terça-feira, 10 de novembro de 2020

Apócrifos (im)Perfeitos: Quando um Sonho Vira Realidade



É engraçado pensar em retrospecto e tentar me lembrar exatamente de quando comecei a ler. Eu tenho a memória do primeiro livro que li, mas não sei precisar quando foi que isso aconteceu. Sei que estava no colégio e, por algum motivo, entrei na biblioteca para pegar um gibi, que eu adorava. Mas, conversando com a "tia" que trabalhava lá, ela me perguntou se eu queria ler algum livro e eu disse que sim. E foi ela que me indicou Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Daí em diante, não parei nunca mais. 

Na escola, uma amiga e eu inventamos o Clube do Livro. Eu estudava em um colégio estadual que, naquela época, era referência de ensino. Lembro que a gente fez uma campanha de arrecadação de livros e, por não participarmos das aulas de Ensino Religioso (ambos éramos liberados por questões religiosas - de nossos pais!) montamos esse clube que era itinerante: os livros ficavam dentro de um carrinho de supermercado e passeavam pela escola sendo emprestados. Era muito divertido. 

Ainda novinho, li todos os livros de Monteiro Lobato. Descobri o suspense de Agatha Christie e o que eu considerava absurdamente sensual com os livros de Sidney Sheldon. E me apaixonei pela coleção Vaga Lume, sendo Marcos Rey o meu autor preferido da época. 

E lendo, eu sonhava em ser escritor. Como lia muito, comecei a escrever também e até lembro de fazer alguns "livros" com a mesma amiga que montou o Clube comigo. Eram cadernos com histórias e uns rabiscos que eram as ilustrações. Não faço ideia de onde isso foi parar e acho que eu iria rir muito (e me envergonhar um pouquinho) se me deparasse com alguma dessas "obras" hoje em dia.