terça-feira, 12 de junho de 2018

É Dia dos Namorados...




Casais casados comemoram o dia dos namorados? Essa pergunta me fez pensar que namorar, na verdade, é um estado de espírito. Você pode estar casado, mas quem faz o casamento ser um eterno namoro é você. Namorar, sendo bem piegas, é olhar com olhos como “cachorrinho sem dono” pedindo colo. É fazer vozinha de neném para ser carinhoso. É ser ridiculamente meloso e conscientemente sedutor. Transformar seu casamento em namoro é bom, e também porque envolve carinho e cumplicidade sem a pesada responsabilidade dos casais casados. 

Só no Dia dos Namorados se curte de verdade poesia, chocolate e bichinho de pelúcia (que pode ser substituído por uma almofada, se agarrada com essa intenção...rs). Nos outros dias, nenhuma música romântica é tão bem-vinda. Se a gente olhar direitinho, acho que nem os passarinhos cantam com tanta alegria. E então, por que não fazer que todos os dias sejam assim?

Namorar tem gosto de brincadeira, é divertido e não tem o peso das contas e das responsabilidades do casamento (mesmo que elas existam). É como tomar sorvete todos os dias e nunca ficar resfriado. É beijo com sabor de bala de hortelã. É pescoço perfumado convidando para um cheiro no cangote. É passear de mãos dadas ou, simplesmente, estar com elas juntas mesmo nos momentos a sós. É ficar conversando pela cam do telefone fazendo beicinho e manhas de saudades. É escrever juras eternas em e-mails de textos infinitos ou numa crônica da sua coluna semanal (rs) ... 

Pensando no sentimento gostoso que nos invade em dias assim, tenho vontade de declarar um dia dos namorados a cada mês, talvez toda semana. E na semana que passou, quando eu nos via em um momento de afastamento causado pela correria e uma série de projetos paralelos que temos, com a possibilidade de não nos vermos em plena data comemorativa, ouvi “se não der para nos vermos, não tem problema, pois nós somos namorados todos os dias! ”

E por que não dizer “eu te amo” todos os dias? De fato, uma demonstração de amor vale mais do que uma declaração, mas é importante declarar também. É importante expressar o que se sente, desde que o sentimento venha mesmo do coração. 

A felicidade não se busca em um só dia, ela acontece nos momentos mais inesperados.... Pode ser no encontrar ao final do cansativo dia de trabalho para voltar juntos para casa, rir das mesmas bobeiras, fazer um pudim de leite inesperadamente e, no desenformar, colocar a colher na boca para provarem juntos ou no reencontro depois de um tenso dia de responsabilidades, se entregar a um beijo caloroso como o do primeiro dia ou apenas se sentir seguro dentro de um abraço apertado, com aquela fragrância que só o corpo do seu amor tem.


Apesar desse texto ter sido escrito baseado na minha própria vida, vale finalizá-lo com uma reflexão:

Para alguns que se intitulam, como eu um dia fui, solteiros convictos, uma hora você cansa (creia!), e quando se der conta, vai perceber que a solidão é a pior coisa que existe.

Para os que ainda buscam, como eu um dia acreditei, perseverança e paciência sempre!

Para os que já acharam seu amor, mas que ainda não estão juntos, declare-se, corra atrás do que você quer e seja feliz!

E para os que, como eu, já acharam sua cara metade, viva cada minuto ao lado dela, como se fosse uma eternidade, dando valor a cada segundo, valorizando cada centímetro dessa pessoa que está ao seu lado, não importando o tempo que estão juntos e nem as condições em que estejam unidos. Pois a melhor coisa da vida, certamente, é amar!

Leandro Faria  
Julio Britto, carioca, advogado, amante de telenovelas, samba e axé music. Ator nas horas vagas, fã de Nelson Rodrigues e tudo relacionado a cultura trash. É leonino de 29 de julho de 1980, por acaso, uma terça-feira, mesmo dia da semana colabora aqui no Barba Feita.
FacebookTwitter


A opinião dos colunistas não representa necessariamente a posição editorial do Barba Feita, sendo estes livres para se expressarem de acordo com suas ideologias e opiniões.

Um comentário:

Antonio Garrido disse...

Show!!! Belas palavras como sempre e uma boa reflexão no final... Parabéns, pela coluna semanal!!!