segunda-feira, 28 de maio de 2018

Separem os Lenços: Dez Filmes Para Chorar





Assistir a um bom filme (e o conceito de bom é extremamente elástico e relativo) é um prazer de muitas pessoas mundo afora. E, exatamente para atender pessoas tão diferentes, existem os mais variados gêneros cinematográficos, que agradam a gregos e troianos. Ação, suspense, comédia, terror. É fácil achar entre as opções em exibição, algum filme que agrade a você e o motive a sair de casa e curtir um cineminha.

Entretanto, existe um tipo de filme que sempre atrai multidões aos cinemas, mesmo com todo mundo sabendo o que vai encontrar na sala escura: os filmes para chorar. Desastres naturais, doenças terminais ou algum capricho do destino fazem dos personagens pessoas frágeis e que podem sofrer a qualquer momento e é você, espectador, quem desidrata de chorar enquanto assiste ao filme.

Pensando nisso, resolvi organizar uma pequena e particular lista de filmes que, certamente, vão tocar no seu lado mais emotivo e tentar fazer com que você chore um pouquinho (ou um poucão, dependendo do tipo de pessoa que você seja).

Vamos à lista? Que, nunca é demais ressaltar, é bastante particular e, claro, vai deixar MUITOS outros filmes de fora. Confira os meus cinco escolhidos!

Meu Primeiro Amor (My Girl, 1991)






Uma clássico dos anos 90, o filme estrelado por Anna Chlumsky e Macaulay Culkin (vindo do avassalador sucesso de Esqueceram de Mim!), era centrado na descoberta da amizade e dos sentimentos de dois jovens adolescentes, Vada e Thomas, durante um verão aleatório.

Do primeiro beijo a uma grande perda, os jovens crescem e se tornam pessoas completamente diferentes daquelas que eram quando o filme começa e você, caro espectador, derramará um rio de lágrimas durante esse caminho. Lembro bem: Meu Primeiro Amor foi o primeiro filme a me fazer chorar na vida!

À Espera de Um Milagre (The Green Mile, 1999)






Um clássico é um clássico, né, mores? E ainda por cima baseado em uma história de Stephen King e estrelada por Tom Hanks e Michael Clarke Duncan, indicado a quatro Oscars em 2000 (Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Som).

Na trama, um carcereiro tem um relacionamento incomum e comovente com um preso que está no corredor da morte: Coffey, um negro enorme, condenado por ter matado brutalmente duas irmãs gêmeas de nove anos. Ele tem tamanho e força para matar qualquer um, mas seu comportamento é completamente oposto à sua aparência, além de ser simples, ingênuo e ter um pavor absurdo de escuro e possuir um dom sobrenatural. Com o passar do tempo, o carcereiro aprende que, às vezes, os milagres acontecem nos lugares mais inesperados.

Singelo e emocionante, é um filme que nos faz chorar, mas também nos deixa contemplativos sobre a vida e tudo que acontece ao nosso redor. Recomendadíssimo.

Um Amor Para Recordar (A Walk To Remember, 2002)






Baseado em um sucesso de Nicholas Sparks (que, é óbvio, tinha de ter um dos filmes inspirados em seus livros fazendo parte dessa lista), Um Amor Para Recordar, estrelado por Mandy Moore e Shane West começa como um típico filme adolescente, mas tem uma virada imprevista (para quem não conhece as obras de Sparks) e um final arrasador.

Jamie Sullivan é a garota estranha e careta. Landon, o jovem popular e inconsequente. Devido a um erro do segundo, os dois acabam se envolvendo, se apaixonando e tendo de lidar com um grandioso percalço no meio do caminho. É de terminar o filme com os olhos inchados de tanto chorar!

P.S. Eu te Amo (P.S. I Love You, 2007)






Com Hilary Swank e Gerard Butler encabeçando o elenco, P.S. Eu te Amo, baseado no livro da autora best seller Cecelia Ahern, já começa com uma pancada: Gerry e Holly eram um casal feliz até a morte do segundo. Desolada com a morte do marido, Holly passa a ser surpreendida com o cuidado do falecido que, antecipadamente, preparou uma série de cartas para ajudá-la a lidar com e a superar o luto.

Enquanto Holly vai aprendendo que um grande amor pode perdurar mesmo com a morte de uma de suas partes, o público vai se emocionando e chorando enquanto vemos a personagem vivendo a sua irreparável dor.

Marley & Eu (Marley & Me, 2008)






Se tem um tipo de filme que eu evito são os estrelados por animais. E isso se dá porque eu sempre desabo de dor se os protagonistas bonitinhos sofrerem ou morrerem ao final da história. Não sei lidar. E eu assisti Marley & Eu de teimoso, já que conhecia a história e havia me acabado de chorar com o livro e, mesmo assim, quis ver o filme. 

Recém-casados, John e Jenny Grogan se mudam para a Flórida e acabam adotando Marley, um adorável filhote de labrador. Marley cresce rapidamente e se torna BASTANTE travesso. Mas a amizade de Marley com a família Grogan com o passar dos anos dá a tônica da história.

Bonitinho, divertido e emocionante, é impossível não se apegar à Marley e à sua história. E não se acabar de chorar com o final do filme...

O Menino do Pijama Listrado (The Boy in the Striped Pyjamas, 2008)






Dificilmente um filme sobre a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto não será triste e nos fará chorar (e A Vida é Bela só não entrou nessa lista, mas é uma ótima indicação, porque eu fiquei muito dividido entre ele e esse aqui). 

Aqui, temos a relação entre Bruno, um garoto de 8 anos de idade que acompanha sua família quando seu pai se torna comandante de um campo de concentração, e Shmuel, um menino judeu da mesma idade. Embora separados por uma cerca de arame farpado e por uma guerra que nunca permitiria que fossem amigos, um laço improvável surge entre os dois e nos leva às lágrimas com o seu desfecho triste e surpreendente.

Um Dia (One Day, 2011)






Com uma premissa pra lá de interessante, Um Dia acompanha a vida de Emma e Dexter, dois jovens que possuem uma conexão especial desde o dia que se conheceram. Entretanto, o filme nos mostra sempre como está o casal em uma mesma data, 15 de julho, em anos diferentes. É uma história de amor inovadora, que pegou bem o espírito da obra original, o livro do autor David Nicholls.

Mas, como essa essa é uma lista feita para nos arrancar lágrimas, saiba que o final é daqueles que podem fazer você soluçar assistindo. Fica a dica!

A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars, 2014)






Assim como o livro de John Green que o inspirou, o filme baseado em A Culpa é das Estrelas foi um sucesso avassalador. E, com uma história protagonizada por dois jovens com câncer, não dava para esperar outra coisa: lágrimas sem fim!

Hazel Grace, vivida por Shailene Woodley, tem 17 anos e convive com um câncer. Com um humor ácido, mas levando uma vida introspectiva, tudo muda para ela quando conhece, em um grupo de apoio, Augustus, vivido por Ansel Elgort, um jovem brincalhão, que tem um câncer em remissão.

Vamos recapitular: dois adolescentes, um romance e, atente bem, câncer! Não tem jeito: você já começa assistindo ao filme sabendo que, a qualquer momento, tudo vai desabar!

Se Eu Ficar (If I Stay, 2014)






Se Eu Ficar é outro filme baseado em um best seller. E se a história de Gayle Forman já era triste nas páginas de seu livro, imagina nas telas do cinema? É impossível não chorar e se emocionar com um enredo desses.

Mia, personagem de Chlöe Grace Moretz, é uma jovem musicista que vê sua vida mudar em um dia que deveria ser normal, mas que é interrompido por um acidente de carro que vitima toda sua família. A sua experiência enquanto enfrenta um coma, intercalada por flashbacks de seu passado, é que dão a tônica dessa história lacrimejante.

Como Eu Era Antes de Você (Me Before You, 2016)






Acho que a fórmula de um bom filme para chorar é esse: ser baseado em um livro de sucesso. O que também é o caso de Como Eu Era Antes de Você, adaptação do romance de mesmo nome de Jojo Moyes (que é uma trilogia) e estrelado por Emilia Clarke e Sam Clafin. 

Jovem e peculiar, Louisa Clark transita de emprego em emprego até se tornar a cuidadora de Will Traynor, um jovem paraplégico e que se ressente dos caminhos que sua vida tomou. É claro que isso vai acabar se tornando uma história de amor, mas com um final impactante e muito lacrimejante. De verdade!
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São ou não filmes para muitas lágrimas, pessoal? Vou confessar: até eu tive que limpar meu rosto devido a algum cisco indevido durante momentos dos filmes acima. Coisas da vida e do cinema empoeirado e que faz o olho lacrimejar, não é?

Mas, bobeiras à parte, tenho de perguntar: e para você, qual seria um bom filme para chorar? Conta pra gente!

Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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