quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Marie Kondo Pode Mudar Sua Vida




Quando me deparei com o livro da Marie Kondo, lá em 2015, fiquei bastante curioso e interessado no que ela tinha para dizer sobre técnicas de arrumação, mas acabei não comprando na época. Fiquei com medo de ser um daqueles livros que começo mega interessado e acabo deixado de lado e vai acumulando poeira em cima. Só que com o passar dos anos, alguns amigos falavam maravilhas do livro e de sua criadora. Kondo mudou vidas, sério.

Corta para o início de 2019 e eu navegando pela Netflix em pleno final sexta-feira à noite e me deparando com a nova série sobre organização com Marie Kondo. Em uma mistura de reality show comportamental com as técnicas ensinadas em seu livro, o programa prende e nos faz ficar envolvidos com a vida de pessoas que nunca vimos antes e dá uma vontade absurda de sair arrumando a casa e ficar só com aquilo que nos faz feliz.

Aliás, esse é um principio que não deveria nem ser aprendido através de livro ou de um programa de plataforma de streaming, mas ensinado desde que começamos a ganhar nossa mesada e nos tornamos consumidores.  No lugar de sairmos gastando dinheiro desenfreadamente, será que não é mais positivo comprar aquilo que nos fará realmente feliz? Pois é, reflete aí...

Voltando ao programa. Só assisti dois dos oito episódios e me senti muito envolvido em cada um deles. Não adianta você dizer que é alguém com a casa em ordem, existe algum setor que precisa ser mexido por não estar organizado como deveria. E aí que o jeitinho KonMari funciona. Em muitos livros sobre técnicas de arrumação, a dica é ir por cômodos da casa, por exemplo, mas não na versão Kondo. Ela divide isso de outra forma: roupas, livros, papelada, itens diversos (Komono) e itens de valor sentimental. Marie humaniza esse momento de separar o que vamos manter e o que deve ser doado/ir embora da sua casa e da sua vida. Como tudo deveria ser, não é mesmo?

A base dessa arrumação é descartar o que não te traz mais alegria. E normalmente a gente coloca no fundo do armário, empilha no quartinho dos fundos ou coloca em algum lugar longe das nossas vistas e que não veremos mais... Só que eles (os objetos) continuarão ali, ocupando um espaço que poderia estar vago para algo novo e o objeto também poderia estar com alguém que esteja precisando dele.

Amigos que seguiram todos os passos que são descritos nos livros – alguns acompanhamos também na série da Netflix – assumem que a vida, como um todo, mudou. E acaba sendo isso que a gente quer, né? Deixar o que já não agrega ir embora e que o novo venha no lugar.

Aproveita que o ano está só começando e dá o play em Ordem Na Casa com Marie Kondo. E compre o livro também, já que nem tudo é mostrado nessa série. E se queremos mudar, temos que fazer do jeito certo!  

Leia Também:
Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
FacebookInstagram


A opinião dos colunistas não representa necessariamente a posição editorial do Barba Feita, sendo estes livres para se expressarem de acordo com suas ideologias e opiniões.

Nenhum comentário: