quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Bird Box...

...ou A Vida Imita a Arte




E o último grande filme do ano foi lançado. Sim, estou falando dele, o contraditório Bird Box, que vem dividindo toda uma comunidade cinéfila. A adaptação do livro de Josh Malerman, que ganhou o nome de Caixa de Pássaros por aqui, foi uma das mais aguardadas dos últimos tempos.. Talvez por mim. E também por quem leu essa maravilhosa história que, aproveito para recomendar mais uma vez agora.

A história é sobre uma epidemia (será que podemos chamar de praga?) que vem "infectando" a humanidade. Ao olhar para determinada "coisa", o individuo enlouquece e acaba tirando a própria vida; mas nem todos. Os loucos não são afetados. Eles acabam querendo que as pessoas vejam algo maravilhoso, incrível, que só eles podem ver... E que mata os demais.

Acabei refletindo sobre essa prévia da trama e acho que isso reflete, mais do que nunca, o que estamos vivendo nos dias de hoje. Enquanto uma parte da sociedade insiste em se manter viva, levando seus dias sem se envolver diretamente com o que acontece ao seu redor, um grupo (seja de esquerda ou direita) tenta fazer com que todos vejam aquilo que está claro (para eles). É lógico e mora bem em frente da perspectiva de cada uma dessas pessoas. E, independente do lado para o qual você acabe pendendo nessa briga, alega que o seu é o que tem razão e o outro lado é louco. 

Se na ficção a única forma de sobreviver é fechando os olhos e deixando sua audição guiá-lo, na nossa vida mais do que real, acaba sendo a paciência para apurar e filtrar cada tipo de informação que nos é repassada e divulgada o que mantém a nossa vida (e sanidade), já com seu juízo de valor bem impregnado em seu compartilhamento. 

Talvez o grande monstro, vírus, praga que enlouquece e mata as pessoas não seja algo tão irreal assim. O ódio, a raiva e a vontade de provar que o inimigo são "os outros", faz com que a própria humanidade morra aos pouquinhos e o que a substitui seja um bando de pessoas frias, sem alma, e destinadas a mostrar que estão certas sobre tudo. Basta só abrir os olhos... 

Caso ainda não tenha conferido essa produção da Netflix, fica minha dica. Se ainda acha que o mundo anda chato e bem difícil, existem outras opções de filmes e séries mais leves no catálogo do streaming. E viva o novo ano que se aproxima.

Até 2019, galera!

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Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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A opinião dos colunistas não representa necessariamente a posição editorial do Barba Feita, sendo estes livres para se expressarem de acordo com suas ideologias e opiniões.

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