segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Papillon: Uma Nova Versão Baseada em Uma História Real





Estreia da próxima quinta-feira, 04/10/2018, dos cinemas brasileiros, Papillon é a nova versão de um sucesso baseado no best seller de mesmo nome de Henri Charrière, e que chega com um certo atraso aos cinemas brasileiros, já que foi lançado em meados de 2017 no resto do mundo.

Para os cinéfilos é impossível não comparar o novo longa com outro filme, de 1969, e estrelado por Steve McQueen e Dustin Hoffman, o que não é o meu caso, já que não vi o filme, apesar de conhecer a fama. O que posso dizer, do que vi no novo filme, é que essa versão atual, dirigida por Michael Noer e estrelada por Charlie Hunnam e Rami Malek, nos mostra uma boa história, apresentada ao grande público em uma embalagem muito bem produzida, com ótima direção e um elenco que dá muitíssimo bem conta do seu recado.

Baseado em uma história real, temos aqui a história do francês Henri Charrière que, preso em 1933 devido a uma armação, acabou sendo enviado à uma prisão na Guiana Francesa e passou vários anos tentando fugir de uma situação limite. O filme narra essa trama e o faz de maneira envolvente e que faz a plateia torcer por seus protagonistas.

Vivendo Papillon, Charlie Hunnam primeiro nos passa uma impressão do ímpeto e charme do personagem, enquanto vive de golpes em uma Paris do início do século passado. Depois de preso, esse ímpeto se transforma em motivação para escapar do exílio injusto na Guiana Francesa, e todas as atribulações vivida pelo personagem soam reais, graças ao bom desempenho do ator - e isso fica ainda mais assustador quando constatamos que milhares de homens viveram as mesmas situações absurdas mostradas no filme.

Já Rami Malek vive Louis Dega, um falsário rico que, preso, acha que passará apenas um pouco tempo na prisão até ser libertado. Mas, uma vez nesse ambiente, descobre que sua vida vai depender de muito mais do que o seu dinheiro e acaba se aliando e desenvolvendo uma forte amizade com Papillon. O ator, que viverá Fred Mercury na aguardada biografia Bohemin Rhapsody, a ser lançada agora em outubro, está brilhante no papel e rouba muitas das cenas da história. 

Papillon, como filme, acaba se tornando um bom exercício para o espectador que, ao observar essa história, pode perceber como é fácil perdermos a própria humanidade. E, não é exatamente isso o que temos observado atualmente quando, apesar de um contexto diferente, vemos uma ameaça facista ganhando forma e muitas pessoas perdendo a própria sensibilidade no que diz respeito aos outros?

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Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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