quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Sandy & Junior (E o Relato de Quem Amou a Turnê) Nossa História





Sexta-feira, 02/08, às 19h30, eu estava indo rumo ao show de Sandy & Junior. Eu e metade do Rio de Janeiro também, diga-se de passagem. Consegui o meu ingresso na base da boa e velha insistência. Só quem ficou horas na fila virtual e viu que as entradas estavam se esgotando em pouquíssimo tempo é que sabe o quanto foi desafiador finalizar uma compra e ela não dar como cancelada ao chegar no e-mail de destino. Mas deixando essa lembrança de lado, fui ao show. E QUE SHOW!

Só agora, muitos anos depois que sai da adolescência, é que a ficha acaba caindo do quanto a nossa vida está entrelaçada com Sandy e Junior. Já fui a shows de Lulu Santos, Nando Reis e inúmeros cantores, grupos e bandas em que sabia todas as músicas. E isso acabou, obviamente, se repetindo na semana passada, só que foi totalmente diferente das outras apresentações que testemunhei. Cada música dos irmãos cabe em um determinado momento da minha vida. E só estando ali, compartilhando aquele momento com um estádio lotado, é que percebi que o título do show possui uma carga poética única. A história que é cantada ali não é só dos mais de 30 anos de carreia dos dois, mas dos 30 anos deles comigo, com você, com a gente... 

A apresentação foi incrível por inúmeros motivos. Seja pela energia que Junior mostra ao relembrar alguns passos de dança ou por se acabar na bateria; pela Sandy mostrar o que é falsete para esse povo; ou o público poder compartilhar com a dupla toda importância deles até hoje. Por exemplo, o coro cantando Estranho Jeito de Amar tinha uma energia totalmente diferente do que foi lá na despedida em 2007 (que eu também fui). Muita gente se apaixonou, sofreu, amou nesse meio tempo. E isso ficou muito nítido nesse show de agora.

Fui pensando que seria bom, nostálgico e divertido, mas foi muito mais do que isso. Sai de lá querendo mais, desejando que eles decidam fazer um álbum de inéditas e que essa história continue por mais tempo. Até que role mais alguns shows para colocarem mais músicas (alguns clássicos ficaram de fora, o que é uma pena, mas que dá pra compreender muito facilmente, eles possuem uma longa estrada só de hits).

Outro momento que acabou sendo bem mágico rolou no final de tudo, quando os dois já tinham se despedido e ido embora do palco. Na hora de sair do estádio, toda multidão que se aglomerava para seguir o caminho da saída do nível 3 começou a cantar o clássico Quando Você Passa (Turu, Turo) e aquilo foi de arrepiar. A energia que aquele momento transmitiu foi ímpar e me fez querer manter aquele exato momento em um cantinho especial da minha memória e do meu coração. Nunca tinha vivido algo daquela maneira. Foi completamente único. 

Caso você ainda torça o nariz para Sandy ou Junior, talvez seja hora de rever um pouco os seus conceitos. E se você teve até vontade de ir ao show, mas deixou essa ideia de lado porque achou que não iria valer muito a pena, posso dizer totalmente o contrário sobre isso. Eu mesmo já me decidi e não vou deixar essa história acabar dessa maneira, só com esse show. Vou sofrer tudo de novo, me desesperar, descabelar (mesmo não tendo mais cabelos para isso), mas vou disputar (novamente) ingressos para gravação do DVD que irá acontecer no dia 9 de novembro no Parque Olímpico, que fica no Rio de Janeiro. Esse show precisa ser eternizado e espero que seja tão maravilhoso quanto foi no dia 02 de agosto de 2019.

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Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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