segunda-feira, 17 de junho de 2019

Meredith & Cristina





Quem me conhece um pouquinho ou me lê por aqui sabe o quão viciado sou por séries de televisão. E entre as minhas preferidas, uma delas é Grey’s Anatomy. Há quinze temporadas, adoro acompanhar a vida dos cirurgiões do Seattle Grace Hospital. O mais legal é que apesar de ser uma série médica, Grey’s vai além disso e é muito mais sobre a vida dos cirurgiões do que sobre medicina. E eu adoro isso.

Entre os personagens da série e suas mil relações e interrelações, sempre gostei muito do ‘casal’ Meredith Grey-Cristina Yang. Porque não, elas nunca foram um casal propriamente dito, mas a relação de amizade delas sempre foi tão verdadeira, passando tal credibilidade, que era impossível ser indiferente. Você pode achar que Meredith tem uma cara de caneca fulltime, que Cristina parece andar com um bisturi enfiado no rabo, mas não há como negar: elas são amigas, não importa como elas vivam essa amizade. Mesmo que a distância, com cada uma em um continente, depois de Sandra Oh ter decidido encarar novos desafios profissionais (e Killing Eve é maravilhosa, confira a dica do Sil e assista!).

Afinal, ser amigo é isso, saber que o outro é seu porto seguro, pra onde você pode correr quando precisa e necessita de colo. Amigo é aquele que vai te falar as maiores barbaridades na cara e você vai continuar sendo amigo; é aquele que você vai ver se preparando pra fazer a maior cagada da vida, vai dizer ‘tu vai se fuder, criatura’, mas mesmo assim vai apoiar, afinal, amigo te mostra a merda, mas não necessariamente te impede de pisar nela.

E eu, meus caros, sou feliz por ter uma Cristina na minha vida. Porque sim, eu tenho. Um amigo irônico, sarcástico, muitas vezes mal humorado, mas uma das pessoas mais doces do mundo. Nada a ver com Cristina nesse aspecto, certamente, mas mesmo assim, a minha Cristina. Não sei porque, mas ele mesmo convencionou ser a Cristina e eu a Meredith, mas tá valendo. E estou falando do Silvestre Mendes, também colunista aqui do Barba Feira, sendo o dono das quintas desse espaço.

Sil é uma pessoa interessante. Ciumento que só, normalmente odeia meus outros amigos à primeira ouvida. Basta eu citar alguém que ele já não gosta. Tem como não amar? (aliás, esse é seu bordão) Mas é também uma pessoa fácil, fácil. Basta que saibam lidar com ele para que conheçam um amigo disposto a tudo para te ver sorrindo e que não mede esforços para te ajudar no que quer que seja.

Minha amizade com Sil já passa de uns bons anos. O conheci via internet, pelos blogs da vida, antes mesmo de eu me mudar para o Rio. E, uma vez aqui, a partir de 2009, ele foi um dos meus primeiros amigos na Cidade Maravilhosa. E nesses 10 anos em que vivo por aqui, nossa amizade já teve muitas fases, já que nós mesmos já passamos por muitas coisas. Já fomos muito próximos, já passamos muito tempo sem nos falar, já estivemos em alguns projetos juntos e, desde que o Barba Feita nasceu, nos falamos com frequência virtualmente e, ainda bem, temos tentado nos últimos tempos estar mais presentes fisicamente na vida um do outro. 

Sil é amigo. Só digo isso. E quem se permite conhecê-lo só lucra e é brindado com muito carinho e amor. Porque ele é desses, meus caros: dos melhores!

E eu aqui, mesmo com o meu lado meio dark and twisted, sei que pode contar com a minha própria Cristina Yang na vida. Pra comentar as mais variadas séries, para rir das piadas mais sem graça, para fazer os piores comentários na frente de certas pessoas e elas nem perceberem o que está acontecendo. E a gente ali, cúmplice, feliz em desfrutar a presença um do outro.

E esse texto de hoje só nasceu porque ele mesmo me inspirou. Remexendo em arquivos do passado, me vi relembrando altas histórias e acabei encontrando uma DM no Twitter de alguns bons anos atrás com a seguinte mensagem de Sil, antes de editar um texto dele sobre Grey’s Anatomy para um blog de séries em que ambos éramos colaboradores:
“Amigo, ao ler e editar o texto, saiba de uma coisa: você é a minha Meredith! Bjos”
Me digam: tem como não amar?

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Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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A opinião dos colunistas não representa necessariamente a posição editorial do Barba Feita, sendo estes livres para se expressarem de acordo com suas ideologias e opiniões.

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