quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Sopa Cremosa de Alho-Poró com Cottage





Aqui uma excelente opção prática, de baixa caloria, que dá uma boa saciedade:

Ingredientes (8):

2 alhos-porós
1 unidade de cebola picada
2 dentes de alho amassados
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 xícara (chá) de queijo cottage
1 xícara (chá) de caldo de legumes sem gordura
1 xícara (chá) de leite desnatado
sal a gosto

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Panqueca de Frango do Julico





Aprendi a fazer panqueca aos 16 anos, quando minha mãe-madrinha ficava dias de plantão, pulando de um hospital para outro, e essa era a forma de fazer ela se sentir confortável e acarinhada ao voltar para casa. Em tempos que precisamos de amor, segue minha receita que lembra todo esse sentimento para mim. Essas medidas servem até 10 porções:

Ingredientes

Massa:

3 ovos
2 xícaras de chá de farinha de trigo
2 xícaras de chá de leite
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de chá de sal

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Fricassé de Frango







Ingredientes:
500 gramas de peito de frango
1 caixinha de creme de leite
1 copo de requeijão
1 lata de milho verde
1/2 limão
200 gramas de muçarela
Batata Palha
Alho e cebola 
Pimenta do reino
Sal a gosto

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Quem Ainda Aguenta Falar de Kit-Gay?





Estou falando sério... Não aguento mais observar nas redes sociais essa palhaçada de que o suposto “kit gay” foi distribuído nas escolas públicas e que fazia parte do material didático. Já ouvi milhares de versões da mesma história: tem gente que afirma que algumas professoras, no maior estilo Sociedade dos Poetas Mortos levavam escondidas as crianças para uma caverna e lá ensinavam o que está descrito no livro. Outros ainda juram que folhearam o material e se chocaram com as cenas de sexo explícito contidas nele.

Espero que, pela última vez, tenha que esclarecer aos idiotas de plantão do que se trata o tal “kit-gay”.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Que a Força Esteja Com Você




Passei os últimos dois dias pensando no que iria escrever por aqui. Já tem umas duas ou três séries que preciso recomendar e ao menos um livro imperdível que precisa ser comentado com vocês. Ah! Falando em livro, ontem foi o lançamento de Liberdade Para os Lactobacilos Vivos!, do dono e proprietário das sextas-feiras aqui do Barba, o Marcos Araújo. Orgulho é pouco! Sinto uma admiração enorme pelo autor e sua recente obra que são reflexões tão pungentes e instigantes.

Posso dizer que na tarde de ontem até me aventurei em desenhar o que poderia ser o texto de hoje. Retomei meus estudos de roteiro e voltei a estudar um pouco da jornada do herói. Ainda quero falar sobre isso aqui, mas esse ainda não é o momento. Apesar de ter começado a construir toda uma trajetória do personagem em questão... isso não é para agora. Fica para depois.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Ser Humano: Locução Verbal





Semana passada extraí, após algum adiamento, três sisos. Eu já nasci com um a menos, mesmo - sinal da evolução, dizem. Sabemos que os sisos são, realmente, herança da nossa seleção natural, desde a época em que éramos macacos, assim como o cóccix, que é um resquício do nosso rabo, e as dores na lombar, que foram o preço por nos tornarmos bípedes. Aliás, há outros órgãos vestigiais no nosso corpo, explicados somente após Darwin, como o próprio apêndice (do qual também me livrei anos atrás).

Por isso, depois de passar por dois procedimentos dolorosos como esse dos sisos e da apendicite, não dá para não parar e perguntar: "Pô, Deus, eu não poderia já ter nascido sem essas tranqueiras?". Se somos humanos, evoluídos, e já não precisamos mais disso, por que aí da sofrer por eles? Mas o que, enfim, nos define como humanos e evoluídos?

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Homens De Peito: O Lado Azul Do Outubro Rosa





Vocês sabiam que, tradicionalmente, o mês de outubro passou a ser o mês “rosa”, em função do nome dado para uma campanha internacional para sensibilização da população para o problema do câncer de mama? Pois é, essa modinha, que depois tornou-se um movimento sério, teve a sua origem nos Estados Unidos, depois do Congresso Americano ter determinado o mês de outubro como o mês da prevenção desta doença. O símbolo do evento no calendário mundial é um laço de fita rosa, algo que começou graças à G. Komen Breast Cancer Foundation, que os distribuiu numa corrida de sensibilização do câncer de mama, organizada em 1991 na cidade de Nova Iorque.

Esse movimento tomou proporção tão grande que, a partir disso, outros males que acometem de forma significativa a saúde do ser humano passaram a ter calendário específico e com cores que fazem alusão às doenças, trazendo à tona discussões sobre os temas. Os mais conhecidos, depois do outubro, atualmente, são: setembro amarelo (suicídio), novembro azul (câncer de próstata) e dezembro vermelho (HIV). 

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Eles Simplemente Não Gostam De Quem Verdadeiramente Somos





Em meio ao mar de lama que navegamos, tenho me sentido, muitas vezes, como participante de um reality show de convivência, daqueles bem bizarros, que em determinado momento as pessoas já não conseguem mais segurar o personagem e as máscaras caem. O problema é que não se trata de um reality e que o colega de trabalho, o vizinho, o porteiro, além dos tios e primos (e, às vezes, pais, mães e irmãos) que não conseguem mais viver o personagem não estão interessados em nenhum prêmio milionário. Não, não é isso; os fascistinhas que nos rodeiam querem apenas que você perca o que já conquistou. 

Dei a sorte de crescer em um país livre que, apesar dos seus pesares, vinha experimentando uma onda de abertura e de conquistas que nos embalava. A festa, tão característica do nosso povo, era completa graças à nossa pluralidade e, com o avanço dos direitos de minorias conquistados, sendo estendida a todos. Com o crasso politicamente incorreto sendo banido, nos vimos iludidos de que as pessoas aceitavam as diferenças, afinal, era feio ser racista ou homofóbico e, quando alguém tentava ultrapassar essa barreira era imediatamente enquadrado pela sociedade e opinião pública. O que ninguém percebeu, entretanto, é que sob a superfície cordial de uma nação, era aquecido, em banho maria, um ódio absurdo pela felicidade alheia à volta de todos.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Liberdade Para os Lactobacilos Vivos!





Na quarta-feira que vem é dia de novamente sentir as “borboletas no estômago” ou aquele friozinho na barriga... Finalmente, meu segundo livro, Liberdade para os lactobacilos vivos!, será lançado. Há dois anos, praticamente nesta mesma época, nascia o primogênito Troco a bituca por duas jujubas, inspirado em um encontro casual que tive com meu maior ídolo da música, David Bowie.

O primeiro trazia muito do universo pueril / despretensioso e a trilha sonora dos anos oitenta como cenário para as crônicas do livro. Já o segundo vai mostrar um cenário mais nebuloso. A grande maioria das crônicas revela o Brasil redemocratizado e afetado pela drástica mudança tecnológica carregando o reflexo da neurose e insegurança social.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Um Dia de Cada Vez




Não vou mentir para vocês. Às vezes, eu acho que cruzamos algum vortex temporal e estamos vivendo em uma realidade paralela bem da ruim. Ou estamos experimentando alguma falha da Matrix. Em breve, tenho fé, tudo será solucionado.

É meio estranho pensar que é Donald Trump quem governa os Estados Unidos. Até 2004, o cara era uma celebridade de reality show que ninguém levava muito a sério. Tem noção da distopia que já é isso?! Muito louco, né?

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Ainda Somos os Mesmos?




O Dia das Crianças passou e, com ele, vieram à tona aquelas lembranças de fotos de infância. Recuperei algumas com parte dos meus primos, de quando éramos bem pequenos, no máximo quatro anos de idade. Além da graça de fazer a comparação, trinta anos depois, com as nossas feições e até com as novas gerações – os meus sobrinhos e as filhas da minha prima – uma coisa me chamou muito a atenção: ver que valores nós carregamos ao longo dessas décadas e como nos tornamos mais parecidos do que o laço sanguíneo poderia sugerir. 

Hoje em dia, aquelas cinco crianças da foto temos posições muito parecidas a respeito de política, direitos humanos e até mesmo religiosidade. Minha irmã Natalia é uma intransigente defensora das mulheres, negros e população LGBT. Assim como minha prima Marcela, duas das maiores feministas que eu conheço no dia-a-dia – Marcela ainda tem um papel mega importante: também combate diariamente a gordofobia. Ambas são mães de meninas e olham com preocupação o mundo que elas vão enfrentar, algo que as gerações anteriores não se preocupavam muito – afinal, era comum apenas repetir o padrão subserviente feminino. 

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Vamos Falar Sobre PrEP?




Há algum tempo, a profilaxia pré-exposição (PrEP) tomou conta dos noticiários de saúde, causando alegria e consternação em partes iguais. Existe um rumor de que a Organização Mundial de Saúde recomendou que todos os homens que fazem sexo com homens tomassem um comprimido por dia do antirretroviral Truvada, como forma de impedir que o vírus HIV se alojasse no corpo de quem toma o remédio em caso de sexo sem preservativo. 

Houve todo um leque de reações, onde a felicidade do surgimento de uma nova maneira de se prevenir contra a contaminação pelo vírus HIV entrou em choque com a descrença resultante de 30 anos de condicionamento sobre a população LGBT, que passou décadas ouvindo que o preservativo era a única maneira de se prevenir a infecção. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Balas Juquinha





Depois de nove anos exercendo a mesma função na empresa que trabalho, recebi um convite recentemente e faz três meses que mudei de área. Deixei de fazer algo que eu dominava bem (também, nove anos fazendo a mesma coisa) para encarar um novo desafio, ficando lisonjeado pelo convite, que veio em um momento que tudo que eu queria era mudar e sair de onde eu estava, já que vivia desmotivado e trabalhar estava sendo uma tortura. Com a mudança, as novidades. Um novo andar, novas responsabilidades (incluindo gerenciamento de pessoas, o que me apavorou à primeira vista), novos relacionamentos. E, pelo menos nesses três meses, venho sentindo um frescor e uma alegria que há muito eu não experimentava em minha vida profissional.

Na minha nova gerência, reencontrei algumas pessoas que já trabalharam comigo e que, com essas mudanças corporativas, acabaram buscando novas possibilidades, como eu fiz mais recentemente. E, na equipe de uma grande amiga, há um senhorzinho bastante simpático e que me inspirou a escrever esse texto. Já aposentado há algum tempo, ele continua batendo cartão diariamente, sendo quase que uma figura decorativa do ambiente. Ele é um querido, mas está lá porque foi onde conseguiram alocá-lo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Os Invasores de Corpos




No domingo passado, depois dos resultados desanimadores das urnas, divagava, quase chegando em minha casa, como o dia havia sido cansativo. Minha zona eleitoral é longe de casa e adio, a cada eleição, a transferência do título para mais perto. Estava completamente distraído e nem percebi quando aquele rapaz se aproximou de mim e anunciou o assalto.

Já fui pego de surpresa outras vezes. Já reagi (o que recomendo não fazê-lo em hipótese alguma) e já fiquei completamente aparvalhado. Mas naquela fração de segundo, não encontrei nenhuma espécie de sentimento em mim... Não me assustei e não quis enfrentá-lo, até encontrar o seu olhar, que me apavorou. Sabe aqueles momentos em que você parece que chega ao fim e pensa “pronto, acabou”? Pois é. 

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Uma Rápida Reflexão Sobre Envelhecer





Eu nasci no dia 11 de outubro de 1985. É até louco imaginar que isso foi há trinta e três anos. Quando eu era pequeno tinha certeza que quem tinha trinta anos era muito velho. Agora estou eu aqui sendo "muito velho", quase um idoso, mas me sentindo bem jovem.

Tudo bem. Minhas costas doem e meu joelho já não é mais o mesmo, isso é fato! Só que em alguns aspectos, não sinto ter amadurecido tanto. Imaginava que quando estivesse com essa idade de trinta e três anos, já teria feito todos os meus planos e realizado todos os meus sonhos. Ao menos era essa ilusão que me vendiam na infância. Tirando a parte que não ganho milhões, ainda não escrevo minhas séries e continuo morando no Rio de Janeiro, nada do que esperava aconteceu.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Dementadores do Mundo Real: Pessoas Más Estão Entre Nós




Existem pessoas que são, realmente, más. E elas estão entre nós e, não necessariamente, tem a carinha da bruxa com verruga na ponta do nariz dos contos de fadas. Às vezes, a vida faz questão de te mostrar que tem gente que gosta verdadeiramente de espezinhar, de diminuir e de infernizar a vida do outro – e isso é, de alguma forma, um alimento para elas. Pessoas pequenas de espírito. 

No debate eleitoral nas redes sociais, vimos muito disso, de todos os lados. Opiniões extremadas, pessoas sem empatia alguma, falando inclusive na morte de outros como algo banal. Ver os lados mais cruéis da humanidade (não tenho dúvida de que são muitos) representados na política é algo difícil, mas não passa de um aviso pra gente de “ei, você vive em uma bolha que não reflete a realidade”

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Candidatos Animais e as Eleições Por Protesto: O Que Há em Comum Entre as Histórias da Rinoceronte Cacareco, do Macaco Tião e de Jair Bolsonaro





Há tempos eleições no Brasil dão o que falar. A instabilidade da pátria em função da péssima prestação do serviço público por aqueles que elegemos para nos representar e nos cuidar, tem cada vez mais nos proporcionado a sensação de estarmos perdidos. Em 1959, um rinoceronte atraiu cerca de 100 mil votos para sua candidatura como vereador na cidade de São Paulo, quando o segundo colocado teve apenas 10 mil. Três décadas depois, era a vez de Macaco Tião, o chimpanzé-celebridade do zoológico do Rio de Janeiro, se tornar um dos candidatos a prefeito mais queridos da população carioca. Agora, vemos um caso clássico, só que numa esfera de poder muito maior e que nos traz maior preocupação: o posto de Presidente da República. Protesto que é piada, ou piada que é protesto?

Olhando de longe, o Brasil, em 1988, vivia um período de relativa euforia política. Decorriam quatro anos do movimento Diretas Já, que culminara, após duas décadas de ditadura, na eleição do primeiro civil à presidência. Decorriam também três anos desde que os prefeitos, antes nomeados pelo estado, voltavam a ser eleitos pelo voto popular. E por fim, o país ganhara uma nova constituição.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Os Dursley ao Nosso Redor




Lembro de quando li Harry Potter pela primeira vez. Eu já era adulto, é claro. Na verdade, estava no início de uma nova fase na minha vida. Era 2002 e eu tinha acabado de ser chamado para trabalhar na empresa pública para a qual havia prestado concurso, estava durante o curso de três meses oferecido por essa empresa, pela primeira vez efetivamente longe da casa dos meus pais e passando esse tempo no Rio de Janeiro, onde o curso era ministrado. Ali, em meio a novos colegas e passando o tempo entre um dia e outro, eu desvendava os títulos da biblioteca da empresa. Foi quando uma dessas novas colegas (e veja como o mundo muda, essa pessoa que já me foi tão próxima hoje nem me cumprimenta) me perguntou: você já leu Harry Potter? E, por causa dessa pergunta, eu peguei emprestado o primeiro livro na biblioteca da empresa.

Em Harry Potter e a Pedra Filosofal fui apresentado àquele mundo bruxo e a todas aquelas possibilidades. Naquele livro, ainda bastante infantil e um pouco distante do tom mais pesado que a obra ganharia títulos depois, era apresentada uma sociedade paralela à dos humanos normais - chamados de trouxas no mundo criado pela autora - e que vivia uma onda de paz depois de um passado obscuro. Mesmo assim, entretanto, o medo de que aquilo voltasse a incomodar a paz reinante permanecia. Mas não foi Voldemort e toda a história que veio depois que me vieram à mente quando pensei nesse texto. Não, não foi o maior vilão da obra, já que sua vilania era inquestionável. O que me motivou a escrever a coluna de hoje foram os Dursley, a família que criou Harry até ele ser enviado a Hogwarts para viver a sua vida como bruxo e iniciar a jornada que todos acompanhamos nos livros e nos filmes. Você se lembra deles?

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

A Intolerância é o Prelúdio da Guerra





Já esgotei todas as minhas possibilidades de tentar fazer as pessoas entenderem um tiquinho sobre a conjuntura política atual do país. Provavelmente, muitos dos leitores já deixem de ler o que tenho pra dizer nesta coluna a partir de agora, pois estarão de saco cheio de tanto blá-blá-blá; outros, com a ojeriza que se faz presente na rotina, já me entitularão de forma pejorativa. Se você não é a favor do candidato B, você só pode ser H. “Mas... esperem aí... existem quase uma dezena de outros candidatos...” “Foda-se! Se não está conosco é contra nós!”

Isso, além de me entristecer, me desanima. Joguei a toalha, confesso. É muito difícil, em um país tão carente no quesito sócio-educacional, fazer com que elas compreendam análise de discurso. Ninguém sabe o que são dispositivos teóricos e analíticos na fala. Ninguém sabe que elementos devemos estar atentos no interdiscurso e na enunciação. Sequer sabem como elaborar um mapa de produção de sentidos.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Continuamos Sendo Resistência!




Em uma semana estarei na casa dos 33. É estranho pensar que essa é a "idade de Cristo" (antes que alguém pense em fazer alguma interpretação equivocada, deixo claro que passei minha vida inteira ouvindo que quando alguém chegava aos trinta e três anos, estava alcançando a idade de Cristo. Então é só isso que quero dizer, sem maiores interpretações. Ok? Então ok!). 

E me vejo sem saber o que essa próxima idade irá encontrar. Não sei que tipo de distopia irei enfrentar pela frente. Que todos nós iremos. É muito estranho pensar que o buraco que meu país está metido tende a piorar bastante e que não posso fazer nada para impedir. Não sei nem se poderei, de fato, fazer algo em breve. Não sei mais se continuar declarando o que penso sobre a vida, sobre o mundo, sobre o meu cotidiano ainda será aceito. Se não será considerado um comportamento subversivo... 

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

O Que Deveria Ser Apenas Ficção





Marta era uma mulher como milhares de outras, talvez milhões. Tinha uma vida de dona de casa, com algum conforto garantido pelo marido, Nicanor, que era dono de uma rede de açougues. Morava em Vila Isabel, bairro de classe média do Rio, com ele e os dois filhos, um casal. Do ponto de vista do dinheiro para o dia-a-dia e até mesmo alguns caprichos, nada lhe faltava: tinha comida à mesa, roupa com certa fartura e de vez em quando ainda conseguia viajar em família. Mas Marta percebeu que não tinha uma coisa e isso começou a lhe incomodar: faltava-lhe a independência. 

Qual não foi a surpresa de Nicanor quando, um dia, a mulher o recebeu em casa com a novidade:

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Soneto da Resistência de um Reino Oprimido





A poderosa rainha não se pronunciou
E a ira de seus súditos despertou

Outras rainhas não gostaram do posicionamento
E resolveram provocar os súditos abandonados com o ferido empoderamento

Atitudes se tornaram emergenciais
E de uma forma elegante, nas redes sociais,
A Rainha da Ladeira do Curuzu
Mandou a monarca de moral baixa tomar no cu

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Papillon: Uma Nova Versão Baseada em Uma História Real





Estreia da próxima quinta-feira, 04/10/2018, dos cinemas brasileiros, Papillon é a nova versão de um sucesso baseado no best seller de mesmo nome de Henri Charrière, e que chega com um certo atraso aos cinemas brasileiros, já que foi lançado em meados de 2017 no resto do mundo.

Para os cinéfilos é impossível não comparar o novo longa com outro filme, de 1969, e estrelado por Steve McQueen e Dustin Hoffman, o que não é o meu caso, já que não vi o filme, apesar de conhecer a fama. O que posso dizer, do que vi no novo filme, é que essa versão atual, dirigida por Michael Noer e estrelada por Charlie Hunnam e Rami Malek, nos mostra uma boa história, apresentada ao grande público em uma embalagem muito bem produzida, com ótima direção e um elenco que dá muitíssimo bem conta do seu recado.