segunda-feira, 30 de julho de 2018

A Incrível Arte da Falta de Noção Exemplificada em Cinco Situações





Que atire a primeira pedra quem nunca foi inconveniente nessa vida. É humano, faz parte, a gente ignora e finge que não aconteceu, correto? Mas como agir com aquele povo que parece que nasceu pra ser  e constranger as pessoas à sua volta?

E o pajubá é bem claro, se você não está familiarizado com o termo:
 = aquele ou aquela que faz questão de ser indelicado. Pessoa nonsense, que não percebe (ou percebe e ignora) o momento de calar a boca. Aquela prima, amigo ou fdp que você conhece e está pensando exatamente nesse momento.
Perguntas indiscretas, comentários maldosos, segredos (alheios) revelados. O mundo está cheio de gente fdp que tem prazer em mostrar que ser  é muito simples, basta querer. 

Mas, como ser educado e ter bom senso é dever de todos, a minha coluna de hoje é quase um serviço de convivência social e elenca cinco situações que deixam qualquer um numa saia justa. Menos aqueles que tem prazer de ser  e sem noção com um mínimo de esforço. 

A dica, por isso mesmo, é: vejam, aprendam e NÃO imitem!

Cena 01:

Você encontra aquela amiga de colégio, faculdade, cursinho, whatever, que não vê há alguns anos, na rua. Você mudou, ela também, o papo corre solto e você só observando um singelo aumento circunferencial na dita cuja. Você até cogita que podem ser apenas gordurinhas, mas, lembre-se, você é  e não tem dúvidas em comentar:

-Nossa, você tá grávida? É pra quando o bebê?

#Tenso, não? E, claro, totalmente desnecessário. Pense, mas não diga nada. E leve essa dica pra vida!

Cena 02:

Almoço de família, alguma data comemorativa daquelas que não se consegue escapar, todo mundo reunido e, claro, aquele caldeirão de emoções, já que reunião de família é uma coisa com alto potencial explosivo. Sempre! Então você, solteiro e se aproximando (ou já passando) dos 30 anos, só quer que aquilo acabe logo quando algum infeliz familiar não resiste e pergunta:

-E então, vai casar quando? Ainda não arrumou namorado?

A melhor resposta?

-Quando você aprender a cuidar da sua vida e deixar de ser esse corno. Melhor ser solteiro do que namorar alguém que possa ser minimamente parecido com você e que ganhe chifres da mulher.

Baseado em fatos reais, porque assim é mais gostoso. ;-)

Cena 03:

Você terminou um relacionamento longo, passou por um bom trauma emocional e, aos poucos, está conseguindo se reerguer. Faltou alguns dias de trabalho e, ao retornar, aquela amiga toda simpática se aproxima para conversar e te apoiar. Até, que no meio da conversa a bitch não aguenta e solta:

-Ele te traiu, né? Sempre achei que ele tinha cara de safado.

Porque além de ter de lidar com os dramas de uma separação, você também gosta de ouvir as conjecturas da amiga infeliz, sem noção e que deveria ganhar um tiro no meio da testa.

Cena 04:

Um imprevisto qualquer e você se encontra muito atrasado para o trabalho. Chega morrendo de vergonha no escritório, pé ante pé, todo trabalhado na discrição. Sem chamar muita atenção, se encaminha até a sua mesa, quando é surpreendido por aquele colega infeliz que grita em alto e bom som:

-BOA TARDE, HEIM! A CAMA ESTAVA BOA HOJE!

Em sua mente, apenas uma frase piscando: "Que filho da p*&#ta!"

Cena 05:

Fila do cinema, você ansioso pra entrar na sessão daquele aguardadíssimo filme quando um "amigo" está saindo da sala. Cumprimentos de sempre, smack smack, e a pergunta casual:

-Vai assistir ao filme?

Claro, você pensa em responder que não, que está parado na fila porque descolou um emprego como marcador de lugar, mas responde educadamente que sim. É quando o infeliz perde todas as oportunidades de ficar quieto e solta:

-O filme é ótimo, pena que a mocinha morre no final.

Quer dizer, essa pessoa merece MUITO o mármore do inferno, sim ou com certeza? E você de amigos com mais noção. 

O bom é que nessa vida o castigo, às vezes, vem rápido e o próprio sem noção acaba pagando por ter uma língua tão enorme. Acidentes acontecem, pessoas violentas existem e algumas porradas podem ser inevitáveis.

Por isso, o aprendizado com a coluna da semana é: não sejam pessoas sem noção. Se virem uma vergonha dando sopa, dêem a volta, fujam dela, passem longe. Você consegue, garanto! E o universo agradece!

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Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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