segunda-feira, 14 de maio de 2018

Sexo é Bom, Mas Quando é Ruim...




"O amor nos torna patéticos;
Sexo é uma selva de epiléticos..."
(Amor e Sexo - Rita Lee)

Ah, o sexo... Necessidade humana básica, né, mores? Quase sempre envolto por uma aura de prazer e satisfação, o ato sexual serve bem mais do que como forma de preservar a espécie humana, tendo se tornado um dos pilares da sociedade moderna. Ter uma vida sexual satisfatória é sinal de status, de auto-realização e quase uma obrigação. E sexo é bom pra caramba. Ou deveria ser... Deveria...

Porque tem o sexo ruim. Ou a falta de bom sexo. Ou aquela experiência BI-ZAR-RA que todo mundo já encarou um dia e ficou pensando: "OMFG, por que logo comigo?". Mas, fique tranquilo(a), você não está sozinho(a) no mundo de frustração.

Conversando com um amigo sobre uma situação sexual nada agradável onde ele se viu transando com alguém que ele denominou como o Galvão Bueno do Sexo, que narrava com detalhes o passo a passo do que estava acontecendo com os dois (Pode isso, Arnaldo?), eu tive a ideia da coluna de hoje. E, apesar de ter a minha cota de histórias um tanto quanto... peculiares, eu resolvi pedir ajuda pra galera que conheço e fiz uma postagem no Facebook pedindo ajuda. #SouDesses

O resultado? Recebi algumas histórias realmente loucas que me deixaram com cara de 😱😱😱. Duvidam? Pois sejam bem vindos às histórias que provam que sim, tem muita gente que acha que sabe transar, mas está fazendo isso MUITO errado. E espero, sinceramente, que ninguém se identifique (muito) com os casos a seguir.

OBS: os nomes foram mudados.
"Minha primeira namorada era 2 anos mais velha que eu e era virgem. Quando finalmente decidimos transar, foi aproveitando a ausência dos pais dela, que deixaram o terreno livre para a gente se divertir. Até que começamos as preliminates e, ao tirar sua calcinha, fui surpreendido por uma Floresta Amazônica lá embaixo, com cheiro bem desagradável que, quando cheguei perto, me deixou tonto. Não dava para encarar: era mesmo uma secreção esbranquiçada fétida. Resultado: fingi que estava passando mal e fui para o banheiro. Fingi vomitar, que a pressão baixou, sei lá! Só sei que não rolou nada mais e, logo depois, terminei com ela. Sem higiene é impossível..." - Marcelo
Conforme diria uma pessoa que já foi uma grande amiga em minha vida, mas que ficou pelo caminho: "Eca, eca, que nojo, comigo não!". Mas, entretanto, todavia, parece que sexo SEM higiene é algo que traumatizou muitos dos meus amigos (e amigos de amigos).
"Ainda dá tempo de contar história de dates bizarros? Tenho uma história de um amigo (sério, não é minha) que rende muita risada até hoje. Meu amigo e esse cara começaram a conversar no chat do UOL (sim, na década passada) e depois de um certo tempo marcaram de se encontrar. No dia do encontro, começou a rolar uma pegação básica, que logo foi esquentando. Tudo ia bem, até a hora que o cara tirou a roupa e meu amigo se deparou com UMA CUECA FREADA!!!! Meu amigo disse que deu um esporro no cara, que ainda tentou justificar que não tinha dado tempo de se preparar para o encontro. Meu estômago embrulha cada vez que ele conta essa história!" - André 
Isso é quase amador. Porque, convenhamos, é obrigação dar uma revisada nas roupas íntimas antes do sexo. O mínimo do bom senso. Mas, pelo visto, nem todo mundo pensa assim.

O pior é quando o lance é outro e um dos envolvidos usa o sexo como forma de tratamento estético.
"Quando eu estava fazendo intercâmbio, tinha um russo na faculdade que eu achava lindo. Como não gostei do alojamento que a faculdade ofereceu, fui morar num apartamento que só tinha intercambista. Coincidência: ele morava lá. Nunca imaginei que ele fosse gay, só achava bonito. E calhou de dividirmos quarto. Ai, numa confraternização bebemos muito e fiquei com ele na festa. Já viu, né? Volta piscando para casa, ainda mais sabendo que o quarto é o mesmo. Foi quando fomos transar e,  para o começo de tudo, estava indo muito bem. Mas então ele me fez gozar muito rápido. Sei lá porque, não deixava eu pegar no pau dele, nem chupar e ele ficava me masturbando rápido e foi, gozei mesmo. Aí ele pegou o esperma no meu peito e começou a passar na cara COMO SE FOSSE CREME HIDRATANTE. No final, disse que era bom para a pele. Levantou e foi dormir. Fiquei meio confuso com a situação. No dia seguinte, ele começou a me provocar de novo e, again, só quis saber da minha porra para passar na cara. Aí foi ficando sério e o pior é que eu não conseguia contornar a situação e dei mais uma chance de rolar algo. Veio a terceira vez, ele só me beijou, me fez gozar e, adivinha? Pegou a porra, passou na cara e acabou. Na outra semana arrumei um novo quarto, porque eu não trabalho para Natura." - Rapha
Faltou empatia aí, gente! Do meu amigo, é claro, afinal, dá pra entender o russo: tratamento estético é caro, não?

Ainda sobre empatia:
"Na primeira vez que transamos, doeu horrores. Ele gozou e foi tomar um banho e, até aí, ok, porque eu também já tinha perdido o tesão. Mas marcamos uma segunda vez, eu curtindo muito mais e tal (sendo que fui passivo nas duas vezes), só que ele simplesmente fez a mesma coisa: gozou, se levantou e foi tomar banho. Eu louco pra gozar também e ele cagou pra mim... Fiquei puto e sem gozar." - Marcos
O pior: acho que isso é comum pra caramba.
"Na época do UOL, marquei um encontro com um cara e partimos logo para um encontro. Não rolava nudes como hoje e, até aí, tudo normal. Nos vimos, achei ele até que bastante interessante e ok, até a hora de tirarmos a roupa. Com o clima rolando, ele pelado, fui reparar no pau dele e, nossa, não soube como reagir... Era uma coisa estranha, já que não era só um pau feio, era deformado mesmo: era tipo um pau cortado, com testículos de tamanhos diferentes, fora de proporção, não sei... Mas, sem tesão algum, acabei dizendo que não ia rolar, pois eu não tinha ficado interessado. Depois de já estar pelado. Ele foi embora, achei a história bizarra, mas vida que segue. Até que dois anos se passaram, encontrei no UOL um cara com um papo legal, marquei a real e, com uma memória não muito em dia, só me dei conta de quem era na hora que ele ficou pelado e vi o pau cortado! E novamente o dispensei e ainda perguntei se ele não se lembrava de mim, sendo que ele disse que não. Ou seja, dispensei um cara duas vezes por causa do pau feio."- Renato
Sério, fiquei com dó. Imagina, ter nascido com um pau feio, marcar um encontro DUAS VEZES e ser dispensado pelo mesmo motivo?

E quando seu amigo é o fodão e tem dificuldade de lembrar uma história de foda ruim?
"Fiquei aqui pensando numa história ruim de sexo. Acho que devo ter apagado várias da cabeça, não é possível. Mas me lembro de um cara que foi lá em casa uma vez enquanto eu namorava e tinha relacionamento aberto. Ele chegou, mas não falava nada; tipo, sentou, ficou parado vendo TV e não conversava direito. E olha que meu ex é jornalista e adora entrevistar as pessoas. Além disso, o cara não tirava o boné por nada. Mas, acabamos indo para o quarto e, com muito custo, ele tirou o boné e era careca. Meu ex, bocudo que só, falou algo sobre a careca do cara (e eu quis me afundar num buraco) e o cara ficou ainda mais mudo do que já era. Com aquela falta total de interação, meu ex acabou emputecido e mandou o cara embora. Do nada. Sem sexo." - Gilson
E agora, um aprendizado:
"A frase é: nunca deixe que façam sexo oral em você enquanto você pensa em outra pessoa!  Porque teve uma vez que conheci um cara que conheci virtualmente em um grupo que fazia parte e, como morávamos em cidades diferentes e ele viria para a minha, perguntou se podia ficar na minha casa. Já nos conhecíamos bastante virtualmente e eu achei ok. Mas eis que era um sábado, vi meu ex passando na porta de minha casa e , brava, acabei cedendo e deixando que o garoto que estava hospedado comigo me fizesse sexo oral. E, óbvio que quando tudo terminou eu fui para o banheiro e me lavei inteira. Foi péssimo, já que eu só fiz comparações com o outro desgraçado. E o menino achando que tinha me conquistado e, depois de ir embora, me ligava de 5 em 5 minutos, cronometrava o tempo que eu gastava para sair do escritório e chegar em casa, pagava de namorado mesmo, apesar de nem saber fazer um sexo oral satisfatório. Foi um inferno!" - Juliana
Da série, a expectativa é a mãe das frustrações:
"A minha história é um verdadeiro desastre, mas só que assexuado. E isso se dá, porque fiquei com um cara por um tempo até o belo dia em que resolvemos ir adiante. Mas, afffff, antes tivesse ficado do jeito que estava. Me preparei toda, fomos pra casa da tia dele que estava viajando, estava tudo certo pra ser perfeito. Confesso que eu estava com um pouco de medo, porque reza a lenda que homens negros são uns cavalos inteiros, né? Mas, se eu tava na chuva, queria me molhar inteira; pena que literalmente me molhei com um balde d'água fria. Porque, uma vez lá, o clima esquentou e, finalmente senti que, de fato o ditado era verdade e eu? Gelei, né? Mas super empolgada🤣. Até que chegou a hora onde as expectativas foram pro saco: pense num homem de 25 anos, mas... virgem! Isso mesmo, cabaço! Parece que nem filme pornô aquela porra assistia, porque o desastre já começou na hora de colocar a camisinha, o que ele nem sabia fazer (se bem que acho que também não cabia). Mas o negócio começou a pegar fogo, as brincadeirinhas só estavam começando e ele simplesmente gozou na minha perna, assim, do nada, sem nem sequer ter me penetrado. Ainda gemeu e depois CHOROU porque disse que doeu. Eu com cara de quem nada entendi, fiquei olhando pra ele que, por sua vez, estava com cara de satisfeito. Só pensei o que é que eu estava fazendo lá. Moral da história: fui embora com tanta raiva que nem a calcinha vesti! Enfiei no bolso da calça e dias depois terminei com ele. Ah, fala sério, dava pra mim não..." - Alessandra
A vida realmente não tá fácil pra mulherada, Brasil. Não mesmo! Mas eu super tenho medo, porque tem muita mulher vingativa nessa vida:
"Eu não sei o que você considera sexo bom, Leandro. Mas acho que tem que ser bom pros dois, não só pra uma das partes. Por exemplo, teve um idiota que quis me bater na hora do sexo e eu, assustada, mandei ele parar com aquela putaria... E então o que ele fez? Começou a me esculachar verbalmente, me xingando de coisas diversas e eu lá, ouvindo tudo serena, respirando hoponopono e esquematizando como daria o troco imediato, observando tudo à minha volta, como uma sandália feminina (de quem?) que estava no quarto. Ele deu mole, peguei um dos pés e botei na bolsa. E, do banheiro, levei um prótese dentária do filho da puta que estava descansando sobre a pia. E saí de lá plena e realizada por saber que o ser iluminado do sexo ruim teria de explicar pra uma mulher onde estava o pé de uma sandália Mr Cat e sem saber onde havia ido parar uma prótese bem cara." - Geordana
Tá bom pra vocês?

É aquela coisa, amiguinhos, tem horas que é melhor se satisfazer sozinho do que encarar uma situação dessas, não é mesmo? A pena é não termos como saber que uma possível foda será uma verdadeira merda, um desastre total. Acho que é por isso que a gente insiste e tenta, porque, ainda bem, tem aquelas experiências que compensam as frustrações. Ou não.

Agora me digam: e a vida sexual de vocês, como anda?

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Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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