segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Conexões




Somos atualmente mais de 7 bilhões de pessoas vivendo na Terra. E, convenhamos, 7 bilhões é um número imenso, não é mesmo? Já falei aqui mesmo no Barba Feita sobre como essa quantidade absurda de pessoas é tão emblemática. E, em nossa passagem por esse planeta, esbarramos com muita gente, conhecemos alguns, nos tornamos íntimos de outros poucos. Em nossas relações cotidianas, procuramos afinidades e semelhanças;  linhas narrativas que, de preferência, convirjam com as nossas.

E já pararam para pensar no que faz que nos aproximemos de alguém ao passo que por outras pessoas não nutramos nenhuma simpatia? O que motiva uma conexão que, você não explica, apenas vive? Acho o assunto interessantíssimo e, eventualmente, o evoco em meus pensamentos. Afinal, conexões reais são raras e valiosas e, pensar nelas, nos motiva a valorizar o que de melhor produzimos ao nos relacionar com outras pessoas.

Conexões são amplas. Elas podem ser, por exemplo, baseadas em identificações diversas, que nos fazem querer a amizade de alguém, mantendo a pessoa em nossa vida para que possamos aprender e compartilhar mais com ela. E isso é tão valioso quanto um presente inesperado.

Aqui mesmo no Barba Feita eu posso citar dois exemplos interessantes de conexões que, de forma inusitada, aconteceram comigo e me apresentaram indivíduos incríveis com quem eu aprendo a cada dia, seja através de um encontro físico ou papeando aleatoriamente por mensagens virtuais. 

O Silvestre Mendes, nosso colunista das quintas-feiras, foi praticamente o meu primeiro amigo carioca, muito antes de eu sequer planejar morar na cidade. Nos conhecemos escrevendo para um site de séries de televisão, onde acabei virando editor, em uma época em que o mato da internet começava a ser capinado. E, entre um papo casual sobre Lost, séries teens diversas e muito riso, acabamos nos aproximando. Com a minha mudança para o Rio em 2009, a amizade virtual passou para o mundo real e, mesmo com as mudanças em nossas vidas (e ser adulto é mudar a cada dia), mantemos o contato e o carinho, mesmo que a proximidade física não seja uma constante em nossas vidas. Entretanto, quando nos encontramos, seja para um café, seja em um evento, seja na casa de um casal de amigos, ela, a bendita conexão, está lá. Nos entendemos através de olhares, rindo, nos divertindo.

Com o Paulo Henrique Brazão, outro querido e nosso colunista das quartas-feiras, aconteceu algo mais inusitado. Eu conheci primeiro o Cris, companheiro do PH, como o chamamos carinhosamente. Mas, foi com o PH que a conexão surgiu de imediato. Sabe quando você encontra alguém e a conversa flui, as ideias casam e você se sente tão à vontade que parece que se conhecem desde sempre? Com o PH foi assim, tanto que eu brinco com ele que somos irmãos almáticos. E tenho certeza que somos mesmo. Fora que foi graças ao PH que acabei conhecendo primeiro o Marcos Araújo, nosso colunista das sextas-feiras, e depois o Júlio Britto, colunista das terças-feiras e nosso caçula do Barba Feita. Tem como não amar?

Já outras conexões são um pouco diferentes e mexem com a nossa libido e sentimentos, transformando nosso corpo em um caldeirão de sensações. Conhecer alguém e se permitir viver uma paixão não seria talvez uma das maiores conexões que poderíamos ter? E o início disso tudo então? Descobrir o outro, entrar em sua vida e, em contrapartida, baixar a guarda e abrir espaço para que ele te conheça é uma verdadeira experiência de libertação e doação. E pode ser maravilhoso ou traumático. Como é bom quando vale a pena e essas conexões parecem fazer tanto sentido, colorindo as suas horas e os dias com conversas agradáveis, descobertas felizes e a insinuação de borboletas na barriga se apresentando.

Entre mais de 7 bilhões de pessoas, entretanto, estamos aí nesse tabuleiro chamado vida prontos para nos conectar com aqueles que escolhemos, permitindo que os links iniciais se solidifiquem e se transformem de maneira duradoura. Pelo menos, essa é a intenção. E eu, pelo menos de minha parte, agradeço ao universo por ter a sorte de encontrar sempre pessoas que valem a pena e que faço o possível para manter em minha vida. Amados. Conectados.

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Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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