quinta-feira, 2 de maio de 2019

O Rival do Tinder... Na Netflix!




Lembro de quando Silvio Santos era o aplicativo de namoros na televisão Brasileira, em um época pré-smartphones, redes sociais e aplicativos de qualquer tipo. Eram os anos 90 e eu já achava tudo aquilo muito estranho. Não entendia a necessidade da pessoa ir até a televisão para achar alguém para namorar e casar. 

Com o passar do tempo, a gente entende que existem pilares em nossas vidas que é composta da seguinte configuração: família, amigos, trabalho e casamento. Aos poucos, a coisa foi mudando e a palavra casamento foi substituída por relacionamento. Afinal, nem todo mundo quer casar... mas todo mundo quer se relacionar. Não significa namorar, juntar ou qualquer variável dessa mesma ideia. As pessoas podem querer manter o seu status de solteira, mas isso não impede de beijar na boca e fazer sexo. Mas é esse tipo de interação com conhecidos ou desconhecidos que esperam de você. Sim, seus amigos, sua família e todos esperam que, no fim das contas, você esteja saindo com alguém e que isso acabe em algo... E gerar expectativa é uma merda.

Mas se namoro na tevê sempre foi um atrativo, o que podemos dizer da época do streaming? Ontem, zapeando pela Netflix, encontrei o reality Namoro, Amizade... Ou Adeus? (Dating Around, no original). A ideia é de acompanharmos cinco encontros de um/a solteiro/solteira e, no fim, a gente descubra quem ele/ela escolheu dos cinco pretendentes para um segundo encontro. A ideia é boa e os dois primeiros episódios que vi foram interessantes e me fizeram até refletir um pouco sobre o que eu procuro (ou não) em uma relação nesse momento da minha vida. 

No primeiro episódio conhecemos o charmoso Luke e suas pretendentes. O festival de charme do solteirão e das meninas é ótimo. As perguntas acabam sendo sempre as mesmas ou as suas derivadas, o que me fez repensar muitos encontros que já tive (virtuais ou não). A gente acaba sempre mantendo o mesmo ritual para conhecer a outra pessoa. Em alguns casos, até a ordem das perguntas se mantém. Isso é muito chato, fica burocrático e nada divertido de se interagir com um desconhecido/desconhecida. 

Gurki foi a solteira do segundo episódio e teve encontros interessantes e um deles foi com um completo babaca, que deu a deixa ao revelar o detalhe de um relacionamento anterior em que ele fez sua namorada escolher entre ele e o gato de estimação que ela possuía... Ou seja, ele deu os sinais...

Restam quatro episódios dos seis da primeira temporada do reality para eu assistir. Espero que ao terminar consiga entender um pouco mais da solidão humana e da minha também... 

Caso não tenha planos para esse final de semana, maratone Namoro, Amizade... Ou Adeus? e me conte nos comentários o que achou. Vou adorar conhecer a sua opinião.

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Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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