segunda-feira, 18 de março de 2019

TOP 5: Filmes Musicais Imperdíveis





Estava a caminho de um café com L2 no último sábado quando o assunto voltou-se para Hedwig & Angy Inch, filme que ele tentava me convencer a assistir (depois de me mostrar o trailer e uma cena eu aceitei, verei em breve). E eu, cheio de preconceitos com musicais, argumentava que "não, obrigado, odeio filmes em que, do nada, começa a cantoria". E papo vai, papo vem, parei pra pensar que, apesar da minha pseudo-ojeriza, não é que eu já assisti a um bom número de filmes com esse estilo?

Tudo bem, eu reitero: acho um saco quando, do nada, os personagens começam a cantar as suas dores e inquietações, alegrias e felicidades (imagine você no metrô um belo dia quando alguém começa a cantar e a dançar e você acompanha e, quando vê, está vivendo um musical da vida real? Ok, ok, viajei!). Mas, convenhamos, existem algumas boas histórias já contadas através de musicais por seus diretores e com excelentes atores no elenco.

Assim, chegamos à listinha abaixo. Ela está em ordem decrescente de data de lançamento e, a menos que eu pontue no texto, não tem nenhuma ordem específica de preferência. Mas é feita de musicais que sim, são bem legais e que, apesar da cantoria, merecem a conferida. Será que vocês concordam?

sexta-feira, 15 de março de 2019

Alfredinho e o Jeito Carioca de Ser




Na época em que eu cursava Jornalismo, conheci o Alfredinho, dono do famoso bar Bip Bip, em Copacabana, através de um trabalho de conclusão da disciplina do professor Luís Fernando Vieira, um profundo craque do universo da cultura MPB e apresentador/produtor de diversos programas de rádio. 

Na verdade, a minha tarefa era entrevistar o César Costa Filho, compositor nascido em Vila Isabel que teve canções gravadas por Elis Regina, Maysa, Beth Carvalho, Clara Nunes e Elizeth Cardoso.  Mas, chegando no Bip Bip, onde tinha marcado a entrevista, fiquei encantado com a figura folclórica de Alfredinho.  O bar, com uns míseros 20 metros quadrados se transformava num palácio do samba ao ar livre.  Fiz a entrevista com o César, que foi sensacional, e voltei ao bar algumas vezes depois, quando pude assistir algumas boêmias rodas de samba com a Cristina Buarque e o Elton Medeiros, que sempre batiam ponto no reduto, além de Teresa Cristina, Geraldo Azevedo e Paulinho da Viola. 

quinta-feira, 14 de março de 2019

A Gente Se Acostuma Com a Dor




“A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.” Demorei muito tempo para entender o que Drumond quis dizer com essa frase, acredito até que foi tempo demais, mas hoje, finalmente posso dizer que concordo profundamente com ela. 

Talvez até tenha entendido há muito tempo, mas só essa semana que minha ficha caiu. Esse é o tipo de reflexão que cera quente pode provocar em você. Já fazia algum tempo que não depilava minhas costas. Uma completa junção de falta de tempo misturado com outras prioridades, pouco dinheiro e ausência de alguém para exibir minhas costas lisas ao vivo. Sabem como é, né? Vamos deixando para depois, depois, só que esse depois nunca chega. 

quarta-feira, 13 de março de 2019

Capitã Marvel: Correto. E Só!




Passado o Carnaval, a pedida foi ir ao cinema e conferir o tão esperado filme da Capitã Marvel, o primeiro da Marvel a ser protagonizado por uma mulher e a ponte para explicar o papel dessa heroína após o fim de Vingadores: Guerra Infinita e na expectativa para Vingadores: Ultimato. Como já falei antes, sempre gostei do universo dos heróis desde pequeno, mas era mais fã dos da DC Comics, embora tenha me rendido à Marvel, cinematograficamente falando, de uns tempos pra cá.

Protagonizado por Brie Larson, a película é um prequel: se encarrega de contar a história da maior heroína do universo Marvel (embora não seja tão popular) e mostra o agente Nick Fury (vivido por Samuel L. Jackson mais novo e ainda sem tapa-olho, estruturando a S.H.I.E.L.D. antes dos Vingadores existirem). Começamos o filme sabendo que Larson é Vers, uma guerreira Kree com super poderes que ela busca controlar com a ajuda de seu mentor, vivido por Jude Law. Vers não tem lembranças, somente flashes, de seu passado. Junto com o seu grupo Kree, ela se envolve em uma guerra interplanetária que vem parar no planeta C-53, conhecido por nós como Terra.

terça-feira, 12 de março de 2019

Quando a Luxúria Deixa de Ser Um "Inocente" Pecado Capital




"Quem nunca pecou que atire a primeira pedra!", já disse Jesus lá na Bíblia. Mas, dependendo da intenção de quem jogasse, também poderia ser considerado um pecador. Evitar os sete pecados capitais, hoje em dia, não é uma tarefa das mais fáceis. É por isso que a nossa trajetória está repleta deles. Saber como moldaram a história do mundo, como foram criados e modificados ao longo do tempo é entender onde estamos e aonde queremos chegar. Dos liberais templos pagãos da Grécia aos falsos pudores medievais. Dos encantos dos portugueses pelas índias e escravas às revoluções sexuais dos tempos modernos, deixemos os pudores de lado para mergulharmos na Luxúria, que talvez seja o mais tentador de todos os pecados. E neste terceiro post vamos falar do segundo pecado na nossa sequência reflexiva. Em tempos pós carnaval, escolhi o pecado da carne propositalmente. Afinal, os hormônios ainda têm respiros da festa momesca. 

A concupiscência é representada por toda a sorte de desregramentos no comportamento sexual humano, desde os mais simples pensamentos devassos até os atos de libertinagem e desvios sexuais, concretamente falando. A libertinagem, a pornografia, o erotismo, incitam pelo mundo afora esse pecado que é tido, como o de todos, o mais insidioso. A luxúria tem estado cada vez mais presente (ou, pelo menos, evidente em uma prática até então não divulgada), principalmente pela facilidade e rapidez dos meios de comunicação atuais. Quem nunca “tocou uma” com um vídeo da internet, ou mesmo aqueles de duração mais curta recebido pelo WhatsApp, ou fez uma inocente (?) nude, que atire a tal pedra, chamariz de nosso texto. 

segunda-feira, 11 de março de 2019

Pop Séries: Veronica Mars




O que uma série precisa para encantar, conquistar e entrar para a lista de melhores séries de todos os tempos feita por 10 entre 10 pessoas que gostem do gênero e já tenham assistido a mais que meia dúzias de produções? Se os produtores tivessem essa resposta, teríamos apenas sucessos de público e crítica em exibição. Entretanto, uma vez existiu uma produção chamada Veronica Mars (me recuso a usar o subtítulo nacional que a série ganhou) para provar que algumas vezes uma série pode ser incompreendida, prematuramente cancelada, mas continuar na memória de milhares de fãs que lamentam a cada dia a falta que ela faz.

Centrada na Veronica (Kristen Bell) do título, a série acompanha a vida da jovem, que apesar de já ter sido uma das mais populares do colégio, viu tudo desmoronar depois do assassinato de sua melhor amiga, Lily Kane (Amanda Seyfried, antes de se tornar a queridinha dos filmes água com açúcar de Hollywood). Como o xerife Keith Mars (Enrico Colantoni), pai de Veronica, acusou o pai da amiga, Jake Kane (Kyler Secor), de principal suspeito do assassinato, ambos, pai e filha, ficaram em maus lençóis junto à comunidade quando Jake foi inocentado. Veronica ficou à margem escolar, largada pelo namorado, Duncan Kane (Teddy Dunn), irmão de Lily, e atormentada pelo mistério do assassinato da amiga.

sexta-feira, 1 de março de 2019

A Verdadeira Fantasia




Já posso ouvir o som dos repiques.  A cidade está mais brilhante e nossos passos, mais agitados.  Chegamos a mais um início da festa mais bacana do ano, o maior espetáculo da Terra.  Daqui até quarta-feira, a cidade para e, o que já era Torre de Babel se mescla ainda mais.  Momo comanda a folia e, por mais que você não seja um entusiasta, sempre terá uma boa lembrança envolvendo confetes e serpentinas.

Todo mundo que me conhece sabe o quanto eu sou um eterno apaixonado por Carnaval.  Digo que sou um roqueiro-sambista, com louvor.  Uma de minhas primeiras memórias remetem ao desfile da Beija-Flor de 1978, A criação do mundo na tradição nagô, com os homens negros da comissão de frente fazendo uma apresentação tradicional, o carro abre-alas minúsculo para os padrões das agremiações de hoje e mulheres seminuas sambando em cima.  Hoje isso é algo normal, mas naquele fim da década de 1970, era inédito (e escandaloso).  

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

O Hit do Carnaval 2019: Qual É?






Eu sei que o carnaval só começa em março, mas levando em consideração que hoje é dia 28 de fevereiro e o mês só tem 28 dias (obrigado Senhor), acredito que já é possível afirmar que amanhã não só vai sextar como já é carnaval! Nisso podemos também afirmar que Jeniffer é o hit sacramentado pelo lado hetéro da força. Oh, céus! Mas a pergunta que fica no ar é: nós já temos o nosso hino do carnaval 2019?

Que Terremoto, união de Anitta com Kevinho, veio como uma promessa de hino da folia, isso ninguém tem dúvidas, mas infelizmente a faixa acabou virando “só” mais um enorme sucesso nas plataformas digitais da dupla. É inegável dizer que a música é um sucesso nas redes, mas também podemos dizer com tranquilidade que não nasceu com aquele refrão chiclete que é a cara do carnaval e que a gente gosta de ouvir sem parar.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Não Vale Tudo no Carnaval





Carnaval é uma coisa engraçada, né? Dois anos atrás eu estava aqui, nesse mesmo Barba Feita, falando do quanto não sou fã da Folia de Momo... Aliás, sempre gostei mais das escolas de samba do que dos bloquinhos. Hoje, me vejo contando os dias para chegar logo a festa – tudo bem, muito mais pro causa do descanso do que pela folia em si. Mas até pensar em fantasias para o dia-a-dia carnavalesco eu já fiz. E passei a enxergar esse momento do ano como uma grande confraternização, para além das aglomerações de gente bêbada e chata cantando marchinhas (essa minha implicância continua irredutível...). 

Para mim, o que mais vale de tudo é estar com os amores e os amigos, nos divertindo, brincando com as fantasias que combinam ou que se completam. Isso já vale a pena para um Carnaval ser bacana – e, olha, tive isso nos últimos anos, até quando viajei para Belo Horizonte ano passado. Sem a preocupação quase obsessiva do trabalho ou mesmo de outros grandes compromissos, simplesmente aproveitando a diversão.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Os Pecados Capitais e a Soberba Nossa de Cada Dia




A soberba é o pior dos pecados. Pelo menos para a Igreja. Experimente, seja você religioso ou não, entrar em uma missa para observar o movimento. Verá que todos rezam de mãos postas, ajoelhados, cabeça baixa. Está na Bíblia: “bem-aventurados os humildes”. Na tradição católica, o próprio inferno surgiu da soberba, com a queda do então anjo vaidoso Lúcifer e quando Adão e Eva sentiram-se tentados pela serpente para morder o fruto proibido e ter os mesmos poderes de Deus. 

Mas se os humildes ganham o reino dos céus, aqui, na Terra, o mundo é dos soberbos. Seria a soberba, então, o pior dos pecados ou a maior das virtudes? A soberba – também associada ao orgulho excessivo, à arrogância e à vaidade – virou o jogo nos tempos atuais e hoje é tão bem vista que é considerada uma das características de pessoas vencedoras. 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

"Alô, Sapucaí, Chegou a Hora!"





Tenho algumas recordações bem vivas da minha infância. E, tendo nascido e sendo criado no interior do Rio, aquela vidinha pacata sempre foi a constante. Assim, ver televisão foi um hábito presente em toda a minha vida. Eu via muita novela com minha mãe. Mas lembro de alguns programas que meu pai assistia e que eu via junto. A maioria, programas de auditório no fim de semana, mas, uma vez no ano, pelo menos quando eu era bem novo e meu pai ainda não era de uma religião específica, um programa obrigatório: os desfiles das escolas de sambas na TV. 

Minhas memórias não são muito claras. Lembro do sofá da sala, da TV à cores de tubo (moderníssima na época) ligada e meu pai super empolgado com os desfiles e esperando a Beija-Flor. Porque se no Rio há uma certa implicância com a escola (no meu trabalho todo mundo vira o nariz quando se fala nela) no interior ela é a preferida da maioria. E eu sempre disse que era Beija-Flor, mesmo tendo nascido em uma cidade que o mais próximo do carnaval é um aglomerado de pessoas ouvindo música num carro na praça. Sad but true.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

"O Caminho do Excesso Leva ao Palácio da Sabedoria"





A frase que dá o título para a coluna do Barba Feita de hoje é de William Blake, um poeta e pintor inglês nascido no século XVIII. Blake era meio lunático, dizia que cresceu tendo visões de anjos, que acabou refletindo em sua obra filosófica, sempre carregada pelo misticismo e religiosidade. 

Sempre achei essa frase meio babaca, apesar de gostar da obra dele. Blake deve ter escrito isso ainda bem imberbe, naquela fase inconsequente de qualquer jovem. Ela faz parte do poema Provérbios do Inferno que, em um tom crítico, afronta as principais instituições, como a igreja, por exemplo.

Blake sempre teve uma ligação muito forte com a música e o rock underground. Teve influência direta em Jim Morrison que, inclusive se inspirou nele e em Aldous Huxley para criar o nome de sua banda, The Doors. As Mercenárias, grupo de punk rock que surgiu em SP no início dos anos 1980 – que em seus primórdios chegou a contar com Edgard Scandurra, do Ira! – chegou a gravar os versos dos Provérbios do Inferno em seu disco de estreia.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Carta Aberta Para Valesca Popozuda





Me recordo até hoje, Valesca, da primeira vez em que escutei falar no grupo da Gaiola das Popozudas. Isso foi lá no longínquo ano de 2004! Para você ter uma ideia, nessa mesma época também estava em minha jornada de descobertas. E não só sexualmente falando, mas também como consumidor cultural. Talvez pelo meu ascendente ser em aquário goste de conhecer o diferente, o que não se encontra no discurso comum ou tão facilmente em músicas de outros artistas. Isso naquela época, claro.

Ainda falando em 2004, a Gaiola era o que de mais transgressor existia entre o mainstreaming e underground carioca, mas você sabe disso, né? Talvez tenha sido pela coragem ou pelas letras provocantes, mas a verdade é que me conectei com a ideia do grupo e adorava toda aquela proposta: mulheres mostrando toda sua forma de sensualidade e cantando um funk em que elas eram as protagonistas, as que “mandavam na parada”.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Que Não Seja em Vão




Uma mulher espancada por mais de quatro horas por um rapaz com quem conversava havia mais de oito meses pela internet. Um apartamento cheio de sangue, que mais parecia um abatedouro. Mais de 40 pontos na boca, perda de dentes, fraturas e afundamentos nos ossos da face. E ainda existe, em fevereiro de 2019, quem queira culpar a vítima...

Estamos prestes a chegar a uma das festas mais bacanas e confusas da Terra, o Carnaval brasileiro. Onde, infelizmente, embora com alguma evolução, o machismo se faz presente. E ter esse caso tão emblemático de violência contra a mulher, nesse momento, só faz lembrar o quanto o machismo ainda impera - e mata. E que precisamos estar todos vigilantes.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Existe Ligação Entre os Sete Pecados Capitais e o Nosso Comportamento Diário?




Os sete pecados capitais, definidos pela Igreja Católica no final do século VI durante o papado de Gregório Magno, nada mais são que uma classificação de condições humanas, conhecidas atualmente como vícios, muito antigas e que precedem ao surgimento do Cristianismo, mas que foram usadas mais tarde pelo Catolicismo com o intuito de controlar, educar e proteger os seguidores, de forma a compreender e controlar os instintos básicos do ser humano, ou seja, atitudes humanas contrárias às leis divinas. Pelas minhas pesquisas, a partir de inícios do século XIV, a popularidade dos sete pecados capitais entre artistas da época resultou numa popularização e mistura com a cultura humana no mundo inteiro, se tornando não só um dogma, mas também objeto de inspiração artística. 

Em momentos atualmente obscuros, resolvi colocar em prática uma série de textos que há tempos faziam parte do meu imaginário. Algo totalmente clichê, mas também tão intrínsecos à nossa vida: como os Sete Pecados Capitais estão  nas nossas mais despretensiosas atitudes. Esse tema, largamente explorado em histórias, peças de teatro, filmes, músicas, novelas e até enredos de escola de samba, ganhará forma nas próximas sete semanas em minhas colunas de terça-feira. Poderia iniciar hoje já escrevendo sobre o primeiro, mas queria fazer um prelúdio do que me trouxe à essa reflexão e, é claro, deixar a expectativa para o próximo e depois o próximo capítulo...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Pop Séries: One Tree Hill















Se a produção de estreia de nossa coluna Pop Séries foi Dawson's Creek, era inevitável que a segunda fosse One Tree Hill. Afinal, se foi Dawson's Creek quem me abriu os olhos para o mundo das séries, foi com One Tree Hill que comecei a escrever na internet em um veículo de grande escala, quando assumi os reviews semanais do Blog NaTV milênios atrás. 

Poucas histórias conseguem começar de uma forma e se reinventar ao longo do caminho. Talvez essa seja uma das maiores características de One Tree Hill (Lances da Vida, no Brasil), a longeva série criada por Mark Schwahn em 2003. One Tree Hill, que iniciou sua história tendo o basquete como pano de fundo, venceu os obstáculos e acabou se tornando uma referência no quesito tempo de exibição no inconstante mundo das séries.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Tá Puxado!





Dois mil e dezenove começou ontem. Se olharmos para trás, estamos somente com 45 dias. Um ano-bebê ainda. Mas... já está exaustivo.

Todo mundo sabia que seria um começo de ano atordoado. O povo estaria sendo sacudido por conta da nova situação política. Bolsonaro teve a 3ª menor vitória no segundo turno desde a redemocratização. Muitos podem achar que ele teve uma vitória esmagadora – quase 58 milhões de votos contra 47 milhões de Haddad. Uma diferença de pouco mais de 10,7 milhões de votos. No entanto, abstenções, nulos e brancos somaram quase 43 milhões de eleitores. Se olharmos pelo lado que quase 90 milhões não votaram em Bolsonaro, era meio óbvio que não seria fácil...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Alzheimer e Uma Análise Sobre Morrer




Para morrer? Basta estar vivo! Bem óbvia essa informação, eu sei. Só que o meu receio sempre foi o meio do caminho. Entre viver a vida e morrer existe todo um percurso que pode dificultar o que parece óbvio. Ninguém imagina como vai morrer. Ao menos não é muito comum ficar fazendo planos para nossa morte. Idealizamos viagens que queremos fazer, coisas que queremos aprender ou empregos que queremos conquistar. Tudo bem que, às vezes, quando perco o sono até penso em como posso acabar morrendo. Sofrer um acidente de carro é o mais recorrente nessa minha lista. Mas como moro no Rio de Janeiro, nunca se sabe, a lista pode ser mais surpreendente.

Só que nada me assusta mais do que as surpresas que a própria vida coloca em nosso caminho. Quando uma doença chega sem aviso e vai te matando aos poucos. E de uma extensa lista de possibilidades, existe uma que morro de medo: Alzheimer.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

2019: Pega Leve...




2019 tá só começando e provou que é capaz de fazer muitas vítimas em pouco tempo. E, de alguma forma, todas elas me tocaram por cruzarem com a minha história de vida. Curioso que uma amiga havia me falado que seria um ano que começa em Saturno e isso, por si só, já o tornaria desafiador. Como eu entendo de astrologia só até a página dois, não dei muita importância...

A primeira grande tragédia foi em Brumadinho (MG), com o rompimento da barragem da Vale. Exatamente um ano atrás eu estava em Brumadinho, passando meu Carnaval num refúgio off-Rio, aproveitando para conhecer Inhotim, um desejo antigo. É curioso que não dá sequer para mensurar os estragos comparando com o que eu conheço da cidade. Lá, fui a um dos restaurantes mais interessantes, originais e com comidas mais gostosas que experimentei na vida - e agora sequer sei se ele ainda existe...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Reset 2019! É Tempo de Revermos Nossos Valores Humanos




Estamos no início de fevereiro, mas nas rodas de conversas entre amigos a sensação é de que 2019 já chegou ao fim diante de tantos dramas ocorridos no país.

As tradicionais retrospectivas que as emissoras de televisão exibem ao final do mês de dezembro parecem que já estão prontas. A sensação que tenho, às vezes, ao ligar a TV, é justamente que estou vendo o referido especial de fim de ano.

Tragédia pouca é bobagem. Depois do rompimento da barragem de Brumadinho (MG), das chuvas no Rio, com desabamentos e mortes e, ainda, enquanto a TV nem esfriava com as notícias do incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo, com 10 mortes de meninos que sonhavam em serem jogadores de futebol, no início da tarde desta segunda-feira (11/02) o país foi surpreendido pela morte do jornalista Ricardo Boechat, um dos mais polêmicos, porém, também um dos mais respeitados do país, num acidente de helicóptero em São Paulo, tendo ele e seu piloto, Ronaldo Quattrucci, como vítimas fatais.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Educação Sexual Faz Mal Para Quem?





Recentemente, levantamentos afirmaram que o Brasil é um dos países com maior taxa de câncer de pênis do mundo. Por ano, cerca de 1.000 pessoas têm seus membros amputados nos casos mais graves da doença. A simples ação de lavar o pênis com cuidado já evitaria a doença. 

70% das crianças abusadas sexualmente foram atacadas dentro de casa pelo padrasto, pai, tio ou avô. Em muitas situações, as mães sabiam e consentiam com os abusos. 

O país é campeão mundial no número de pessoas LGBTI mortas. E não me refiro a mortes por acidentes ou assaltos, mas sim de crimes de ódio motivados apenas pelo desejo de eliminar a pessoa por não tolerar sua orientação sexual e/ou identidade de gênero. Muitas vezes, esses delitos são praticados com requintes de crueldade. 

A gravidez na adolescência é a maior da América Latina, afastando muitos jovens das escolas e dificultando a carreira profissional. Muitas mães acabam cuidando sozinhas dos filhos, pois os pais, também jovens, não assumem a paternidade. 

A AIDS ainda mata cerca de 12 mil pessoas por ano, mesmo com os insumos de prevenção, teste/exame e tratamento disponíveis pelo Sistema Único de Saúde. Pessoas, em sua maioria jovens, descobrem a sorologia tarde demais, quando já apresentam doenças graves como tuberculose, pneumonia e câncer. 

Os transtornos mentais como ansiedade, depressão, transtorno bipolar e alimentar, e também o suicídio de adolescentes e jovens gays, lésbicas e transexuais é muito maior que em outros grupos. 

Três em cada cinco mulheres relatam já terem vivido relacionamentos abusivos envolvendo violência psíquica e/ou física. O feminicídio tem tomado contornos epidêmicos em terras verde-amarelas. É bom lembrar que é considerado feminicídio o crime causado por questões que envolvam a diferença de gênero e o poder que um exerce sobre o outro. A maioria dos crimes é realizada pelo parceiro ou ex-parceiro da vítima.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Mamãe, Eu Quero Ser Digital Influencer Quando Crescer!




Posso dizer que, na época de adolescente, tive alguns amigos que me inspiraram muito no meu modo de vestir, nas bandas de rock que eu ouvia no velho walkman e até mesmo no meu estilo comportamental. Antigamente, o “influenciador” era aquele nosso amigo descolado do colégio que transitava sem problemas entre as panelinhas, que usava uns tênis transados e que aparecia com uns cortes de cabelo supermodernos. O influenciador era aquele típico aluno popstar

Exatamente por causa dessa definição “popstar”, muitos dos influenciadores também estavam vinculados às imagens de artistas e músicos, muito antes mesmo daquele amigo fodão da escola. Os jovens dos anos 1960 certamente foram influenciados pelo movimento hippie e o flower-power, das roupas e cabelos multicoloridos de Janis Joplin e do jeitão blasé conquistador de Jim Morrisson. Nos anos 1970, já era chegada a hora do brilho, das meias lurex, do visual Black Power e da disco music. Frenéticas, Bee Gees, Elton John e Commodores ditavam as regras.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

O Corpo Elétrico de Linn da Quebrada no Cinema Nacional





Já faz um tempo que venho repensando o que é quebrar barreiras e representatividade. Indiretamente, a palavra representatividade está ligada ao que hoje também é visto como o politicamente correto - que por si só já provoca revirar de olhos - e encaixada dentro de um conceito de minoria (que, por sua vez, está dentro de uma grande caixa em que se vê escrito em letras garrafais em tinta vermelha: MiMiMi). Ah! E também não podemos esquecer que o “conceito” de representatividade recai no que as pessoas de “bem” chamam de coitadismo ou vitimismo.

Lembro de quando conheci Linn da Quebrada. Foi com aquela voz diferente, cantando versos verdadeiros em Bixa Preta, que percebi o quanto é importante ouvir, vindo de alguém que faz parte de um recorte do mesmo universo que você, um pouco da verdade e de coragem. Veja bem, não cresci em comunidade carente ou em área de risco. Não sou negro, então não colocado dentro (tão rapidamente) da caixinha de minoria. Muitos dizem que até “não dou pinta” de ser gay. O que até considero muito ofensivo nos dias de hoje.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Vidro: Impressões de um Bom Filme Frágil




Ver filmes do M. Night. Shyamalan é sempre a certeza de tentar ser surpreendido pelo diretor/autor. Não é diferente com Vidro, que está em cartaz e faz um amarrado de uma trilogia que começou em 2000 com Corpo Fechado e parecia adormecida até chegar Fragmentado, em 2016. Mas o filme nos desperta sentimentos de empolgação e desapontamento ao longo das duas 2 horas e 9 minutos, parecendo ser frágil como o que dá nome ao seu título. 

Havia algum tempo que já não acompanhava Shyamalan mais de perto: Sexto Sentido foi um dos filmes que mais me marcaram, pela forma como foi conduzido logo na estreia do diretor; Corpo Fechado foi um que eu gostei à época (eu tinha uma agenda onde colocava as minhas cotações em carinhas – muito antes de existir os emojis – e tinha dado um 😊 pra ele); Sinais foi uma decepção para mim e, embora tenha garantido alguns sustos e suspense, não me conquistou. Fiquei um bom tempo sem ver nada e dei uma chance com A Vila, que gostei bastante e entendi como uma redenção naquele momento de sua carreira. E não vi mais nada até assistir a Fragmentado esse ano, para me preparar para Vidro.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Encontros, Despedidas e Reencontros















Geralmente, escrevo meus textos aos domingos, que é um dia que consigo sentar na frente do computador e, mesmo quando me falta a criatividade de desenvolver algo, deixar a mente divagar até surgir um fio que seja de inspiração. E neste domingo tive essa dificuldade... 

Até que, por um momento, vivi uma situação que já se desenhava há alguns dias e me senti um poeta (rs). Estava dentro do mar, um dos lugares que mais amo estar para me renovar, quando ao imergir das águas, olhei para o horizonte e me veio a frase: “A vida é uma arte de reencontros”. E embora haja tantos desencontros e despedidas, é um mistério que só Deus pode decifrar, o porquê de alguns caminhos se cruzarem e, quando tudo parece estar bem, o motivo que move algumas pessoas para longe.

Vejo muita beleza nisso e, apesar da eterna incógnita, encontros e despedidas marcam nossa vida, se tornando o contraponto de tanta obviedade. Desde nosso nascimento, nossa história é baseada em mudanças, e a influência das pessoas em nosso caráter e personalidade é muito perceptível. Independente de quanto solitários nos sentimos, sempre haverá uma renovação que nos permitirá conhecer e viver novos e diferentes momentos.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Um Sonho de Liberdade e as Lições Atemporais Que o Filme nos Ensinou




Há pouco tempo assisti a um filme maravilhoso, e até me pergunto porque não o tinha visto antes. O longa em questão é Um Sonho de Liberdade, de 1994, que, na minha humilde opinião, deveria ser obrigatório de ser assistido. 

Algumas obras, como seus autores, deveriam ser para sempre reverenciadas. É o caso de Um Sonho de Liberdade e da fértil mente de Stephen King. O mestre da literatura de horror dribla todo e qualquer estigma cultivado pela alta (e muito chata) crítica em relação a autores do gênero, ao compor a história seminal que daria origem a uma das mais belas narrativas de todo o cinema. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Um Ilustre na Multidão




Duas horas da tarde e eu tinha acabado de almoçar no shopping Botafogo quando dei de cara com o Antônio Cícero. E certamente um monte de gente aqui certamente nem deve saber quem é ele, pois tive a mesma certeza quando o observei circulando tranquilamente pelos corredores do shopping. Entrou na Lindt e a atendente entregou um chocolatinho para degustação como faz com qualquer mortal que aparece na loja. Ficou dois minutos lá e saiu lambendo os dedos, sorvendo resquícios do doce. E de lá, seguiu descendo as escadas rolantes, invisivelmente.

E aí fiquei divagando... Coisas ilógicas que surgem na nossa cabeça, sem querer. Fiquei imaginando na infinidade de pessoas que cruzam nossos caminhos, cada um com seu universo particular e numa outra imensidão de pessoas que nem sequer tem acesso a esse cosmo de informações.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Survivor: David Vs Goliath - A Incrível 37ª Temporada do Reality




Se existe um reality show que consegue sobreviver há mais de 37 temporadas e 19 anos no ar, com toda certeza é Survivor. O programa consegue se reinventar a cada temporada e fazer do jogo um campo tão desafiador quanto em sua primeira exibição lá em 2000.

No final de 2018 o tema central do programa não poderia ter sido mais curioso: David Vs Goliath. Os 20 participantes foram divididos em dois grupos com o simbolismo bíblico dos dois “personagens”. E os jogadores fizeram uma ótima temporada. Não foi épico, como já aconteceu anteriormente, mas foi um jogo muito bom de assistir e torcer.

Para vocês terem uma ideia, Survivor não possui uma regra clara de como deve ser jogado. É preciso focar na sobrevivência dentro do jogo e ponto! A questão é: fazer isso sozinho, sem aliados, é impossível. Mas caso você confie na pessoa errada, pode acabar sendo eliminado quando menos se espera – além de levar consigo uma (às vezes, até duas) imunidade (s) no bolso.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

A Nova Leva de Drags Divas e Talentosas




Quando fui a Nova York, já quase sete anos atrás, fui a dois bares/boates gay: o The Posh e a Industry. Uma coisa que me chamou a atenção em ambas foi a presença de drag queens muito diferentes das que estava acostumado a ver pelo Brasil àquela época: todas tinham um estilo diva. No The Posh ela tinha um quê de stand up comedy, mas com um humor mais ácido, e depois dançava no salto. Na Industry era um grupo de drags dançarinas, quase uma imitação da Broadway. 

Na hora, tracei um paralelo com o que conhecia de show de drags: geralmente um show de piadas feitas por drags bem engraçadas, mas “bagaceiras”, como Suzy Brasil, Karina Karão, Silvetty Montilla, Kayka Sabatella... Geralmente paravam a boate, faziam piadas com os presentes – geralmente voltadas para sexo, o fato de serem ativos ou passivos, o fato de serem afeminados ou não – e, quando realizavam alguma performance, geralmente era uma sátira. Um humor que tem o seu lugar e teve a sua importância na visibilidade das drag queens brasileiras. Mas que, hoje, parece um pouco ultrapassado. 

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia de Viver Num Mundo Melhor!




Assassinato de vereadora sem esclarecimentos após um ano. Prefeito Bispo que não segue as diretrizes do Livro Sagrado com seu próximo e muito menos com seus eleitores. Eleições oportunistas em todas as esferas. Fakenews. Exílio de político por ameaças à sua vida com deboche de presidente em redes sociais (e apoiadores e eleitores também). Corrupção divulgada em larga escala, com interpretação, na íntegra, da alta corte do Poder Judiciário para a estátua da Justiça, permanecendo de olhos vendados. Violência. Falta de empatia. Mais um lamaçal que atinge a sociedade, literalmente...

Utilizando-me da licença poética e atribuindo uma nova roupagem para o enredo da GRES Beija Flor de Nilópolis desenvolvido por Joãozinho Trinta no emblemático carnaval de 1989, tento destrinchar nossa realidade nos últimos meses. Mas difícil desfazer esse nó da garganta que insiste em me sufocar. São tantas notícias ruins nos últimos tempos, que elas só conseguem se superar pelos abutres que se beneficiam delas. 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Vice: Os Bastidores do Poder em Uma Ode à Imbecilidade Humana





Um dos grandes indicados ao Oscar 2019, o longa Vice, do diretor Adam McKay, chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta, 31/01, distribuído pela Imagem Filmes e embalado pela indicação a sete Oscars em 2019, a cerimônia mais importante do cinema mundial: Melhor Filme, Melhor Diretor (Adam McKay), Melhor Ator (Christian Bale), Melhor Ator Coadjuvante (Sam Rockwell), Melhor Atriz Coadjuvante (Amy Adams), Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem e Melhor Maquiagem e Penteados. E, antes de qualquer análise do filme, preciso apenas dizer: putaqueopariu, que filmaço!

Estrelado por Christian Bale, o longa conta a história real do homem que, durante o governo George W. Bush (2001 - 2009), ocupando a cadeira de vice-presidente dos EUA, foi um dos grandes responsáveis pelos caminhos trilhados pelo mundo a partir de 2001, principalmente depois dos atentados de 11 de setembro. Mais do que uma figura decorativa, Dick Cheney foi uma verdadeira raposa política, que entendendo como o sistema funcionava, o moldou para atingir os seus objetivos, por mais obscuros que fossem, valendo-se da imbecilidade de um presidente fraco e sem preparo, que deu ao seu vice poderes inimagináveis.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

A Turma da Linha Cruzada





Muito antes da chegada da internet por aqui, já tínhamos a nossa forma peculiar de usar as redes sociais online. Muitos nem devem se lembrar (ou sequer saber) que, em meados da década de 1980, existia a divertida Turma da Linha Cruzada, os grandes precursores do que viria a ser o Orkut ou o Facebook.

Bocão, Penélope Charmosa, Falcão Negro, Smurfete e Drops de Anis. Esses eram somente alguns dos nicks da antiga Turma. Jovens que aproveitavam os prefixos das linhas com defeito da operadora Telerj para criar grupos de bate-papo através dos telefones fixos ou os públicos – os conhecidos “orelhões”.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

O Melhor LipSync de Rupaul’s Drag Race: AllStars 4





E vocês pensavam que não falaria mais sobre RPDR – All Stars? Estavam certos. Após a segunda temporada me recusei a ver o terceiro ano desse spin-off e, parece que não fiz errado, muita controvérsia aconteceu... de novo! Mas como a Netflix decidiu ser boazinha e colocar os episódios da edição atual um dia após exibição nos EUA, fui dar aquela conferida.

O elenco é melhor do que foi apresentado na terceira edição, mas continuo sentindo falta de queens das antigas, lá da primeira, segunda e terceiras temporadas, por exemplo. Latrice e Manila retornaram para fazer justiça ao que aconteceu no primeiro All Stars e temos Valentina, Trinity The Tuck e Naomi Smalls, mostrando que as temporadas mais recentes merecem ser lembradas e que as novas drags estão vindo com força total ao mundo. O que me leva ao sexto episódio, exibido semana passada, e que foi um retorno às origens do programa, mostrando que quem merece brilhar já nasce com esse talento.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

10 Anos de Desafio




Uma onda tomou conta das redes sociais nos últimos dias, em especial do Facebook e do Instagram: o tal 10 Years Challenge, ou Desafio dos 10 Anos. A brincadeira é simples: você coloca uma foto de dez anos atrás, compara com outra agora e pronto! As pessoas costumam escolher aquelas que mais demonstram mudanças, que geram curiosidades ou que alimentam o ego. É interessante ver a mudança (eu ia falar evolução, mas nem todo mundo melhorou...) passada uma década. Mas o desafio carrega com ele coisas ainda mais instigantes de serem observadas.

Vendo meus amigos e suas modificações, é curioso observar o processo de autoconhecimento pelos quais muitos passaram nesse período. Afinal, o que muda numa vida em dez anos? O que nós havíamos construído nos nossos primeiros dez anos de vida? E nos últimos dez anos? Alguns dos meus amigos sequer eram meus amigos dez anos atrás. Outros já eram conhecidos, mas não tínhamos a intimidade de hoje em dia. Ou, ainda: muitos eu sequer tinha a noção de que conhecia havia mais de dez anos...

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Quando as Defesas São Indefensáveis é Melhor Calar-se





Reservadas as devidas analogias, eu comecei a escrever o texto desta coluna na semana passada e, como muitas das vezes escrevemos nossas colunas simultaneamente, ocorre de dois ou mais “barbas” escreverem sobre um mesmo tema com olhares diferentes. E, quando eu li a coluna da última sexta-feira, 18 de janeiro, Torce Contra (Que é Melhor) , do Marcos Araújo, percebi que tinha muito a ver com o que eu preparei para esta terça-feira.

Na verdade, o que tem me irritado muito ultimamente é a frase que já virou um slogan: “Ah gente, não vamos torcer contra!”. Ao contrário do que essa frase possa parecer, querendo incutir em quem está à espera das merdas que estão por vir neste novo governo (leia-se, todas as esferas), não se trata de uma torcida do mal. Se trata sim, de uma justificativa para não se arrepender de seu próprio voto. Pelo menos é o sentimento que vejo na grande maioria. Curiosamente, mantive algumas pessoas nas minhas redes sociais (só não vasculho as que me excluíram) e tenho observado alguns depoimentos do tipo: “As pessoas preferem viver à sombra do PT!”, ou “Ao invés de torcerem para dar certo, preferem que deem errado para dar razão ao Lula e sua corja!”, ou mesmo a mais absurda de todas “O novo governo ainda nem fez 30 dias e as pessoas já estão condenando!”

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Eu Sou Mais Eu: a Nova (Boa) Comédia Adolescente com Kéfera





A fórmula é clássica: para acertar as contas com o presente, um personagem volta ao passado, tendo de reviver uma situação limite e que afetou sua vida de maneira marcante. Já vimos isso em dezenas de histórias, mas o frescor sempre fica pela forma como esse plot é contado em cada novo filme. Assim, preciso dizer que acabei me surpreendendo positivamente com Eu Sou Mais Eu, nova empreitada de Kéfera Buchmann nos cinemas, em uma boa comédia adolescente.

No filme distribuído pela Imagem Filmes, dirigido por Pedro Amorim e que estreia na próxima quinta-feira 24/01, conhecemos Camila Mendes, personagem de Kéfera, uma popstar brasileira do momento, rival de Anitta. Prestes a iniciar sua carreira internacional, Camila se prepara para o lançamento de seu novo single e clipe, com a música Eu Sou Mais Eu. Mas Camila, apesar do sucesso, é aquele tipo de celebridade fútil e vazia, que trata a todos à sua volta como descartáveis. Até que depois de um encontro estranhamente bizarro com uma fã louca-obsessiva, ela é magicamente enviada de volta à sua vida de 2004, mas com todas as suas lembranças do futuro. E assim, como uma adolescente deslocada e desajeitada, ela precisa, junto com seu amigo Cabeça (vivido por João Cortês) descobrir como quebrar a magia e voltar para o futuro.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Torce Contra (Que é Melhor)





Lá pelos idos de 1993 eu ouvia demais uma fitinha cassete de uma banda de uns amigos da zona oeste.  A  banda se chamava Poindexter e eles foram os pioneiros do estilo rapcore, que misturava obviamente, o rap e o hardcore, mas também tinha elementos do punk, metal e o funk. Os meninos chegaram a assinar com a EMI-Odeon juntamente com outras bandas tão bacanas quanto e uma boa aceitação na saudosa MTV.

A banda terminou em 1999, mas os integrantes sempre se mantiveram bem ativos até hoje.  O supervocalista Vital, por exemplo, acabou de assumir os microfones da sensacional Matanza (que agora se chama Matanza Inc.), no lugar do icônico Jimmy London.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Quando Ser Bom em Algo Não Basta




Estava querendo falar sobre uma peça incrível que li recentemente, mas isso vai ficar para depois. Hoje preciso desabafar um pouco e até me entender enquanto profissional. Talvez seja até algo que você, querido leitor, já passou em algum momento e possa conversar comigo nos comentários.

Às vezes, a gente saber que é bom em determinada função atrapalha mais do que ajuda. Ao menos é o que acho. Porque é quando a cobrança por determinado trabalho ou resultado é mais interna do que externa. Se sabemos fazer algo, queremos fazer muito bem feito. Só que nem sempre é possível alinhar o tempo em que determinada demanda precisa ser entregue X nosso desejo de perfeição com determinada coisa. E hoje isso me frustra.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Ralph, a Internet e Uma Lição Sobre Relações Humanas




Nessa época do ano, o cinema fica cheio de opções - seja por causa das férias ou por conta da proximidade com premiações importantes, como o Oscar. E uma das mais esperadas continuações - ao menos para mim, fã de animação - chegou logo nos primeiros dias de janeiro às telonas: WiFi Ralph - Quebrando a Internet. Eu, logicamente, fui conferir no último fim de semana e tive, digamos, um misto de sentimentos quanto ao filme.

Detona Ralph é uma das minhas animações mais queridas. É daquelas que não esperam concorrer a melhor filme do ano, mas que trazem uma bela história e personagens extremamente carismáticos. Eu amo várias das animações da Disney e da Pixar, desde Toy Story (Monstros S.A., Os Incríveis - 1 e 2 - e Procurando Nemo estão entre as minhas favoritas) e acho que o caminho encontrado para agradar crianças e adultos, falando de sentimentos básicos, é uma das coisas que mais me atraem ao cinema hoje em dia.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Essa Tal Felicidade...



“A vida tem sons que pra gente ouvir
Precisa aprender a começar de novo
É como tocar o mesmo violão
E nele compor uma nova canção.”

Ouvindo no Spotify dias atrás a canção Começo, Meio e Fim, do grupo Roupa Nova, me inspirei para escrever o texto de hoje. Tenho percebido que minhas últimas postagens andam bastante sentimentalóides.... Às vezes, acho que estou virando praticamente um colunista de autoajuda rs. Mas desde o último trimestre do ano passado, quando mudei de departamento dentro da empresa que trabalho depois de 20 anos atuando na mesma área, passei a ir e voltar para casa andando, voltei a fazer teatro e casei, venho refletindo sobre meu estado de felicidade.

Sem parecer demagogo, às vezes me pego sorrindo. Estou realmente satisfeito com a vida que construí até aqui. E qual a fórmula para isso? Não sei. Só sei que me sinto plenamente feliz. É claro que não tenho uma vida de comercial de margarina. Continuo tendo problemas para liquidar por completo minha fatura do cartão de crédito e domar a minha compulsão por roupas e sapatos. Algumas contas ando pagando com um mês de atraso e as contendas familiares estão até abrandadas, mas quando surge uma... Nossa! Mas isso não tem me deixado triste ou infeliz. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Pop Séries: Dawson's Creek





Amadurecer não é tão simples quanto pode parecer. Deixar a adolescência de lado e tornar-se adulto tem muito a ver com auto-conhecimento e aprendizado. E muito do sucesso de Dawson's Creek vem do fato de que foi uma série que falava com os jovens de forma coerente e real. 

Criada pelo roteirista Kevin Williamson (que incluiu muito de sua própria biografia nos personagens), a série trata de temas simples e pueris, mas que na adolescência ganham proporções assombrosas. Assim, assuntos como primeiro amor, sexo e futuro são abordadas com uma sutileza poucas vezes vista em séries juvenis até então. 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

O Homem Que Caiu na Terra




Essa semana comemorou-se mais uma Bowie Week, uma semana com o intuito de relembrar David Bowie, que morreu em Nova Iorque no dia 10 de janeiro de 2016, dois dias após do seu 69º aniversário e do lançamento do 25º álbum, Blackstar

Ainda lembro exatamente de quando soube de sua morte. Antes de dormir, eu estava ouvindo o então recém lançado último disco e dei um pause para acessar no YouTube o clipe de Lazarus. Nele, Bowie aparece muito abatido tentando se libertar de uma cama de hospital. O cantor é mostrado com ataduras no rosto e botões pregados nos olhos, simulando costumes ancestrais.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Marie Kondo Pode Mudar Sua Vida




Quando me deparei com o livro da Marie Kondo, lá em 2015, fiquei bastante curioso e interessado no que ela tinha para dizer sobre técnicas de arrumação, mas acabei não comprando na época. Fiquei com medo de ser um daqueles livros que começo mega interessado e acabo deixado de lado e vai acumulando poeira em cima. Só que com o passar dos anos, alguns amigos falavam maravilhas do livro e de sua criadora. Kondo mudou vidas, sério.

Corta para o início de 2019 e eu navegando pela Netflix em pleno final sexta-feira à noite e me deparando com a nova série sobre organização com Marie Kondo. Em uma mistura de reality show comportamental com as técnicas ensinadas em seu livro, o programa prende e nos faz ficar envolvidos com a vida de pessoas que nunca vimos antes e dá uma vontade absurda de sair arrumando a casa e ficar só com aquilo que nos faz feliz.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Westworld e Bandersnatch: O Que Há em Comum?




Duas produções para TV a que eu recentemente assisti foram a série Westworld, da HBO, e o telefilme Bandersnatch, "episódio" especial da cultuada Black Mirror para a Netflix. Na verdade, Westworld tinha um tempinho que eu estava acompanhando, mas encerrei a segunda e, até o momento, mais recente temporada nas últimas semanas. E Bandersnatch foi visto no afã de testar a nova experiência do streaming, ao conduzir um filme pela primeira vez com escolhas do próprio expectador.

A série se passa num futuro longínquo, enquanto o filme é ambientado na década de 80, mais precisamente em 1984 (ano de nascimento deste colunista que vos fala e imortalizado por George Orwell). Porém, as duas produções guardam similaridades e críticas que se cruzam e convergem em vários momentos.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Lavando a Alma






Tenho o costume de, sempre no primeiro dia do ano, ir à praia com um grupo de amigos para “lavar a alma”. Lembro que, quando fiz a primeira comunhão, aos 16 anos, nas aulas de catecismo, numa das aulas em que a professora falava sobre o sacramento do batismo abordou esse tema de forma bastante interessante. Ela dizia que quando estivéssemos “enfermos da alma”, poderíamos recorrer em oração embaixo do chuveiro e clamar à Deus que nos “rebatizasse”, pedindo que aquela água nos limpasse de todos os maus sentimentos e energias. Contradição religiosa, ou não, essa expressão nunca saiu de minha cabeça desde então.

E, nestes tradicionais programas praianos de fim de ano, eu sempre me “rebatizo”. O que eu faço? Como eu faço? Não há um ritual específico. Não há palavras, orações ou pedidos específicos. Só fecho os olhos e deixo meu pensamento divagar por todo o ano que percorri. Por todos os problemas que enfrentei. Agradeço pelos que consegui vencer. E peço forças para que encare os que não consegui ultrapassar e para os que ainda estão por vir. Canto baixinho uma música qualquer. Deixo passear em meus pensamentos um clipe com o rosto de todas as pessoas que amo, estejam elas perto de mim ou há muito tempo sem ver. Mergulho. Nado. E me rebatizo. E me renovo para um novo período.