terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Existe Ligação Entre os Sete Pecados Capitais e o Nosso Comportamento Diário?




Os sete pecados capitais, definidos pela Igreja Católica no final do século VI durante o papado de Gregório Magno, nada mais são que uma classificação de condições humanas, conhecidas atualmente como vícios, muito antigas e que precedem ao surgimento do Cristianismo, mas que foram usadas mais tarde pelo Catolicismo com o intuito de controlar, educar e proteger os seguidores, de forma a compreender e controlar os instintos básicos do ser humano, ou seja, atitudes humanas contrárias às leis divinas. Pelas minhas pesquisas, a partir de inícios do século XIV, a popularidade dos sete pecados capitais entre artistas da época resultou numa popularização e mistura com a cultura humana no mundo inteiro, se tornando não só um dogma, mas também objeto de inspiração artística. 

Em momentos atualmente obscuros, resolvi colocar em prática uma série de textos que há tempos faziam parte do meu imaginário. Algo totalmente clichê, mas também tão intrínsecos à nossa vida: como os Sete Pecados Capitais estão  nas nossas mais despretensiosas atitudes. Esse tema, largamente explorado em histórias, peças de teatro, filmes, músicas, novelas e até enredos de escola de samba, ganhará forma nas próximas sete semanas em minhas colunas de terça-feira. Poderia iniciar hoje já escrevendo sobre o primeiro, mas queria fazer um prelúdio do que me trouxe à essa reflexão e, é claro, deixar a expectativa para o próximo e depois o próximo capítulo...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Pop Séries: One Tree Hill















Se a produção de estreia de nossa coluna Pop Séries foi Dawson's Creek, era inevitável que a segunda fosse One Tree Hill. Afinal, se foi Dawson's Creek quem me abriu os olhos para o mundo das séries, foi com One Tree Hill que comecei a escrever na internet em um veículo de grande escala, quando assumi os reviews semanais do Blog NaTV milênios atrás. 

Poucas histórias conseguem começar de uma forma e se reinventar ao longo do caminho. Talvez essa seja uma das maiores características de One Tree Hill (Lances da Vida, no Brasil), a longeva série criada por Mark Schwahn em 2003. One Tree Hill, que iniciou sua história tendo o basquete como pano de fundo, venceu os obstáculos e acabou se tornando uma referência no quesito tempo de exibição no inconstante mundo das séries.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Tá Puxado!





Dois mil e dezenove começou ontem. Se olharmos para trás, estamos somente com 45 dias. Um ano-bebê ainda. Mas... já está exaustivo.

Todo mundo sabia que seria um começo de ano atordoado. O povo estaria sendo sacudido por conta da nova situação política. Bolsonaro teve a 3ª menor vitória no segundo turno desde a redemocratização. Muitos podem achar que ele teve uma vitória esmagadora – quase 58 milhões de votos contra 47 milhões de Haddad. Uma diferença de pouco mais de 10,7 milhões de votos. No entanto, abstenções, nulos e brancos somaram quase 43 milhões de eleitores. Se olharmos pelo lado que quase 90 milhões não votaram em Bolsonaro, era meio óbvio que não seria fácil...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Alzheimer e Uma Análise Sobre Morrer




Para morrer? Basta estar vivo! Bem óbvia essa informação, eu sei. Só que o meu receio sempre foi o meio do caminho. Entre viver a vida e morrer existe todo um percurso que pode dificultar o que parece óbvio. Ninguém imagina como vai morrer. Ao menos não é muito comum ficar fazendo planos para nossa morte. Idealizamos viagens que queremos fazer, coisas que queremos aprender ou empregos que queremos conquistar. Tudo bem que, às vezes, quando perco o sono até penso em como posso acabar morrendo. Sofrer um acidente de carro é o mais recorrente nessa minha lista. Mas como moro no Rio de Janeiro, nunca se sabe, a lista pode ser mais surpreendente.

Só que nada me assusta mais do que as surpresas que a própria vida coloca em nosso caminho. Quando uma doença chega sem aviso e vai te matando aos poucos. E de uma extensa lista de possibilidades, existe uma que morro de medo: Alzheimer.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

2019: Pega Leve...




2019 tá só começando e provou que é capaz de fazer muitas vítimas em pouco tempo. E, de alguma forma, todas elas me tocaram por cruzarem com a minha história de vida. Curioso que uma amiga havia me falado que seria um ano que começa em Saturno e isso, por si só, já o tornaria desafiador. Como eu entendo de astrologia só até a página dois, não dei muita importância...

A primeira grande tragédia foi em Brumadinho (MG), com o rompimento da barragem da Vale. Exatamente um ano atrás eu estava em Brumadinho, passando meu Carnaval num refúgio off-Rio, aproveitando para conhecer Inhotim, um desejo antigo. É curioso que não dá sequer para mensurar os estragos comparando com o que eu conheço da cidade. Lá, fui a um dos restaurantes mais interessantes, originais e com comidas mais gostosas que experimentei na vida - e agora sequer sei se ele ainda existe...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Reset 2019! É Tempo de Revermos Nossos Valores Humanos




Estamos no início de fevereiro, mas nas rodas de conversas entre amigos a sensação é de que 2019 já chegou ao fim diante de tantos dramas ocorridos no país.

As tradicionais retrospectivas que as emissoras de televisão exibem ao final do mês de dezembro parecem que já estão prontas. A sensação que tenho, às vezes, ao ligar a TV, é justamente que estou vendo o referido especial de fim de ano.

Tragédia pouca é bobagem. Depois do rompimento da barragem de Brumadinho (MG), das chuvas no Rio, com desabamentos e mortes e, ainda, enquanto a TV nem esfriava com as notícias do incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo, com 10 mortes de meninos que sonhavam em serem jogadores de futebol, no início da tarde desta segunda-feira (11/02) o país foi surpreendido pela morte do jornalista Ricardo Boechat, um dos mais polêmicos, porém, também um dos mais respeitados do país, num acidente de helicóptero em São Paulo, tendo ele e seu piloto, Ronaldo Quattrucci, como vítimas fatais.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Educação Sexual Faz Mal Para Quem?





Recentemente, levantamentos afirmaram que o Brasil é um dos países com maior taxa de câncer de pênis do mundo. Por ano, cerca de 1.000 pessoas têm seus membros amputados nos casos mais graves da doença. A simples ação de lavar o pênis com cuidado já evitaria a doença. 

70% das crianças abusadas sexualmente foram atacadas dentro de casa pelo padrasto, pai, tio ou avô. Em muitas situações, as mães sabiam e consentiam com os abusos. 

O país é campeão mundial no número de pessoas LGBTI mortas. E não me refiro a mortes por acidentes ou assaltos, mas sim de crimes de ódio motivados apenas pelo desejo de eliminar a pessoa por não tolerar sua orientação sexual e/ou identidade de gênero. Muitas vezes, esses delitos são praticados com requintes de crueldade. 

A gravidez na adolescência é a maior da América Latina, afastando muitos jovens das escolas e dificultando a carreira profissional. Muitas mães acabam cuidando sozinhas dos filhos, pois os pais, também jovens, não assumem a paternidade. 

A AIDS ainda mata cerca de 12 mil pessoas por ano, mesmo com os insumos de prevenção, teste/exame e tratamento disponíveis pelo Sistema Único de Saúde. Pessoas, em sua maioria jovens, descobrem a sorologia tarde demais, quando já apresentam doenças graves como tuberculose, pneumonia e câncer. 

Os transtornos mentais como ansiedade, depressão, transtorno bipolar e alimentar, e também o suicídio de adolescentes e jovens gays, lésbicas e transexuais é muito maior que em outros grupos. 

Três em cada cinco mulheres relatam já terem vivido relacionamentos abusivos envolvendo violência psíquica e/ou física. O feminicídio tem tomado contornos epidêmicos em terras verde-amarelas. É bom lembrar que é considerado feminicídio o crime causado por questões que envolvam a diferença de gênero e o poder que um exerce sobre o outro. A maioria dos crimes é realizada pelo parceiro ou ex-parceiro da vítima.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Mamãe, Eu Quero Ser Digital Influencer Quando Crescer!




Posso dizer que, na época de adolescente, tive alguns amigos que me inspiraram muito no meu modo de vestir, nas bandas de rock que eu ouvia no velho walkman e até mesmo no meu estilo comportamental. Antigamente, o “influenciador” era aquele nosso amigo descolado do colégio que transitava sem problemas entre as panelinhas, que usava uns tênis transados e que aparecia com uns cortes de cabelo supermodernos. O influenciador era aquele típico aluno popstar

Exatamente por causa dessa definição “popstar”, muitos dos influenciadores também estavam vinculados às imagens de artistas e músicos, muito antes mesmo daquele amigo fodão da escola. Os jovens dos anos 1960 certamente foram influenciados pelo movimento hippie e o flower-power, das roupas e cabelos multicoloridos de Janis Joplin e do jeitão blasé conquistador de Jim Morrisson. Nos anos 1970, já era chegada a hora do brilho, das meias lurex, do visual Black Power e da disco music. Frenéticas, Bee Gees, Elton John e Commodores ditavam as regras.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

O Corpo Elétrico de Linn da Quebrada no Cinema Nacional





Já faz um tempo que venho repensando o que é quebrar barreiras e representatividade. Indiretamente, a palavra representatividade está ligada ao que hoje também é visto como o politicamente correto - que por si só já provoca revirar de olhos - e encaixada dentro de um conceito de minoria (que, por sua vez, está dentro de uma grande caixa em que se vê escrito em letras garrafais em tinta vermelha: MiMiMi). Ah! E também não podemos esquecer que o “conceito” de representatividade recai no que as pessoas de “bem” chamam de coitadismo ou vitimismo.

Lembro de quando conheci Linn da Quebrada. Foi com aquela voz diferente, cantando versos verdadeiros em Bixa Preta, que percebi o quanto é importante ouvir, vindo de alguém que faz parte de um recorte do mesmo universo que você, um pouco da verdade e de coragem. Veja bem, não cresci em comunidade carente ou em área de risco. Não sou negro, então não colocado dentro (tão rapidamente) da caixinha de minoria. Muitos dizem que até “não dou pinta” de ser gay. O que até considero muito ofensivo nos dias de hoje.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Vidro: Impressões de um Bom Filme Frágil




Ver filmes do M. Night. Shyamalan é sempre a certeza de tentar ser surpreendido pelo diretor/autor. Não é diferente com Vidro, que está em cartaz e faz um amarrado de uma trilogia que começou em 2000 com Corpo Fechado e parecia adormecida até chegar Fragmentado, em 2016. Mas o filme nos desperta sentimentos de empolgação e desapontamento ao longo das duas 2 horas e 9 minutos, parecendo ser frágil como o que dá nome ao seu título. 

Havia algum tempo que já não acompanhava Shyamalan mais de perto: Sexto Sentido foi um dos filmes que mais me marcaram, pela forma como foi conduzido logo na estreia do diretor; Corpo Fechado foi um que eu gostei à época (eu tinha uma agenda onde colocava as minhas cotações em carinhas – muito antes de existir os emojis – e tinha dado um 😊 pra ele); Sinais foi uma decepção para mim e, embora tenha garantido alguns sustos e suspense, não me conquistou. Fiquei um bom tempo sem ver nada e dei uma chance com A Vila, que gostei bastante e entendi como uma redenção naquele momento de sua carreira. E não vi mais nada até assistir a Fragmentado esse ano, para me preparar para Vidro.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Encontros, Despedidas e Reencontros















Geralmente, escrevo meus textos aos domingos, que é um dia que consigo sentar na frente do computador e, mesmo quando me falta a criatividade de desenvolver algo, deixar a mente divagar até surgir um fio que seja de inspiração. E neste domingo tive essa dificuldade... 

Até que, por um momento, vivi uma situação que já se desenhava há alguns dias e me senti um poeta (rs). Estava dentro do mar, um dos lugares que mais amo estar para me renovar, quando ao imergir das águas, olhei para o horizonte e me veio a frase: “A vida é uma arte de reencontros”. E embora haja tantos desencontros e despedidas, é um mistério que só Deus pode decifrar, o porquê de alguns caminhos se cruzarem e, quando tudo parece estar bem, o motivo que move algumas pessoas para longe.

Vejo muita beleza nisso e, apesar da eterna incógnita, encontros e despedidas marcam nossa vida, se tornando o contraponto de tanta obviedade. Desde nosso nascimento, nossa história é baseada em mudanças, e a influência das pessoas em nosso caráter e personalidade é muito perceptível. Independente de quanto solitários nos sentimos, sempre haverá uma renovação que nos permitirá conhecer e viver novos e diferentes momentos.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Um Sonho de Liberdade e as Lições Atemporais Que o Filme nos Ensinou




Há pouco tempo assisti a um filme maravilhoso, e até me pergunto porque não o tinha visto antes. O longa em questão é Um Sonho de Liberdade, de 1994, que, na minha humilde opinião, deveria ser obrigatório de ser assistido. 

Algumas obras, como seus autores, deveriam ser para sempre reverenciadas. É o caso de Um Sonho de Liberdade e da fértil mente de Stephen King. O mestre da literatura de horror dribla todo e qualquer estigma cultivado pela alta (e muito chata) crítica em relação a autores do gênero, ao compor a história seminal que daria origem a uma das mais belas narrativas de todo o cinema. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Um Ilustre na Multidão




Duas horas da tarde e eu tinha acabado de almoçar no shopping Botafogo quando dei de cara com o Antônio Cícero. E certamente um monte de gente aqui certamente nem deve saber quem é ele, pois tive a mesma certeza quando o observei circulando tranquilamente pelos corredores do shopping. Entrou na Lindt e a atendente entregou um chocolatinho para degustação como faz com qualquer mortal que aparece na loja. Ficou dois minutos lá e saiu lambendo os dedos, sorvendo resquícios do doce. E de lá, seguiu descendo as escadas rolantes, invisivelmente.

E aí fiquei divagando... Coisas ilógicas que surgem na nossa cabeça, sem querer. Fiquei imaginando na infinidade de pessoas que cruzam nossos caminhos, cada um com seu universo particular e numa outra imensidão de pessoas que nem sequer tem acesso a esse cosmo de informações.