segunda-feira, 23 de abril de 2018

A Paixão, as Expectativas e Uma Porção de Linhas Aleatórias




Tenho pensado sobre estar apaixonado. Sim, a paixão, ela novamente. Borboletas na barriga, aquele frio na espinha, a euforia e a alegria inerentes ao sentimento. O sorriso bobo e a cabeça na lua. Estar apaixonado é bom, né? Quase sempre. Porque tenho pensado no estar apaixonado, mas não em eu mesmo vivendo tudo isso. Estou leve, tranquilo e de boa. E, sinceramente, está tudo muito bom.

Já falei algumas vezes por aqui que acredito que somos nós que nos permitimos ou não viver o que quer que seja; que há um determinado momento que tomamos a decisão de seguir em frente e cruzar uma linha invisível que nos transporá para um próximo nível de uma situação. O que é válido inclusive quando estamos prestes a viver uma paixão. E eu, particularmente, não tenho nem me questionado sobre querer ou não me apaixonar e foi pensando sobre isso outro dia, casualmente correndo pelo Aterro do Flamengo, que tive o insight para a coluna dessa semana. Estou vivendo, estou me permitindo, estou com a vida sexual bem saudável e movimentada e divertida,  mas nem aí para uma paixão avassaladora, para as tais borboletas na barriga e para o frio na espinha.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

O Universo e o Grão de Areia




Você está vendo este pequenino grãozinho de areia? Já faz algum tempo que gostaria de falar um pouco sobre ele. A princípio, parece ser muito insignificante, não é mesmo? Mas, e se eu afirmar que toda a humanidade terrestre caberia em suas mãos se utilizássemos as devidas proporções? Você acreditaria? Certamente duvidaria.

Vamos então pensar em algo mais didático para poder mensurar estas proporções: todas as noites ao olhar o céu podemos enxergar a Lua. A olho nu, podemos pressupor que o satélite natural da Terra está bem perto de nós, correto? Não.

A Lua está distante de nós em aproximadamente 385 mil quilômetros! Se pudéssemos encaixar, enfileirados, os maiores planetas gasosos do sistema solar (Jupiter, Saturno, Urano e Netuno) e os que tem superfícies terrestres (Mercúrio, Vênus, Marte e a própria Terra), todos caberiam nesta mesma distância.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Viva: A Vida é Uma Festa - Assistam!




Fazia tempo que não assistia uma animação. Mas dei uma chance para Viva: A Vida é Uma Festa (Coco, no original). Pode ter sido culpa do domingo nublado ou do dia ter sido, em boa parte, bem tedioso. O que importa é que resolvi comprovar os inúmeros elogios sobre o filme que ouvia por onde passava. Sempre tinha alguém falando que era maravilhoso e do tipo que te deixa fascinado. Curioso que sou, resolvi comprovar. 

O enredo, aparentemente, não tinha nada de inovador. A história é a seguinte: Amália Rivera se apaixonou por um músico e casou-se com ele. Logo depois eles tiveram uma filha: Ines. Mas as duas foram abandonadas por esse homem, já que ele decidiu dedicar-se só a música e foi embora para nunca mais voltar... Amália, por sua vez, decidiu focar em sobreviver e criou uma empresa de calçados. Tudo começou de forma bem simples, mas transformou-se, ao passar dos anos, na tradição da família Rivera: fazer sapatos. 

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Antes Tarde do Que Nunca




Não é nenhuma novidade que eu demorei para ter Netflix em casa. Já falei do tema até aqui mesmo no Barba Feita, explicando que serviços como esse, Spotify e apps como Twitter e Snapchat não tem a minha adesão. Embora trabalhe com isso e, claro, se houver necessidade estamos aí pra fazer... 

Mas entrei de vez no mundo Netflix no finzinho do ano passado. Sempre temi ter o serviço por ser mais algo a acabar com a minha já parca vida social... Tenho pouco tempo livre para estar em casa com quem amo, às vezes, até escrever para o Barba Feita é algo que é difícil de encontrar um tempo... Como incluir algo viciante na rotina? 

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Exorcismos e Demônios: Um Terror Bobinho e Esquecível




Desde o sucesso de Invocação do Mal e todas as suas sequências e derivados, os filmes de terror com um tom sobrenatural vem conquistando plateias que não se cansam de tomar sustos no escurinho do cinema. O que não é nenhuma novidade, já que o gênero mantém-se relevante desde que o cinema é cinema, com uma ou outra invenção e fases mais ou menos inspiradas. E, verdade seja dita, raramente surgem obras como Corra! ou Um Lugar Silencioso por aí, que seduzem público e crítica de maneira mais abrangente.

E Exorcismos e Demônios (The Crucifixion, no original), que estreia nessa quinta, 19/04/2018, nos cinemas brasileiros é mais uma história escapista, que se vende como baseado em eventos reais, mas que é, vejam só, até que bastante divertido para um filme bobinho e esquecível.

sábado, 14 de abril de 2018

Para Não Dizer Que Não Falei de Abraços





No nosso atual momento de debates acalorados, de falta de empatia, de ódio sendo espalhado pelas redes sociais, eu, que normalmente estou sempre no olho do furacão, venho falar de abraços. Logo eu, que não consigo ficar calada, que estou sempre em uma polêmica (e, em minha defesa, preciso deixar claro que a polêmica que me persegue), vim falar de abraços. Esses, que a gente ganha o nosso primeiro assim que nasce.

Perceba que nem falei em amor, falei "apenas" em abraços. Agora, repare que apenas está escrito entre aspas. Porque em meio a tanto caos da nossa vida cotidiana, estamos perdendo velhos hábitos, esquecendo alguns valores e depois não sabemos porque a vida era melhor para nossos avós, mesmo quando os tempos eram mais difíceis.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

E Por Falar Em Saudade...





Me tornei jornalista em 1999, ano em que a tão apocalíptica canção de Prince não saía de minha cabeça: "o céu estava todo púrpura e pessoas corriam por todos os lados tentando fugir da destruição... eu nem liguei (...) 2000, fim de festa, tempo esgotado! Por isso vou festejar como se fosse 1999”. Óbvio que todo aquele climão de “final contdown” tomou conta de toda a população mundial com o medo do que estava por vir.

Naquele mesmo ano ainda teve o temor do bug do milênio, com a corrida para corrigir e atualizar os sistemas operacionais antes que os primeiros fogos implodissem na hora da virada. Na época, eu estava terminando o meu estágio de jornalismo na área de comunicação do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro e eu acreditava que a mudança de 99 para 00 poderia ocasionar uma pane generalizada no sistema aeroviário deixando os controladores de tráfego completamente perdidos, assim como o sistema bancário, que entenderia a mudança na data para um retorno ao ano 1900, fazendo com que os clientes com aplicações financeiras se tornassem devedores e que os boletos com vencimento em janeiro pudessem ser emitidos com o atraso de um século.