quarta-feira, 8 de maio de 2019

Vingadores: Ultimato - Um Ponto Final Cheio de Catarse






Vingadores: Ultimato está nos cinemas e já até mencionei o filme por aqui na semana passada. Aliás, na nossa retrospectiva de 2018 do Barba Feita, coloquei o seu antecessor, Vingadores: Guerra Infinita, como o melhor do ano. Lógico que a expectativa era tremenda e eu mesmo não aguentei esperar mais do que um dia da estreia para ir ver (morrendo de medo dos spoilers que, como contei no texto da semana passada, quase me pegaram). E o filme segue quebrando recordes, podendo chegar à ponta dos que mais arrecadaram em toda a História.

O que dá pra falar sem spoilers: foi um belo encerramento para todo o Universo Cinematográfico da Marvel (MCU). E, imagino que para todos os mega fãs da Marvel, que acompanharam todos os 21 filmes, foi um dos momentos de maior catarse da vida. Uma série de referências a episódios anteriores do MCU fizeram a alegria de nerds, geeks e afins e tornaram a experiência ainda mais especial nesse ponto final desse primeiro arco narrativo. Eu admito que boiei um pouquinho em alguns poucos momentos ou não consegui pegar as alusões - o que não comprometeu o meu entendimento do todo. Além do quê, como também contei aqui no passado, sempre fui mais fã nos quadrinhos dos heróis da DC do que da Marvel.

Na minha avaliação, Guerra Infinita ainda é melhor e mais "preso na cadeira" do que Ultimato. Ultimato tem uma primeira hora lenta e mais de diálogos e debates de qual caminho tomar - um pouco incomum em filmes de herói, em especial da Marvel. Para quem gosta da pancadaria e dos efeitos visuais, pode ser bem cansativo - cheguei a ver gente cochilando nesse primeiro terço de filme. Mas depois que engrena, o quarto filme dos Vingadores desfila uma série de cenas cheias de ação, com direito a uma batalha épica - provavelmente a maior já produzida no cinema.

Se você ainda não viu o filme, melhor parar por aqui. Mas se você já viu ou não liga para spoilers, pode prosseguir:

O filme foi recheado de momentos memoráveis, mas destaco aqui alguns que me tocaram mais:
  • A cena inicial, mostrando como o Gavião Arqueiro perdeu toda a família com o estalo do Thanos. Foi super bem dirigida e nos passa a mesma angústia que o personagem sentiu.
  • O encontro do Professor Hulk com a Monja. Quando ela desdobra a alma de Bruce Banner e conversa diretamente com ela, fora do corpo verde, é sensacional.
  • As voltas ao passado, em geral. As cenas em que eles se reencontram com momentos especiais de toda a saga, inclusive recriando algumas delas, são muito legais.
  • A morte da Viúva Negra. Embora, claro, eu não quisesse que ela morresse, fez todo o sentido o seu sacrifício. Afinal, ela foi a única que não viu o futuro quando foi encantada pela Feiticeira Escarlate em A Era de Ultron, era muito solitária e uma das mais inconformadas com o que Thanos fez.
  • Thor. Tudo em torno dele: o Deus do Trovão aparecer gordo, feio, bêbado e chorão; o diálogo dele com a mãe no passado; ele recuperar o Mjolnir (o seu martelo) no passado; ele brincar com os Guardiões da Galáxia ao fim... Tudo funcionou com ele e foi um dos maiores segredos guardados pelos trailers.
  • O momento em que o Capitão América levanta o Mjolnir. E depois sua brincadeira trocando com o Thor (de novo ele) com o machado (a Stormbreaker).
  • Quando o Capitão América, Thor e o Homem de Ferro se aproximam para enfrentar Thanos. Com todo o respeito aos demais Vingadores, os três sempre foram os líderes.
  • A surra que a Feiticeira Escarlate dá no Thanos - o que faz, inclusive, ele pedir arrego e mandar atirar contra todos. Podia ter batido mais até...
  • O momento em que o Thanos acha que conseguiu dar o seu estalo e é driblado por Tony Stark. Grande sacrifício de um dos maiores ícones dos Vingadores. Triste, porém, um fim muito digno. E a gente sabia que nem todos sairiam ilesos.
  • O Capitão América velhinho, tendo vivido sua vida real, e sua passagem de bastão (ou seria de escudo) para um personagem com tamanha simbologia para os novos tempos - um negro como a nova cara da América.
Momentos que me decepcionaram um pouco:
  • Capitã Marvel. Ao fim de Guerra Infinita, parecia que ela iria chegar quebrando tudo. E foi uma coadjuvante, incapaz, inclusive, de bater o Thanos quando ele iria dar o estalo final. Resolveu umas paradas que ninguém resolveria (descer a nave com Tony Stark e Nebulosa, por exemplo), mas entregou menos do que o esperado. Além disso, a personagem precisa de carisma, ainda mais se for ser a líder desse novo arco narrativo que se abre.
  • O Professor Hulk. Ok, foi legal ver um equilíbrio das personalidades que dividiam Bruce Banner. Foi ótimo ver a cena dele se envergonhando do que fazia no passado, mas admito que esperava ver um "Hulk, esmaga" quebrando tudo de novo em algum momento ao menos - inclusive dando uma surra no Thanos.
  • O entendimento do Universo Quântico. Tudo bem, sabemos que não é uma máquina do tempo e que são realidades paralelas. Mas compreender que a Nebulosa do passado morrer no futuro não impacta na Nebulosa do futuro é meio difícil pra cabeça... 
Como dá pra ver, no todo, a balança é muito positiva. Agora é esperar os próximos passos da Marvel no cinema - inclusive o trailer de Homem-Aranha: Longe de Casa dá algumas pistas do caminho que o herói vai seguir no vácuo do Homem de Ferro. Aguardemos ansiosos!

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Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor dos livros Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades e Perversão. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
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