quinta-feira, 9 de maio de 2019

Cota Não É Esmola




Ontem estava vagando pelo Twitter e me deparei com mais uma notícia apocalíptica. Aparentemente, não é só o corte de dinheiro que chegará em breve às universidades. Uma proposta - feita por um dos deputados que quebrou a placa com o nome de Marielle - quer acabar com as cotas raciais nas universidades cariocas. 

Isso ainda surpreende você? Acredito que não. A tragédia era anunciada e só não acreditou quem não quis...

O Brasil possui uma enorme dificuldades de se ver como negro. O que não faz o menor sentido... Mas o Brasil não anda fazendo sentido mesmo. 

Mas a Cota Não é Esmola. Lembro como se fosse hoje quando ela foi anunciada. Muitos viraram a cara, reclamaram que a concorrência era desleal e muito foi demonizado por conta das cotas raciais. Demorei alguns anos para entender toda sua importância. Você já parou para pensar quantas pessoas negras trabalham com você? Pensa rápido e me responda. Pois é! E esses negros existem, estão lá no seu local de trabalho. Difícil, né? Mas você já parou para pensar quantas pessoas negras procuram, todos os dias, trabalhos que possam se sustentar com um bom padrão de vida? Pois é! 

Mas a vida desse seu amigo, colega de trabalho, não vai ficar mais fácil com o passar do tempo... Muito pelo contrário. 

Cota 
Não
É
Esmola

Mas só com o passar do tempo, com o correr dos dias e das horas, quando somos capazes de entender o sofrimento do outro é que percebemos que é tudo “balela”. 

Cota Não É Esmola! Mas só vai pensar assim quem já analisa os caminhos que o atual governo está montando... 

Se quiser entender um pouco do que tentei falar nesse texto, a saída é simples! Basta dar o play nesse vídeo e se arrepiar 365 vezes por segundo. 

A outra saída é ouvir, chorar e se arrepiar com essa música. Se por um acaso você nunca ouviu falar de Bia Ferreira, saiba que, por outro, essa música é muito importante, até para me ajudar a guiar quem me tornei.

Dê o play e tire suas próprias conclusões...

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Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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A opinião dos colunistas não representa necessariamente a posição editorial do Barba Feita, sendo estes livres para se expressarem de acordo com suas ideologias e opiniões.

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