quinta-feira, 7 de junho de 2018

Arrasta, o feet de Glória Groove com Léo Santana




Quando soube que Glória Groove lançaria um feat com Léo Santana, fiquei com um "mini" pezinho beeem atrás com essa ideia. Glória é rap! Glória é pop! Mas Glória é axé? Sim. Cai na besteira de tentar limitar o talento dessa drag que admiro tanto e não pensei que esse encontro musical seria capaz de só reafirmar que Glória é tudo! 

Aos primeiros acordes de Arrasta, parceria São Paulo-Salvador, me vi já mexendo os ombrinhos e babando pelos vocais pesados e certeiros. Groove foi capaz de sair de sua zona de conforto, mais uma vez, e reafirmar seu merecido lugar na música pop brasileira. 

Vamos combinar que os sons andam bem genéricos e uma música anda parecendo outra e por aí vai. Mas Glória Groove trouxe gostinho de novidade. Essa junção do rap com o axé, passando "levemente" pelo funk, só reforçou o cuidado com a produção musical da faixa. O que me faz querer colocar uma estrelinha dourada em tudo o que nossa drag idealiza e faz. 

Arrasta é uma música com elementos totalmente pops, mas sua batida é única, dentro não só do gênero, quanto da proposta musical do momento. Ouso dizer que dentro de mais um pouco de tempo, Glória vai iniciar o movimento de reggaeton brasileiro. E já aviso que amarei cada segundo dessa era dançante.

Não quero e nem vou entrar no mérito que fulano é melhor que cicrano. Glória Groove é Glória Groove e seu material até o momento me agrada bastante. Ela tem influências de artistas internacionais mas, no final do dia, a nossa cantora consegue reafirmar sua origem e produzir faixas de música que possuem espaço em nossa playlist e deixam um gostinho de quero mais. 

Caso não tenha assistido ao clipe de Arrasta, veja aqui e não deixe de conferir os outros trabalhos de nossa Diva. Glória Groove do Brasil está deixando sua marca e você não pode ficar fora dessa.

Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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