sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Dezembro Chegou. E o Que Você Fez?





Dentro de algumas horas, estaremos entrando no último mês de 2018, um ano que literalmente voou sob nossos olhos. E de agora até o reveillon é quando apertamos o passo para que cruzemos a faixa da chegada. Dezembro termina em um simples piscar de olhos.

Esse é o mês que mais gosto, pois é quando comemoro mais um ano de vida - alô, alô, dia 4 quero muitos parabéns - e os dias parecem ser mais alegres, com aquele vai-vem apressado de pessoas esbarrando umas às outras, sob a proteção do céu ainda brilhante às 7 da noite por causa do horário de verão.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

American Horror Story: Apocalypse - Uma Análise do FIM do Mundo






O Apocalipse chegou em American Horror Story! Ou quase isso. Algum tempo atrás, Ryan Murphy prometeu que haveria um ano de crossover entre duas temporadas icônicas da antologia: Murder House, a primeira, e Coven, a terceira. Não é preciso ser gênio para saber que a expectativa de todos, com esse inusitado encontro, estava mais do que nas alturas. Eu, particularmente, acreditava que essa seria a temporada 10 da série. Nada melhor para finalizar um ciclo do que com o fim do mundo, não é mesmo? Mas como o senhor Murphy ama fazer um fan service e fica todo ouriçado em deixar todo mundo ansioso, após a série ser renovada automaticamente para as temporadas 8 e 9 – e, logo em seguida veio a confirmação que o ano 10 também estava garantido -, o produtor executivo bateu o martelo e disse que o oitavo ano seria o tão aguardado encontro entre bruxas e fantasmas.

Mantenho meus dois pés atrás com Ryan. Ele possui boas ideias, mas nunca consegue finalizar uma história de maneira decente ou que não deixem dúvidas pairando no ar. Minha temporada favorita de AHS é Roanoke. Acho que a proposta da série de se renovar, ao mudar sua narrativa, deu muito certo e permitiu que Sarah Paulson e Evan Peters (únicos atores que estão desde o começo de AHS e estiveram em todas as temporadas produzidas até então) se reinventassem. É o ano que acredito que fechou tudo bem redondinho, quase que perfeito. Ainda acho que a temporada foi ideia de alguém e Murphy só ficou sabendo quando já estavam gravando e não teve como interferir em nada. O que foi ótimo para o sexto ano, mas péssimo para as temporadas seguintes...

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Em Quatro Anos...




Estou completando quatro anos de Barba Feita... Quatro anos! Poderia vir com o velho clichê do "parece que foi ontem", mas verdade é que não parece não... Quantas coisas já não vivi fazendo parte dessa equipe e divulgando meus textos nesse site? O Barba Feita faz parte da minha vida, de fato.

Em quatro anos, o que pode acontecer? Uma Copa do Mundo? Uma Olimpíada? Marte dá duas voltas em torno do Sol? No Barba Feita, vivi muita coisa. Cativei leitores assíduos, que me mandam mensagens semanalmente e reclamam quando algum texto demora pra entrar. Também tive haters pontuais, incomodados, principalmente, com textos com viés mais humanitários (vejam só!).

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Não Deixe o Samba Morrer: Uma Reflexão Pessoal Sobre o Dia Nacional do Samba




Neste domingo próximo, dia 2 de dezembro, comemora-se no Brasil, o Dia Nacional do Samba. E eu, como um cara apaixonado por carnaval, não poderia deixar de falar sobre essa data e o que ela significa para mim e a importância desse ritmo no meu cotidiano. É uma relação quase terapêutica. 

Tudo começa em meados de novembro, época em que a Cidade do Samba, aqui no Rio de Janeiro, começa a ser ainda mais frequentada. É nesse período que começam as inscrições para as escolas de samba para desfilarmos nos mais diversos segmentos e em meio a reencontros com amigos do samba, coreógrafos, conversas lembrando de carnavais passados, outros sons se fundem: alegorias e alas coreografadas cantando os sambas, alas das comunidades ensaiando a harmonia do desfile, o barulho dos ferros sendo soldados, martelos batendo nas madeiras para que, meses depois, todas aquelas estruturas tomem forma de fantasia e sonho no maior espetáculo a céu aberto da Terra. Entenderam por que essa é a minha terapia desde que deixei de fazer análise?

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Uma Pequena Metáfora Sobre Nossos Caprichos





Maria Lúcia (era uma menina linda) sempre teve um sonho: possuir determinada boneca de pano, seu objeto de desejo, igualzinha à de sua amiga e vizinha, Ana Clara, que desfilava com sua boneca para todos os lados. Pediu, implorou, mas o pai não podia comprar a dita cuja pois, como boa parte dos brasileiros, tinha problemas orçamentários. Crises financeiras, a gente sempre vê por aqui. 

Foi assim que, um belo dia, a triste e infeliz Maria Lúcia encontrou aquela boneca que tanto queria, largada no chão parquinho. Eufórica, Maria Lúcia nem se atentou que aquela era a boneca de Ana Clara e, sem se importar, brincou feliz da vida por algumas horas até que a verdadeira dona apareceu. Maria Lúcia chorou, esperneou, mas sabia o que era certo a ser feito e entregou a boneca para Ana Clara, sofrendo ao ver a amiga levando a "sua" filha para longe dela mais uma vez. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Rapsódia Boêmia





Nem preciso dizer o quanto fiquei desidratado assistindo Bohemian Rhapsody, o filme que conta a trajetória do Queen, com o foco, obviamente, em Freddie Mercury.

Assim como os Bunnymen, o Cure e David Bowie, o Queen até hoje tem uma representação muito forte em minha vida. Foram eles os responsáveis por me apresentarem ao mundo mágico dos grandes espetáculos do rock´n´roll de arena. Fugi de casa para vê-los, em 1985, no primeiro (e clássico) Rock in Rio.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Killing Eve: Assista Agora ou Se Arrependa Depois





Fazia tempo que não tinha essa sensação de assistir uma série realmente boa. A última que mexeu dessa mesma maneira comigo foi Orphan Black, mas isso lá em 2013. Claro que assisti muita coisa desde de então, mas nada que se compare ao enredo de Killing Eve

Sandra Oh é uma atriz fantástica. Acredito que nisso todos podem concordar. Ela conseguiu construir uma personagem complexa como Cristina Yang de uma maneira ímpar. Por muito tempo tive medo que ela ficasse presa nessa personagem... pra sempre! Isso acaba acontecendo com alguns atores que ficam tempo demais em uma série que dura forever, como é o caso de Grey's Anatomy. E tive bastante receio que essa sina fosse se repetir com Oh. A indústria é cruel, temos que admitir, e acaba prendendo os atores em certas caixas, como se fossem ser determinado personagem para o resto da vida. 

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Consciência Negra: Pra Que Serve?





Ontem foi o Dia da Consciência Negra e o que, pra muitos, é apenas mais um feriado, pra outros é dia de luta e resistência. E, poucos dias próximo à chegada da data, vi dois exemplos de que, realmente, ainda estamos longe enquanto nação de compreender a lógica do tal Dia de Zumbi.

Vivemos em um país com maioria negra ou mestiça, que cresceu dizendo para si mesmo que não era racista. O mesmo país que menos de um século e meio atrás ainda tinha a escravidão africana ou afrodescendente como principal mão de obra. E que não acredita ter dívida alguma com os negros. Os mesmos que foram arrancados obrigatoriamente de suas terras natais e que se procriaram no Brasil, infelizmente, como forma de manter o vergonhoso regime escravocrata. O mesmo que se envergonha e difama os seus poucos ícones negros, como o supracitado Zumbi dos Palmares. O mesmo que assassina vereadoras negras que carregam a bandeira dos direitos humanos, como Marielle Franco.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Viva o Hoje Para Que Amanhã Ele Não Se Torne Saudade





Esses dias tenho pensado em situações que tenho vivido e chego à conclusão óbvia de que por mais que algumas pessoas tentem se mostrar superiores às outras, há alguns aspectos da vida humana que fazem todos serem iguais. Todos vêm ao mundo despidos, todos têm a certeza da morte e todos têm 24 horas a cada dia para serem melhores. Algumas pessoas perguntam se meu tempo tem mais de 24 horas pelas inúmeras atividades que incluo no meu dia. De certo que, às vezes, o cansaço bate forte, mas sou um cara muito intenso para viver uma coisa de cada vez. Às vezes, os projetos surgem simultaneamente, e não me permito deixar de vivê-los, salvo se houver algo que me impeça verdadeiramente. 

Tempo… Sim, o tempo é uma riqueza que iguala as pessoas…. Quando o dia amanhece, seja você um alto executivo ou um humilde operário, todos nós temos o mesmo tempo que passa e não volta mais. São 1.440 minutos por dia para você escolher quem você quer ser, para você decidir se vai dirigir sua vida ou se vai aceitar que o manipulem mais uma vez!

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Erro Fundamental de Pessoa





Comentando com um amigo sobre o fim de um quase relacionamento, falávamos sobre os motivos que levavam alguém a abrir mão de uma relação que, a princípio, parecia tão promissora. E ao enumerar as razões que me levaram a destravar a catraca e seguir a minha vida, lembrei de uma expressão que meu ex (o de verdade, de um relacionamento estável e longo que chegou ao fim porque algumas coisas cumprem bem o seu ciclo de vida e não há nada de errado com isso) usava eventualmente: erro fundamental de pessoa. Meu amigo, um curioso, chegou até mesmo a googlar a expressão para ver se ela realmente existia; como não encontrou nada, decidi roubar descaradamente do meu ex, patentear e, a partir de agora, viver de direitos sobre ela. Tempos de crise, né, mores

Mas a expressão se explica basicamente assim: você tem os seus planos para o futuro. Sonha em ter um relacionamento tradicional, constituir uma família, ter filhos, dois cachorros e um gato, por exemplo. Se bobear, já imaginou a festa de casamento e as cores da decoração do salão de festas. Anseia conhecer alguém que cairá como uma luva nos seus desejos, para que possam, juntos, correr atrás dos objetivos que, a partir de então, serão em comum, um plano a dois. Dá match total com a sua idealização (guardem essa palavra, ela é importante) de pessoa. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Momentos Que Não Se Perderão no Tempo





“- Por favor, ore por mim...”

Aquela frase não saía de minha cabeça. Mesmo exausto após um dia estressante no trabalho, naquela noite eu decidi ir andando da estação do metrô da Sans Peña até minha casa. Poderia ter tomado um táxi ou solicitado um Uber, mas preferi caminhar e refletir um pouco sobre o que tinha presenciado minutos atrás. Em alguns momentos, não consegui segurar as lágrimas quando lembrava de seu rosto.

Tinha acabado de subir os degraus da estação do metrô e fui surpreendido por uma fina garoa e um vento frio, atípico nos dias primaveris do Rio de Janeiro. Lembrei de Adriana Calcanhotto e seu “inverno-glacial” do Leblon, transposto para a zona norte tijucana.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Dica do Sil: 5 Músicas Para Esquentar o Seu Feriadão (e 2019 Que Se Aproxima)




Se Brasileiro nasceu com um dom, meu querido, com toda certeza foi o de aproveitar enquanto pode.

E, antes que 2018 acabe, vamos usar esse feriadão como um grande presente dos deuses e curtir pra valer. Enquanto a gente puder. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Super Drags: Vale a Pena Assistir?




Vocês já pararam para assistir Super Drags, na Netflix? Se você vive em outro mundo: trata-se da animação brasileira com apenas cinco episódios (curtinhos de menos de meia hora) em que três drag queens heroínas salvam o mundo em seu dia-a-dia. Recheado de "humor gay", o desenho (voltado para maiores de 16 anos, como reiterado por diversas vezes) tem muitos pontos fracos, mas demonstra um valor enorme no quesito representatividade.

Patrick, Donizete e Ralph são amigos que trabalham em uma loja de departamentos mas que, quando o mundo entra em perigo, acionam a "Hora de Montar" e se tornam Lemon, Scarlet e Safira, que vêm para dar "o close certo". Comandadas por Vedete Champagne (dublada pela famosa drag Silvetty Montilla) à distância (estilo As Panteras), elas tem em Goldiva (voz de Pabllo Vittar) seu ícone drag máximo. 

terça-feira, 13 de novembro de 2018

"Toque, Toque!" Abra Aí, Que Novembro Chegou!




Preconceito, falta de informação, ideias equivocadas… Estas são algumas das características do comportamento masculino quando o assunto é saúde, sobretudo quando envolve a próstata. 

O assunto é delicado, todos sabemos. Então, assim como no mês passado, resolvi trazer aqui alguns pontos importantes que norteiam a campanha de conscientização do famoso e temido Novembro Azul. Vamos, dessa vez, fazer em tópicos objetivos que facilitem a dinâmica da leitura e que tragam aos barbados de plantão (vale para os não barbados também, desde que tenham pinto!) a preocupação em cuidar de sua própria saúde, já que uma das características deste mal, assim como de outros cânceres, é justamente o alastre silencioso, e quando descoberto tardiamente, não há “fio-terra” que reverta. Então, vamos lá meninos!

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Entrevista Com Deus: Uma Mensagem Cristã em Embalagem Pop






Como escrever sobre uma história de fé sendo uma pessoa sem... fé? Esse foi o meu maior questionamento quando recebi o convite da Imagem Filmes para a cabine de imprensa do longa Entrevista Com Deus, que chega aos cinemas de todo o Brasil na próxima quinta-feira, dia 15/11. Pensei comigo: "como eu, que não acredito em muita coisa, encararei um filme que, obviamente, fala de crenças e fé?". Mas, com a mente aberta e uma grande dose de boa vontade resolvi encarar o desafio. 

No longa dirigido por Perry Lang, o jornalista Paul Asher, vivido por Brenton Thwaites, retorna aos EUA depois de cobrir a guerra do Afeganistão. Escrevendo sobre religiões para o jornal americano The Herald, enquanto passa por uma crise em seu casamento e tenta lidar com os traumas que presenciou na guerra, Paul recebe um convite estranho e curioso: Deus, vivido pelo ator David Strathairn, oferece uma entrevista para Paul, a ser concedida em três partes, durante três dias consecutivos. Intrigado e descrente, Paul aceita o convite, mas quando finalmente se vê cara a cara com o homem que diz ser Deus, ele acaba mergulhando em uma série de dúvidas sobre si e sobre a humanidade em geral. 

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

"A Arte Existe Porque a Vida Não Basta"





A frase do título da coluna de hoje foi dita por Ferreira Gullar, um dos maiores poetas vivos da atualidade. Gullar foi autor de Poema Sujo, uma das obras mais ousadas da língua portuguesa, escrito em 1976, quando estava exilado em Buenos Aires por motivos políticos. Na época, o Brasil estava sob o regime militar desde o golpe de 1964 e o governo tinha autorização para entrar no país hermano para capturar presos políticos.

Poema Sujo foi concebido ao longo de seis meses, como uma espécie de testemunho final, pois o poeta temia pelo seu futuro devido à repressão que sofria. E é, antes de tudo, um desabafo. Gullar disse certa vez que “o poema era sujo como o povo brasileiro, como a vida do povo brasileiro”.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Shakespeare? Nunca Nem Li...




Nunca li Shakespeare! Ufa... Admitir isso foi bem mais fácil do que pensei. Pode parecer estranho para vocês, mas há dois dias estava martelando em minha cabeça essa minha falta com o dramaturgo inglês.

Vejam bem. O fato de nunca ter lido Shakespeare não significa que não conheço parte substancial de sua obra. A gente acaba aprendendo por osmose sobre uma das maiores “tragédias” de amor já escritas. Romeu e Julieta possui inúmeras adaptações, incluindo a versão teatral com músicas de Marisa Monte, que recomendo muito! Já no cinema, Claire Danes e Leonardo DiCaprio ocupam o posto de Julieta e Romeu da minha adaptação favorita, dirigida por Baz Luhrman e lançada em 1996.

Mas nem só de Montéquios e Capuletos viveu o famoso autor. Em sua lista de personagens icônicos e histórias memoráveis nós temos: Hamlet, Otelo, Macbeth, A Megera Domada, Ricardo III e por aí vai. Por conta de seu vasto trabalho, William contribuiu diretamente (indiretamente também) para o surgimento de incontáveis obras que foram, de alguma maneira, derivadas de seu trabalho original.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

O Pior do Brasil é o Brasileiro




Por anos, ouvimos falar que o “melhor do Brasil é o brasileiro”. Não, nobre leitor. Lamento informar, mas o brasileiro é o que de pior temos em nosso país. Sei que posso estar generalizando, mas nesse momento não tenho como não pensar diferente. Tivemos uma eleição surreal há poucos dias e, o que vimos na sequência, foi ainda mais surreal. Somos uma nação que não se olha no espelho e, por isso, se odeia a si mesma.

Aliás, deixe-me apresentar: não sou titular de nenhum dos dias do Barba Feita. Pedi licença para estar aqui hoje, por enxergar um espaço de defesa da Democracia e dos Direitos Humanos, acima de tudo. Acompanho as diferenças que cada um dos colunistas tem no seu pensamento, mas noto que todos têm a preocupação com o ser humano em primeiro lugar. Diferentemente de muitos brasileiros...

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Outubros...




“...Menino, acorda e vem olhar
O sol não tarda em levantar...
Outros outubros tu verás
E outubros guardam histórias...”

Esse fragmento da música Círios, de Vital Lima, traduz em quatro estrofes 38 outubros da minha vida. Apesar de idolatrar julho, o mês em que nasci (sou muuuuito leonino!), cheguei à conclusão na última semana que os fatos que mais marcaram a minha vida, e divisores de muitas águas, ocorreram nos meses de outubro. Resolvi, então, nesta primeira terça-feira de novembro, fazer um breve retrospecto dessa trajetória.

Era 29 de outubro de 1993, quando, aos meus 13 anos, acordei para viver o pior dia da minha vida. Minha mãe (genitora) acordara por volta das 5 da manhã para passar roupas para o meu irmão mais velho trabalhar quando, sem esperar, começou a sentir fortíssimas dores na cabeça. Em questão de minutos ela estava caída no chão com a língua enrolada, principiando um derrame cerebral. Amigos auxiliaram a levá-la ao hospital, em uma cena que não sai da minha cabeça até hoje. Cerca de 2 horas depois, lembro do vizinho que a levou entrar no quintal da minha antiga casa com um semblante pesado de tristeza. Era o anúncio de sua morte. Minha mãe tinha apenas 43 anos. Vivia uma relação instável com meu pai e por essa razão ela era a provedora de seus quatro filhos. Meu irmão mais novo tinha 6 anos. Resumindo, meu pai desapareceu de vez no dia de sua missa de sétimo dia, e eu e meu irmão passamos pouco mais de uma semana abandonados, inclusive sem comida. Nos últimos dois dias de abandono, nosso jantar era uma “farofa doce”, onde os ingredientes eram os últimos que existiam em nosso armário: óleo velho de frituras anteriores, farinha de mandioca e um resto de açúcar. Dias depois, fui resgatado por minha madrinha, irmã da minha mãe, e hoje a maior referência, para mim, de ser humano.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Kit-Gay: Cinco Livros Imperdíveis Com Histórias Homoafetivas




"Toda vez que dois garotos se beijam, o mundo se abre um pouco mais. Seu mundo. O mundo que deixamos. O mundo que deixamos para vocês. Esse é o poder de um beijo: ele não tem o poder de te matar; mas tem o poder de te trazer à vida." David Levithan, em Dois Garotos Se Beijando
Enquanto imbecis (ainda!!!) falam em kit-gay e baboseiras similares, a gente vai tentando resistir, autodidata como sempre foi. Mas isso não significa que a literatura não tenha nos presenteado com belas histórias em que relacionamentos homoafetivos estão no centro de suas narrativas.

Assim, buscando incentivar e indicar boas leituras, trago hoje uma listinha especial, com livros que tem em suas tramas principais histórias protagonizadas por adolescentes gays se descobrindo e/ou vivendo romances homoafetivos. Afinal, a gente aprendeu desde muito cedo de que pra ser gay não é necessário nenhuma cartilha ou doutrinação (a menos que a sua heterossexualidade seja altamente questionável) e tudo que sempre queremos é nos vermos representados como somos na TV, no cinema e na literatura.

Eis o meu kit-gay para vocês. Inclusive para quem não é gay, nem um completo idiota, mas que aprecia boas histórias universais.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Pizza do Fim-do-Mundo






Ingredientes para a massa:
6 xícaras (chá) de farinha de trigo (cerca de 740 g)
50 gramas de fermento biológico seco (não é o de tabletes. É o fermento que vende em qualquer padaria)
2 colheres de chá de sal
2 ½ xícaras (chá) de leite
1/4 xícara (chá) de azeite

Ingredientes para recheio:
½ kg de muçarela (de preferência já ralada)
Para o molho é tomate, pimentão, cebola e um pouco de molho de tomate

Depois de descascar tudo, misture bem e leve até ao forno para refogar.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Brigadeiro de Panela





Sou chocólatra assumido! E nada melhor do que um belo brigadeiro de panela para ser companhia em uma maratona de séries. Olha só essa receita imperdível para vocês.

Ingredientes:

1 Colher de sopa de manteiga ou margarina
1 Lata de leite condensado
4 Colheres de sopa de chocolate em pó
1 Pacote de chocolate granulado