segunda-feira, 2 de julho de 2018

Decisões e Escolhas em Uma Pequena Metáfora




Era uma vez uma linda princesa que, bela e feliz, tamanha riqueza, morava em um castelo, imenso, dourado, mas que para ser feliz por completo vivia sonhando com seu príncipe encantado. No seu reino tão belo, entretanto, nenhum pretendente lhe aparecia. E ela, coitada, esperava noite e dia. 

Mas sua querida avó, que já fora rainha, morava em outro reino, depois da colina. E um dia, a bela princesa, tomada por vontade e presteza, decidiu visitar a avó além das fronteiras. 

No meio do caminho, a pobre donzela encontrou um lobo que era uma fera. Olhou para ele, se assustou, mas de nada adiantou quando por fim berrou.  O rápido lobo, esperto, sagaz, levou a donzela para sua morada voraz.

O pobre rei, pai da donzela, totalmente confuso e muito assustado, para salvar a princesa, emitiu um comunicado: 
“Aos mais valentes homens e guerreiros, faço sofrendo um grande apelo! Salvem minha filha, por favor! E eu lhes recompensarei com imenso valor! E além de tudo, tenham certeza, desposá-la poderão, para entrar na realeza!” 
Um belo rapaz, modesto, mas capaz, adentrou na floresta querendo a paz. Salvar a princesa do lobo malvado, virou a obsessão do nosso soldado. No meio das árvores, suando, cansado, mas sempre seguindo em frente, o rapaz era motivado. E assim, com o tempo que passou, um belo dia o moço a encontrou. 

Mas surpresa, o que aconteceu? Na casa do lobo a princesa se rendeu. O velho lobo, maldito, safado, era agora o seu namorado. Os dias passando e a convivência estreitando, fizeram do estranho casal, uma junção surreal. Princesa e lobo, vejam só, viviam felizes que só. 

E ali, o pobre guerreiro, deu de cara com o que poderia ser o seu fim derradeiro. Sem princesa pra levar, o que teria a ganhar? Falou com a princesa, pediu, implorou. E a donzela, mesmo a contragosto, por fim aceitou. Numa hora propícia, enquanto o lobo dormia, jovem e princesa fugiram com malícia. 

E de volta ao reino de futuro incerto, a princesa só pensava se fizera o correto. Casou com o agora não mais pobre rapaz, com ele ficou. E sonhou com o lobo, que não mais se manifestou. 

O jovem rapaz, coitado, infeliz, não dava a moça o que ela sempre quis. Somente do lobo lembrava a mocinha, que anos a fio remoeu lembrancinhas. Até que um dia então, sem mais aguentar, a agora rainha resolveu espiar. Vestiu sua capa, se aprumou e floresta adentro se enfurnou. 

O lobo, entretanto, agora escolado, comeu a rainha, mas em num belo ensopado. E agora perdida nas entranhas do lobo, a princesa-rainha, apenas pensou:
"Pois é, agora acabou! "
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Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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