terça-feira, 18 de junho de 2019

As Férias Acabaram. E Agora?






Quando o tão esperado período de férias está se aproximando, uma sensação de liberdade e felicidade toma conta nós, junto com a certeza da compensação pelo dever cumprido, e isto permite planejarmos momentos incríveis e muitas vezes inesquecíveis. Mas tudo que tem um início também precisa de um fim, e é aí que temos aquela sensação de impotência e até de tristeza por querer continuar levando aquela vida que pedimos à Deus. 

Ontem foi o meu retorno ao trabalho depois de alguns dias de descanso... E quando voltamos, sempre temos aquela mesma sensação de que poderia durar mais uns diazinhos.... Voltamos a acordar cedo, imergimos numa quantidade infindável de e-mails, reuniões e demandas de última hora.

Quando viajamos, é claro que retornar dias antes das férias terminarem proporciona um descanso melhor e readaptação à realidade mas, em contrapartida, se perde alguns dias que poderiam ser mais aproveitados no destino escolhido, porém, depende muito do ritmo da pessoa que está saindo e voltando de férias. Quando não se opta (ou não se pode) viajar, nada melhor do que se permitir acordar mais tarde, tirar aquela soneca depois do almoço ou colocar os passeios e convivência com a família em dia.

Mas pensei numa forma bem-humorada para que esse retorno não seja tão sentido e você se readapte de uma forma menos traumática...

1) Busque areia da praia mais próxima (ou se você mora longe dela, compre no supermercado aquelas que são usadas para os gatinhos fazerem suas necessidades dentro de casa), espalhe à sua volta ou no quintal de casa. Para não te acharem um louco, explique que é para efeitos terapêuticos e meditação (tudo bem que continuarão achando que você está com algum distúrbio rs). Se for no seu trabalho, vá escondido na hora do almoço, na pracinha mais próxima, tire os sapatos e ande descalço, feche os olhos e pense que está andando na orla das praias do Caribe (só se certifique que não é um lugar onde seu chefe costuma passear também!).

2) Arrume umas lâmpadas amarelas e coloque no seu abajur ou no iluminador da sua mesa de trabalho, mas compre aquelas que tem uma voltagem mais forte para fazer um efeito de calor e ligue bem próximo de você. Assim, você imagina que é o sol e torna obrigatório o uso de protetor solar e óculos escuros. Vais suar que nem um porco... Mas um porco em modo pseudoférias.

3) Em casa, ao chegar, continue usando roupas de banho, adicionando progressivamente camadas de roupas a cada dia, de forma que no primeiro esteja só de sunga (ou biquíni), no segundo a bermuda e no terceiro já coloca uma camisa de padrão floral. No sétimo dia já estará com o traje completo, com direito a chapéu panamá e sandálias de dedo.

4) Baixe umas gravações que repitam os sons que se tornam familiares em ambiente de férias e põe para tocar ao chegar em casa do trabalho. Sons de mar, vento e passarinhos sempre funcionam para chegar a este estado de transe.

Agora, imagine a cena: você andando na areia, com aquela luz solar no rosto, som de mar... dentro de casa!!! Logo, logo, você vai varrer a areia, pois ela vai te irritar, pois a sensação de casa suja é irritabilíssima. Ao chegar em casa, você vai ficar de saco cheio daquela luz forte na sua cara, todos os dias e não vai mais ligar o abajur para cumprir os rituais de proteção solar no rosto. Quando as noites frias chegarem, você fatalmente aposentará seus trajes de banho e vestirá aquele gostoso moletom e irá para o fogão fazer uma sopinha quentinha. Pronto! Você está de volta à realidade sem maiores traumas!

Brincadeiras à parte, acredito que a motivação para não se entristecer com o fim das férias, é ter a certeza que voltar a trabalhar te dará como resultado um novo período aquisitivo de descanso (e de iniciar o planejamento de novas férias) e que essa rotina de retorno ao trampo também tem seu lado bom: rever os amigos do trabalho, os almoços acompanhados daquele bate-papo sobre as atualizações de corredor sobre fulano ou cicrano, mas, principalmente a possibilidade de mais um crédito no seu FGTS e de não estar na lista dos mais de 13 milhões de desempregados que temos em nosso país. 

Então, pare de reclamar, faça um bom trabalho e sucesso!

Leia Também:
Leandro Faria  
Julio Britto: carioca, advogado, amante de telenovelas, samba e axé music. Ator nas horas vagas, fã de Nelson Rodrigues e tudo relacionado a cultura trash. É leonino de 29 de julho de 1980, por acaso, uma terça-feira, mesmo dia da semana colabora aqui no Barba Feita.
FacebookTwitter



A opinião dos colunistas não representa necessariamente a posição editorial do Barba Feita, sendo estes livres para se expressarem de acordo com suas ideologias e opiniões.

Nenhum comentário: