quarta-feira, 13 de março de 2019

Capitã Marvel: Correto. E Só!




Passado o Carnaval, a pedida foi ir ao cinema e conferir o tão esperado filme da Capitã Marvel, o primeiro da Marvel a ser protagonizado por uma mulher e a ponte para explicar o papel dessa heroína após o fim de Vingadores: Guerra Infinita e na expectativa para Vingadores: Ultimato. Como já falei antes, sempre gostei do universo dos heróis desde pequeno, mas era mais fã dos da DC Comics, embora tenha me rendido à Marvel, cinematograficamente falando, de uns tempos pra cá.

Protagonizado por Brie Larson, a película é um prequel: se encarrega de contar a história da maior heroína do universo Marvel (embora não seja tão popular) e mostra o agente Nick Fury (vivido por Samuel L. Jackson mais novo e ainda sem tapa-olho, estruturando a S.H.I.E.L.D. antes dos Vingadores existirem). Começamos o filme sabendo que Larson é Vers, uma guerreira Kree com super poderes que ela busca controlar com a ajuda de seu mentor, vivido por Jude Law. Vers não tem lembranças, somente flashes, de seu passado. Junto com o seu grupo Kree, ela se envolve em uma guerra interplanetária que vem parar no planeta C-53, conhecido por nós como Terra.

O filme tem um roteiro bem escrito - não só dentro da própria história, mas para todo o Universo Compartilhado da Marvel, amarrando várias pontas e explicando várias coisas que apareceram nos últimos filmes dos estúdios. Tem boas atuações - aliás, tem o moral de trazer vencedores e indicados ao Oscar, como a própria protagonista, Jude Law, Annette Benning e o próprio Samuel L. Jackson. Tem um plot twist bem interessante - que pra mim foi levemente estragado por um spoiler inusitado. Tem um thriller interessante com vilões que se travestem de outras pessoas. Tem humor e piadinhas à la Marvel e Disney - inclusive várias brincadeiras com a involução da espécie humana. Tem homenagem póstuma a Stan Lee - com direito a risinho cúmplice da heroína. Tem uma excelente mensagem de superação e empoderamento feminino  - levemente piegas em alguns momentos, mas importante. Porém, falta algo...

É um filme relevante para explicar algumas coisas, mas não imprescindível. A gente pode naturalmente ir assistir a Vingadores: Ultimato só sabendo que a Capitã Marvel é a top dos heróis do estúdio que lhe empresta o nome e veio para resolver a parada com o Thanos por meio de uma mensagem enviada num pager. Mas vale a ida ao cinema? Vale. É um bom entretenimento com alguns momentos bem mornos. Um filme correto para ficar na zona de conforto e amarrar pontas, como falei acima.

No mais, como todos sabem, nos filmes da Marvel tem que esperar as cenas pós-crédito. Nesse caso, são duas (a primeira bem mais importante que a segunda).

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Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor dos livros Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades e Perversão. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
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