segunda-feira, 15 de julho de 2019

Divã: Se Ele Não Está A Fim de Você, Esqueça!





Então, gente, eu venci na vida. Não, não virei coach. AINDA. Mas recebi uma dúvida de leitora pedindo conselho amoroso. Pra mim!!!

EU. JURO. DE. VERDADE. VERDADEIRA.

E, empolgado como sou, me senti a Laura Müller do Barba Feita. E, claro, vou responder dando a minha mais singela opinião sobre o assunto. Porque eu até posso cagar na minha vida amorosa (o que nem é muito verdade), mas adoro dar bons conselhos para os amigos e, agora, leitores. 

Sem mais delongas, vamos brincar de terapia? Com vocês, a nova coluna do Barba Feita: Divã!

Leco

Vou ser bem honesta e dizer porque estou entrando em contato. Não sei mais o que fazer e não quero pedir conselho a nenhum amigo ou amiga que vão me falar mais do mesmo com medo de ferir meus sentimentos. E, lendo o Barba, pensei: por que não? Vai que você me responde, né?

É o seguinte: desde que conheci um amigo de uma amiga, conversamos e acabamos ficando. Foi amor à primeira vista e depois de ver que tínhamos os mesmos gostos pra praticamente tudo, você pode imaginar, né? No dia que nos conhecemos e ficamos, não queríamos mais largar um do outro. 

Então, depois de um tempo ele não quis mais nada, porque achou que eu não o aceitaria por ele ter um filho. Entretanto, durante esse tempo separados, a minha paixão permaneceu a mesma e permanece até hoje. Sei que não devo, mas meu maior sonho é namorar com ele. Infelizmente, antes ele dizia que queria só diversão comigo a nada mais. Mas, pra quem não queria nada sério, em menos de uma semana ele começou a namorar uma outra moça. No início eu fiquei com uma raivinha, pensando no que ela tinha que eu não, imaginando porque ele quis namorar com ela e não comigo. 

Esse é o meu dilema: amar um gato super lindo, simpático, engraçado, mas que não quer nada sério comigo, só curtição. E hoje ele já tem outra. Me dá uma vontade de fazer algum tipo de convite inusitado, só pra saber se ele é realmente fiel à namorada. 

Espero ansiosa que você leia essa mensagem e que, se tiver tempo, me responda com os seus conselhos.

Um beijo, 
Pagando pra Ver

sexta-feira, 12 de julho de 2019

O Bagulho Tá Sinistro





A terceira temporada de Stranger Things bateu um recorde histórico dentro de um serviço de streaming. Em apenas quatro dias, quase 41 milhões de pessoas viram os episódios, ratificando algo que já sabíamos: a série é, sem dúvida, a galinha dos ovos de ouro da Netflix.

Nesta nova aventura, eletrizante e imperdível, os personagens já não são mais crianças. Eles cresceram e dividem com os espectadores as suas dores, angústias, dúvidas e descobertas sobre a sexualidade. Também foram introduzidas novas e deliciosas figuraças como Erica Sinclair (Priah Ferguson), a irreverente e debochada irmã mais nova de Lucas, que rouba as cenas e se destaca com as falas mais divertidas e sensatas da trama. Também temos a sarcástica Robin, a primeira personagem gay de Stranger Things, interpretada por Maya Hawke (filha de Uma Thurman e Ethan Hawke), e o cientista russo Alexei (interpretado pelo ator ucraniano Alec Utgoff) que, com seu jeito inocente, conquistou os fãs. 

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Que Tipo de Conteúdo Você Produz?




Postar a foto de um livro, falar bem de um atendimento recebido em um restaurante ou indicar aquela série na Netflix é bem mais do que ser "só você mesmo" em suas redes sociais. Falar sobre um produto e recomendar ou não algo te faz, automaticamente, um influenciador. A sua experiência pode contaminar uma rede de pessoas que você nem tem ideia... E isso pode ser assustador. 

O meu negócio, por exemplo,  é entretenimento. Amo falar sobre séries, filmes, novelas e música. Gosto de dizer o que ando assistindo e fazer uma bela de uma propaganda para quem dá um like em minhas postagens nas redes ou espia os meus stories. Algumas pessoas já me falaram isso mais de uma vez, que assistiram ou até leram algo pelo simples fato de verem uma dica dada por mim. Agora imagine se cada uma dessas pessoas indicar esses programas para mais duas pessoas, que irão assistir e, consequentemente, gostar... Já teremos uma boa e modesta divulgação espontânea. 

terça-feira, 9 de julho de 2019

Abaixo Ao Padrãozinho!





Nas últimas semanas venho refletindo sobre esse tema que tem feito parte, cada vez mais constantemente, das minhas rodas de conversas: o que significa a expressão “padrão de beleza”? O conceito de beleza já passou por diversas mudanças ao longo do tempo. No período renascentista, por exemplo, mulheres mais rechonchudas eram tidas como belas e associavam-se à ideia de fartura, riqueza e fertilidade. Na atualidade, contudo, nota-se que o padrão de beleza é justamente o contrário da Renascença. Corpos magros, músculos definidos e uma incessante busca pela perfeição mostram que a sociedade impõe modelos, por vezes, inatingíveis e que trazem prejuízos tanto físicos como psicológicos às pessoas, além de desconstruir a anatomia individual. 

De forma inconsciente, toda a população se vê inserida nesse processo de padronização. Há aqueles que tentam, a todo custo, se aproximarem do ideal de beleza estampado nas revistas, passarelas e na televisão, recorrendo a cirurgias plásticas, tratamentos rejuvenescedores e dietas tão radicais que acabam colocando suas vidas em risco. Por outro lado, há aqueles que negam-se a uma adequação a esses modelos estéticos e para eles resta o isolamento causado pelo preconceito de uma sociedade que tem a felicidade fundamentada no culto ao corpo. Digo isso, pois eu mesmo tenho passado por esses questionamentos. Sempre fui um cara bem vaidoso e, muitas vezes, sucumbi à essa negação de ser quem eu era e vivia numa busca constante de ser quem a sociedade queria que eu fosse. 

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Pop Séries: Party Of Five





Muito antes de eu sequer saber o que era efetivamente uma série, eu já era apaixonado por uma. O Quinteto (Party of Five, no original) foi uma das primeiras tramas que acompanhei sem ter a noção que tenho hoje do que é uma série. Como os episódios passavam todos os dias à tarde num canal aberto, eu imaginava que era uma espécie de novela. Não me culpem, eu era só um pré-adolescente quando a série estreou, em 1994.

Contando com um elenco que se tornaria famoso anos depois, Party of Five durou seis temporadas. A história acompanhava o dia a dia dos cinco irmãos Salinger, que com a morte dos pais num acidente de carro causado por um motorista embriagado, se vêem sozinhos no mundo e tendo de aprender a lidar com essa nova situação.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

E Quando Eu Não Estiver Mais Aqui?





Recentemente, muitos de nós aqui no Barba Feita temos feito várias reflexões sobre a morte ou a perda. O meu texto da semana passada, O Dia Seguinte de Raissa, assim como o que publiquei no fim de maio, Em Dias Bons, Não Penso Nela, falava explicitamente sobre a morte. O Julio Britto trouxe o mesmo tema em A Vida é um Sopro, em 28/5, assim como o Paulo Henrique Brazão na coluna desta semana em Não Estamos Aptos a Dizer Adeus. Não sei se é coincidência, mas o ano de 2019 tem sido terrível. Além de vislumbrarmos uma terrível nuvem negra pairando sobre o Brasil no contexto sociopolítico e das tragédias notórias com personalidades, também temos sido surpreendidos com perdas de pessoas queridas ao nosso redor.

É claro que, à medida que vamos envelhecendo, as pessoas que estão próximas a nós vão partindo. É a tão esperada “ordem natural das coisas” que, por mais que tentemos driblá-la a qualquer custo, surge, nos deixando sempre inconformados. Como já disse, o maior incômodo é imaginar que Ela sempre chega deixando a construção, ao nosso olhar, incompleta. 

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Não Estamos Aptos a Dizer Adeus




Na semana passada, recebi a chocante notícia da morte de um amigo querido, o Léo, aos 31 anos. Soube ao abrir o Instagram e ver uma foto homenagem de outra pessoa. Até tomar pé de tudo, demorei a saber o que havia acontecido. Uma miocardite fez despencar a pressão, os batimentos cardíacos e levou rins e fígado à falência.

Além do choque inicial pela sua morte, tive aquele momento de indignação: "por que ele?" Um cara mega feliz, brincalhão, alto astral... Eu já havia sofrido quando ele e o seu marido, o Gustavo, terminaram. E só pensava no Gustavo, por quem, mesmo separados, o Léo ainda tinha um forte amor.  Ele morava em Salvador, mas isso não nos impedia de nos falarmos com frequência e inclusive nos aconselharmos. Dias antes mesmo havíamos trocado mensagens, na época do meu aniversário. Tudo muito difícil de compreender. Na verdade, poucas são as vezes em que estamos aptos a dizer adeus...