quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Crô em Família: Humor Leve Chega aos Cinemas





E vocês pensaram que Crô não voltaria? Bobinhos! Após cinco anos sem colocar sua carinha na tela grande, Crodoaldo Valério (Marcelo Serrado) faz o seu comeback nesta quinta-feira, 6 de setembro. Agora como dono de uma escola de finesse e etiqueta, meu amor! Mas é aquele ditado, se tudo vai bem nos negócios, a vida amorosa está um desastre completo. O queridon está se separando de Zarolho (Raphael Vianna) e se sente sozinho, perdido… Bem alone in the dark. Quem nunca?

E é nesse momento em que se sente completamente vulnerável e abandonado pelo amor de sua vida que o filme Crô em Família começa de verdade. Seis “estranhos” brotam na porta da mansão do ex-mordomo de madame de novela das nove e dizem ser sua... família, até então completamente inexistente. Marinalva (Arlete Salles), a mãe; Orlando (Tonico Pereira), o pai; Nando (João Baldasserini) é o irmão hetero normativo; Luane (Karina Marthin), a cunhada deslumbrada; e Fábio Júnior (João Bravo) e Liz (Mel Maia), são os sobrinhos fofos. Tudo muito colorido e solar, bem cara de novela das sete, diga-se de passagem, mas que faz soar um pouco fora do lugar no filme.

Fica bem evidente nos primeiros segundos no ar que Marinalva está atrás de roubar a fortuna de Crô e que esse “reencontro” familiar não passa de um belo de um golpe. A película, inclusive, não tenta esconder isso do público em nenhum momento, muito pelo contrário. A situação é mais do que revelada desde o início, deixando de lado qualquer surpresa ou choque ao longo de toda exibição. Na verdade, Crô em Família tenta ser um simples filme de Sessão da Tarde, sem nenhuma função além de entreter e arrancar risadas do público. O grande problema é que até nisso apresenta algumas falhas.

A montagem do longa é truncada e possui cenas que começam do nada e vão para lugar nenhum, deixando alguns momentos sem função e perdidos na história. E alguns bons momentos, que poderiam arrancar gargalhadas, por exemplo, quando vemos Orlando, personagem de Tonico Pereira, se olhando no espelho e se vendo vestido como Crô, são desperdiçados por serem apenas flashes de passagem entre algumas cenas. 

Fabiana Karla é outra atriz que não aconteceu, sua personagem diverte muito nos poucos momentos que possui em frente às câmeras e acaba deixando um gostinho de quero mais. O grande acerto e ótimo destaque do filme vai para o ator Jefferson Schroeder, que faz a divertida Geni. Com carisma para dar e vender ele promete ser um dos grandes nomes do humor nos próximos anos, pode anotar isso aí. Mel Maia também dá o seu recado muito bem com o material que possui em mãos. 

Outro momento que não possui uma conexão com a história que estamos assistindo é do “chá das bibas”. Temos Crô, Ferdinando (Marcus Majella) e Dorothy Benson (personagem de Luís Miranda na novela Geração Brasil) e, por Skype, Seu Peru (Marcus Caruso, que vestiu o personagem neste remake da Escolinha do Professor Raimundo - nova geração). O que chega ser uma metalinguagem até divertida para os fãs da dramaturgia nacional, mas fica sendo uma esquete a parte do filme. Não compromete estar ali, mas também não faria falta se fosse cortado na edição final…

Crô em Família passa bem rapidinho e quando você percebe… Já acabou. O filme conta ainda com participações de Pabllo Vittar, Preta Gil, Jojô Todinho (um trio que dificilmente você verá reunido em um mesmo ambiente nos próximos dias), David Brazil, Carol Sampaio e muitos outros influenciadores digitais.

Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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A opinião dos colunistas não representa necessariamente a posição editorial do Barba Feita, sendo estes livres para se expressarem de acordo com suas ideologias e opiniões.

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