terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Quando as Defesas São Indefensáveis é Melhor Calar-se





Reservadas as devidas analogias, eu comecei a escrever o texto desta coluna na semana passada e, como muitas das vezes escrevemos nossas colunas simultaneamente, ocorre de dois ou mais “barbas” escreverem sobre um mesmo tema com olhares diferentes. E, quando eu li a coluna da última sexta-feira, 18 de janeiro, Torce Contra (Que é Melhor) , do Marcos Araújo, percebi que tinha muito a ver com o que eu preparei para esta terça-feira.

Na verdade, o que tem me irritado muito ultimamente é a frase que já virou um slogan: “Ah gente, não vamos torcer contra!”. Ao contrário do que essa frase possa parecer, querendo incutir em quem está à espera das merdas que estão por vir neste novo governo (leia-se, todas as esferas), não se trata de uma torcida do mal. Se trata sim, de uma justificativa para não se arrepender de seu próprio voto. Pelo menos é o sentimento que vejo na grande maioria. Curiosamente, mantive algumas pessoas nas minhas redes sociais (só não vasculho as que me excluíram) e tenho observado alguns depoimentos do tipo: “As pessoas preferem viver à sombra do PT!”, ou “Ao invés de torcerem para dar certo, preferem que deem errado para dar razão ao Lula e sua corja!”, ou mesmo a mais absurda de todas “O novo governo ainda nem fez 30 dias e as pessoas já estão condenando!”

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Eu Sou Mais Eu: a Nova (Boa) Comédia Adolescente com Kéfera





A fórmula é clássica: para acertar as contas com o presente, um personagem volta ao passado, tendo de reviver uma situação limite e que afetou sua vida de maneira marcante. Já vimos isso em dezenas de histórias, mas o frescor sempre fica pela forma como esse plot é contado em cada novo filme. Assim, preciso dizer que acabei me surpreendendo positivamente com Eu Sou Mais Eu, nova empreitada de Kéfera Buchmann nos cinemas, em uma boa comédia adolescente.

No filme distribuído pela Imagem Filmes, dirigido por Pedro Amorim e que estreia na próxima quinta-feira 24/01, conhecemos Camila Mendes, personagem de Kéfera, uma popstar brasileira do momento, rival de Anitta. Prestes a iniciar sua carreira internacional, Camila se prepara para o lançamento de seu novo single e clipe, com a música Eu Sou Mais Eu. Mas Camila, apesar do sucesso, é aquele tipo de celebridade fútil e vazia, que trata a todos à sua volta como descartáveis. Até que depois de um encontro estranhamente bizarro com uma fã louca-obsessiva, ela é magicamente enviada de volta à sua vida de 2004, mas com todas as suas lembranças do futuro. E assim, como uma adolescente deslocada e desajeitada, ela precisa, junto com seu amigo Cabeça (vivido por João Cortês) descobrir como quebrar a magia e voltar para o futuro.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Torce Contra (Que é Melhor)




Lá pelos idos de 1993 eu ouvia demais uma fitinha cassete de uma banda de uns amigos da zona oeste.  A  banda se chamava Poindexter e eles foram os pioneiros do estilo rapcore, que misturava obviamente, o rap e o hardcore, mas também tinha elementos do punk, metal e o funk. Os meninos chegaram a assinar com a EMI-Odeon juntamente com outras bandas tão bacanas quanto e uma boa aceitação na saudosa MTV.

A banda terminou em 1999, mas os integrantes sempre se mantiveram bem ativos até hoje.  O supervocalista Vital, por exemplo, acabou de assumir os microfones da sensacional Matanza (que agora se chama Matanza Inc.), no lugar do icônico Jimmy London.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Quando Ser Bom em Algo Não Basta




Estava querendo falar sobre uma peça incrível que li recentemente, mas isso vai ficar para depois. Hoje preciso desabafar um pouco e até me entender enquanto profissional. Talvez seja até algo que você, querido leitor, já passou em algum momento e possa conversar comigo nos comentários.

Às vezes, a gente saber que é bom em determinada função atrapalha mais do que ajuda. Ao menos é o que acho. Porque é quando a cobrança por determinado trabalho ou resultado é mais interna do que externa. Se sabemos fazer algo, queremos fazer muito bem feito. Só que nem sempre é possível alinhar o tempo em que determinada demanda precisa ser entregue X nosso desejo de perfeição com determinada coisa. E hoje isso me frustra.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Ralph, a Internet e Uma Lição Sobre Relações Humanas




Nessa época do ano, o cinema fica cheio de opções - seja por causa das férias ou por conta da proximidade com premiações importantes, como o Oscar. E uma das mais esperadas continuações - ao menos para mim, fã de animação - chegou logo nos primeiros dias de janeiro às telonas: WiFi Ralph - Quebrando a Internet. Eu, logicamente, fui conferir no último fim de semana e tive, digamos, um misto de sentimentos quanto ao filme.

Detona Ralph é uma das minhas animações mais queridas. É daquelas que não esperam concorrer a melhor filme do ano, mas que trazem uma bela história e personagens extremamente carismáticos. Eu amo várias das animações da Disney e da Pixar, desde Toy Story (Monstros S.A., Os Incríveis - 1 e 2 - e Procurando Nemo estão entre as minhas favoritas) e acho que o caminho encontrado para agradar crianças e adultos, falando de sentimentos básicos, é uma das coisas que mais me atraem ao cinema hoje em dia.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Essa Tal Felicidade...



“A vida tem sons que pra gente ouvir
Precisa aprender a começar de novo
É como tocar o mesmo violão
E nele compor uma nova canção.”

Ouvindo no Spotify dias atrás a canção Começo, Meio e Fim, do grupo Roupa Nova, me inspirei para escrever o texto de hoje. Tenho percebido que minhas últimas postagens andam bastante sentimentalóides.... Às vezes, acho que estou virando praticamente um colunista de autoajuda rs. Mas desde o último trimestre do ano passado, quando mudei de departamento dentro da empresa que trabalho depois de 20 anos atuando na mesma área, passei a ir e voltar para casa andando, voltei a fazer teatro e casei, venho refletindo sobre meu estado de felicidade.

Sem parecer demagogo, às vezes me pego sorrindo. Estou realmente satisfeito com a vida que construí até aqui. E qual a fórmula para isso? Não sei. Só sei que me sinto plenamente feliz. É claro que não tenho uma vida de comercial de margarina. Continuo tendo problemas para liquidar por completo minha fatura do cartão de crédito e domar a minha compulsão por roupas e sapatos. Algumas contas ando pagando com um mês de atraso e as contendas familiares estão até abrandadas, mas quando surge uma... Nossa! Mas isso não tem me deixado triste ou infeliz. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Pop Séries: Dawson's Creek





Amadurecer não é tão simples quanto pode parecer. Deixar a adolescência de lado e tornar-se adulto tem muito a ver com auto-conhecimento e aprendizado. E muito do sucesso de Dawson's Creek vem do fato de que foi uma série que falava com os jovens de forma coerente e real. 

Criada pelo roteirista Kevin Williamson (que incluiu muito de sua própria biografia nos personagens), a série trata de temas simples e pueris, mas que na adolescência ganham proporções assombrosas. Assim, assuntos como primeiro amor, sexo e futuro são abordadas com uma sutileza poucas vezes vista em séries juvenis até então.