segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Preferidos do Barba Feita: Melhores Séries de 2018





Apesar de difícil, 2018 também foi um ano bastante produtivo em diversos setores, inclusive para a cultura pop, com muita coisa boa sendo lançada e chegando ao grande público. Por isso, a equipe do Barba Feita preparou uma semana especial, onde apontaremos os nossos preferidos em algumas categorias. Como somos diversos e com gostos bem particulares, acreditamos que nossas escolhas refletirão um bom apanhado do produzido e servirão até mesmo como dica para quem porventura não conheceu algum dos eleitos por aqui como melhores do ano.

Para começar, nada melhor do que falar sobre uma das minhas paixões, as séries de TV. E se tem algo para que 2018 serviu, foi para marcar a ampliação do conceito de "televisão", com o streaming se popularizando ainda mais, com mil lançamentos por semana e muita coisa boa (e também ruim) chegando ao mercado. E se a já poderosa Netflix fez bonito na área, Hulu (ainda não disponível no Brasil, mas com suas produções dando as caras por aqui por diversos meios), Amazon Prime Vídeo, Youtube Premium e Globo Play também marcaram território, deixando a vida (social) dos telespectadores bem mais difícil. 

Assim, segue a nossa primeira lista, com as Melhores Séries de 2018, que reflete bem o gosto particular e bastante diverso dos colunistas do Barba Feita

A Maldição da Residência Hill (The Hauting of Hill House)

Lançada em outubro pela Netflix, A Maldição da Residência Hill veio para revitalizar o gênero terror, apresentando uma série assustadora, mas inovadora em diversos aspectos. A série, livremente baseada no clássico livro de Shirley Jackson, apresenta episódios incríveis e que vão, pouco a pouco, envolvendo o telespectador no clima proposto pela obra, mexendo com nossas emoções, nos assustando e nos fazendo sofrer junto com a família Crain.

Na série, acompanhamos os sete membros de uma família que, ao se mudarem para a residência Hill do título passam a ser assombrados pelos fantasmas e segredos daquele lugar. Os pais e os cinco filhos nunca mais foram os mesmos depois do que viveram ali e a cronologia da série, que vai e volta do presente para o passado, é eficaz em criar uma atmosfera de total imersão do público que vai, episódio a episódio, desvendando a história junto com os Crain.

Com uma história redondinha e um final arrebatador, A Maldição da Residência Hill é, sem sombra de dúvidas, umas das melhores (senão a melhor) produção do ano. 

Sob Pressão
Por Julio Britto

Há tempos que uma série de drama não recebia um investimento tão alto e com um planejamento a longo prazo na TV aberta. Na maioria das vezes, os programas de comédia costumavam ter vida longa, enquanto que os dramáticos dificilmente passavam da segunda temporada.

O que mais me chamou atenção na produção médica estrelada por Marjorie Estiano (quem diria que aquela atriz insossa de cabelos vermelhos de Malhação se tornaria essa excelente atriz?!) e Julio Andrade, são a fotografia, a (falta de) maquiagem, o talento indiscutível de todo o elenco e, claro, o retrato fiel do descaso e da corrupção que vivemos em nosso país envolvendo o serviço público.

A história se passa no "Macedão" (quem nunca passou de trem por Cascadura e viu aquele hospital praticamente abandonado?) e nas primeiras temporadas foca na humanização dos profissionais que deveriam ter equilíbrio para salvar a vida dos outros e se mostram, às vezes, mais vulneráveis que os próprios pacientes, como uma médica com sérios problemas psicológicos e que se autoflagela, e seu marido viciado em medicamentos, ambos excelentes profissionais (que contradição mais real!). Com a entrada da não menos brilhante Fernanda Torres nesse ano, conhecida tipicamente pelos seus papéis cômicos, a segunda temporada começa a desenhar seus próximos passos, com a exploração forte do tema corrupção, infelizmente, muito comum no nosso dia-a-dia.

Se você quer ficar com um nó na garganta em assistir uma realidade tão nua e crua, essa é a série!

Elite
Por Paulo Henrique Brazão

2018 pra mim foi um ano de colocar em dia séries lançadas em outros anos, como Game of Thrones, Westworld e How to Get Away With Murder. Por isso, acabei escolhendo entre as originais do ano a espanhola Elite. A série foi lançada em outubro pela Netflix com alguns atores de outro fenômeno espanhol, La Casa de Papel (que até me prendeu mais e, embora eu também tenha assistido em 2018, foi lançada ano passado e por isso não está aqui).

Elite tem um quê de HTGAWM e um clima colegial com algumas descobertas adolescentes como em Glee (sem ser musical e com pouco humor...rs). Conta a história de três jovens humildes que vão estudar em um colégio da elite de uma cidadezinha da Espanha e provocam reações diversas no novo ambiente, o que inclui um assassinato - anunciado desde o primeiro episódio. Há algumas falhas leves no roteiro, mas a série prende e entretém - e já estou ansioso para a próxima temporada.

A Casa das Flores (La Casa de Las Flores)
Por Silvestre Mendes 

Por algum motivo, fazer rir acaba não tendo o mesmo peso que fazer chorar. Séries de comédia acabam não ganhando o mesmo respeito que outros gêneros, o que é uma grande besteira. Quer uma grande prova disso? Só assistir os primeiros cinco segundos de La Casa de Las Flores. Tá, exagerei! Acho que em dois minutos a série te pega de jeito e de uma maneira que você não sabe se pode rir da tragédia que está acontecendo bem diante dos seus olhos.

Criada e dirigida por Manolo Caro, a série mexicana da Netflix é uma das melhores produções que assisti esse ano, focada em mostrar que nenhuma família é perfeita e que todo desastre tem seu lado engraçado (acredite se quiser). A série é tão boa, mas tão boa, que já foi renovada para sua segunda e terceira temporadas.

Maniac
Por Marcos Araújo


Não tenho muito tempo de assistir séries longas. Talvez, por isso, ainda não tenha assistido Game of Thrones, apesar de me acharem um ET por isso... Em 2018 ainda não tive a oportunidade de maratonar clássicos como GoT, mas curti muito The Rain, Altered Carbon, Perdidos no Espaço e Collateral. Duas, especificamente, me marcaram: The End of the F***ing World e Maniac.

TEOTFW é baseada numa HQ homônima de Charles Forsman e é bem próxima ao original. Na história, que é uma espécie de comédia de humor negro, um adolescente psicopata se junta a uma louca por aventuras e caem na estrada vivendo as mais surreais situações. Divertidíssimo!

Mas, pra mim, Maniac levou a melhor este ano. Ela custa a engrenar, mas depois eu tive a sensação que foi proposital, assim como a confusão no roteiro. Uma série super bacana, com um elenco estrelado e que mostra uma versão cyberpunk-futurista com traços vintage de uma Nova Iorque um tanto quanto excêntrica e conta a história de Owen e Annie, um rico esquizofrênico e uma mulher problemática que se inscrevem em um tratamento experimental à base de drogas alucinógenas com o objetivo de compreender a mente e eliminar a dor em um contexto totalmente caótico, como o mundo contemporâneo.

Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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A opinião dos colunistas não representa necessariamente a posição editorial do Barba Feita, sendo estes livres para se expressarem de acordo com suas ideologias e opiniões.

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