quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

O Melhor LipSync de Rupaul’s Drag Race: AllStars 4





E vocês pensavam que não falaria mais sobre RPDR – All Stars? Estavam certos. Após a segunda temporada me recusei a ver o terceiro ano desse spin-off e, parece que não fiz errado, muita controvérsia aconteceu... de novo! Mas como a Netflix decidiu ser boazinha e colocar os episódios da edição atual um dia após exibição nos EUA, fui dar aquela conferida.

O elenco é melhor do que foi apresentado na terceira edição, mas continuo sentindo falta de queens das antigas, lá da primeira, segunda e terceiras temporadas, por exemplo. Latrice e Manila retornaram para fazer justiça ao que aconteceu no primeiro All Stars e temos Valentina, Trinity The Tuck e Naomi Smalls, mostrando que as temporadas mais recentes merecem ser lembradas e que as novas drags estão vindo com força total ao mundo. O que me leva ao sexto episódio, exibido semana passada, e que foi um retorno às origens do programa, mostrando que quem merece brilhar já nasce com esse talento.

Chegou o momento em que o programa traz de volta quem já foi eliminada, o que não é novidade e já esperamos por esse twist a cada edição. Mas a ideia de como aproveitar as queens eliminadas foi ótima. Desde que a segunda temporada instaurou a era LipSync for your legacy só as drags que são as melhores do episódio dublam para decidir quem será a participante eliminada. Ou seja, boa parte das concorrentes vão embora sem mostrar o que fazem (ao menos deveriam) de melhor. Assim sendo, as regras do All Stars foram suspensas e as eliminadas puderam dublar pela sua vida e ter uma chance “bônus” de mandar embora uma das participantes que continuavam na competição. 

Assim sendo, Farrah Moan escolheu Valentina, levando ao ar mais um capítulo dessa “telenovela” que as duas alimentam desde a reunion da nona temporada. You don’t love meah (eye roll). Gia Gunn, representante da sexta temporada, desafiou Naomi Smalls, oitava temporada, e o que foi exibido foi um dos melhores lipsyncs da história do programa e o melhor desde Tatianna e Alyssa dublando no segundo ano da mesma franquia All Stars. Tivemos ainda Jasmine Masters, que esteve na sétima temporada, contra Trinity the Tuck, finalista da nona temporada; e Latrice Royale, que já esteve na quarta temporada e no primeiro All Stars X Monique Heart, que veio direto da décima temporada. E esse era claramente a aposta dos produtores em ser o GRANDE lipsync da edição, mas sorry, não aconteceu. Mesmo tendo Sissy That Walk, uma das mais icônicas músicas de RuPaul e do programa como pano de fundo dessa disputa.

Não preciso esconder que Naomi é uma das minhas favoritas dos últimos anos. Ela tinha tudo para cair no limbo de ser uma queen que se sustenta só pelo look que veste, mas ela consegue sair dessa caixa e ser mais do que um corpo fashion. Espero que nos próximos episódios ela consiga o destaque que merece, assim como os “wins” que foram roubados, por duas vezes, em desafios de comédia. 

Ah, se você sempre ouviu falar sobre RuPaul’s Drag Race, mas nunca assistiu ao reality, a Netflix disponibilizou tudinho, da primeira até a nona temporada, em seu catálogo. Assista que vale a pena. Do All Stars, até o momento só a temporada atual está disponível... E minha dica é assistir só ela mesmo, porque as demais... 

E caso você esteja curioso para ver esse lipsync citado no texto, você pode assistí-lo agora e babar tanto quanto eu, que já vi mais de cinco vezes desde sábado.

Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
FacebookInstagram


A opinião dos colunistas não representa necessariamente a posição editorial do Barba Feita, sendo estes livres para se expressarem de acordo com suas ideologias e opiniões.

Nenhum comentário: