segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Pop Séries: One Tree Hill















Se a produção de estreia de nossa coluna Pop Séries foi Dawson's Creek, era inevitável que a segunda fosse One Tree Hill. Afinal, se foi Dawson's Creek quem me abriu os olhos para o mundo das séries, foi com One Tree Hill que comecei a escrever na internet em um veículo de grande escala, quando assumi os reviews semanais do Blog NaTV milênios atrás. 

Poucas histórias conseguem começar de uma forma e se reinventar ao longo do caminho. Talvez essa seja uma das maiores características de One Tree Hill (Lances da Vida, no Brasil), a longeva série criada por Mark Schwahn em 2003. One Tree Hill, que iniciou sua história tendo o basquete como pano de fundo, venceu os obstáculos e acabou se tornando uma referência no quesito tempo de exibição no inconstante mundo das séries.

Em sua origem, a trama de One Tree Hill acompanhava a rivalidade de dois meio irmãos, Lucas Scott (Chad Michael Murray) e Nathan Scott (James Lafferty) que, apesar de serem filhos do mesmo pai - Dan Scott (Paul Johansson) -, tiveram criações distintas: Lucas vivia com a mãe solteira, Karen Roe (Moira Kelly), enquanto Nathan foi criado pelo pai e pela mãe – Deb Scott (Barbara Alyn Woods) -, num casamento um tanto quanto atribulado.

Como em séries adolescentes são os triângulos amorosos que movem as histórias, Nathan namorava a bela Peyton Sawyer (Hilarie Burton), por quem Lucas era apaixonado. Mais tarde, Nathan se apaixona pela melhor amiga de Lucas, Haley James (Bethany Joy Galeotti) e um novo triângulo surge com o envolvimento de Lucas, Peyton e Brooke Davis (Sophia Bush), melhor amiga de Peyton. Com idas e vindas entre os pares, a série sempre encantou e é impossível não torcer por determinados casais ao longo das temporadas.

Por ter ficado tanto tempo no ar (de 2003 até abril de 2012, quando chegou ao fim), One Tree Hill se reinventou em algumas ocasiões. No início da quinta temporada, quatro anos se passaram e os outrora adolescentes passaram a viver dramas de jovens adultos. A decisão de pular o período de faculdade foi acertada e a série ganhou em conteúdo. Fora isso, a aquisição do jovem (na época) ator Jackson Brundage, vivendo o filho de Nathan e Haley, Jamie Scott, foi um achado que deu ainda mais fôlego à trama.

No início da sétima temporada, outra grande mudança: com a não renovação do contrato dos atores Chad Michael Murray e Hilarie Burton, os personagens Lucas e Peyton se despediram da história. Assim, Brooke, Nathan e Haley tornaram-se os protagonistas de One Tree Hill e novos personagens foram criados: Julian Baker (Autin Nichols) virou o interesse amoroso definitivo de Brooke; ao passo que Quinn James (Shantel VanSanten), irmã de Haley, e Clay Evans (Robert Buckey), agente de Nathan, passaram a orbitar entre os protagonistas ao lado de Alex Dupré (Jana Kramer), uma jovem atriz em ascensão e mil problemas. Claro que alguns personagens secundários originais permaneceram na série (para desgosto da audiência), como Marvin “Mouth” McFadden (Lee Norris), Antwon “Skills” Taylor (Antwon Tanner) e Millicent Huxtable (Lisa Goldstein).

Em seus oito anos no ar, a série exibiu pelo menos um episódio memorável e inesquecível para todos os fãs: o 16º episódio da 3ª temporada (With Tired Eyes, Tired Souls and Tired Minds, We Slept), é emblemático. Ali, um personagem surta e invade a escola com uma arma, mantendo vários alunos reféns e ocasionando duas tragédias em seus momentos finais: o suicídio do próprio aluno e o assassinato de um dos personagens principais, que mudaria toda a dinâmica da série a partir de então.

Algo interessante e digno de nota é que a série foi originalmente concebida como um filme, que se chamaria Ravens. Com o potencial do projeto, acabou virando série e ganhando o nome de One Tree Hill, o que é explicado em um episódio da primeira temporada quando Karen, a mãe de Lucas, lhe diz que "Existe apenas uma Tree Hill. E esta é a sua casa".

O mais interessante é que depois de tanto tempo acompanhando aqueles personagens e cenários, mesmo após o término da série, a impressão que se tem é que Tree Hill é também o seu lugar, tornando as palavras de Karen ainda mais interessantes para os telespectadores.

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Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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