sábado, 30 de junho de 2018

A Copa é do Mundo





Estamos em tempos de Copa do Mundo. Nessa época, há uma tendência da população de recuperar certo patriotismo. Procuramos esquecer nossas diferenças ideológicas e políticas, para sermos todos brasileiros no mesmo barco. Afinal, quer queira, quer não, o futebol é uma das nossas paixões nacionais. 

Mas, não foi para falar de política que eu vim para a frente deste computador escrever esse texto. Mas para compartilhar de uma situação com a qual me deparei essa semana. Estava eu numa agência da concessionária de luz para resolver um problema de cobrança errada na conta. Não! Também não vim reclamar do serviço, tanto que nem mencionei o nome da concessionária (embora alguns já saibam ou deduzam qual seja). 

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Hiperconexão Dissimulada





Constantemente tenho abordado o tema “redes sociais” aqui no Barba Feita, pois é algo que, nas mesmas proporções, me fascina e me amedronta. Também já tive a oportunidade de poder compreendê-la profundamente, através da forma acadêmica, quando suas representações simbólicas e a dinâmica do discurso das redes foram a base de meu objeto de estudo para meu projeto no mestrado.

Lembro-me que, na época, gostaria de ter entrado em uma análise que, infelizmente, acabou ficando de fora de minha dissertação devido à quase nula bibliografia e observações sobre esse tema: o slacktivismo.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

É Errado Não Gostar de Futebol?





Ontem vivi uma daqueles situações que mexem com você e te fazem questionar certas coisas. Enquanto o Brasil, quase que literalmente, parava para assistir nossa seleção entrar em campo para mais um jogo da Copa do Mundo, eu estava esperando um ônibus para ir trabalhar. E daí? Você pode pensar. Pois é, e daí? Mas, próximo ao local em que estava tinha uma pizzaria e um bar. Não preciso nem dizer que a televisão estava exibido o bendito jogo e havia muitas pessoas ali, vidradas pela seleção. Menos eu. 

Não vou mentir que até pensei em caminhar para mais perto e dar uma olhadinha, quase como se fosse o Big Brother, mas refleti comigo mesmo: por quê? Não gosto de futebol, nunca gostei. Não acho o esporte em si interessante. Era, quando pequeno, constantemente vítima de bullying por não ser minimamente interessado por um par de chuteiras, bola de futebol e um gramado.... Vai entender.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Tornar-se Humano





Quantas vezes a humanidade demonstrou a sua crueldade de forma coletiva? Em quantos momentos ao longo da História cometemos genocídios e crimes contra a nossa própria espécie, subjugando um grupo ou etnia simplesmente por ser/ter algo diferente? De forma mais difundida, não é difícil lembrar da escravidão dos negros africanos e as progressivas chacinas dos indígenas nos tempos coloniais e pensar também no Holocausto. Isso sem contar o extermínio da Sérvia contra croatas, bósnios, albaneses e outros povos da antiga Iugoslávia; a perseguição russa contra chechenos; o massacre de hutus contra tutsis em Ruanda; o dia-a-dia de favelas brasileiras... 

Essa semana fomos surpreendidos com o presidente americano Donald Trump se superando em suas decisões desumanas, separando pais e crianças imigrantes em jaulas. Trump, por diversas vezes, já foi comparado a Hitler por suas atitudes e agora não foi diferente. Curiosamente, nessa mesma semana, eu zerei pela primeira vez na vida um jogo de PlayStation chamado Detroit: Become Human. O que tudo isso tem a ver? 

terça-feira, 26 de junho de 2018

Vale Tudo: O Brasil Que Continua o Mesmo Depois de 30 Anos





Eu, como um fanático por telenovelas, é claro que passei a assistir pela enésima vez a reprise de Vale Tudo, que está sendo reexibida desde o último 18 de junho pelo Viva. A novela de Gilberto Braga, com quem ele dividiu a assinatura com Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, em 1988, é considerada até hoje um clássico da nossa teledramaturgia. Exibida originalmente há 30 anos, quando eu completava os meus 8 de idade, abordava em seu enredo principal a questão: “vale a pena ser honesto no Brasil, um país onde tanta gente se dá bem, sendo desonesta?" 

A cena mais emblemática para mim (pasmem!), não foi a morte ou a descoberta do assassino de Odete Roitmann, mas uma das sequências do último capítulo em que Marco Aurélio, o corrupto empresário vivido por Reginaldo Faria, fugia em seu jatinho dando uma banana (gesto de braços cruzados que indica xingamento) para o país, lá de cima, mirando o cartão postal do Rio de Janeiro com absoluto desdém.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Além do Homem: Quando a Pretensão Encontra a Chatice





Há muito que o cinema brasileiro vem explorando outras possibilidades narrativas e criativas. E, apesar de vivermos ondas em que determinados gêneros dominam as telas (favelas movies, comédias escrachadas), a produção nacional tem se mantido produtiva, explorando gêneros diversos. Pena que, muitas vezes, não sendo bem sucedida no básico, seja em qual gênero se aventure: entregar um bom filme aos espectadores.

Fui para a sessão para críticos de Além do Homem sem nenhuma expectativa. Eu não tinha lido nada sobre a produção e vi apenas os nomes do elenco. Logo, fui de peito aberto, sem qualquer pré-julgamento para com a história. Mas, depois de menos de meia hora de filme eu já estava completamente entediado e quase implorando para que a sessão (de tortura) acabasse.

sábado, 23 de junho de 2018

De Riscado a Boreli





Eu me lembro que, quando pequeno, meus familiares, como pai e tios, sempre contavam anedotas envolvendo questões raciais e eu, uma criança de oito anos, achava super engraçado. Eu vou repetir esse trecho: “Eu, uma CRIANÇA DE OITO ANOS, achava super engraçado”.

Eis que nos deparamos com alguns anúncios do mais recente clipe de Nego do Borel, que será lançado em julho, mas, antes de eu prosseguir com essa “pérola” do cantor, gostaria de citar rapidamente um outro clipe seu: Pretinha Vou Te Confessar.

No clipe, de 2016, o cantor faz par romântico com uma mulher branca (Aline Riscado), cabelo liso, curvilínea e todos os outros jargões do padrão de beleza que já conhecemos tão bem. Lembro que, na época desse clipe, o cantor chegou até a ser questionado sobre por que não uma musa negra. Não soube responder. Ledo engano.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

O Tempo Não Para?





Eu já deixei de acompanhar novelas desde o tempo de Avenida Brasil (que provavelmente foi a última em que não perdi nenhum capítulo). Depois disso, vi capítulos aleatórios de uma ou outra e nenhuma chegou a chamar minha atenção a ponto de eu sair correndo do trabalho a tempo de não perder o início do folhetim.

Mas essa semana, ao ler uma nota no jornal sobre a próxima novela das 7 da Globo, fiquei interessadíssimo na história que vai estrear mês que vem. Escrita por Mario Teixeira (considerado o novo Walcyr Carrasco da Globo), se chamará O Tempo Não Para e vai trazer um tema bem intrigante.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Vocês Estão Preparados Para Era IGTV?





Nunca uma quarta-feira foi tão movimentada para os fãs de redes sociais quanto o dia de ontem, 20/06/2018. Enquanto o Google lançava o seu Google Podcast, o Instagram dava início à revolução do modo como assistimos conteúdo em vídeo. E sim, não achava que isso poderia ser possível, mas pode e será, mores.

Depois que o finado Snapchat veio ao mundo para fazer com que assistíssemos vídeos com o celular na horizontal - lembrando que o Instagram pegou essa ideia e acabou colocando mais algumas animações e funções divertidas, dando ao nome disso tudo de stories -, agora podemos conferir vídeos feitos exclusivamente para esse formato vertical. Sem mais aquele papo de virar o celular para conferir em tela cheia... Uma revolução que nem o "tio" Bonner imaginava ser possível. 

quarta-feira, 20 de junho de 2018

PH Também Fala "Oxente"





Semana passada falei um pouco sobre o reencontro com a cidade natal do meu pai e com a antiga casa dos meus avós no exato dia do meu aniversário. Nesses dois últimos anos tive a oportunidade de rever parte das minhas raízes paternas que andavam esquecidas: além da viagem de agora, ano passado revi parte dos meus primos e um tio com quem não estava desde muito pequeno. Dessa vez, estive novamente com a minha tia mais nova e minhas primas que ainda moram em Mogeiro (PB), e também com meus primos que moram em Olinda (PE).

Durante muitos anos, sempre fui mais apegado à minha família materna (com exceções, claro... Há tios e primos por parte de pai de quem sou muito próximo). Mas a referência mais próxima da minha avó e do meu avô, meus primos com quem fui criado junto na infância e adolescência sempre foram pelos laços maternos. O sobrenome que escolhi usar profissionalmente (Brazão) herdei da minha mãe e não do meu pai (Sobral). E me lembro que isso foi a guinada em um determinado momento da minha adolescência. Até então, eu assinava tudo como Sobral (inclusive minha assinatura na carteira de identidade tem apenas o Sobral por extenso).

terça-feira, 19 de junho de 2018

Sê Grato!




Gratidão
substantivo feminino
1. qualidade de quem é grato.
2. reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio, um favor etc.; agradecimento.

Apesar da descrição acima, extraída do dicionário, penso que achar como gratidão apenas o ato de retribuir atitudes ou situações agradáveis que outras pessoas geraram em nossa vida é uma forma de pensar muito limitada. Isso porque ser grato talvez seja um estado de espírito e não deveria fazer referência somente aos fatos positivos, mas a tudo que está presente em nossa vida.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Ménage à Trois: Cabem Três Em Uma Só Cama?





Mesa de bar, cervejas, riso e aquela conversa descompromissada e sem pé nem cabeça, que não se sabe como um assunto acaba puxando outro ou que motivou o rumo da conversa. E assim, entre uma história e outra, o assunto: sexo a três. Faria? Já fez? Curtiu? Porque é meio que inevitável não acabar pensando ou falando sobre o assunto, já que ele traz consigo toda uma aura de curiosidade e mistério.

Pergunto: existe assunto que gere mais interesse que ménage à trois ou, em bom português, sexo a três? Digo mais: esse é o sonho da maioria dos homens hétero, claro, com o terceiro vértice do triângulo sendo outra mulher. Que homem não adoraria se sentir um garanhão na hora H, tendo duas mulheres para se divertir? 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Se Estamos Presos ao Modelo, Somos Parte Dele




Certamente não sou só eu que tenho a impressão de que o Brasil desce ladeira abaixo. Nem gosto muito de comentar sobre assuntos políticos, pois quando começo a falar acabo sendo muito incisivo e muitos confundem os meus argumentos com o discurso de estar defendendo X ou Y ou a velha babaquice de estar do lado dos coxinhas ou mortadelas. Então, para evitar o desgaste, evito começar o embate e prefiro ficar somente na aura simbólica, pois assim, só os fortes entenderão.

Mas em algumas situações, é inevitável que saiamos da linguagem metafórica e tentemos ser mais didáticos para que o povo possa compreender certas coisas. Como muitos sabem, já estou há muito tempo trabalhando como jornalista dentro da área de saúde. E lá se foram uns 15 anos vivenciando os absurdos de gestões governamentais que, a cada ano que passa, só deterioram ainda mais as unidades de saúde pública.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Stalker, de Tarryn Fisher




Se existe algo que arruina a vida de qualquer leitor, com toda certeza ela se chama ressaca literária. Acaba acontecendo sempre quando se enfrenta um livro que é longo demais ou tedioso. Acredito que ainda estou com alguns desses vestígios desde que finalizei Piano Vermelho, de Josh Malerman, autor do viciante e mega recomendado Caixa de Pássaros, mas que não repetiu sua boa performance nesse segundo livro. Que, sério, fuja o quanto for possível. 

Tudo bem que consegui ler uma segunda obra este ano, mas FlashForward foi um daqueles livros que eu olhei para ele e ele me olhou e rendeu uma boa leitura. Depois me aventurei com um bom HQ e mais nada. NADA! Isso até receber a segunda caixa da TAG Inéditos com o livro Stalker, da Tattyn Fisher. O livro apresenta elementos que me cativam. É de mistério e possui uma personagem que é completamente desequilibrada. Quando dei uma leve folheada, percebi que a escrita da autora é das mais interessantes, assim como o enredo que ela montou. O resultado? Viciado em cada página dessa história intrigante. 

quarta-feira, 13 de junho de 2018

O Aniversário e o Reencontro




Essa semana é aquela em que eu comemoro o meu aniversário e o Dia dos Namorados. Com a diferença de que, pela primeira vez, resolvi pegar férias nesse período e viajar. Escolher um lugar para ir em junho no Brasil tem que se pensar bem no tipo de turismo que se quer... No meu caso, queria voltar a aproveitar um pouco de praia e sol e conhecer algum lugar novo. Foi quando tive o estalo de ir para a Paraíba.

A Paraíba não era exatamente uma novidade completa para mim, embora recheada de experiências novas. Meu pai é nascido no Estado, mais precisamente em Mogeiro, na entrada do Agreste, entre João Pessoa e Campina Grande. Mas a última vez que estive nessas bandas foi há 27 anos e lembrava de coisas muito pontuais, além de nunca ter ido à capital. 

terça-feira, 12 de junho de 2018

É Dia dos Namorados...




Casais casados comemoram o dia dos namorados? Essa pergunta me fez pensar que namorar, na verdade, é um estado de espírito. Você pode estar casado, mas quem faz o casamento ser um eterno namoro é você. Namorar, sendo bem piegas, é olhar com olhos como “cachorrinho sem dono” pedindo colo. É fazer vozinha de neném para ser carinhoso. É ser ridiculamente meloso e conscientemente sedutor. Transformar seu casamento em namoro é bom, e também porque envolve carinho e cumplicidade sem a pesada responsabilidade dos casais casados. 

Só no Dia dos Namorados se curte de verdade poesia, chocolate e bichinho de pelúcia (que pode ser substituído por uma almofada, se agarrada com essa intenção...rs). Nos outros dias, nenhuma música romântica é tão bem-vinda. Se a gente olhar direitinho, acho que nem os passarinhos cantam com tanta alegria. E então, por que não fazer que todos os dias sejam assim?

segunda-feira, 11 de junho de 2018

As Eleições 2018 e a Ameaça Ultraconservadora





"Por isso, cuidado, meu bem, há perigo na esquina:
Eles venceram e o sinal está fechado para nós que somos jovens...

Junho de 2018. Faltando quatro meses para as eleições presidenciais, ainda não há candidaturas "oficiais" ao cargo mais importante do país e o resultado de pesquisas de intenção de voto são alarmantes. Motivados por uma série de questões, os eleitores parecem divididos entre um pré-candidato preso (Lula) e outro que, além de tremendamente conservador, agrega bastante polêmica ao seu nome (Jair Bolsonaro). 

Na última semana de maio, dois institutos de pesquisa tradicionais liberaram seus resultados sobre as intenções de voto para as eleições 2018. De acordo com o Ibope, Bolsonaro, pré-candidato pelo PSL, aparece tecnicamente empatado com Lula, do PT. Já pelo Vox Populi, Lula mantém uma ligeira vantagem contra qualquer candidato, mesmo estando preso há dois meses em Curitiba.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Dando um Chapéu na Melancolia




Faltam poucos dias para a Copa do Mundo.  E pela primeira vez em toda a minha vida, ainda não tinha notado um único lampejo de entusiasmo desse povo.  Aí no final da semana passada vi uma molecada super-animada realizando a tradicional pintura do asfalto e pendurando as bandeirinhas verde-amarelas em uma tradicional rua vizinha à avenida onde moro. 

A alegria durou pouco.  Na calada de uma madrugada, toda a decoração foi vandalizada.  Aos primeiros raios do amanhecer, a vizinhança incrédula, não conseguia compreender o porquê de alguma criatura insana ter feito aquela barbaridade.  Diante dos olhares entristecidos, um engravatado, bradando em tons acima da média, tinha orgasmos múltiplos ao ver a cena.  Para ele, toda aquela destruição de um árduo trabalho tinha sua nítida aprovação.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Arrasta, o feet de Glória Groove com Léo Santana




Quando soube que Glória Groove lançaria um feat com Léo Santana, fiquei com um "mini" pezinho beeem atrás com essa ideia. Glória é rap! Glória é pop! Mas Glória é axé? Sim. Cai na besteira de tentar limitar o talento dessa drag que admiro tanto e não pensei que esse encontro musical seria capaz de só reafirmar que Glória é tudo! 

Aos primeiros acordes de Arrasta, parceria São Paulo-Salvador, me vi já mexendo os ombrinhos e babando pelos vocais pesados e certeiros. Groove foi capaz de sair de sua zona de conforto, mais uma vez, e reafirmar seu merecido lugar na música pop brasileira. 

quarta-feira, 6 de junho de 2018

A Menina Disse Coisas




Encontrei um amigo algumas semanas atrás e ele me perguntou:
"Já foi ver a peça da Aline Carrocino? Pois vá, está sensacional. Valeu a pena toda a ausência dela"
Aline é uma grande amiga e companheira de outras missões e, nos últimos meses, teve que se ausentar do nosso convívio constante por conta da dedicação ao Teatro, como produtora e também como atriz. Além de estar em cartaz em outros espetáculos infantis, como Luiz e Nazinha e Bituca, ela foi escalada para protagonizar o musical Nara - A Menina Disse Coisas, o que lhe sugou muito do tempo disponível de sua vida (ainda dividindo a responsabilidade com um filho pequeno, de um ano de idade). Mas, como me foi alertado, valeu muito a pena.

Ir assistir a um espetáculo sobre Nara Leão (Vitória, 19 de janeiro de 1942 - Rio de Janeiro, 7 de junho de 1989) é quase como ir a um jogo de futebol de dois clubes desconhecidos: você chega sabendo pouco sobre ela e sai surpreendido com a sua história, principalmente pelo olhar que o autor da peça, o jornalista Cristovam Chevalier (outro querido!), lança sobre a homenageada. Admito que pouco sabia de Nara: era uma cantora brasileira que teve seu destaque numa época em que a minha mãe tinha suas preferências musicais (e não passavam por ela). Foi um tempo em que grandes vozes tiveram evidência, como Elis Regina e Maysa, e Nara era considerada pouco potente e menos afinada. Era chamada de "Musa da Bossa Nova", mas não gostava do rótulo. Enveredou-se por diversos estilos (mas, por fim, admitia que a Bossa Nova era o que mais sentia tocar-lhe o coração).

terça-feira, 5 de junho de 2018

Descobrindo o Perdão Por Meio das Minhas Próprias Sombras





No último fim de semana, participei do laboratório O Ator e a Sombra II, que certamente entrou para galeria de eventos mais viscerais que já vivenciei. Já fazia tempo que gostaria de conhecer o trabalho da atriz, diretora e produtora Gabriela Linhares, e aquela era a oportunidade de saber como era a condução dos seus processos de preparação. 

Resolvi deixar parte da minha racionalidade de lado e tentar, de fato, entrar nesse mundo que venho alimentando há alguns anos de forma alternativa à minha rotina de vida: a arte cênica. Mas essa era uma experiência diferente. Haviam até pessoas que não eram de teatro, afinal, a ideia era bem mais ampla. Foram três dias de tão intensos estudo e experimentos que, às vezes, me sentia numa prova de resistência digna de reality show

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Rotinas





A gente vive ouvindo dicas do que fazer pra quebrar a rotina, pra fugir da mesmice, pra fazer sempre algo novo e diferente. Que o mais do mesmo não é legal e que devemos fugir da obviedade da vida. Mas, me pego pensando, e quando a gente gosta da nossa rotina, de seguir os planos, de manter a calmaria da obviedade?

Eu sou, normalmente, uma pessoa bastante organizada. Sou pontual e gosto de seguir regras. O que me leva a ser alguém que aprecia a rotina. Mesmo assim, manter uma rotina não é algo frugal. Porque até pra seguir uma rotina é necessário organização. Mas, pode ser a chamada maturidade (palavra bem melhor de ser dita que "idade", né?), mas venho me apegando cada vez mais a manter a rotina em dia, o que para mim vem acompanhado apenas de benefícios.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Amizades




Numa dessas noites de papo-vai e papo-vem em algum barzinho da vida, alguém se espantou quando afirmei que tenho um grupo de amigos há mais de três décadas e que, todos os anos nos encontramos para rir um pouco, jogar conversa fora e atar ainda mais os nós de nossa amizade. Como já é tradição, até rola uma brincadeira de amigo-oculto, onde nesses trinta anos, nem é mais novidade, já que todos nós já “tiramos” uns aos outros por diversas vezes. 

Nesse grupo, fomos recebendo mais integrantes: da turma original somaram-se os maridos, esposas, filhos, namorados... e tenho certeza de que, ainda por muitos anos, ainda nos divertiremos com a troca de presentes, mesmo que, velhinhos, presenteemo-nos com o deboche na entrega de caixas de Dorflex e medicamentos para a falta de memória.