quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Continuamos Sendo Resistência!




Em uma semana estarei na casa dos 33. É estranho pensar que essa é a "idade de Cristo" (antes que alguém pense em fazer alguma interpretação equivocada, deixo claro que passei minha vida inteira ouvindo que quando alguém chegava aos trinta e três anos, estava alcançando a idade de Cristo. Então é só isso que quero dizer, sem maiores interpretações. Ok? Então ok!). 

E me vejo sem saber o que essa próxima idade irá encontrar. Não sei que tipo de distopia irei enfrentar pela frente. Que todos nós iremos. É muito estranho pensar que o buraco que meu país está metido tende a piorar bastante e que não posso fazer nada para impedir. Não sei nem se poderei, de fato, fazer algo em breve. Não sei mais se continuar declarando o que penso sobre a vida, sobre o mundo, sobre o meu cotidiano ainda será aceito. Se não será considerado um comportamento subversivo... 

Sim, eu sei que não estou sozinho. Somos muitos. Milhões. Mas milhões dentro de um universo com outros milhões que querem o oposto. Que brigam por esse oposto. Que pregam violência por esse oposto. E que no fim, só querem um país melhor, né? Porque essa é a base do que é declarado. Querem salvar o país. Mas para salvar é necessário matar e muita gente morrer... É uma guerra insana e injusta. Tão louca que é possível apostar que mais da metade dos raivosos não sabem ao certo do quem possuem raiva, mas só querem brigar e ver sangue. Sangue derramado por um "ideal", uma "razão" que se justifica no caminho do "bem"... 

Não faz muito tempo escrevi uma coluna em que dizia que seríamos resistência. Sei bem que ser resistência é estar presente e reafirmar com ações tudo o que escrevo por aqui. Ser resistência é mostrar que ódio não é a solução. Talvez, só talvez, o outro esteja cansado de se iludir e quer brigar para mostrar o quanto está machucado e calejado pela vida, por acreditar que determinada entidade fará o melhor e salvará, em um passe de mágica, tudo ao nosso redor. 

Ao mesmo tempo que faço parte da galera que é utópica, somos também bem pé no chão. Que contradição, não? Sabemos que não é fácil. Que para uma coisa mudar, muito deve ser feito. E que milagres não existem, só um dia após o outro. 

Que a sorte esteja do nosso lado, que no futuro a gente possa olhar para esse momento e ver que aprendemos alguma coisa.

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Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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