quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A IZA Chegou!





A música pop no Brasil está viva! E Iza, finalmente, chegou para abalar todas as estruturas. Conheci o som da moça em março do ano passado. A pessoa responsável por esse primeiro contato foi a Jout Jout. Sim, Iza e Jout Jout são amigas da época de faculdade e até criaram os seus respectivos canais na mesma época. Tudo isso, inclusive, tá explicado nesse mesmo vídeo que fizeram juntas e foi publicado no canal da própria Iza

Logo após conhecer um pouco da história e potência vocal de Iza, fui procurar os vídeos que ela já havia publicado, e me apaixonei instantaneamente. Que voz era aquela? Como alguém cantando daquela maneira não estava com contrato com uma gravadora e fazendo sucesso? Bem, na época eu acho que uma gravadora já estava de olho…

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A Felicidade





Felicidade é o maior ativo de um ser humano. Não há quem não tenha buscado ser feliz na vida, ainda que por um instante. Não à toa, vivemos também uma epidemia de depressão: nos cobramos cada vez mais de ser felizes a qualquer custo – e, quando vem a frustração, não sabemos nos reerguer e voltar a buscar a felicidade que antes procurávamos, ainda que em outras bandas.

Lembro-me de uma musiquinha infantil de quando eu era criança que dizia: “perguntei pro céu, perguntei pro mar, prum mágico chinês, mas parece que ninguém sabe aonde a felicidade resolveu de vez morar”. Enfim, onde mora a felicidade? No que ela de fato consiste?

terça-feira, 17 de outubro de 2017

A Verdade Libertadora





Paulo estava tão ansioso quanto no primeiro encontro com Samantha. Mais, até! Andava de um lado para o outro na sala do apartamento, passando as mãos nos cabelos, olhando para as janelas dos apartamentos vizinhos da sacada da sala, roendo as unhas, respirando de forma acelerada. Torcia para que ainda desse tempo, para que Samantha não tivesse desistido.

Samantha se identificou para o porteiro, que já a conhecia. O homem careca deu um sorriso e apertou o botão para que ela entrasse. Atravessou o pátio cimentado, virando à esquerda em direção ao segundo bloco. Apertou as mãos nos bolsos do sobretudo preto, encolhendo os ombros quando atingida por uma brisa. Usou a cópia da chave para abrir a porta, e assim que o fez, respirou fundo e subiu.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Brotheragem e Sigilão





Sempre achei engraçada a expressão não-gay-hetero-fora-do-meio "no sigilo", mais popularmente conhecida como "sigilão". Porque sim, naquela época em que eu não sabia ou fingia não saber o que era, do que gostava, como me sentia, eu era do tipo discreto e fora do meio. E ali, no interior do Rio de Janeiro, vivendo na minha Smallville particular, o sigilo era fundamental. Pensem bem. Estou falando do início dos anos 2000, quando ainda não existiam os APPs de pegação e o bate-papo do UOL ainda era a principal fonte para se conhecer pessoas pela internet.

O tempo passou, a humanidade evoluiu mas as coisas continuam iguais. Eu assumi a minha própria hipocrisia e tenho tentado levar uma vida descomplicada, mas a realidade é que o sigilão continua aí à nossa volta, agora com a companhia de outra expressão que se popularizou nos últimos tempos, a "brotheragem". Nos perfis do Grindr e do Hornet, onde troncos e costas se oferecem para sexo rápido e sem compromisso, sempre no sigilo. E, claro, no bate-papo UOL, que ainda existe (eu juro, fiz um teste para escrever esse texto) e as salas estão lotadas de homens comprometidos que buscam alivio de suas necessidades sexuais, sempre no sigilo e escondidos de suas vidas e suas mulheres.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Urbana Legio Omnia Vincit - A Legião Urbana Vence Tudo




E lá se foram 21 anos da morte de Renato Russo, completados esta última semana.  Se estivesse vivo, seria quase um sessentão.  É estranho, mas de vez em quando fico me perguntando como estariam as pessoas que morreram cedo demais no nosso mundo atual.  Como agiriam Jim Morrisson, Jimmy Hendrix e Janis Joplin, mortos aos 27 anos num corpo de 75?  Será que Kurt Cobain continuaria destruindo guitarras e nossos tímpanos com 50 anos?  John Lennon, quase octagenário, estaria ainda promovendo a paz num mundo entre o ditador Kim Jong-Um e Donald Trump? E Michael Jackson, aos 60, ainda seria um vovô com o espírito de Peter Pan na sua Terra do Nunca?

É tão estranho / Os bons morrem jovens /  Assim parece ser / Quando me lembro de você...”  Esse é o trecho da canção Love in the Afternoon, composta por Renato Russo, presente no disco O Descobrimento do Brasil, da Legião Urbana.  Isso foi em 1993, três anos antes de sua morte.  Quando gravou esse sexto álbum de estúdio, Renato, que tinha iniciado um tratamento para se livrar da dependência química, certamente já sabia que estava doente.  Naquela época, ter o vírus da AIDS era a mesma coisa do que assinar a sentença de morte, que vinha antecipada.  Cazuza, outro talento que morreu devido às complicações da doença já tinha dito que havia visto “a cara da morte e ela estava viva”.  E nessa onda perdemos tantos e tantos talentos...

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Outubro e os Astros




Sabe essas coisas de astral? Signo, ascendente, Lua, Marte, Vênus... Então, eu acredito muito. Não que isso determine a sua personalidade, mas que direcione tendências. Talvez esse interesse tenha surgido quando acompanhava Cavaleiros do Zodíaco. Passei a entender um cadinho de constelações, signos e mitologia grega por causa do desenho. Acredite ou não na força dos astros, eu tenho convicção de que existem momentos no astral em que as coisas ficam mais ou menos propícias a algo.

Por exemplo, o tal inferno astral 30 dias antes do aniversário. Há estudiosos que dizem que isso não existe na literatura astrológica e que teria mais a ver com estarmos com a bateria fraca de boas energias, pois nosso último aniversário (quando recebemos felicitações, beijos, abraços, carinhos que nos abastecem a alma de boas vibrações) já foi há 11 meses. Volta e meia tenho o tal inferno astral fora de época, que chamo carinhosamente de Micareta Astral. Há pouco passei por um desses momentos. Quando menos se espera, ele acaba, sem grades sequelas.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A Verdade de Paulo





Paulo se pegou olhando pela janela. Era segunda-feira, dez da manhã, ele simplesmente não devia estar olhando para a paisagem. Seu escritório ficava no centro da cidade, num dos prédios mais altos. Claro, não tinha dinheiro pra bancar uma sala daquele tamanho num prédio caro como aquele, mas resolveu seguir os conselhos da mãe e cobrar um favor aqui, outro ali, e pronto, conseguiu a sala praticamente de graça. Da janela de seu escritório ele tinha vista para o parque central, viaduto, prefeitura, Sesc da cidade, e condomínios que, apesar de serem caros, precisavam muito de uma reforma, ou pelo menos, uma melhorada na fachada. 

O estagiário de Administração tirou a mente de Paulo de onde quer que ela estivesse, trazendo-a para o presente. Pediu para que assinasse alguns documentos e, enquanto datava os mesmos com vinte e dois de Julho, algo começou a formigar em sua mente. "É verdade...", pensou, "...nosso aniversário de namoro é hoje... caramba, oito anos juntos...". Terminou de datar e assinar, e assim que o estagiário saiu, voltou a olhar pela janela. Tinha se esquecido do aniversário de namoro? Será que era por isso que Samantha estava cabisbaixa naquela semana? Ele não havia dito nada a respeito, afinal, com tanta coisa acontecendo, a luta diária que o escritório enfrentava pra manter os clientes junto com a caça a novos clientes... Com o país enfrentando sua pior crise em mais de cem anos, tudo podia acontecer. O amanhã era incerto, o ontem era uma lembrança dolorosa e o presente tinha gosto de café velho. Desde 2015 que Paulo não sabia o que era ir a um jogo do Fluminense. A camiseta oficial estava parada lá no guarda-roupas. Ir ao Maracanã?! O que era isso? De comer? Não só ao Maracanã, mas em qualquer outro estádio. Paulo só conseguia assistir jogos pela televisão. Ir a um estádio ficava caro, e mesmo ele tendo uma vida confortável, preferia usar o dinheiro que sobrava para investir no próprio futuro.