sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Mais Um Desabafo




Falta pouco menos de dez dias para as eleições que decidirão como o Brasil vai ser governado pelos próximos 4 anos. E nem precisa dizer o quanto estou tenso por esse “evento”. O país está totalmente polarizado e cada dia que passa, o céu está mais e mais nublado. 

O tal “centrão” não funcionou. Marina começou bem mas morreu na praia. Boulos era uma promessa e não deslanchou. Não se ouviu o chamado para o Meirelles e por isso, ele nem saiu do lugar. Daciolo foi o bobo da corte para alegrar os debates. Ciro chegou botando banca mas falou demais, apesar de achar que ele seria um nome bem mais interessante para disputar o segundo turno e tentar apaziguar os ânimos. Alckmin deu uma crescida, mas sua apatia cresceu mais ainda. O tucano deveria ser substituído nos emoticons do WhatsApp que simbolizam aquela cara de tédio; ele é aquela hiena dos desenhos animados que repete o mantra “oh dia, oh azar!”.  Até FHC já se cansou da cara dele!

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

A Bandeira Que Anitta Não Quis Carregar





Primeiramente, #EleNão

E sim, meu assunto na coluna de hoje é sobre Anitta e o lado que ela teve medo de dizer que apoia. Para você ter uma idéia de como tudo está tão louco no nosso país, se me perguntassem na segunda-feira passada, 17/09, o que eu sentia por Anitta, sem dúvida nenhuma abriria automaticamente um sorriso e faria uma lista com inúmeros elogios e vários adjetivos, muitos exaltando escolhas feitas por ela ao longo de sua carreira meteórica... Mas, se você me fizesse na quinta-feira, exatamente uma semana atrás, no dia 19/9, a mesmíssima pergunta, minha resposta seria uma só: raiva! Ou talvez completa frustração. 

Passei os últimos dias travando uma batalha interna e externa escrevendo inúmeros textos para tentar entender de alguma maneira o que estava acontecendo. Muito provavelmente toda essa confusão interna que estava sentindo se deve ao fato de ter acompanhado desde 2013 a ascensão musical de uma cantora que vinha quebrando paradigmas. Afinal, aos poucos, aquela menina que muitos diziam que seria dona de um hit só que era de Honório Gurgel, só marcava gols rumo ao sucesso… Marcava.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Tudo Sobre Meu Olhar - E o Que Mudou Nele




O ano era 1999 e eu dava os primeiros passos como cinéfilo, num hobby que havia se tornado mais frequente dois anos antes e teve seu ápice em 2004, quando fui 90 vezes ao cinema em um ano. Eu e meu melhor amigo de infância, Felipe, íamos ao extinto Art Plaza, no maior shopping de Niterói, como havíamos ido tantas outras vezes para assistirmos a algum sucesso de Hollywood. Mas o programa era diferente dessa vez: o filme era assinado por Pedro Almodóvar. 

O título era Tudo Sobre Minha Mãe e mudou completamente o meu olhar sobre cinema. Nota: eu já havia assistido a Carne Trêmula antes, ainda adolescente, e não entendi muito do filme, embora não tivesse desgostado. Tudo Sobre Minha Mãe é até hoje o meu favorito de Almodóvar (sorry, Fale com Ela) e um dos meus filmes favoritos da vida. Por conta dele, passei a conhecer mais de Pedro Almodóvar (um dos meus cineastas preferidos, do qual tenho quase todas as obras em casa), do cinema espanhol (também um dos que mais gosto entre todos no mundo) e dos filmes mais artísticos e menos comerciais. Isso acabou me rendendo profundos mergulhos no Festival do Rio e outras mostras e nas salas do Grupo Estação, em especial as que ficavam em Botafogo (principalmente o antigo “Espaço Unibanco”). 

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Os “Berries” e Essa Salada de Frutas Pós-moderna





Faz tempo que queria escrever sobre esses alimentos que caíram no gosto popular pós-moderno e que fazem a cabeça da galerinha descolada sempre pronta a aderir ao modismo da vez. Um dia, conversando com uma amiga do trabalho, eis que ela me surge com essa ideia ao voltarmos do almoço: 
- Julico, por que você não escreve sobre os “berries” da vida? 
Parei para pensar e constatei que, de fato, os “dieiteiros” de plantão estão sempre comendo uns alimentos com nomes estranhos e que há pelo menos uns 15 anos atrás eu nunca tinha ouvido falar. Não sei se pela minha pobreza e consequente limitação de acesso, ou por não existirem mesmo. Não tem como negar que hoje em dia é supercharmoso você postar uma fotinha comendo um muffin de blueberry, ou um smoothie de blackberry. Veja que até o bolinho e o suco agora tomaram formas e nomes mais pomposos, não é?

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Issues





Todos temos nossos traumas. Problemas familiares, profissionais ou de relacionamentos. Somos moldados, desde sempre, baseados nas experiências que vivemos. E são normalmente as más experiências aquelas que mais nos marcam. 

Um relacionamento abusivo, uma quebra de confiança, uma infância que não foi nem de longe como as dos comerciais de margarina. É clichê, e eu adoro clichês, mas cada um é que sabe onde aperta o sapato. 

O problema é quando uma experiência ruim nos marca tanto que não conseguimos mais sair daquela espiral e de achar que o mundo inteiro, a partir daquele momento, está contra nós. Se fomos traídos em uma relação, achamos que qualquer nova pessoa também nos trairá. Se fomos magoados, construímos muros intransponíveis e vivemos isolados em um castelo seguro, mas solitários. No fim das contas, somos nós mesmos quem assentamos os tijolos que formam os muros das nossas prisões.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

O Ovo da Serpente





Hoje eu queria ser curto e grosso. Em um pedido quase agonizante, gostaria muito que lessem esse texto até o final, torcendo para que possa ter conseguido deixar uma pequena pausa para reflexão. Infelizmente, poucas pessoas leem “textões” nas redes sociais, pois os “tempos líquidos” do filósofo Bauman definitivamente já se instalaram em nossas vidas. Não temos tempo para mais nada. Chronos nos consome. As reuniões com os amigos se tornam mais raras e vivemos a “celebração de nossa desunião”, como já dizia o mestre Renato Russo.

Estamos mergulhados em uma grande crise existencial. E não estou falando somente de nós, brasileiros. O mundo está assim, imerso em uma grande crise social agravada pelo declínio do poder político. A humanidade segue, autômata e solitária, sem muita perspectiva para o futuro. E isso é muito assustador, pois gera em cada um de nós uma angústia abissal. Temos medo da fome, da violência e de uma neurose que nos persegue dia e noite. Assim como naqueles joguinhos de vídeo-game, passamos de fase assim que chegamos sãos e salvos no aconchego de nossas casas para novamente recarregar nossa vida e dar o restart ao jogo para o dia seguinte. É como se vivêssemos em um grande looping, encapsulados dentro de nossas próprias inquietudes.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

O Convite: Uma Imperdível História de Tensão Crescente




Sou fã de filmes que constroem toda sua narrativa em cima do diálogo. Infelizmente, o que é bem raro de encontrar nos dias de hoje. Creio que diálogos bem elaborados são um belo presente para bons atores. Permite que cada cena vá apresentando um pouco da história daquelas pessoas e também ajuda a estabelecer o crescente clima de tensão de um filme. Sim, normalmente as películas que se permitem dialogar à vontade são os thrillers e suspenses. Em alguns casos, os dramas familiares também se aplicam. 

Hardy Candy ( que no Brasil ganhou o nome de Menina Má.Com) é um excelente exemplo de filme construído no diálogo entre dois personagens. Praticamente, o filme inteiro possui só dois atores em cena. Helen Paige, que construiu uma incrível Hayley Stark, e Patrick Wilson, que fez inúmeras camadas para o seu Jeff Kohlver. Esse é um tipo de filme que merece ser assistido e recomendado inúmeras vezes. 

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Pippin: Uma Metáfora do Palco Para a Vida




No último sábado, fui novamente ao teatro. Eu sei, ando muito cultural... Nas últimas semanas, já escrevi coluna sobre uma peça e sobre um filme aqui no Barba Feita. Mas Pippin, de Charles Möeller e Claudio Botelho, espetáculo que saboreei mais recentemente, não poderia ser ignorado. Foi uma das melhores surpresas que tive no teatro na vida – e não era porque a expectativa era baixa... 

Não conhecia a história de Pippin a fundo, havia apenas visto um trailer dele no Youtube enviado por meu companheiro. O musical reestreou na Broadway um ano depois de eu ter ido a Nova York e já saiu de cartaz por lá. No Brasil, a montagem está no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, Rio de Janeiro – um espaço que não é tão grande e fica até estranho um espetáculo tão grandioso num palco relativamente pequeno. E a produção encontrou soluções bastante eficientes para as limitações do espaço. 

terça-feira, 18 de setembro de 2018

O Imprescindível, Às Vezes, É Invisível aos Olhos...





Ontem foi mais um início de semana. Mais uma segunda-feira corrida como todas as outras nos últimos anos... Muito trabalho, reuniões e, depois dele, outros compromissos. A coluna de hoje, por exemplo, foi escrita aos 45 minutos do segundo tempo. Mas hoje teve algo diferente no ar. Talvez eu não saiba o que é, não sinta ou ainda não enxergue. Tenho as coisas mais simples do mundo e acho, que agora aos 38 anos, comecei uma nova fase no game da vida. É tão óbvio e me causa um conforto imenso e inexplicável. Valorizar (ou voltar a fazê-lo) as coisas e as pessoas que realmente importam. Acho que me perdi um pouco nos últimos anos (ou me deslumbrei, talvez?) sobre essa real necessidade.

Minha seta apontava em direções que não conseguia flechar e insistentemente eu - equivocadamente - insistia em mirar. Em pessoas, coisas e situações. Não eram minhas, não me pertenciam. Apenas faziam parte do meu cotidiano. Como os objetos (sem leviandade) belos que hoje decoram minha casa e que gosto de ter, mas não são imprescindíveis para que eu viva feliz. Taí! Imprescindibilidade! Busquei isso, e tenho que me policiar para que não saia do eixo, focando onde não preciso.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Cinco Produções Cult (Que Eu Odeio)




Ok, ok, ok, eu sei que vou ser apedrejado. Entretanto, a ideia para essa pequena lista surgiu quando em um belo dia, lendo notas sobre a expansão do universo de Star Wars em varias outras produções e a euforia causada por isso nos fãs, me peguei pensando: "como tem gente que gosta dessa porcaria obra!". Porque eu, é claro, acho os filmes, todos os lançados até o momento, um saco.

E assim me dei conta de como costumo não gostar de algumas produções adoradas por uma legião de fãs. Fui enumerando cada uma dessas produções e a dúvida era: será que estou sozinho? Por isso resolvi dar a cara à tapa e elaborar a listinha de hoje e aguardar. Vai que não sou o único em minha falta de (bom?) gosto por filmes considerados cult por uma grande maioria. Será?

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

As Cinzas e a Memória





Raramente vou até à varanda do meu apartamento, pois detesto sentir aquele frio na barriga e a vertigem provocada pelo medo da altura. Mas naquela noite do início de setembro, resolvi vislumbrar o clarão avermelhado que refletia no céu do Rio de Janeiro, como se fosse uma pintura viva. Naquele momento, o fogo já havia destruído dois séculos de história.

Tenho certeza que, mesmo distante alguns quilômetros, senti o cheiro das cinzas que circulavam pelo ar e aspirei profundamente o máximo que meus pulmões puderam aguentar. Era como se eu tivesse, de alguma forma, guardando dentro de mim, o passado. E o aroma das cinzas perdurou praticamente toda a madrugada. E, lentamente, eu ia inalando aquele cheiro para que essa lembrança ficasse guardada em meu córtex cerebral.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Beijos: Sem Tabus ou Preconceitos





Lembro da época em que a probabilidade de um beijo entre duas pessoas do mesmo sexo em horário nobre ser visto como o fim do mundo. O triste é que isso pode se enquadrar tanto em 2010 quanto 2018, já que algumas pessoas continuam tendo essa visão, infelizmente. Mas a diferença entre essas duas datas, separados por oito anos, é o fato de que o "temido" beijo já aconteceu em horário nobre e mais de uma vez. Não tantas quanto eu gostaria, mas ainda chegaremos lá. 

Acontece que, diferente do que rolou em Amor à Vida ( 2013 - 2014), quando a Rede Globo exibiu  o seu primeiro "beijo gay" - lembrando que, em 2011, Amor e Revolução, novela do SBT saiu na frente - e protestos foram feitas por toda internet, as tramas que se seguiram receberam meio que um "cartão verde" e incluiram em suas histórias ao menos um par de personagens gays. Em Família (2014), Babilônia (2015), Império (2014-2015), O Outro Lado do Paraíso (2017 - 2018), são alguns exemplos dessas novelas do horário nobre que exibiram ao menos um beijo. 

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

A Freira: Reze Para Não Ver...




Sabe um filme ruim? Ruim mesmo? Há muito tempo eu não via um... Pois quebrei essa marca no último sábado, quando foi assistir a A Freira, de Corin Hardy, no cinema. O que era pra ser um filme de muito terror da saga Invocação do Mal, simplesmente se tornou um desfile de clichês, com um roteiro mal amarrado e cenas que, às vezes, parecem de algum filme trash exibido no SBT. 

Fui ao cinema, na verdade, por acidente. Estava contundido, com uma dor muscular forte, e tudo o que eu queria era ficar em casa. Mas já havia me comprometido em ir ao teatro. Fomos lá até o Shopping da Gávea mas não conseguimos entrar no espetáculo – a lista amiga na qual supostamente estaríamos não rolou. Para não perder a viagem do outro lado do Túnel Rebouças – e o Uber que já tínhamos gasto – fomos até o Complexo Lagoon, onde vimos que ainda tinha uma sessão do esperado filme de terror. 

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Vivendo à Sombra de um Holocausto Tupiniquim





Apesar do contexto histórico ser completamente diferente, a verdade é que eu vejo elementos comuns entre o Holocausto da Segunda Guerra Mundial e os últimos dias que temos vivido no Brasil. Sempre fui aficionado por ler livros, matérias, artigos e assistir filmes que abordassem a temática nazista. Não por ser um simpatizante do assunto, mas para tentar entender (se é que isso se faz possível) como as pessoas foram enredadas a compactuar com tamanha crueldade contra a humanidade.

Primeiramente, discordo (quem sou eu no âmbito da história mundial?) do termo "holocausto", palavra de origem judaica tão disseminada para classificar um dos mais cruéis genocídios da história mundial, pois vejo que essa classificação dá a entender que esse tipo de crime só aconteceu contra os judeus. Porém, é sabido que neste “bolo” entraram os homossexuais, as pessoas com deficiência fisiológica, negros e todos aqueles que o ditador do movimento classificou como manchadores da “raça ariana”.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Conexões




Somos atualmente mais de 7 bilhões de pessoas vivendo na Terra. E, convenhamos, 7 bilhões é um número imenso, não é mesmo? Já falei aqui mesmo no Barba Feita sobre como essa quantidade absurda de pessoas é tão emblemática. E, em nossa passagem por esse planeta, esbarramos com muita gente, conhecemos alguns, nos tornamos íntimos de outros poucos. Em nossas relações cotidianas, procuramos afinidades e semelhanças;  linhas narrativas que, de preferência, convirjam com as nossas.

E já pararam para pensar no que faz que nos aproximemos de alguém ao passo que por outras pessoas não nutramos nenhuma simpatia? O que motiva uma conexão que, você não explica, apenas vive? Acho o assunto interessantíssimo e, eventualmente, o evoco em meus pensamentos. Afinal, conexões reais são raras e valiosas e, pensar nelas, nos motiva a valorizar o que de melhor produzimos ao nos relacionar com outras pessoas.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Terra à Vista!




Há uma canção do Titãs que pouca gente conhece mas eu adoro.  Ela está presente em um dos discos mais recentes da banda (o ótimo Nhengatu), se chama Terra à Vista e narra em versos tropicalistas e folclóricos toda a mistura no liquidificador da cultura brasileira.

“Terra à vista! / Tem palmeiras, sabiás, mulatas ainda não / tem pau-brasil a dar com o pau / como dizia Cabral / tem coqueiro que dá côco / tem mangueira que dá caju e tem Popó do Maculelê / tem caça, cabaça, cachaça, trapaça / mordaça, arruaça, vidraça / desgraça, raça, pirraça / caça, cabaça e cachaça / mordaça, arruaça, vidraça / desgraça, raça, pirraça / e índia cheia de graça”.

Aprendi na escola o que o governo ditatorial gostaria que eu aprendesse.  Me ensinaram a história romântica de Cabral se perdendo no meio do oceano e desembarcando em terras desconhecidas, com belas índias virgens dos lábios de mel.  Esconderam-me todo o lado podre dos interesses e corrupção que existe desde 1500 e que transformou esse Brasil em um país misógino e preconceituoso.  E esse outro lado só fui descobrir após ler Gilberto Freyre.  O tijolão Casa-Grande Senzala ocupou durante muito tempo minha cabeceira e minha autocrítica.   

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Crô em Família: Humor Leve Chega aos Cinemas





E vocês pensaram que Crô não voltaria? Bobinhos! Após cinco anos sem colocar sua carinha na tela grande, Crodoaldo Valério (Marcelo Serrado) faz o seu comeback nesta quinta-feira, 6 de setembro. Agora como dono de uma escola de finesse e etiqueta, meu amor! Mas é aquele ditado, se tudo vai bem nos negócios, a vida amorosa está um desastre completo. O queridon está se separando de Zarolho (Raphael Vianna) e se sente sozinho, perdido… Bem alone in the dark. Quem nunca?

E é nesse momento em que se sente completamente vulnerável e abandonado pelo amor de sua vida que o filme Crô em Família começa de verdade. Seis “estranhos” brotam na porta da mansão do ex-mordomo de madame de novela das nove e dizem ser sua... família, até então completamente inexistente. Marinalva (Arlete Salles), a mãe; Orlando (Tonico Pereira), o pai; Nando (João Baldasserini) é o irmão hetero normativo; Luane (Karina Marthin), a cunhada deslumbrada; e Fábio Júnior (João Bravo) e Liz (Mel Maia), são os sobrinhos fofos. Tudo muito colorido e solar, bem cara de novela das sete, diga-se de passagem, mas que faz soar um pouco fora do lugar no filme.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

O Fogo, Esse Bem Maldito...





Existe coisa mais destruidora do que o fogo? Pensa bem... Quando você recebeu a notícia de que o Museu Nacional estava em meio a um incêndio e viu as primeiras imagens dele já completamente em chamas, não pensou que dificilmente algo se salvaria? Vamos imaginar que tivesse sido uma inundação, um tsunami (que ali não teria como, por ficar numa pequena colina); ou um terremoto ou furacão (que também não ocorreria ali, porque não temos dessas coisas no Brasil)... Algo teria sido tão devastador quanto o fogo? Certamente alguns deles danificariam (e muito) as estruturas, mas provavelmente não quase por completo o seu acervo.

Ok, vamos nos ater aqui apenas à destruição material. Apenas ao fato de que um incêndio ocorreu. Sem falar em descasos ou dilapidações culturais. Algo é tão destrutivo? O fogo foi uma coisa que a humanidade dominou após muito sacrifício (a maior conquista do ser humano na Pré-História) e que, até hoje, tão qual nossos instintos mais primitivos, quando perdemos o controle é capaz de nos aniquilar. E levar coisas muito além da matéria com ele...

terça-feira, 4 de setembro de 2018

O Fogo Que Consome a Cultura, a Educação, o Passado e o Futuro




Pouco tempo atrás, escrevi em minhas redes sociais que considerava o povo brasileiro sem cultura. E fui atacado (para variar) por algumas pessoas me esclarecendo que eu estava errado, puxando minhas orelhas com as descrições técnicas da minha expressão. Mas dentro desse contexto, e para que eu não sofra represálias - pelo menos nesse sentido - esclareço que, cultura, resumidamente falando, significa um complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membro.

Mas, não sou estudioso, nem cientista sobre a maioria dos assuntos que escrevo. Sou um indivíduo que escreve sentimentos. Um cidadão. Um ser humano com vontades e percepções próprias. Que podem ser erradas ou equivocadas para uns, porém com um discurso objeto de identificação para outros. 

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Viver Vale a Pena: Opte Pela Vida





A vida não é fácil. Quase nunca é. Às vezes, em nossas ambições juvenis, fantasiamos em como seremos felizes e realizados no futuro. Só que, surpresa desagradável, a felicidade não é um estado permanente e, aprender a lidar com as frustrações é uma grande parte de ser efetivamente adulto. 

Mas são tantos os pesos que carregamos que, eventualmente, podemos dar pane, tilt, e nosso cérebro deixa de funcionar como efetivamente deveria. As doenças da mente são uma realidade e estão muito longe de ser frescura ou das pessoas estarem tentando chamar a atenção. Eu mesmo, e falo agora da minha experiência particular, tive um quadro de depressão algum tempo atrás. Mas, diagnostiquei que algo não estava legal, procurei ajuda e iniciei um tratamento. Depressão existe e, se você não sabe o que ela é, sinta-se um privilegiado. Mas não diminua a dor de quem pode estar ao seu lado e enfrentando essa batalha que, tantas vezes, a pessoa acha que não conseguirá vencer.