terça-feira, 14 de agosto de 2018

Mãe, Tá Tudo Bem! Feliz Dia dos Pais!




No último domingo, 12/08, comemoramos o Dia dos Pais. E resolvi escrever a coluna de hoje em forma de carta. E esta carta dedico à minha tia Nanci, irmã da minha mãe, minha madrinha. Aquela que me criou após o abandono do meu pai e falecimento da minha mãe aos 43 anos de idade, há 25 anos atrás. 
“Mãe…Você tem sido o alicerce da nossa família, onde se desdobra para não faltar nada nas nossas vidas, mesmo que para isso tenha que trabalhar horas a fio, sem direito a descansar. Por ser a filha caçula e solteira, carregou no ombro não somente a responsabilidade em cuidar de seus filhos, mas de mim – seu sobrinho, a quem sua irmã deixou tão cedo para estar ao lado do Pai, e também de zelar pelo meu avô até seus últimos dias de vida. Além de tudo isso, quantas vezes teve que socorrer outros membros da família nas horas incertas, com as suas mãos sempre estendidas. E, no final, você sempre fez com que ficasse tudo bem, né, mãe?

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Como é Cruel Viver Assim: Um Retrato da Mediocridade Que nos Rodeia





Já falei por aqui que a produção cinematográfica brasileira há muito vem se diversificando. Apesar das comédias ainda serem maioria entre as obras nacionais que chegam aos cinemas, aos poucos vamos ganhando um pouco mais de opções em diversos gêneros que vão sendo testados e produzidos. 

Como é Cruel Viver Assim, que chega ao grande circuito na próxima quinta-feira, dia 16/08/2018, é um desses exemplos de como o cinema nacional tenta se enveredar por outras áreas, atingindo resultados diferenciados de acordo com a execução de cada projeto. Dirigido por Júlia Rezende, o filme tem roteiro de Fernando Ceylão e conta a história de um grupo de quatro pessoas que, sem nenhuma perspectiva na vida, decide realizar um sequestro para mudar de condição. O problema é que todos são completamente inexperientes na vida de crimes e muito diferentes entre si. 

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Ninguém Entendeu Maquiavel




É hora de falar sobre política, pois nos dias de hoje, é necessário termos um canal aberto para dialogarmos sobre esse assunto.  Afinal, as eleições estão aí na nossa porta.  E depois não adianta chorar pelo leite derramado. 

Muitas vezes tenho a impressão de que política sempre foi um assunto desinteressante para a maioria das pessoas.  Quase todo mundo torce o nariz quando, em uma rodinha de amigos, o tema surge.  E aí começam as farpas, brigas e o esvaziamento do discurso.  E é nítido que mais da metade das pessoas sequer compreende um centésimo sobre o assunto.  Eu, particularmente, não sou e nunca serei um expert em política.  Afinal, também fui um daqueles jovens que não tiveram, em sua formação, uma discussão mais profunda sobre o tema, mas sempre me interessei em ler. 

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A Casa Dos Budas Ditosos e Um Convite à Uma Viagem de Luxúria





Se tem uma coisa que gosto de fazer é rever filmes e reler livros. Acho que isso sempre ajuda a perceber o quanto mudamos como pessoa. É claro que no meio disso tudo também existem os "favoritos da vida" - aquele tipo de livro e filme que vamos ter um carinho especial pra sempre, mas que no fundo são só um lembrete de determinada época que vivemos e não vai mais voltar. Não. Nesse caso falo de uma obra que me marcou e sempre tive certa curiosidade de reler, até para entender se continua tão espetacular quanto em minha primeira aventura por suas páginas.

Aos 14 anos, por exemplo, um livro mudou minha forma de encarar os desejos. Lembro até hoje o impacto que A Casa dos Budas Ditosos teve em mim, na forma com que já podava certas vontades que começavam a brotar em meu peito. A obra de João Ubaldo Ribeiro foi como um sopro de liberdade em minha mente e veio quando menos esperava e mais precisava. Esse tipo de encontro parece um capricho do destino para brincar com a gente...

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Oito do Oito





Hoje é 08/08/18. Com tantos números oito no mesmo dia, seria uma data especial? Cabalística? Kármica? Parei pra pensar um pouquinho no que esse numeral representa. O que traz para mim, pessoalmente ou mesmo na esfera do conhecimento. O oito nunca foi um dos meus números da sorte (sempre fui mais partidário da sua metade, o quatro); aliás, não me recordo de ver pessoas o destacarem como tal: geralmente ficam mais com o 3, o 7 ou o 13. 

Segundo o site Dicionário de Símbolos, o número 8 é, universalmente, considerado o símbolo do equilíbrio cósmico. É um número que possui um valor de mediação entre o círculo e o quadrado, entre a terra e o céu e, por isso, está relacionado com o mundo intermediário e um simbolismo de equilíbrio central e com a justiça. O mesmo portal ainda destaca que nas culturas orientais e africanas, o número oito carrega um poder simbólico equivalente, em alguma medida, ao do número 7 para a cultura ocidental. No Japão, o número 8 é um número sagrado. Nas crenças africanas, o oito possui um simbolismo totalizador. 

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Uma Questão de Fé



“Vamos saudar a liberdade cultural e religiosa, respeitando uns aos outros e percebermos que quando se há fé, para o bem, todos os caminhos levam a um único objetivo: o amor entre irmãos! ”

Com essa frase eu encerrava, há dois anos, a última cena do espetáculo Exu – Luz no Caminho, um dos meus maiores desafios na minha curta carreira teatral. Na época, eu, por ter uma criação católica, me recusara, em princípio, a interpretar uma entidade no teatro, por preconceito. Não tinha temor propriamente dito. Não gostava, simplesmente.

Exu me fez refletir sobre muitas coisas na minha caminhada, até então, pela fé. Não me tornei um discípulo da umbanda ou do candomblé. Mas passei (e muito) a respeitar as outras crenças.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Ciático





Eu completei 37 anos no último dia 22 de julho. E ainda acho incrível esse número. Trinta e sete. Porque parece que foi ontem e eu tinha 15 anos e esperava ansioso para fazer 18, ter a minha liberdade, a minha vida, a minha independência. Somos tão tolinhos e idiotas quando adolescentes, não?

Os 18, é claro, chegaram. Na verdade, o dobro dessa idade mais um ano, vividos intensamente e sem grandes arrependimentos. Com o passar do tempo veio realmente a independência, a liberdade, uma vida que, sendo bem sincero, eu nem imaginava possível pra mim quando era aquele adolescente bobo do interior do estado do Rio. Mas, com o tempo - e a idade! - vieram também as complicações.

Se com 15 anos eu achava que depois dos 20 eu estaria casado, com família constituída e vivendo um comercial de margarina, eu descobri que, aos 37, tive relacionamentos diversos e intensos, casei e separei, me permiti viver, amei e fui amado, mas bem longe do modelo de cartilha tradicional que eu julgava que seria seguido por mim. E com essas surpresas, me encontrei e abracei a felicidade de me permitir.