sexta-feira, 28 de junho de 2019

O Dia Seguinte de Raissa





Não me lembro direito da primeira vez que conheci a Raissa. Acredito que tenha sido em um dos eventos ocorridos enquanto eu trabalhava no hospital. Na época, Raissa tinha acabado de descobrir uma doença grave, que poderia ter abreviado sua passagem: leucemia linfoide aguda. Foi quando se internou e iniciou um tratamento severo, que se transformou em um dos momentos mais difíceis de sua vida, a afastando de tudo que ela mais gostava: da faculdade que tinha acabado de entrar, dos amigos e de coisas simples como simplesmente beber um copo de água. Vieram as complicações, a queda dos longos cabelos devido ao efeito da quimioterapia e a distância entre as horas.

Tento me recordar do primeiro encontro sempre. Mas só consigo me lembrar de que todos os dias, antes de eu ir embora para casa, subia até sua ala de internação e passava para dar um “oi”. Muitas vezes a encontrava desacordada sob os fortes efeitos dos medicamentos e a fitava pelo vidro da enfermaria, mentalizando um abraço. Juro que muitas vezes percebia um sorriso. Outras vezes, mesmo grogue, fazia questão de puxar papo sem falar “coisa com coisa”. Mas, na maioria das vezes, os momentos que permanecíamos juntos eram verdadeiras festas regadas a super gargalhadas que precisávamos conter para não incomodar os outros pacientes. Imaginávamos um título de um futuro livro para os nossos “causos”: Risadas à Beira do Leito, entre fios, seringas e máscaras de oxigênio. Isso deve ter sido há mais de dez anos.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Uma Mulher no Escuro: O Novo Livro de Raphael Montes





Raphael Montes é um dos meus autores nacionais favorito. Meu primeiro contato com sua obra foi através do maravilhoso e eletrizante Dias Perfeitos. Acho que nunca irei superar toda trama de Teo e Clarice; já aceito como um fato. Só que isso não significa que Suicidas, O Vilarejo e Jantar Secreto, outros livros do autor, não sejam tão maravilhosos quanto. Eles são. Só que não é sobre as obras antigas que quero falar hoje, mas sobre Uma Mulher No Escuro, nova obra do carioca de 29 anos. A trama narra a vida de Victoria Bravo que, aos quatro anos, logo após sua festa de aniversário, teve sua família assassinada, sendo a única sobrevivente. Anos depois, tentando levar o que consegue chamar de vida, Victoria acaba possuindo só um amigo - feito pela internet - , uma tia que mora em um asilo e seu psiquiatra que visita semanalmente. 

Durante a leitura da nova trama só conseguia pensar o quanto Victoria me lembrava de Sidney Prescott, minha protagonista favorita do universo de filmes de terror. Em comum? As duas escolheram seguir com suas vidas após passar por uma grande tragédia. 

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Amigo, Estou Aqui





Havia uma falha grave na minha relação com a Pixar: eu não havia visto ainda Toy Story 3. Tudo bem, também não vi Viva e Wall-e, mas os demais principais títulos eu havia assistido. Na iminência de estrear a quarta parte da franquia e após ler uma lista do HuffPost que colocou a parte três como o melhor filme do estúdio de todos os tempos, resolvi pegar para ver. E, dias depois, assisti também o 4.

Toy Story revolucionou o mundo das animações em 1995, ao trazer um desenho todo em 3D. É curioso hoje em dia comparar com os últimos filmes do tipo que estrearam: a tecnologia é muito aquém. Mas, à época, foi uma mega novidade, que pavimentou o caminho para outros grandes sucessos de muitos estúdios, como Shrek, Procurando Nemo, Monstros S/A, FormiguinhaZ, Frozen... E, ao escolher a suposta vida secreta dos brinquedos, a Pixar e a Disney fizeram uma grande saga sobre amizade e aprendizados.

terça-feira, 25 de junho de 2019

O Mistério de Irma Vap: 22 Anos Depois

Fotografia: Marcos Araújo




Olá, pessoas! Bem, como todos sabem, minhas colunas não são dadas a tecer críticas de espetáculos, shows, filmes, séries ou clipes. Essa é mais a vibe dos meus colegas. Mas eu, como ator (um pouco fora de forma, confesso, mas ainda muito apaixonado pela arte de interpretar), não poderia deixar de escrever sobre essa peça que fui assistir despretensiosamente no último fim de semana. 

Confesso que não tenho como tecer um paralelo sobre sua primeira montagem aqui no Brasil, que ganhou forma pelas mãos dos magos Marco Nanini e Ney Latorraca, e meu objetivo aqui é justamente o de dar minha impressão pessoal sobre um produto novo, inédito para mim. A primeira e icônica montagem brasileira do texto foi dirigida pela saudosa Marília Pêra e estreou em 1986 (eu tinha apenas seis aninhos, façam suas contas...) e ficou em cartaz durante surpreendentes 11 anos consecutivos, o que garantiu ao espetáculo o registro no livro Guiness em 2003, e tornando-se inspiração para produção do filme brasileiro Irma Vap - O Retorno, em 2006, com direção de Carla Camuratti, porém sem o mesmo sucesso, talvez pela magia do texto original dar-se justamente nesta troca contínua de roupas pelos atores. Nas minhas aulas de formação de ator, lembro de um professor ter dito que essa peça ficou marcada na história do teatro por uma espécie de “gincana de troca de figurinos” por Nanini e Latorraca e desde que sua remontagem foi anunciada, nosso colunista de sexta, Marcos Araújo, já havia me dado esse mesmo spoiler.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Sexo, Fetiches e Privacidade





Em tempos caretas e hipócritas como os que estamos vivendo, o que é válido entre quatro paredes? Até onde você pode exercitar sua fantasia e viver coisas aparentemente “proibidas” na cama? Conforme eu, com toda minha sabedoria, já disse, as fantasias são o combustível do sexo. E esse maravilhoso mundo das fantasias não tem limite, desde que os envolvidos sejam maiores de idade e estejam exercendo suas vontades por escolha própria.

O que dá tesão numa pessoa pode não ter a mínima graça para outra, enquanto essa outra pode achar tremendamente excitante algo que o primeiro ache patético. O legal é quando duas pessoas com idéias e fantasias semelhantes se encontram e podem viver sua relação plenamente. Daí, meus caros, é fogo no colchão, com direito a acrobacias monumentais e prazer garantido.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

O Abatedouro





“Um escritor grego disse que a democracia só funciona quando os ricos se sentem ameaçados. Caso contrário, a oligarquia toma o poder. De pai pra filho, de filho pra neto, de neto pra bisneto e assim sucessivamente. Somos uma república de famílias. Umas controla as mídias, outras, os bancos. Elas possuem a areia, o cimento, a pedra e o ferro. E, de vez em quando, acontece delas se cansarem da democracia, do Estado de Direito. Como lidar com a vertigem de ser lançado em um futuro que parece tão sombrio quanto o nosso passado mais obscuro? O que fazer quando a máscara da civilidade cai e o que se revela é uma imagem ainda mais assustadora de nós mesmos?”

Na madrugada desta sexta-feira tive duas crises de choro compulsivas.  Dormi com os olhos em chamas e despertei assustado após a provável sensação dos sonhos intranquilos de um Gregor Samsa, de Kafka.  Estava exausto e não parecia sequer que tinha pregado o olho.  Dentro do meu sonho, estava o som do alarme do celular e meu cérebro me introduziu a uma situação de devaneio, como se procurasse uma defesa para que eu não despertasse.  Uma freada seguida de um estrondo me trouxe de volta à realidade.  Ao meu lado, o celular ainda apitava e, com neste impulso de sons misturados, abri os olhos no quarto  escuro.  Por baixo do blecaute, os raios de sol tentavam penetrar e então abri a janela de vez, me cegando por completo.

Nem consegui enxergar direito o que tinha acontecido na esquina.  Provavelmente mais um acidente entre tantos outros comuns, ali naquele mesmo lugar. As imagens do filme Democracia em Vertigem estavam sendo projetadas em looping na minha mente.  Já tinha escrito outro texto para apresentar a meus leitores do Barba Feita e, no metrô, a caminho do trabalho, resolvi mudar tudo.


quarta-feira, 19 de junho de 2019

Dores do Crescimento




Vocês já tiveram a experiência de ter que demitir alguém? E a de ter que demitir alguém que você gosta, gosta do trabalho e acha uma boa profissional? Então... essas “dores do crescimento” profissional são bem complicadas. Pode parecer uma banalidade quando a gente não passa por isso, mas quando se depara pela primeira vez com a situação... Tudo muda. 

Recentemente tive que fazer isso com dois profissionais, por motivos que não cabem a explicação aqui. Mas foi tudo bem difícil para mim, ainda mais num momento em que ainda me recupero de outras situações ruins em outros campos da minha vida. Em tempos de desemprego, mercado de comunicação (com o qual trabalho) retraído e pouca empatia, desligar alguém traz o peso de quase uma condenação. E isso eu (ainda) não tinha no meu currículo de forma tão cruel, pois as poucas demissões que tinha feito eram de pessoas com as quais eu não tinha proximidade. 

terça-feira, 18 de junho de 2019

As Férias Acabaram. E Agora?






Quando o tão esperado período de férias está se aproximando, uma sensação de liberdade e felicidade toma conta nós, junto com a certeza da compensação pelo dever cumprido, e isto permite planejarmos momentos incríveis e muitas vezes inesquecíveis. Mas tudo que tem um início também precisa de um fim, e é aí que temos aquela sensação de impotência e até de tristeza por querer continuar levando aquela vida que pedimos à Deus. 

Ontem foi o meu retorno ao trabalho depois de alguns dias de descanso... E quando voltamos, sempre temos aquela mesma sensação de que poderia durar mais uns diazinhos.... Voltamos a acordar cedo, imergimos numa quantidade infindável de e-mails, reuniões e demandas de última hora.

Quando viajamos, é claro que retornar dias antes das férias terminarem proporciona um descanso melhor e readaptação à realidade mas, em contrapartida, se perde alguns dias que poderiam ser mais aproveitados no destino escolhido, porém, depende muito do ritmo da pessoa que está saindo e voltando de férias. Quando não se opta (ou não se pode) viajar, nada melhor do que se permitir acordar mais tarde, tirar aquela soneca depois do almoço ou colocar os passeios e convivência com a família em dia.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Meredith & Cristina





Quem me conhece um pouquinho ou me lê por aqui sabe o quão viciado sou por séries de televisão. E entre as minhas preferidas, uma delas é Grey’s Anatomy. Há quinze temporadas, adoro acompanhar a vida dos cirurgiões do Seattle Grace Hospital. O mais legal é que apesar de ser uma série médica, Grey’s vai além disso e é muito mais sobre a vida dos cirurgiões do que sobre medicina. E eu adoro isso.

Entre os personagens da série e suas mil relações e interrelações, sempre gostei muito do ‘casal’ Meredith Grey-Cristina Yang. Porque não, elas nunca foram um casal propriamente dito, mas a relação de amizade delas sempre foi tão verdadeira, passando tal credibilidade, que era impossível ser indiferente. Você pode achar que Meredith tem uma cara de caneca fulltime, que Cristina parece andar com um bisturi enfiado no rabo, mas não há como negar: elas são amigas, não importa como elas vivam essa amizade. Mesmo que a distância, com cada uma em um continente, depois de Sandra Oh ter decidido encarar novos desafios profissionais (e Killing Eve é maravilhosa, confira a dica do Sil e assista!).

sexta-feira, 14 de junho de 2019

A Madame Está de Volta




Madonna sempre foi uma grande estrategista. Por isso, não acho que mudou muito sua forma de pensar desde que lançou seu primeiro single, Everybody, em 1982. Na época, muitos acharam que ela era negra pois na capa ou contracapa do disco não há uma foto dela, somente colagens de fotos nova-iorquinas, em um conceito bem urbano. Madonna sabia que precisava ganhar a galera do Bronx. E conseguiu.

No melhor estilo Bowie-de-ser, inventou centenas de personagens. Foi a noiva intocada de Like a Virgin, a Marilyn-individualista de Material Girl, a mulher fragilizada em Live To Tell e a independente em Papa Don´t Preach. Foi do extremo de ser santa em Like a Prayer a puta em Justify my Love. Flertou com o R&B, folk, country, gospel, com a fase disco setentista, explodiu nas pistas de dança contemporânea, criticou o modo de vida americano, foi autobiográfica e confessional.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Shippados: Vale Muito Conferir a Série Original Globoplay





Sexta-feira passada fui surpreendido ao entrar no Globoplay pelo aplicativo na minha televisão e dar de cara com os episódios disponíveis de Shippados. A temporada completa! Sem nem pensar duas vezes, apertei o play para dar aquela conferida. Assumo que naquele milésimo de segundo meu único desejo era ser surpreendido positivamente pela trama... 

Com texto de Fernanda Young e Alexandre Machado, os pais de Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres) de Os Normais, Shippados, série original Globoplay, possui uma certa responsabilidade em seus ombros como, por exemplo, mostrar que falar de relacionamentos é atemporal, apesar da tecnologia e dos shipps que nascem a cada segundo em nossas timelines

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Sobre Fazer Aniversário





Fazer aniversário é algo que divide opiniões... Muitos amam a data e adoram uma comemoração, outros odeiam e preferem ficar reclusos. Eu sempre fui do primeiro time e chegava a fazer contagem regressiva para o dia. E sempre achei que todos deveriam comemorar, ainda que de forma simples.

Curiosamente, esse ano eu não estava nem um pouco animado. Uma série de fatos ruins na minha vida nas últimas semanas tornou tudo meio sem cor, me deixou bem desanimado... E eu simplesmente não queria que meu aniversário chegasse. Se realmente existe inferno astral, esse ano o Cosmos conspirou bem forte contra mim!

terça-feira, 11 de junho de 2019

O Dia Dos Namorados e o Marketing De Oportunidades





Desde o início deste mês você provavelmente viu por aí um monte de coraçõezinhos nas lojas, cartazes com casais de todos os tipos, gêneros e idades felizes para todo lado e sugestões de presentes para ele e para ela em várias revistas e comerciais de TV. Mas amanhã, quando terá chegado finalmente o Dia dos Namorados, proponho que olhe à sua volta e reflita: será que a realidade bate com os anúncios?

Na coluna de hoje não vou falar sobre como dar as dicas perfeitas de presente ou meus textos sentimentalóides sobre o Dia dos Namorados (mesmo porque agora está meio em cima da hora, né?), não vou sugerir o que você deve comprar para ele ou ela, nem vou reclamar do fato de essa ser uma data totalmente comercial. Em vez disso, queria aproveitar essa oportunidade para conjeturar com vocês sobre o que a galera que faz parte da sociedade que no dia-a-dia é excluída e execrada rende aos grandes comerciantes e que em nada defendem ou lutam por seus interesses legitimamente.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Pop Séries: Scandal





Não dá pra negar que Shonda Rhimes tenha dedo de ouro. Sua produtora, a ShondaLand, é responsável por sucessos como Grey´s AnatomyPrivate Practice e How To Get Away With Murder, que conquistaram a televisão mundial. Scandal, a nossa Pop Série de hoje, é também uma criação da produtora e que foi, durante um bom tempo, uma das queridinhas da televisão americana.

Eu confesso que demorei a conferir Scandal. Seja por já ter uma lista muito grande de séries para acompanhar ou apenas por mera preguiça, li alguns elogios mas sempre adiava a decisão de conferir o episódio piloto. Mas, assim que fiz isso, foi impossível me livrar da companhia de Olivia Pope e seus gladiadores de terno, assistindo um episódio atrás do outro e me deliciando com as maracutaias políticas e escândalos que envolvem o mundo retratado na série e que, sinceramente, se não fosse pelo amadorismo brasileiro, muitas vezes se parece com o nosso.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Agoniza, Mas Não Morre





Quem me conhece sabe que não perco um desfile de escolas de samba.  Faço isso desde que era bem pequeno e muito de minhas inspirações vem de elementos que absorvi no mundo mágico das fantasias, carros alegóricos, sambas-enredo e aquela correria frenética dos barracões.

Todo mundo já está completamente careca de saber que, desde os primórdios, as escolas de samba sempre tiveram o apoio de “patronos”: homens que comandavam a agremiação através da contravenção, como o jogo do bicho, por exemplo.  Em praticamente todas as escolas, os chamados “bicheiros” ditavam o patrocínio para literalmente pôr o bloco na rua.  Por isso, acho patético a ponto de revirar os olhos quando dizem que fulano, beltrano ou sicrano “é suspeito de ter ligação com o bicho”.  É só olhar para trás e ver enredos como “Sonhar com rei dá Leão”, de 1976 para ver a resposta. 

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Haila e Helton Fazem o Masterchef Valer a Pena




Acho que a última temporada completa que acompanhei do Masterchef foi lá em 2016. Não embarquei na versão profissionais. Sei lá, acho que a fórmula estava se esgotando pra mim, alinhada aos episódios intermináveis que passavam na Band, sem levar em conta também os participantes menos carismáticos a cada temporada. 

Mas, como um bom espectador à casa retorna, dei o beneficio da dúvida para essa sexta temporada. Ao menos uma mudança significativa foi feita: o dia de exibição mudou, saiu da terça-feira e foi parar aos domingos. E lá fui eu acompanhar... ou quase. Perdi os episódios iniciais na tevê, só que o Youtube está aí para isso mesmo: obrigado Band, por subir os episódios por lá. Assumo que fiz uma pequena maratona dos três primeiros episódios e me vi totalmente surpreso com o que estava acompanhando. Os candidatos de 2019 são tão despreparados quanto os de 2014, que iniciaram o programa como conhecemos hoje. Alguns, da atual edição, não sabem o básico do preparo de pratos clássicos; outros não possuem controle mental para encarar um desafio pesado como esse... E alguns são perfeitos para o que o programa precisa... Entretenimento puro!

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Rocketman: Lindo e Lírico




Sei que pode parecer demais falar de cinema por duas semanas seguidas, mas, juro, dessa vez merece. Rocketman, de Dexter Fletcher, baseado em boa parte da vida do cantor, compositor e pianista Elton John, chegou às telonas e é um filmaço. Quando vi seu trailer, de imediato me senti atraído, embora Elton John, mesmo sendo um mega ícone da música e do meio LGBT, nunca tenha sido um dos meus prediletos (embora ele tenha uma pérola, Your Song, que eu amo). E Rocketman realmente é magnético, original e belo. 

Tudo começa em uma grande sessão de terapia em grupo, na qual Elton vai expondo seus maiores podres, remetendo a fatos da infância, adolescência e juventude, quando ainda se chamava Reginald Dwight. Por ser uma narrativa vinda do próprio personagem, o filme não tem obrigação alguma com a verossimilhança e opta pelo caminho do lirismo e da metáfora por várias vezes. E, acima de tudo, Rocketman é um filme sobre reencontros, em especial consigo mesmo. Nesse caminho, a história disseca seus problemas de família, a questão da sua sexualidade, seu problema em se autoaceitar e a sua sólida amizade com Bernie Taupin, maior parceiro nas composições de Elton John. 

terça-feira, 4 de junho de 2019

Sobre Sonhos e Metas





Certa vez, ouvi uma história que me ajudou a entender a diferença entre meta e sonho: “havia cinco macacos num galho de uma árvore: dois deles decidiram pular e pegar algumas bananas que estavam ali perto. Porém, os cinco animais continuaram no galho. Eles decidiram pular, mas nenhum deles fez isso de fato.” 

Parece uma historinha boba, mas ela tem uma mensagem subliminar muito profunda: se você só fica pensando em fazer algo, mas não se mexe para concretizar, você vive de sonhos. A partir do momento que você transforma seu desejo em um objetivo e passa a agir para perseguí-lo, isso é uma meta. 

Definir prioridades e dar passos para chegar aonde se quer é o crucial ponto de partida. Disso vem a transformação de vida: a partir das atitudes concretas do dia-a-dia. Claro que isso não se consegue de uma hora para outra, e não há formula mágica ou livros de autoajuda que irão te dar a receita, mas algumas atitudes muito simples e fundamentais: empenho e perseverança. É uma questão de escolha e disciplina pessoal.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Carta Para Seguir em Frente




Hoje eu estava no trânsito, começou a tocar Work no rádio e eu lembrei de você. Tenho pensando bastante em você ultimamente. Engraçado como, quando alguém que a gente gosta vai embora, são os detalhes que fazem mais falta. O jeito que você sorria, a forma que você me abraçava pra dormir, as vezes que você dormia agitada e me jogava pra fora da cama e eu ficava te fazendo carinho pra te acalmar (confesso que também era para você parar de me chutar); ou seu cheiro que sempre ficava no travesseiro quando você voltava pra sua cidade. 

Lembro perfeitamente do dia que a gente ficou pela primeira vez. Eu te contei a história da minha vida difícil, depois a gente se beijou a madrugada toda, até o sol raiar. Recordo de ter achado seu beijo muito bom. E por mais que eu tenha dormido com o sol no rosto, foi gostoso dormir abraçado com você… 

sábado, 1 de junho de 2019

Meu Querido Final de Janeiro




Como está a sua vida? Como anda a convivência com os seus pais? Conseguiu mudar de horário no emprego? E o curso no SENAI? E a sua irmãzinha, continua esperta e pulando em cima de você? Pois bem, essas perguntas, infelizmente, não vão ser respondidas. 

Eu espero que esteja dando tudo certo para você, como está sendo para mim. Lembra quando você disse que eu ia ficar bem? Pois é, meu bem, você estava certo. Você se recorda quando eu dizia que odiava café? Hoje eu faço um ótimo e bebo 4 copos, aliás. O curso de Direito é maravilhoso, e eu não vejo a hora de conseguir algo na área, mas como você disse, eu sou uma pessoa esforçada que merece o mundo, e vou conquistar tudo o que eu quero.