terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Mais Um Ano se Inicia. E Quais São os Seus Planos?





Fim de ano é quase sempre a mesma coisa, já percebeu? Diante dos apelos cotidianos por conta das festas, começam a surgir novíssimos planos, ideias fresquíssimas e uma ansiedade absurda para começar a colocar tudo em prática a partir do primeiro dia do novo ano que se aproxima.

Mas, na real, quem é que realmente cumpre todos esses planos? Ou, ainda, quem é que avalia o quanto aprendeu e o que realizou de significativo ao longo do ano que chega ao fim?

Vale a pena atentar para alguns pontos interessantes de conscientização pessoal para que o período não passe batido mais uma vez. É importante parar para perceber o quanto procrastinamos as decisões importantes e também certas atitudes que realmente promovem mudanças na nossa vida.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Quem Valoriza Nossa Cultura?





Há algumas semanas rolou um showzaço do Metronomy aqui no Rio de Janeiro. Pra quem não conhece, eles são uma banda indie-eletrônica inglesa que bombou esse ano por aqui por causa da canção The Look incluída na novela A Dona do Pedaço, sendo tema da personagem Kim (Monica Iozzi). Os desavisados até poderiam achar que a canção era recente... Mas não. Essa música é bem antiga. Saiu no álbum The English Riviera, de 2011, um dos mais aclamados do quinteto. 

A nova vinda ao Brasil (eles já tinham dado as caras no RJ em 2011 e 2014) foi para divulgar o sexto álbum recém-lançado, Metronomy Forever, que foi a tônica das apresentações – que também rolaram em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. O disco foi todo gravado pelo líder do grupo, Joseph Mount, que produz discos de uma galerinha do pop eletrônico como a sueca Robyn. Joseph, que em muitas vezes lembra o envergonhado Robert Smith (The Cure) até na forma esganiçada de cantar, tem o costume de gravar tudo sozinho, sem a participação dos demais integrantes da banda.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

2019, Obrigado Por Tudo!




Fiz aquele exercício de reflexão e pensei bastante sobre esse ano que está acabando... Sei que, de uma maneira geral, o ano não foi dos melhores para muita gente, mas acabou sendo bom para mim. Por esse motivo não posso ser injusto e jogar pedra em 2019. Posso, como um bom amigo, chamar em um canto e dizer tudo o que é preciso melhorar.

Foi um ano em que tive que fazer minhas escolhas. De algumas até me arrependo, mas foram necessárias. Foi preciso cada uma delas para me fazer crescer. Conhecer pessoas incríveis e amadurecer como profissional. Só que termino o ano com um frio imenso na barriga. Nunca se sabe o dia de amanhã. Se terei um emprego, se vou conseguir um freela... Se vou continuar trabalhando com o que tanto gosto. Só que não se pode ter medo. Ficar com receio do futuro não resolve nada. É preciso ficar atento ao presente, ao que acontece agora e ponto. 

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

É Natal: Ressignifique a Data, Renove Suas Atitudes




E se, em vez de falarmos de Natal, das festas em família, das trocas de presentes, nós procurássemos olhar para o mundo que está tão intolerante e sem compaixão? Que tal, agora nesta época do ano, entendermos a estrofe da famosa música eternizada na voz de Simone com um novo olhar? Um olhar para o outro, ao invés de um olhar egoísta sobre nossas próprias conquistas?

Penso (tomando como base até mesmo alguns comportamentos meus) que as pessoas tem se sentido no direito de serem rudes umas com as outras, sejam por estarem amparadas pelo escudo das redes sociais, seja por já não terem um fio de paciência, por tudo que ouvimos, por tudo que somos julgados, pela intolerância, pela falta de empatia.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

146.164





É hoje. Tem que ser hoje. Já estou atrasado há três dias. Não gosto disso. Daqui a pouco os clientes descobrem e perco minha moral. Sem moral, sem dinheiro, sem dignidade. É hoje. Será hoje. Custe o que custar. 18:15. O porteiro já deu a sua saidinha pra olhar a gostosa do prédio. Queria ter um emprego assim. Burocrático. Com salário garantido ao final do mês. Sempre tem uma porra-louca com tara por homens de uniforme. Ainda teria uma fodazinha eventual de vez em quando. Aposto que aquela ali já andou ciscando com o Paraíba. Olha só como ela balança o quadril. Uma vaca. Gostosa. Mas vaca. Vadia. 18:24. Cadê esse viado que não chega? Tomara que chegue sozinho, só estou recebendo por um presunto. Dois pelo preço de um, nem em promoção. Não sou Casas Bahia. 18:27. Nada. 18:27. Acho que vou perder a novela de novo. 18:27. Não é possível. Porra, cadê esse filho da puta? 18:28. Finalmente! Nunca fui tão impaciente. Merda. Porra. Caralho. Puta que pariu, o viado veio acompanhado. 18:29. Acho que o porteiro se dá bem hoje. 18:30. Foda-se. Lá dentro dou um jeito. Vou entrar. 18:32. Bom essa piranha estar falando com o paraíba, nem vai olhar pra mim direito. 18:33. Não gosto de elevadores, nunca gostei. E nem é pelas câmeras de segurança e pelo meu direito de imagem. Não ando em caixotes pendurados no ar. Escadas são mais seguras. Mais ventiladas. Mais amplas. Pena não serem todas como naquele prédio da São José. 18:36. 4o andar. Só faltam mais 2. Preciso correr mais. Talvez amanhã. Preciso me livrar logo desse serviço. 18:40. 6o andar. Agora a diversão começa. É hoje. Será hoje. Nada de atrasar mais três dias. Não vou perder minha moral, o dinheiro, a dignidade ou a novela de novo. Será hoje. Custe o que custar. Hoje. 18:41. TRIMMMMMMM.

sábado, 21 de dezembro de 2019

Barba Falha: Os Ranços de 2019





Nem só de destaques positivos foi o ano de 2019 - e, eu ouso dizer, a coisa foi bem pelo contrário. Muito honestamente, acho que 2019 foi o ano da vergonha. Foi o ano da barbaridade. O ano em que os ratos, que já saiam timidamente dos esgotos anteriormente, botaram a cara no sol com vontade e sem medo de serem ridículos e detestáveis. Meu sonho é em 2020 fazer o Belchior e cantar "ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro!". Será que conseguiremos? Seguirei tentando. 

Então, pra finalizar essa semana especial do Barba Feita, onde elencamos os destaques positivos de diversas áreas de entretenimento, nada mais justo do que colocar também todo o nosso ranço pra fora. De apontar os absurdos e as bestialidades. E mostrar que as pessoas até podem ser escrotas, mas que estamos vendo, sendo resistência e continuaremos apontando sua imbecilidade.

Assim, sem mais delongas, com vocês, os maiores ranços de 2019, na opinião de cada um de nós, reles e humildes colunistas do Barba Feita!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Preferidos do Barba: Personalidades de 2019





Ser escolhido como personalidade nos dias de hoje não é uma tarefa fácil. Ouso dizer que dependendo da perspectiva, pode até ser considerado um título ingrato, já que em tempos sombrios, onde somos cercados por um certo emburrecimento social, alçar alguém como destaque pode ser proveitoso ou ser um grande tiro pela culatra. 

Como bom apreciador de Nelson Rodrigues, sempre concordei que a unanimidade era burra e, portanto, a discordância sempre fez parte da minha linha de pensamento. O que me assusta hoje em dia é a falta de consenso. Os rachas extremistas (e completamente imbecis e acéfalos) só estimulam o ódio em um cenário onde atira-se primeiro e questiona-se depois. E neste contexto, políticos, artistas e formadores de opinião precisam estar preparados para o devido e inevitável linchamento que pode vir virtualmente ou, literalmente, em plena praça pública simplesmente por terem ousado quebrar paradigmas ou por terem enfrentado uma resistência.

Na listinha dos colunistas do Barba Feita está uma pequena mostra do que acabei de explicar nesta introdução. Até mesmo ícones consagrados precisaram ratificar opiniões perante à opinião pública.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Preferidos do Barba: Melhores Músicas de 2019





Que ano bom para música pop brasileira. Uma indústria que sempre tentou acontecer, mas que só ganhou verdadeiro fôlego há seis anos, chegando a 2019 cheia de novidades. Luisa Sonza lançou seu primeiro álbum e mostrou que veio para ficar. Lexa deu a volta por cima e Iza ficou mais forte do que nunca. E Anitta... Amor, Anitta fez ainda mais o seu nome, o que surpreende o total de zero pessoas, incluindo haters

O lado drag da força também vai muito bem. Glória Groove fez parcerias inusitadas, Pablo também. Lia Clark lançou até seu álbum ao vivo. Fora outros cantores que fazem parte do vale e que mostraram toda sua onda músical: Jão, Bemti, Bruno Gadiol, Day, Carol Biazin, Danna Lisboa, Lisita e Gabriel Nandes são ótimos exemplos. Isso porque estou focado na música nacional. É preciso valorizar o que é nosso, né?

Então, como somos diversificados e de gosto amplo, fiquem com as melhores músicas para os colunistas do Barba Feita que, não satisfeitos em escolher apenas um cada um, se esbaldaram. Com direito a playlist no Spotify, que você pode conferir clicando aqui.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Preferidos do Barba: Melhores Filmes de 2019





2019 foi um ano muito intenso para o cinema. Começou com uma expectativa imensa pelo novo filme dos Vingadores (Ultimato) e está terminando com outra tão grande quanto, com o derradeiro episódio de Star Wars (A Ascensão Skywalker). No meio disso tudo, muita coisa boa chegou até as telonas brasileiras: teve novo do Almodóvar (Dor e Glória), Tarantino (Era uma vez em... Hollywood), Jordan Peele (Nós) e Scorcese (O Irlandês); teve os live actions de Aladdin e Rei Leão, que aqueceu os corações dos saudosistas; teve Kleber Mendonça Filho arrebentando com Bacurau (embora tenha sido uma exceção no cinema nacional esse ano); teve Joaquin Phoenix brilhando como Coringa e Taron Egerton como Elton John; teve filme coreano (Parasita) arrebatando crítica e público no apagar das luzes de 2019. Enfim, opções não faltaram...

Mas nem tudo foram boas notícias para o cinema em terras tupiniquins. Nota triste para a dificuldade na realização do Festival do Rio (normalmente entre setembro e outubro, só conseguiu ser colocado na rua em dezembro, sem apoio público). Também para a retirada dos cartazes dos filmes nacionais da sede da Ancine e o aviso de que haveria interferência política na nova gestão da agência. Como mencionei acima, tirando Bacurau, o ano foi mais de desafios e buscas de soluções do que de conquistas em nosso país. Vamos torcer para em 2020 vivermos tempos melhores e, enquanto isso, vamos dar aquela conferida nos escolhidos dos barbudinhos do Barba em 2019:

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Preferidos do Barba: Melhores Livros (Lidos) de 2019





2019 foi o ano do Barba Feita! Barbíturicos finalmente nasceu, depois de uma longa gestação, para coroar cinco anos desse projeto tão bacana! E, sinceramente, eu gostaria de dizer que, este, foi o melhor livro que li neste ano! Mas não poderia ser tendencioso, não é mesmo? Deixo esta classificação para vocês, nosso amigos e leitores.

Me entristece constatar que esse ano, culturalmente, foi especialmente pobre em nosso país. Talvez nem pobre, mas ignorante mesmo. As pessoas optaram em dar as costas à informação. Preferiram dar voz a fakenews, propagar informações sem pesquisa profunda, dando vulto a uma onda assombrosa de falta de senso, empatia e inteligência, ops, raciocínio lógico...

Maaasssss.... Eis que estamos aqui, resistentes e prontos para gritar que sim, cultura e informação aqui no Barba não se calam! E, por essa razão, viemos compartilhar os melhores livros que lemos em 2019 e mostrar que a cultura, seja ela por qual mecanismo for, sempre irá nos trazer discernimento nos nossos pensamentos e atitudes.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Preferidos do Barba: Melhores Séries de 2019





É um tremendo clichê o que vou dizer, mas 2019 voou. Outro dia mesmo eu estava debruçado sobre todas as séries que vi em 2018 pra montar aquela listinha do ano passado. E agora já estou aqui, elencando e me debruçando entre tudo (de bom, ainda bem) que assisti em 2019 e sofrendo um pouco pra me decidir. 

E essa é a primeira coluna de uma semana especial em que nós, colunistas do Barba Feita, vamos dividir com vocês, queridos leitores, nossas predileções do ano em algumas categorias. Não queremos ser donos da verdade e sabemos que nossas listinhas poderão até desagradar alguns - e listas sempre desagradam alguém. Mas o objetivo principal é dividir o nosso gosto, indicar bons materiais. Como diz um amigo (não nesse contexto, mas tá valendo), sharing is caring

No campo das séries, 2019 foi o ano em que o streaming mostrou a sua força, mas que a televisão, principalmente a fechada americana, mostrou que sim, ela ainda está brigando e no páreo pela audiência mundial. Algumas das melhores produções do ano, indiscutivelmente, foram lançadas pela HBO (e não, eu não estou falando da temporada final de Game of Thrones).

Então, curiosos por nossas eleitas como melhores séries de 2019? Cata a lista e, se ainda não assistiu a nenhuma das produções, faça isso, garantimos a qualidade ;-)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

O Pornô Que Virou a Cultura Brasileira




Quando soube que os cartazes de filmes nacionais haviam saído das paredes da Ancine, eu ri. Só poderia ser mais uma mentira, das tantas que recebemos nos últimos anos em grupos de WhatsApp ou através de Twitter, Facebook e até contas de Instagram. Mas fui inocente em pensar nessa alternativa e dar, para o que vem acontecendo no nosso país, o benefício da dúvida. 

Os pôsteres saíram, uma sessão de A Vida Insivível, filme que concorre uma indicação ao Oscar 2020, não aconteceu para funcionários do governo e por aí vai. Nada disso chega a arrepiar minha espinha e me assombrar. Já esperava por "algo" assim contra a cultura. Afinal, se algumas guerras ensinaram alguma coisa, com toda certeza a primeira lição foi destruir a cultura e todas as suas possibilidades. 

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Caramba! Meu Dia Só Tem 24 Horas!?




Você já se pegou falando que está sem tempo, que não tem tempo para nada ou que seu dia tinha que ter mais de 24 horas? Sente que vive numa correria danada, sempre sentindo como se estivesse atrasado para todo e qualquer lugar que você precisa ir? Não consegue dormir direito ou ter uma refeição tranquila e completa? Você sente, às vezes, como se a vida estivesse passando rápido demais, como se você não tivesse controle de nada?

Talvez você esteja sofrendo de Desorganização Crônica da Modernidade – codinome sintético para esse estilo de vida atual, onde estar atrasado, ocupado e sempre na correria virou status, mas que não leva ninguém a lugar nenhum. E, acredite: digo isso com propriedade de causa! Inclusive, estou escrevendo este texto nos “45 do segundo tempo”, pois o meu dia foi tão cheio, que sequer me dei conta de almoçar! Mas a correria valeu-me a reflexão de hoje.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Barbitúricos: Cinco Pais e Um Bebê




Sabem o velho clichê de que não podemos passar pela vida sem ter um filho, plantar uma árvore ou escrever um livro? Pois é, filhos nunca estiveram nos meus planos – e tenho quase plena certeza de que nunca estarão; já semeei plantas diversas, mas nunca plantei uma árvore - mas, vai que um dia rola; e, agora, eu escrevi um livro. Ou, pelo menos, 20% de um livro. E vocês não imaginam o prazer e a felicidade que é ver uma ideia que surgiu tão despretensiosamente virando realidade, ganhando páginas, mobilizando pessoas e ganhando “vida”. 

Barbitúricos: 100 Pílulas do Barba Feita surgiu por acaso. Foi o Marcos Araújo, nosso colunista das sextas-feiras quem sugeriu a ideia como forma de comemoração dos cinco anos de existência do projeto e nós fomos cooptados por ele, que foi um líder nato, nos guiando, cobrando e fazendo essa ideia virar realidade. Até que no último dia 23 de novembro, dentro do evento LER - Salão Carioca do Livro - e é chique demais dizer isso, tivemos o lançamento oficial de Barbitúricos, com direito a sessão de autográfos, fotos e overdose de amor e carinho de amigos e conhecidos. 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Cinquenta





Provavelmente eu seja um cara meio aferventado por ter nascido em um ano pra lá de frenético, pois foi marcado por fatos inesquecíveis. O ano de 1969 foi privilegiado em tantos avanços científicos e tecnológicos que hoje é impossível ver a vida sem aqueles grandes passos.

Já que estamos falando de passos, não podemos deixar de iniciar com os mais famosos que foram marcados naquele ano: Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar na Lua. Depois de viajar quase cinco dias para chegar, ficaram por lá por duas horas e quarenta e cinco minutos... Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade, disse o astronauta. Eu ainda estava na barriga da minha mãe, mas certamente ela se arrepiou vendo aquelas imagens na tevê em preto-e-branco e cheia de chuviscos.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Ainda Bem Que Eu Sou Flamengo





O dia do lançamento do nosso livro, Barbitúricos, também foi muito importante para mim por outro motivo. Muitos sabiam que eu estava inquieto porque era a final da Copa Libertadores da América de futebol e o meu time, o Flamengo, a estava disputando pela primeira vez em 38 anos (ou seja, eu nunca havia visto tal oportunidade). Futebol é um assunto raro aqui no Barba Feita (e creio que só apareceu pelas minhas mãos - talvez pelas do Marcos Araújo, se não me engano). Pode parecer superficial, mas nesse dia (e nos que se sucederam) foi muito possível comprovar que futebol é muito mais do que um monte de homem correndo atrás de uma bola.

A cidade estava mobilizada para o jogo. Boa parte do país estava. Afinal, o Flamengo tem mais de 40 milhões de torcedores. Isso é cerca de 1/4 dos brasileiros, mais do que um Canadá e quase uma Argentina inteira - aliás, o rival River Plate era justamente o segundo time mais popular da Argentina. Eu saí correndo do lançamento, atravessei a Avenida Presidente Vargas vazia (digno de uma final de Copa do Mundo - ou da novela Avenida Brasil), e me enfiei num boteco pé sujo onde eu sabia que uma amiga que havia ido aos autógrafos estava. Já havia começado o segundo tempo. Nunca imaginei tal situação...

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

É Tempo de Festa! Feliz Aniversário, Menino Furacão!





Dia 4 de dezembro é amanhã. Nele, comemoramos, na Igreja Católica, o dia de Santa Bárbara, que na umbanda e no candomblé, é conhecida como Iansã, Orixá dos ventos e das tempestades. O nome Iansã é um título que Oyá recebeu de Xangô. Esse título faz referência ao cair da tarde e pode ser traduzido como "a mãe do céu rosado" ou "a mãe do entardecer". Xangô a chamava de Iansã, pois dizia que Oyá era radiante como o entardecer ou como o céu rosado e é por isso que o rosa é sua cor por excelência, embora ela se manifeste também através do amarelo, marrom e vermelho. Seu dia da semana é quarta-feira. E é nesta quarta-feira, coincidentemente, que se comemora o aniversário do homenageado deste texto. O menino furacão, Marcos Araújo

Não menos coincidente, a personalidade deste cara tem muito a ver com tudo que Iansã representa. Seu raciocínio é rápido e reluzente como o raio. A coragem, lealdade, franqueza e a busca constante por transformações materiais, avanços tecnológicos e intelectuais e a luta contra as injustiças também são traços fortes de seu comportamento. 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Estrada Velha da Tijuca ou Jardim das Delícias Terrenas





"Hoje eu vou servir o vinho. Hoje a noite é minha. Hoje consigo. Claro que consigo."

A inveja pode suscitar sentimentos e reações curiosas. Uma delas afligia C. A vingança. O sentimento é normal, eu sei. O curioso é o fato que ninguém além dele saberia ou reconheceria o ato como vingança.

F. tinha um compromisso. Ficou sabendo quase sem querer, por amigos comuns. Os adjetivos que lhe passaram pela cabeça não podem ser transcritos aqui sem as devidas tarjas pretas exigidas pelo estatuto de crianças e adolescentes.

Se mordeu ao pensar em outros olhares atingindo o corpo de F. Quão ousados eram tais atos? Não de quem era olhado, mas de quem olhava. Malditos olhares. A ousadia de F. era deixar-se tocar por mãos alheias. Sabia de sua predileção pelas mãos alheias. Já havia visto uma vez e não gostava de relembrar.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

A Vida Nos Ensinando a Mudar





Semana passada foi a primeira vez em anos que eu não consegui preparar o texto da coluna. Imaginei que ninguém perceberia, mas fui surpreendido no fim do dia, quando várias pessoas enviaram mensagens perguntando o motivo do texto não ter sido publicado. É engraçado isso... A gente volta e meia acha que o que a gente escreve aqui, morre aqui. Mas não... De alguma forma, as palavras encontram alguém. Pessoas nos aguardam. E certamente é isso que acaba nos impulsionando.

O motivo de não ter conseguido publicar foi uma baita colelitíase, ou mais conhecida como crise de vesícula, que me derrubou. Fui parar no hospital com muitas dores e crise hipertensiva. E para piorar, devido à junção de dois medicamentos na veia, tive um certo surto psicótico – a tão chamada reação extrapiramidal, que quem já teve, não esquece. É uma doideira que provoca muita ansiedade, agitação, aperto no peito, falta de ar, angústia, movimentos involuntários e uma vontade louca de esganar quem está passando na sua frente.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Amor de Mãe





Minha mãe é nordestina, daquelas que saíram bem novinhas da sua cidade natal em busca de uma vida melhor para ela e os pais. Sim, durante muito tempo o seu salário como doméstica era para se manter aqui e ajudar a família, enviando um pouquinho todo mês.

Assim foi com a minha mãe, tias, tios, primos... Eu já nasci no Rio de Janeiro. Filho de uma nordestina e um baiano, uma mistura boa. Posso dizer que bem Carioca!

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Barbitúricos Chegou




O último fim de semana foi de muitas emoções para mim. A mais relacionada ao meu trabalho aqui neste blog foi o lançamento do nosso livro Barbitúricos, que juntou 20 crônicas de cada um dos cinco colunistas do Barba Feita. Como quem me lê aqui geralmente sabe, já lancei dois livros meus, em 2012 e 2016, e participei de uma coletânea antes, em 2009. Mas um novo livro é como um novo filho: nenhum é igual ao outro.

Barbitúricos me permitiu algo que nenhum dos meus livros anteriores conseguiu: ter um recorte do que eu realmente penso, e não do que eu imagino, como nas minhas ficções. São coisas muito distintas e agradar leitores de um dos gêneros não é tão fácil quanto de outro. O resultado? Só veremos com o tempo....

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Religião Não Define o Caráter de Ninguém





Muito se falou sobre o último capítulo da novela das nove, A Dona do Pedaço, na semana passada e, em especial, a última cena, que ilustra este texto. Críticas à parte, sobre bizarrice ou canastrice, o que me levou a desenvolver meu pensamento hoje não foi a obra em si, mas o recado subliminar que tinha naquela cena. Já estava pensando em algo, quando meu irmão Felipe me sugeriu o título do texto, e pensei que minha percepção estava no caminho que eu queria.

Pois bem, muitos falaram, para variar, que a Rede Globo é uma emissora satânica, que prega o mal, ou que é contra os valores morais e religiosos, destacando em seus discursos que suas obras fomentam comportamentos ruins nas pessoas. Sério mesmo? O fato é que não estou aqui para defender emissora A ou B, até porque não ganho para isso, mas para dar minha impressão de espectador assíduo de telenovelas e o que algumas obras me trazem de lição e reflexão. 

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Divã: Experimentar ou Não Com Minha Amiga Bissexual?








Querido amigo lindo, preciso muito de ajuda! Adoro ler seus comentários bem humorados e sábios, então resolvi te procurar, pois sei que talvez você possa me ajudar.

Há muito tempo tenho uma curiosidade enorme, quero saber como seria uma experiência lésbica… entende? Nunca tive coragem de tentar e também não surgiram oportunidades, porém, há um mês descobri que uma amiga minha (que é muito gatinha, diga-se de passagem) é bi. E foi então que pensei:  'chegou a hora!' Massssssss… Tenho namorado… e não quero perdê-lo.

Então, quis ser sincera e comentei com ele que tinha essa curiosidade, mas que queria experimentar sozinha (no caso de ele querer participar da festinha). Ele foi enfático ao me responder que não importa o sexo da outra pessoa, ele considera isso como traição e não perdoaria.

O que eu faço? Tá difícil segurar. Sinto tesão pensando em como seria, entende? Esses pensamentos não me deixam em paz. Então:

(   ) Faço escondido?
(   ) Termino e choro de saudade mas um belo dia eu me apaixono novamente?
(   ) Fico na minha?
(   ) Nenhuma das anteriores?


Minha ‘amiga’ está só esperando minha resposta.

Beijos,
Curiosa Indecisa

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Junior e a Masculinidade Tóxica




Como prometido por mim, fui ao "último" show de Sandy & Junior e que vai virar especial de 7 episódios sobre os bastidores da turnê no Globoplay.  Pois bem, ao fim de todo aquele alvoroço que foi reviver um repertório que a gente sabe cantar de trás pra frente, me peguei pensando em como todo esse retorno da dupla foi mais do que especial para o Junior, que cresceu aos olhos de todos os fãs e haters da dupla. 

Se você acha que hoje em dia existe um machismo forte, não quero nem falar dos anos 90/2000. Durante anos ele sofreu todo o tipo de julgamento. Alguns diziam que não sabia cantar; outros, que não podia dançar; que não deveria ter o cabelo grande; que era muito santinho; e, a grande parcela, que que ele era muito afeminado... De todas as maneiras possíveis, sua masculinidade foi questionada, antes mesmo até dele ter alguma chance de mostrar um mínimo interesse em meninas ou meninos. O famigerado "rótulo" já estava ali esperando por ele. De alguma forma,  Junior já não "representava", aos olhos de outros "caras", o que era ser homem. E ainda bem! 

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Arrumando a Casa





Outubro sempre foi o mês das mudanças na minha vida. Inclusive, no ano passado escrevi uma coluna sobre isso (Outubros). Mas, esse ano tem me surpreendido muito. Aliás, 2019 tem sido um anozinho que está em pauta desde a virada de 2018, não é? Um ano que parece ser um eterno inferno astral desde que começou, não só para mim, mas para a sociedade de uma maneira geral. Talvez por isso, esse ano esteja sendo tão atípico, inclusive no mês das mudanças e reflexões da minha vida. Novembro tem sido um mês pra lá de agitado! Muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, muitas mudanças ocorrendo, muitas conclusões sendo clarificadas.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Um Dia de Chuva em Nova York




Woody Allen é um diretor profícuo. Apesar da idade - e das inúmeras polêmicas - Allen continua em atuação e lançando novos filmes, que oscilam em qualidade e sucesso. E Um Dia de Chuva em Nova York (A Rainy Day in New York, 2019) é um bom exemplar do trabalho do diretor, mas que empalidece no quesito arte, ofuscado pela eclosão, por ocasião de sua filmagem, do escândalo familiar - e sexual! - envolvendo Allen, sua ex-esposa Mia Farrow e a filha adotiva Dylan Farrow. Foram as polêmicas também que atrasaram a estreia do filme que, finalmente, chega ao Brasil na próxima quinta-feira, 21/11, distribuído pela Imagem Filmes. 

Se há alguma novidade em Um Dia de Chuva em Nova York? Sendo bem honesto, não. Trata-se de um típico filme de Woody Allen, com os tipos característicos, os diálogos espertos, a belíssima fotografia e atores bem dirigidos. Dessa vez, cabe a Timothée Chalamet, o atual queridinho de Hollywood, dar vida ao alter-ego de Allen, como um rapaz meio estranho, mas adorável. E como musa do projeto, Allen escolheu Elle Fanning, como uma jovem avoada e de moral levemente questionável, mas que seduz a câmera (e os personagens masculinos) junto com a plateia.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

O Mundo em Inferno Astral





Eu tô exausto, dentro do olho de um furacão e insuflado devido ao meu inferno astral. E é inadmissível que em pleno século XXI ainda estejamos agindo como australopitecos, que certamente deveriam ser bem mais sociáveis.

Mas não canso de repetir, quase como uma espécie de mantra, que apesar de toda a evolução tecnológica que o mundo tem vivenciado ao longo dos anos (principalmente nos dez últimos), uma grande parcela da sociedade regrediu sua forma de pensar e está querendo empurrar os demais para o abismo. Tá puxado!

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Nós Vamos Lançar Um Livro!





Você não leu errado. A gente vai lançar um livro e minha ficha ainda não caiu direito. Tenho o maior respeito do mundo por todos os autores que conheço, incluindo o próprio Paulo Henrique Brazão e o Marcos Araújo, que já são autores de algumas obras. Só que nunca me imaginei estando desse outro lado da folha. Não ser o cara que lê, mas o que é lido. Sei muito bem que isso também ocorre com os meus textos semanais aqui do Barba Feita, mas é que nunca imaginei esses textos imortalizados, entende? Páginas de um livro soa eterno... para além da nossa existência.

Sempre me pergunto o que Machado de Assis pensaria nos dias de hoje sobre o questionamento de Capitu. Será que ele tinha ideia do poder de cruzar barreiras ao escrever Dom Casmurro? Um livro que foi publicado em 1899 e até hoje deixa marcas e um rastro de dúvidas em que lê. Afinal, Capitu traiu Bentinho?

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

"Costa do Brasil" Rima Com "Chernobyl"




Fui chamado de última hora a colaborar com o Barba Feita, para substituir o rapaz das quartas-feiras que não conseguiu dar as caras ainda. Achei uma boa oportunidade, pois há muitas coisas para discutirmos no Brasil e no mundo atualmente... A América Latina está de novo em chamas, com manifestações no Chile contra o governo, cerco contra a Venezuela de Maduro, eleição de Fernandez e Kirchner na Argentina, Bolívia sofrendo golpe de Estado... Tudo isso com um governo brasileiro que abana o rabo para os Estados Unidos de Trump e vota contra Cuba na ONU, apoia senadora fundamentalista que quer expulsar os índios na Bolívia... Olha, tá pesado.

Mas não precisamos ir muito longe para vermos as patetices do atual (des)governo brasileiro... Uma tragédia já se abate sobre o nosso litoral há muitas semanas, sem NENHUMA ação – eu digo NENHUMA – efetiva da União: manchas de óleo se alastram do Maranhão até o Espírito Santo, e, ao que tudo indicam, chegarão em breve à costa do Rio de Janeiro. É o maior desastre ambiental do nosso litoral e nada é feito pelo Planalto para de fato combater. O governo tentou achar culpados, mirou na Venezuela primeiro, depois num navio grego (com óleo venezuelano...) e nada resolveu. A corrente traz o poluente, que já atingiu paraísos praticamente intocados, até o Rio e, talvez agora, possa ser que se cocem... Já que o problema passa a ser no quintal de alguns dos poderosos.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Cada Um Acredita No Que Quer Acreditar




Mais uma semana, mais uma terça, mais uma coluna a ser escrita.

E, não diferente de algumas vezes (acho que já até escrevi sobre falta de inspiração para escrever), minha mente está meio lenta hoje. Sabe aquela máxima do tenho preguiça de...? Pois é! No momento ando com preguiça de situações e pessoas. Mas muito preguiçoso, mesmo!

E se vocês perguntarem se existe algum motivo ou alguém em especial, lhes digo: não. É de um modo em geral mesmo. Muito trabalho e um consequente cansaço fez com que pensasse durante a semana passada: hoje não, amanhã escrevo. E com esse pensamento consecutivo diário, o que aconteceu? Passaram-se dias até a véspera da coluna ser publicada.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Fui Banido do Tinder




Sempre fui muito ligado em redes sociais. Nos primórdios da internet, quanto tudo isso aqui era capim e eu comecei a me aventurar por esse mundo fantástico da vida online, eu fazia amigos (e outras coisinhas mais) no Bate Papo UOL e trocávamos nossos usuários no ICQ. Na época da internet discada, era depois da meia-noite e por meio do pai dos atuais comunicadores que a gente se divertia.  

O tempo passou e vieram outras ferramentas de comunicação. Do ICQ a galera migrou para o MSN. Até que surgiu a primeira rede social que bombou no Brasil: o Orkut. E o Fotolog. E o Facebook. E o Instagram. E se muita gente usa as redes sociais para arranjar encontros e para conhecer pessoas, o que dirá dos aplicativos de pegação relacionamento, não é mesmo?

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Não Vamos Nos Acovardar!




"Nós estamos sendo criminalizados, nós estamos sendo atacados, nós estamos sendo condenados (...), nós vamos emburrecer se tivermos que vir nesse plenário defender o óbvio. E é isso que nós estamos fazendo. Que absurdo é esse de ter que sentar aqui e falar [o óbvio]! (...) Somos um mercado que tem que ser respeitado e nossos representantes têm que ser nossos representantes, não podem ser nossos antagonistas. Não vamos nos acovardar, nós temos uma lei de uma mãe da cultura brasileira que foi atacada diretamente no coração, isso atingiu a todos na jugular. Nós estamos bravos, tristes."
A declaração acima é de Dira Paes, uma das minhas atrizes favoritas. Descendente de europeus, índios e africanos, Dira nasceu no interior do Pará e teve uma infância pobre, ao lado de outros sete irmãos. Formou -se em Artes Cênicas e Filosofia e, para mim, é um exemplo de mulher batalhadora, lutadora, persistente e resistente. 

terça-feira, 5 de novembro de 2019

A Contradição do Patriotismo “Brazileiro”



Antes que tentem me consertar pela americanização no título, que fique claro: ela é proposital. Perdi a quantidade de vezes que se falou, aqui no Barba, sobre as ações do atual governo federal, mas essa é uma pauta que vira e mexe nos incomoda. E, por nos incomodar, trazemos à tona essas reflexões para que, um dia, quem sabe, consigamos fazer com que algumas pessoas entendam que esse governo é um serviço contra a nação, ao contrário do que ele prega o tempo todo em seu discurso cada vez mais hipócrita. 

Na última semana, vi algumas pessoas nas redes sociais que idolatram esse senhor, criticando os eventos de Halloween, a despeito de ser uma tradição norte-americana. As frases de efeito exaltavam Saci Pererê e outras personagens famosas do folclore tupiniquim. Oras, mas não seria o atual presidente o maior incentivador de nos tornarmos à imagem e semelhança dos EUA, visto que seu maior ídolo político da atualidade (não preciso citar que os outros que fizeram história e que merecem a sua admiração são grandes exemplos de fascismo) seria o atual presidente americano? Que patriotismo contraditório, não?

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Pop Séries: The O.C.




Muito antes de nos apresentar a vida dos ricos e glamourosos jovens da elite de Manhattan, em Gossip Girl, Josh Schwartz já havia sacudido o universo das séries adolescentes ao mostrar que a vida de jovens ricos pode não ser necessariamente feliz e um mar de rosas. The O.C. (O.C.: Um Estranho no Paraíso, no Brasil) era ambientada na paradisíaca Newport Beach, em Orange County, na Califórnia, e narrava a vida de um grupo de jovens entre a riqueza e as inquietações da adolescência de forma tão verossímil que ganhou fãs em todo o mundo, agradando a públicos de várias idades e diferentes pontos do globo. 

O ponto de partida da série acontece quando o advogado Sandy Cohen (Peter Gallagher), por se identificar com Ryan Atwood (Benjamin McKenzie), um jovem problemático envolvido em problemas com a lei devido à influência de seu irmão, o acolhe em sua casa em Newport Beach. A princípio, sua esposa Kirsten Cohen (Kelly Rowan) é contra a decisão do marido, com medo da influência de Ryan sobre o filho do casal, Seth Cohen (Adam Brody), mas com o passar do tempo, Ryan acaba se integrando e fazendo parte da família.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Acordem!




Quando eu fazia o primeiro ano do ensino médio (eu era do tempo que chamavam de primeiro ano do segundo grau), havia um livro bem no estilo “tijolão” chamado História das Sociedades, que me acompanhou durante os três anos de estudos. Hoje eu entendo o porquê daquele livro ter me causado tantos pesadelos... Eu não era maduro o suficiente para compreender aqueles textos recheados de reflexões complexas para a minha mente, pois estávamos acostumados com aquele be-a-bá simplório. 

Fui “doutrinado” que Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil, que Tiradentes, tal como um Jesus Cristo, era o líder da Inconfidência Mineira, e Duque de Caxias, um pacificador. No ensino fundamental existia uma matéria chamada EMC - Educação, Moral e Cívica. No ensino médio, tinha OSPB (Organização Sócio-Político Brasileira), ambas, incluídas no currículo pela imposição militar. Nossos cadernos não podiam ter desenhos. Geralmente eram capas neutras, encapadas com plástico transparente azul e no verso, algum hino. 

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

A Belíssima Cor Púrpura




O próximo fim de semana é a última oportunidade para os cariocas conferirem o espetáculo A Cor Púrpura, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca. Depois, o musical vai para São Paulo e Salvador, nessa ordem. Eu pude conferir a peça de três horas de duração há algumas semanas e, posso garantir que o tempo passa voando e que até o deslocamento para a tão tão distante Barra vale a pena. 

É importante eu ressaltar que nunca vi o clássico filme de Steven Spielberg, estrelado por Whoopi Goldberg e Oprah Winfrey. Tampouco li o livro que originou tudo. Fui ao teatro (aliás, belíssima sala essa feita na Cidade das Artes!) sem saber praticamente NADA da história, a não quer que era muito emocionante e triste. E, realmente, em vários momentos caíram ciscos no meu olho durante as três horas.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Todo Amor Que Houver Nessa Vida




Queria começar a coluna de hoje com um pedido de desculpas. Desculpas aos leitores e ao nosso editor chefe pela não entrega do meu texto na semana passada. Desculpas aos meus seguidores do blog no Instagram, pelo meu sumiço. Desculpas a alguns que conviveram comigo por um breve período de introspecção, já que essa não é uma característica comportamental minha. Talvez para muitos (ou poucos), este pedido de desculpas seja bobo e sem sentido. Afinal, talvez a minha coluna não seja a mais lida daqui, ou o meu número de seguidores, como pretenso digital inlfluencer, não seja tão grande a ponto de representar esse preâmbulo. Ou, para quem convive comigo, meu comportamento não tenha sido tão exagerado assim, no sentido de me calar ou pouco me socializar. 

O fato é que respeito é algo que levo na minha vida com muita seriedade. A vida me ensinou o peso desta expressão. Minha família fortaleceu sua importância. E minha vida profissional, em todas as frentes em que trabalho, vem perpetuando esse comportamento em mim. E é em nome deste respeito, as minhas desculpas. 

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Fleabag: Pare Tudo e Apenas Assista!





Para quem já assistiu às duas excepcionais temporadas de Fleabag, disponíveis na Amazon Prime, eu sei, parece que eu estou atrasado. A série estreou na Inglaterra em julho de 2016 e, de lá pra cá, vem sendo elogiada por todo mundo que a assiste. Mas eu confesso: só decidi acompanhar a história depois que ela ganhou seis prêmios no último Emmy e, de uma hora pra outra, passou a ser uma das produções mais comentadas dos últimos tempos.

E isso aconteceu porque eu tenho lá meus problemas com comédias. Normalmente não acho muita graça do riso forçado ou de situações bobas em filmes ou séries de televisão. Até Friends, que todo mundo ama, eu acho bem mais ou menos - é engraçadinho, ok, mas só. Então, quando vi que Fleabag tratava-se de uma comédia, eu broxei um pouquinho. Tem tanta coisa que eu quero assistir, por que perder meu tempo com uma """comédia"""? E bota aspas nessa comédia, porque definir Fleabag assim acaba sendo um erro.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Novos Tempos





Essa semana, o assunto sobre o bullying de MC Gui rendeu. Rendeu ainda muito mais porque as pessoas confundiram o tal Gui com o MC Guimê e o MC Biel, tal qual eu confundo Marília Mendonça e Naiara Azevedo e as duplas Maiara & Maraísa e Simone & Simaria. Não adianta, nunca saberei quem é quem. 

O tal vídeo do MC Gui viralizou. Nele, aparece zombando de uma menininha em um transporte na Disney, em Orlando, onde o cantor passa férias. Houve a especulação de que a garota, visivelmente constrangida, teria câncer, pois estaria usando uma peruca. Os internautas então não perdoaram o rapaz, minutos depois que o storie foi postado. Com a repercussão, o MC apagou a gravação, mas o estrago já havia sido feito.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Sobre Aprendizados e Regressos




Em primeiro lugar, gostaria de me desculpar com os meus leitores pela minha ausência. Muito embora eu tenha recebido reclamação apenas de alguns poucos, ainda que fosse um, valeria o pedido de perdão. Afastei-me do Barba Feita por mais de um mês, algo que nunca fiz. Mas foi um período (e continua sendo) da minha vida em que a minha ausência se fez necessária – na verdade, me afastar de uma série de coisas se fez necessário. 

Ainda não sei do meu futuro por essas bandas. Por enquanto, vou tentando retomar ao ritmo diário. Em respeito a quem lê e aos meus colegas de jornada, que param momentos do seu dia para escrever nem que seja algumas linhas. Estamos num momento muito especial do Barba Feita, completando cinco anos e prestes a lançar o nosso livro conjunto. Vamos tocando o barco.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Instinto (ou Como Afiar os Dentes Com a Língua)




O vampiro da lambida áspera (a) atacou novamente, segurou pela cintura com as garras retraídas, subiu-lhe pela lateral da barriga sentindo-a com as papilas em direção às tetas já rijas. Arrancou-lhe o ar ao passar a mão por entre as coxas morenas. Devolveu-lhe o sangue às bochechas ao roçá-las com a barba por fazer. Não era mais possível saber de quem era o suor que impregnava a pele de ambos. Procurou pelo pescoço ao mesmo tempo que a prendeu com o abraço forte que precedia o ataque final. Fincou-lhe as presas com força, sorvendo o licor úmido que ansiava. Extasiou-se com o pulsar dos corpos. E, então, do deleite veio o cansaço momentâneo. 

E os corpos permaneceram largados na cama por bons minutos, dando tempo aos líquidos de secarem. 

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Os Anjos





Lembro-me bem de ser um aluno um tanto quanto problemático.  Era muito tímido e, nas poucas fotos que ainda possuo, percebo que não gostava de sorrir.  O semblante era sempre triste e cabisbaixo, meio emburrado.  Chorava escondido, tinha medo de me relacionar com os demais e me sentia diferente por não conseguir acompanhar as aulas. 

No primeiro ano do ensino fundamental, encontrei meu primeiro anjo:  a professora que me alfabetizou descobriu o motivo de ser sempre o atrasado nas tarefas e precisar ficar até depois da aula para conseguir copiar para o caderno tudo o que era escrito no quadro-negro.  Ela identificou que eu tinha um problema de visão e, por isso, não conseguia enxergar o que era escrito, mesmo a uma distância considerável.    

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Sobre Vilões e Vilanias...





Eu, como ator (e leonino), sempre tive vontade de interpretar um protagonista. Nestes módicos cinco anos de carreira no teatro, não tive ainda a oportunidade – ou competência – para assumir tamanho desafio. Confesso que essa vontade tem muito mais a ver com a presença constante nos palcos (me dá um nó na garganta quando tenho que sair de cena), do que com o fascínio, em si, pela personagem que se torna o fio condutor das histórias. 

Mas paixão, tesão mesmo, eu sinto pelos vilões.... Existe coisa mais exorcizante do que você colocar para fora todos os sentimentos mais anti-heróis vestindo-se de uma personagem? Já tinha o esboço deste texto preparado, até que esta semana, no nosso grupo do WhatsApp, os meninos levantaram a bola sobre o fascínio que os vilões exercem na vida da maioria das pessoas. Desengavetei o texto e coloquei pra rolo na coluna de hoje. 

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

A Luz no Fim do Mundo





Primeira incursão de Casey Affleck na direção, A Luz no Fim do Mundo (Light of My Life, no original) chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta, 17/10, e é uma experiência angustiante. Centrado na relação de um pai e sua filha pré-adolescente em um mundo pós-apocalíptico, o drama comove, com uma história intrigante e envolvente.

Além de dirigir, Casey Affleck estrela (e também escreveu) a produção ao lado da impressionante Anna Pniowsky, que vive a sua filha na história. No mundo retratado na tela, um vírus misterioso dizimou praticamente toda a população feminina do planeta, com apenas poucas mulheres sobrevivendo e tornando-se imunes. E, em um mundo sem mulheres, os homens viraram verdadeiros animais e, para proteger sua filha, o personagem de Affleck tornou-se um homem metódico, que vive em paranóia e com mil regras de conduta para com a jovem, que ele tenta mostrar aos demais como sendo um menino. Até que a puberdade e o desejo de mais liberdade da jovem Rag coloca em risco o modo de vida de pai e filha.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Rindo Por Fora, Chorando Por Dentro





Essa semana tivemos uma overdose de textos do Barba Feita sobre o novo filme Coringa (Joker, no original) de Todd Phillips, brilhantemente interpretado por Joaquin Phoenix.  Tanto o Julio Britto quando o Silvestre Mendes já falaram sobre o filme aqui e, vim para complementar, tentando não dar spoilers para quem ainda não o assistiu.

Pra começar, gostaria de fazer, antes, um prólogo.  Todos devem se lembrar daquela máscara que todo mundo usava nos protestos de 2015 e 2016, baseada na HQ e filme V de Vingança, que contava a história de Guy Fawkes, uma figura misteriosa que organizou um plano para explodir o Parlamento inglês.  A obra foi escrita por Alan Moore e finalizada em 1988, ainda sob o governo da Dama de Ferro, Margaret Thatcher e influenciada pela Guerra Fria.   Apesar de usarem nos protestos, muita gente não sabia que aquela máscara retratava um terrorista, um anti-herói.  Sem querer, aquela figura acabou se tornando um emblema do ativismo moderno.  Tanto no filme, como na HQ, todos torcíamos pelo terrorista.