quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Preferidos do Barba: Melhores Músicas de 2020



De todas as artes, a que mais me toca, sem dúvidas é a música. Ao mesmo tempo, sou um paradoxo, pois não tenho nenhum aplicativo estilo Spotify, Deezer, Youtube Music e afins... As novidades me chegam muito mais pelo buzz que causam do que porque eu sou de fato um grande consumidor de novas canções. 

E 2020 foi um ano tímido para a música também: muita gente do meio resolveu segurar lançamentos esperando o “vai passar” que até hoje não veio. Tivemos shows cancelados e sem a menor perspectiva de retomada. Afinal, qual artista sério vai querer seu nome associado a uma aglomeração, ainda que legalizada?

Mas como a arte é como aquele matinho que nasce na menor fresta do cimento, a música encontrou seu caminho em tempos tão hostis. E serviu ainda pra gente se sentir mais... vivo. Quem aqui não está doido para ouvir as novas da Lady Gaga ou da Anitta quando as festas voltarem (de forma saudável)? Aliás, justamente uma delas foi a minha escolhida como preferida entre as músicas do ano. Vamos conhecer a lista de Melhores Músicas de 2020 dos colunistas do Barba Feita?

Rain On Me (Lady Gaga & Ariana Grande) 
Por Paulo Henrique Brazão
E Lady Gaga, mais uma vez, salvou o pop com sucesso. Com seu álbum Chromatica, ela foi um oásis em meio ao deserto de ostracismo que o gênero se encontrava. Entre as canções lançadas até agora, Rain On Me, com a participação de Ariana Grande, foi a melhor. Com direito a clipe com algumas bizarrices, dancinhas estranhas e um refrão chiclete (tudo bem que foi a mesma fórmula que ela usou em Stupid Love e 911), Gaga voltou às raízes após sua elegante fase de Nasce uma Estrela, que teve seu ápice com o Oscar por Shallow

Lady Gaga ainda fez uma apresentação marcante de Rain On Me com Ariana Grande no VMA, com direito a máscara simbólica para Covid que interagia em luz e com a música. E ainda assim cantou, dançou e arrasou. E com mais uma mensagem de resiliência, ainda mais em tempos pandêmicos, Gaga ainda nos diz que, embora prefira estar seca, pelo menos está viva. Pode chover nela e na gente que nós resistimos!

Midnight Sky (Miley Cyrus)
Por Silvestre Mendes
Dua Lipa foi dona e proprietária da minha playlist em 2020. Future Nostalgia foi o álbum do ano pra mim. Impossível destacar uma única música que represente tudo o que Dua Lipa proporcionou aos fãs de música pop, mas vou citar como imperdíveis Levitating e Hallucinate.

Katy Perry, mesmo que timidamente, fez um álbum dos mais gostosos. Smile trouxe faixas que moram no repeat do meu Spotify. Cry About It Later, por exemplo, vive tocando após Champagne Problems

Mas o nome que acabou levando o meu primeiro lugar é Midnight Sky, da Miley Cyrus. Se você ainda não deu atenção ao Plastic Hearts, faça isso AGORA! 

Broken Boy (Cage the Elephant & Iggy Pop)
Por Marcos Araújo
Como em todos os anos, seleciono uma listinha com as minhas top, pois escolher uma só é uma árdua tarefa. Entretanto, em um ano marcado por singles – pouquíssimos artistas chegaram a lançar álbuns completos – também reduzi minha listinha para as cinco preferidas.

Em quinto lugar indico The Colour of Love, do Smashing Pumpkins, uma das poucas que lançou álbum (no caso deles, duplo ainda por cima). O grupo de Chicago deu uma modificada no som: saíram as guitarras estridentes – marca registrada da banda – e entraram os sintetizadores – dando um ar conceitual oitentista de bandas darkwave, que ficou muito bom. O disco novo é bem místico, com temas sobre ocultismo. Billy Corgan, o vocalista, também lançou, junto com o disco, uma série animada chamada In Ashes. Um ano produtivo para o quarteto.

Em quarto lugar sigo com Santa Julia, do Finis Africae (uma bandaça de Brasília formada em 1984 que fez muito sucesso com os hits Máquinas e Armadilha). Os caras continuam mandando muito bem, assim como o vocalista Eduardo de Moraes continua soltando o vozeirão. A canção que fala sobre o fluxo do tempo, caiu como uma luva nesse ano tão louco.

Em terceiro indico The Boy That Invented Rock & Roll, do Psychedelic Furs (outra banda dos anos 80 que ressurgiu...). Os ingleses gravaram um discaço, com toda aquela influência sonora de David Bowie que sempre os acompanhou. Linda canção!

A medalha de prata vai para a galera do Sports Team, banda indie inglesa formada por amigos somente há quatro anos na Universidade de Cambridge e que (antes da pandemia) estava fazendo shows enérgicos e cheios de atitude, capitaneados pelo doidinho vocalista Alex Rice com todos aqueles trejeitos a la Mick Jagger. The Races foi uma das canções que mais rolaram no meu Spotify.

E o prêmio de melhor canção do ano vai para... o quinteto norte-americano Cage the Elephant fazendo o dueto com o mestre Iggy Pop em Broken Boy. A canção já tinha sido lançada no álbum Social Cues que ganhou o Grammy de melhor Álbum de Rock, mas os caras decidiram relançá-la em formato single com os vocais soturnos do ícone do punk Iggy Pop, a transformando mais gótica e sombria. 

Outros destaques (não que sejam menos especiais, mas essas canções também merecem destaque): Therefore I Am, da talentosa Billie Eilish; Passou, Passou, do Silva - que tá com disquinho novíssimo na praça; Fly Away, da australiana Tones And I; Who Ever Said, do sempre aguardado Pearl Jam - e que também lançou um discaço elogiadíssimo; e Creatures, da banda sueca Viagra Boys.

Deve Ser Horrível Dormir Sem Mim (Manu Gavassi & Glória Groove)
Por Leandro Faria
Nesse ano eu ouvi muita música (na verdade, consumi muita cultura pop, em geral). Fiz descobertas, ouvi clássicos, ampliei meu gosto e me permiti mergulhar no que muita gente torce o nariz sem medo de ser feliz. 

Nas minhas playlists, os artistas de sempre marcaram presença, com espaço para novidades. Anitta continuou soberana, com seus hits fáceis e viciantes (Me Gusta mostrou, inclusive, que ela consegue produzir uma sonoridade nossa e com apelo mundial). Pabllo Vittar jogou o seu Rajadão em todos nós e, com Pocah, mostrou que Bandida foi feita pra rebolarmos a bunda. Giulia Bee e sua menina solta foi uma descoberta maravilhosa, assim como seu feat com Luan Santana, Inesquecível (e eu odeio músicas com nomes iguais... Inesquecível pra mim é uma música de Sandy & Jr.), que continuo ouvindo. 

Mas foi o som de Manu Gavassi (que conheci só esse ano por causa do BBB e me viciou com músicas ótimas como Planos Perfeitos e audio de desculpas, que fazem, inclusive, aparição em Pequenos Imprevistos, livro que lancei com Silvestre Mendes, também colunista do Barba) que escolho como a melhor música do ano. Deve Ser Horrível Dormir Sem Mim, feat com Glória Groove, tem um clipe maravilhoso e uma letra que não saiu da minha cabeça desde que foi lançado. Salve, Manu!

Don't Start Now (Dua Lipa)
Por Júlio Britto
Durante as festas do BBB20, era só começar a tocar o hit Don't Start Now, de Dua Lipa, que Manu Gavassi, uma das queridinhas da temporada do reality, era a primeira a ir para a pista de dança, seguida por Babu, Rafa e Thelma. Os brothers, sempre faziam uma coreografia comandada por Manu que virou hit dentro e fora das pistas do BBB. 

Apesar do single ter sido lançado em 2019, ele virou febre em meus ouvidos a partir do carisma de Manu. Não posso negar que foi através dela que conheci Dua Lipa. E não é que gostei?

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Eclética nossa lista, não é mesmo? E você pode conferir todas as músicas citadas aqui em nossa playlist especial no Spotify, clicando no link abaixo:




Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor dos livros Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades e Perversão. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
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A opinião dos colunistas não representa necessariamente a posição editorial do Barba Feita, sendo estes livres para se expressarem de acordo com suas ideologias e opiniões.

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