comecei a separar alguns objetos para essa nova mudança. Não posso esquecer que após estar em um novo lar vou ter uma especie de caça ao tesouro. Já que encontrar tudo o que será embalado será toda uma nova aventura...

Não sei vocês, mas meus planos são de pouco consumo fisico nos próximos anos. Não quero mais livros físicos (apesar de ainda não ser adepto do Kindle). Já não compro mais CDse nem DVDs, então acho que posso começar a ter planos para o que posso fazer com esse dinheiro. Talvez uma viagem?

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Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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