sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Preferidos do Barba Feita: Programas Imperdíveis de 2018





Descobrir lugares interessantes e recomendar para os amigos é algo que eu me amarro em fazer. E sou do tipo daqueles que, quando viaja para qualquer lugar, tenta sair um pouco do óbvio “programa de turista” e me aventurar (e descobrir) os lugares mais inusitados. Este ano, por exemplo, quando visitei dois países da Europa, parecia um pinto no lixo com os pontos outsiders do velho continente.

Apesar do crescimento absurdo da violência na cidade, que nos deixa praticamente sitiados, ainda tento ser otimista parodiando Gil e Fernanda Abreu, pois, apesar do caos, o Rio, uma cidade de cidades misturadas, continua lindo. Mas a coluna de hoje não se resume em indicar somente locais e eventos bacanas na cidade: tem dicas que extrapolam nossas fronteiras e até mesmo indicações mais introvertidas dentro dos nossos infinitos particulares. 

Então confira o que os colunistas do Barba Feita prepararam para você.

Karaokê da Feira de São Cristóvão

Eu amo lugar bagaça. São os mais hilários, certamente. Aqueles botecos da zona portuária são os meus favoritos. Amo a Pedra do Sal, o Angu do Gomes e estou louco para conhecer o Bar do Omar, que já está badaladíssimo com sua galera alternativa e totalmente esquerdista. Mas o programa imperdível que selecionei aqui é hors-concours. O lugar é uma zona. É escuro, é barulhento e parece que estamos naqueles labirintos com inferninhos em sequência. Mas garanto pra vocês: é divertidíssimo. 

Funcionando de sexta a domingo, o karaokê do Centro de Tradições Nordestinas, mais conhecido como Feira de São Cristóvão ou a “Feira dos Paraíbas” é um local que todo mundo deveria ir, pelo menos uma vez na vida. Levando a sério o dito popular de que “quem canta seus males espanta”, não existe a possibilidade de sair de lá sem um sorriso imenso depois de ter se esgoelado com os amigos entoando aqueles clássicos do cancioneiro-karaoquês como Evidências, Robocop Gay, Alma Gêmea ou We Are The Champions.

O Bazar da Cantoria é o mais concorrido, onde dá até pra gravar a apresentação em CD. É bom chegar cedo para começar a se aventurar pelos labirintos do local e soltar a voz.

Candybloco 

Nascido para animar o Candybox, um camarote da Sapucaí, a banda Candybloco, comandado pelo cantor Beni Falcone, começou a fazer shows como "esquenta" para o carnaval em novembro de 2017. De lá até o carnaval, na varanda do MAM, a festa ganhou público e fãs, continuando no pós-carnaval carioca e se tornando um programa imperdível para quem gosta de música pop em ritmo de carnaval, azaração e muita gente bonita.

E o "bloco" cresceu tanto que a última edição de 2018 aconteceu no HUB, na região portuária do Rio, tranformando-se em um grande evento que promete fazer muita festa e folia também em 2019. Imperdível e que já faz parte da minha agenda de programas imperdíveis no Rio de Janeiro.

Pub Le Refuge des Fondus

Esta é a dica para quem curte fondue, vinho e diversão alternativa. No início deste ano, eu e meu mozão viajamos em lua-de-mel para Paris e como estou acompanhado de um exímio planejador de viagens, sempre temos um ótimo roteiro em mãos. Experimentar essa típica delícia francesa, sem gastar muito, tem um sabor ainda melhor. 

O Le Refuge des Fondues é um restaurante localizado no bairro de Montmartre que foi ganhando notoriedade da maneira mais popular possível: por meio do famoso boca a boca. E se engana quem espera encontrar pequenas mesas para duas pessoas, com velas e aquele ambiente romântico cheio de bossa dos filmes europeus. As mesas são propositalmente enormes e o local, bem estreito (como um corredor), só tem duas delas, onde parte das pessoas para se sentar nos lugares dos cantos das paredes, precisam passar por cima das mesas!!! Sim, você poderá estar sentado à frente do seu crush e um desconhecido ao seu lado atravessando por cima da mesa para sentar-se contigo! Além disso, todas as bebidas são servidas em (pasmem!) divertidas mamadeiras de plástico! 

O Le Refuge des Fondues abre diariamente, das 19h à meia-noite e é diversão garantida nas noites parisienses.

Floresta da Tijuca

É pertinho de casa e, por isso, tem um quê de bairrismo aí. Mas fato é que, em épocas de praias lotadas (e nem sempre seguras...) dar um passeio na Floresta da Tijuca é uma bela forma de se desligar da realidade carioca e, ao mesmo tempo, conhecer algo que só o Rio tem: uma floresta urbana com esse tamanho.

Além de oferecer o próprio contato com a mata e ser entrada para trilhas fantásticas, como o Pico da Tijuca ou o Bico do Papagaio, a Floresta ainda nos presenteia com algumas cachoeiras (a minha favorita, por ter um acesso relativamente fácil, mas ser mais reservada, é a das Almas. A do Chuveiro é a mais bonita, mas de acesso difícil e, ainda assim, tem fila). Não bastasse isso, agora, logo no início do parque, o poço da Cascatinha Taunay está liberado pra banho. Vale conferir - e, praqueles que não abrem mão de praia, é um excelente after pra tirar o sal.

Netflix + Pipoca
Por Silvestre Mendes




Em 2018, eu não saí muito. Na verdade, tenho saindo bem pouco nos últimos anos. Gosto muito de ficar em casa e esse fato não diminui o número de coisas que posso fazer quando isso acontece; na verdade, só aumenta as minhas possibilidades. 

Netflix e pipoca formam o meu combo dos sonhos. É bom poder relaxar com uma boa série, filme ou documentário. Assim como também é bom acompanhar as novas produções que levam os assinantes da plataforma de streaming e maratonar como se não houvesse amanhã. Fizemos até uma lista de séries que elegemos como as melhores, e ela está bem eclética, com produções de todo gênero e formato, você conferiu?

Pois façam isso: fica como dica para vocês fazerem esse programão, que é muito, muito bom!

Leandro Faria  
Marcos Araújo é formado em Cinema, especialista em Gestão Estratégica de Comunicação e Mestre em Ciências em Saúde. Nas horas vagas é vocalista da banda de rock Soft & Mirabels, um dos membros da Confraria dos Bibliófilos do Brasil, colunista do Papo de Samba e um dos criadores do grupo carnavalesco Me Beija Félix. E também o colunista das sextas-feiras aqui no Barba Feita.
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A opinião dos colunistas não representa necessariamente a posição editorial do Barba Feita, sendo estes livres para se expressarem de acordo com suas ideologias e opiniões.

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