terça-feira, 2 de outubro de 2018

Soneto da Resistência de um Reino Oprimido





A poderosa rainha não se pronunciou
E a ira de seus súditos despertou

Outras rainhas não gostaram do posicionamento
E resolveram provocar os súditos abandonados com o ferido empoderamento

Atitudes se tornaram emergenciais
E de uma forma elegante, nas redes sociais,
A Rainha da Ladeira do Curuzu
Mandou a monarca de moral baixa tomar no cu

O desafio foi lançado
E na briga entre reinados
O exército foi convocado

A realeza poderosa viu seu povo cantar o próprio hino
E o povoado resolveu mudar seu destino
Mostrou que ele era pesado e tinha poder
E provar à rainha que sem ele, ela iria enfraquecer

O movimento tomou grande proporção
E todos os povos gritaram #elenão

A rainha destronada se redimiu
Ao ver que seu povo não se oprimiu
Mas já era tarde demais...
Pois o povo estava nas ruas clamando #elejamais

A nação repetia #elenunca
Em represália ao homem que trata mulher como vagabunda
O povo esquecido quer no poder quem o represente
E não quem o ofende e o repreende

Monarquias de outros países aderiram ao movimento
E mostrou ao povo esquecido que ele tinha ao menos neles, um acalento
Uma classe privilegiada até quis boicotar
Mas a quantidade de opositores era tão pouca que deu vontade de rir de chorar
O pretenso rei que tinha indicadores altos
Viu seus pontos caírem dos saltos

O povo forte mostrou que a causa do reino não é só das mulheres ofendidas
Mas de toda uma nação oprimida
Do negro, do viado, do deficiente, do nordestino e da sapatão
Não importa se a idade do súdito da rainha equivocada ou da sigla ser votada
Seja 12, 13, 14 ou sessentão
O povo, em sua maioria, já decidiu: #ELENÃO

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Leandro Faria  
Julio Britto: carioca, advogado, amante de telenovelas, samba e axé music. Ator nas horas vagas, fã de Nelson Rodrigues e tudo relacionado a cultura trash. É leonino de 29 de julho de 1980, por acaso, uma terça-feira, mesmo dia da semana colabora aqui no Barba Feita.
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