quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Colocando a Casa em Ordem ou Quase Isso




Esse final de semana mudei os móveis de lugar mais uma vez. Ando com uma necessidade louca de mudar um pouco a ordem das coisas, assim como a de me organizar. Algumas pessoas dizem que a bagunça do nosso quarto representa uma desordem interna que a gente carrega. Pode até ser verdade. Para ser bem honesto, não lembro da última vez em que tudo esteve no seu lugar certinho...

Estou naquela fase da vida em que nada sei sobre o futuro, mas tenho total certeza de todos os erros do passado. Sei cada decisão furada que me levou por tortuosos caminhos que, por sua vez, me trouxeram até aqui neste momento. Assumo que algumas vezes eu tenho o secreto desejo de poder voltar no tempo, mudar decisões e ideias que parecem ser a prova de erros, mas são o completo desastre. Mas quem não desejaria isso, não é mesmo? Voltar no tempo e fazer escolhas certas em momentos decisivos. Existe uma teoria que em cada momento de decisão a gente abre uma linha de tempo com uma escolha diferente. Ou seja, pode existir uma linha de tempo em que sou professor de história e outra que me mudei pra São Paulo lá em 2010. De qualquer maneira, queria saber qual foi o resultado de cada uma dessas decisões. 

Não poder mudar o passado não significa que o nosso futuro não possa ser outro, diferente. A gente pode sempre mudar. Podemos quebrar o padrão de escolhas, de erros e ir direto para o momento em que acertamos ao mudar o nosso comportamento. Não adianta querer um resultado diferente quando a gente sempre vai por um caminho conhecido. 

Daqui a pouco é meu aniversário e farei um balanço de como foi esse meu último ano. Cheio de aventuras, inúmeros acertos, erros e um bando de outras coisas. Mas o que posso dizer com todas as letras é que cansei do mesmo e optei por mudar. Sai lá da caixinha em que estava e fui pro mundo. Está doendo, mas é mais do que necessário! 

E você tem vontade de mudar o quê na sua vida?

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Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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A opinião dos colunistas não representa necessariamente a posição editorial do Barba Feita, sendo estes livres para se expressarem de acordo com suas ideologias e opiniões.

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