quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Minhas Primeiras Vezes





Esse é o meu último texto de 2018 pro Barba Feita. Todo ano, desde 2014, faço alguma retrospectiva aqui. Na verdade, um ano antes eu fiz um texto chamando 2013 de "encardido" no Facebook e recebi tantas respostas a respeito, de gente que nem esperava, que foi uma experiência que guardei na memória. Sei que pra muitos o que eu fiz ao longo de 365 dias pode não ser nada interessante... Mas, vamos nessa mesmo assim!

Pra fazer diferente, resolvi pensar naquilo que fiz pela primeira vez em 2018 na vida. E, olha, foi um bocado de coisas. A começar por esse Natal: foi a primeira vez que passei a véspera na minha casa e fiz a ceia por aqui, com o meu atual núcleo familiar. Foi estranho passar longe dos meus pais e irmã, após 34 anos? Foi. Mas foi tão cheio de amor e de positividade que foi mágico. E, embora a gente sempre tenha tentado passar a data juntos, nos enxergarmos como uma família indissociável foi uma experiência única.

Outra coisa que fiz pela primeira vez foi morar em uma casa de vila, uma coisa que sempre quis. Fiz minha mudança em fevereiro e, embora tenha aqueles contras de sempre (fofoca na vizinhança, todo mundo ouve tudo...) é uma paz que nem parece que estamos em um dos pontos mais agitados da Tijuca. E ainda tem muito espaço para os nossos três cachorros.

Também conheci esse ano duas capitais brasileiras: Belo Horizonte e João Pessoa. Para BH nós fomos no Carnaval e aproveitamos mais do que imaginaríamos, como já contei aqui antes. Os blocos locais eram super bacanas e ainda esticamos até Inhotim, que também foi uma experiência única de um museu a céu aberto. Ainda não deu para conhecer muito da cidade, por estar no meio da folia - fica pra próxima.

Com João Pessoa eu tinha uma certa "dívida". A Paraíba é o Estado natal do meu pai e eu tinha ido até lá algumas vezes quando era criança - mas não à capital. E gostei muito da cidade, do povo e das quadrilhas de São João. Nessa mesma viagem, realizei um sonho recente: de conhecer o São João de Campina Grande. Essa também a primeira vez que passei meu aniversário viajando - e foi uma experiência muito bacana, que pretendo repetir mais vezes.

Em relação ao trabalho, me tornei diretor da maior agência de comunicação corporativa do Brasil. Passei a lidar com uma gestão que praticamente apenas donos de negócios têm. Após 10 anos de empresa, chegar pela primeira vez num cargo tão relevante tornou 2018 um ano para guardar na memória profissionalmente.

2018 não foi um ano brilhante, mas teve seu valor dentre a tantas dificuldades. Só me resta a agradecer por tudo de bom que colhi, por tudo que aprendi e por toda a convivência com meus leitores aqui. Guardo muitas expectativas em relação a 2019, ainda que num cenário que pareça pior. Espero finalizar e lançar meu novo livro, espero tirar esse aparelho ortodôntico chato, espero fazer novas viagens inesquecíveis, espero comemorar os cinco anos do Barba Feita em grande estilo... Que 2019 possa nos surpreender positivamente e nos aproximar ainda mais por esse canal.

Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor dos livros Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades e Perversão. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
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A opinião dos colunistas não representa necessariamente a posição editorial do Barba Feita, sendo estes livres para se expressarem de acordo com suas ideologias e opiniões.

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