terça-feira, 29 de outubro de 2019

Todo Amor Que Houver Nessa Vida




Queria começar a coluna de hoje com um pedido de desculpas. Desculpas aos leitores e ao nosso editor chefe pela não entrega do meu texto na semana passada. Desculpas aos meus seguidores do blog no Instagram, pelo meu sumiço. Desculpas a alguns que conviveram comigo por um breve período de introspecção, já que essa não é uma característica comportamental minha. Talvez para muitos (ou poucos), este pedido de desculpas seja bobo e sem sentido. Afinal, talvez a minha coluna não seja a mais lida daqui, ou o meu número de seguidores, como pretenso digital inlfluencer, não seja tão grande a ponto de representar esse preâmbulo. Ou, para quem convive comigo, meu comportamento não tenha sido tão exagerado assim, no sentido de me calar ou pouco me socializar. 

O fato é que respeito é algo que levo na minha vida com muita seriedade. A vida me ensinou o peso desta expressão. Minha família fortaleceu sua importância. E minha vida profissional, em todas as frentes em que trabalho, vem perpetuando esse comportamento em mim. E é em nome deste respeito, as minhas desculpas. 

Mas falando de respeito, vou usar esse gancho para falar da pessoa que me ensinou a ser homem. Homem, não no sentido masculino de ser. Homem no sentido de humanidade, humildade, hombridade e caráter. E à essa pessoa, ou melhor, o momento difícil que ela estava vivendo, que se deu o meu sumiço. É a ela que dedico todo o amor que houver nessa minha vida. E hoje, como tantas vezes que escrevi aqui no Barba, quero falar de amor. Um amor incondicional que não achei que pudesse sentir, ou que meu coração tivesse tanto espaço para ele caber. 

Minha mamãe estava dodói. Ou melhor, ainda está. Mas graças a Deus, está num processo de recuperação. E apesar de ter plena convicção de todo o amor que sempre senti por ela, não tinha dimensão, até esse episódio, do quão grande ele é. Já tinha ouvido de amigos e amigas, que o amor de um filho pelos seus pais era imenso, mas que, ao se tornarem pais e mães, perceberam que havia um amor ainda maior: o dos pais pelos filhos. Talvez eu nunca sinta esse amor, pois não tenho pretensão de ter filhos, mas se esse sentimento é maior, de fato deve ser imensurável. Meço essa probabilidade pelo que senti nos últimos dias...

E quando falo de “todo amor que houver nessa vida”, quero dizer: ame e permita-se ser amado. Seja pelo seu pai, pela sua mãe, pelos seus filhos, pelos seus avós, pelos seus tios e primos, pelo seu companheiro (a), pelos seus irmãos ou por seus seus amigos. Apesar do sofrimento e da dor que me assombrou nos últimos dias, a única certeza que saí de mais essa experiência, em que esse sentimento foi colocado à prova, é a certeza da infelicidade daquele que passa por essa vida sem saber o verdadeiro sentido do amor.

A todos que amo, mas hoje, em especial para aquela que mais amo no mundo, dedico esse texto. E dedico também todo o amor que houver nessa, e em todas as minhas outras vidas.

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Leandro Faria  
Julio Britto: carioca, advogado, amante de telenovelas, samba e axé music. Ator nas horas vagas, fã de Nelson Rodrigues e tudo relacionado a cultura trash. É leonino de 29 de julho de 1980, por acaso, uma terça-feira, mesmo dia da semana colabora aqui no Barba Feita.
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