quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Uma Rápida Reflexão Sobre Envelhecer





Eu nasci no dia 11 de outubro de 1985. É até louco imaginar que isso foi há trinta e três anos. Quando eu era pequeno tinha certeza que quem tinha trinta anos era muito velho. Agora estou eu aqui sendo "muito velho", quase um idoso, mas me sentindo bem jovem.

Tudo bem. Minhas costas doem e meu joelho já não é mais o mesmo, isso é fato! Só que em alguns aspectos, não sinto ter amadurecido tanto. Imaginava que quando estivesse com essa idade de trinta e três anos, já teria feito todos os meus planos e realizado todos os meus sonhos. Ao menos era essa ilusão que me vendiam na infância. Tirando a parte que não ganho milhões, ainda não escrevo minhas séries e continuo morando no Rio de Janeiro, nada do que esperava aconteceu.

Ah, também continuo solteiro. É incrível que sempre precisamos tocar nesse assunto quando fazemos uma avaliação de nós mesmos. Parece que é necessário fazer um mea culpa só para tocar nesse assunto. Não que isso seja um problema ou um drama pra mim, está bem longe disso. O que acredito é que nesse tempo eu acabei mantendo um lado pré-adolescente que não evoluiu muito. Gosto de sexo, gosto de beijar na boca, mas a parte de manter um vínculo por um tempo maior que isso é complicada. Ou seja, ainda sou meio que a Meredith Grey na primeira temporada de Grey’s Anatomy...

O que acho interessante em ficar mais velho é que fui ficando menos resistente. Antes, ouvir uma música nova ou assistir um filme ou série, sem que nada soubesse da trama, era muito difícil. Hoje tenho menos barreiras ao não. Estou mais propenso a tentar. Ver se a música X ou Y pode mesmo me cativar ou se a série nova da última semana, que está em cartaz no streaming é tudo isso mesmo ou não. Ficar mais maduro tem dessas coisas.

Então fica tranquilo que o único problema de envelhecer é que muitas vezes você pode acabar fazendo uma referência de novela ou série que o seu amiguinho não assistiu porque não era nascido. Aconteceu comigo e estou sem palavras até agora.  

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Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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A opinião dos colunistas não representa necessariamente a posição editorial do Barba Feita, sendo estes livres para se expressarem de acordo com suas ideologias e opiniões.

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