sexta-feira, 20 de julho de 2018

O Verdadeiro Mal do Século





Mesmo depois de 35 anos, a AIDS ainda continua causando preconceito e hostilidade entre as pessoas. Fiquei pensando muito nisso quando, nesta semana, um amigo confidenciou-me ser soropositivo. E o que mais me surpreendeu em seu desabafo não foi o fato dele estar preocupado com o vírus em si, mas sim, em sua aflição pelo diagnóstico ter mudado sua identidade perante às pessoas ao seu redor.

Só conseguia pensar em A Metamorfose, clássico do escritor austro-húngaro Franz Kafka, escrito em 1912, que, de certa maneira, também poderia ser usado na atualidade como uma metáfora para a síndrome. Na obra, é contada a história do caixeiro-viajante Gregor Samsa que, um dia, acorda metamorfoseado em um enorme inseto. E o que mais o incomodava não era o fato de olhar no espelho e descobrir que tinha se transformado em uma barata, mas sim, pelo medo da rejeição que aquela criatura provocaria no seu ambiente de trabalho.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Decepcionado, Mas Sem Surpresa




Sou um cara otimista. Tento ver o lado bom das coisas, mesmo quando é muito difícil e a única frase possível seja: é, fudeu mesmo! Acho sinceramente que tudo acontece por um motivo. Quando mais novo, acreditava nisso um pouquinho mais, Makutb era quase que uma filosofia de vida. 

O que acontece é que o tempo passa e isso se torna menos crível. Pode ser o velho papo de amadurecer e possuir mais decepções na vida do que maridos da Gretchen, vai saber. Mas o fato é que ando me desencantando mais de acreditar que tudo vai dar certo. Óbvio que a gente quer que tudo aconteça da melhor maneira. Queremos conseguir o que desejamos. Queremos que nossos amigos consigam viajar, trocar de emprego ou até mesmo de crush. Mas tirando esse nosso simples desejo, será que o universo está realmente atento? Será que se vibrarmos positivamente o mundo vai nos retribuir o que tanto desejamos de volta? Hoje eu me sinto um pouco menos esperançoso quanto a isso. 

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Oito Coisas Para Morrer Antes de Fazer





Não, caro leitor, você não leu errado. Não são coisas para se fazer antes de morrer, até porque eu seria pretensioso demais em uma lista que tornaria meus objetivos nessa vida finitos. Talvez falar em morte possa até ser exagerado, mas o fato é: resolvi frisar oito coisas que, nem morto, eu gostaria de fazer.

1) Serviço militar: nossa, como eu fugi do alistamento militar obrigatório! Fugi tanto que tive que me apresentar mais de uma vez, uma no ano em que fazia 18, e outra no que fazia 19 (porque me apresentei fora do prazo na primeira vez). Mas caí no excesso de contingente por conta do meu alto grau de astigmatismo. Pela primeira vez na vida, os óculos me salvaram.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Um Sonho (ou Meta?) Parisiense




Tendo como inspiração a seleção campeã do Mundial de Futebol 2018 (mais uma vez a Copa...rs), resolvi, hoje, falar sobre sonhos... E um dos meus maiores, tem idioma francês, coincidentemente.

Na verdade, falar de todos os meus sonhos em um único artigo é dificílimo, pois sou uma pessoa recheada deles. Muitos, inclusive, passaram a ter como sinônimo para mim, a palavra meta. Nunca escondi (e tenho até muito orgulho) de dizer que passei muitas dificuldades na minha vida, mas isso é um outro capítulo, que talvez um dia conte aqui. Pensei durante um bom tempo que sonhos eram aqueles desejos que ficavam no mundo do imaginário, que era algo que queríamos muito e dificilmente conseguíamos realizar. Do tipo “eu sonho ter uma casa”, “eu sonho um dia ser funcionário público”, “eu sonho um dia viajar para o lugar tal”... Resolvi então mudar meu mantra e passei a ter propósitos: “eu tenho a meta de ter minha casa própria”, “eu vou ser funcionário público”, “eu quero viajar e conhecer o local tal”. E assim fui conquistando meus desejos, que de sonhos se transformaram em realidade.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Cinco Programas de TV Que Deram (Super) Errado





Todo programa de televisão quer ser um campeão de audiência, conquistar o público e ser relevante. E, exatamente por isso, muitos programas entram e saem das grades de programação, num teste sem fim em que somente os bem sucedidos permanecem por aí. E, nesse caso, não estamos falando da qualidade do que é oferecido ao público e sim o que ele rende em matéria de audiência e, consequentemente, em publicidade e propaganda para a emissora.

Que eu sou um viciado em TV (e já fui bem mais, confesso), você já deve desconfiar. E, por isso mesmo, me interesso um pouco por todo programa que prometa revolucionar a televisão de alguma maneira. Só que, na maioria das vezes, vemos verdadeiros tiros no pé (e acho que Lazinho Com Você deve assombrar a Globo e Lázaro Ramos até hoje).

A coluna de hoje é, de certa forma, um olhar para o passado, relembrando algumas produções que foram alardeadas e produzidas visando o sucesso e deram de cara com a apatia do público, seja por quais fatores forem. Assim, programas que tinham bastante potencial para ar certo, acabaram indo para o caminho oposto e parando no grande limbo televisivo. 

Vamos conferir?

sábado, 14 de julho de 2018

O Que Falar Para os Meus Alunos, Quatro Meses Depois?




Escrevi um pouco no meu Facebook algum tempo atrás, ainda com o frescor do sentimento no coração e nos olhos, sobre esse ato que marcou a minha vida. Agora, já se passaram quatro meses. Desculpe, esqueci de falar a qual ato me refiro, talvez porque o coração volte a pulsar mais rápido, a garganta volte a fechar e os olhos fiquem logo marejados, só de lembrar. O dia era 15 de março de 2018 e um motivo levou muitos e muitas às ruas: a execução da quinta vereadora mais votada do Rio de Janeiro, Marielle Franco. A minha vereadora. 

Como disse um amigo ao me avisar da execução. “A sua vereadora foi executada agora, você não viu né? Seu celular tá desligado, te avisei lá!” Me metralhou ele, ao chegar em sua casa e me ver sentada no chão conversando com sua mãe, um dia antes do ato que mudaria minha vida. Pensei até que ele estava falando da minha vereadora de Belo Horizonte, já que acompanho a política das duas cidades e, se pudesse, votaria nas duas, cuidaria das duas. Mas não… era da Marielle que ele falava. 

Mas, que drama! Mudaria sua vida por que? É só mais uma morte! 

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Joguinhos Perigosos





Desde a semana passada, os dias tem sido recheados de assuntos bombásticos:  primeiro foi a desclassificação da seleção brasileira (se bem que nem podemos chamar esse fato de bombástico, já que tudo era bastante previsível, né?), e depois o país voltou a falar sobre política com a “libertação” do ex-presidente Lula através de um habeas corpus concedido por um desembargador do tribunal de segunda instância.  Essa historinha, em pleno horário de almoço de domingo, provocou a ira de Sérgio Moro que, mesmo estando de férias, e sendo o responsável pelo processo na primeira instância, ligou para o relator do caso,  e o mesmo suspendeu a decisão.  O bafafá rolou por horas e, na queda de braço, a decisão da primeira instância sobrepôs a da segunda, fato polêmico (e até então inédito, pelo que saiba) no meio jurídico.

A semana também foi agraciada com o final feliz para a história dos meninos tailandeses que estavam presos dentro de uma caverna.   O mundo todo acompanhou o drama do time de futebol infanto-juvenil e do resgate, quase uma missão impossível e que, certamente, vai virar livro, filme etc e tal.  É esperar pra ver.