segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Fui Banido do Tinder




Sempre fui muito ligado em redes sociais. Nos primórdios da internet, quanto tudo isso aqui era capim e eu comecei a me aventurar por esse mundo fantástico da vida online, eu fazia amigos (e outras coisinhas mais) no Bate Papo UOL e trocávamos nossos usuários no ICQ. Na época da internet discada, era depois da meia-noite e por meio do pai dos atuais comunicadores que a gente se divertia.  

O tempo passou e vieram outras ferramentas de comunicação. Do ICQ a galera migrou para o MSN. Até que surgiu a primeira rede social que bombou no Brasil: o Orkut. E o Fotolog. E o Facebook. E o Instagram. E se muita gente usa as redes sociais para arranjar encontros e para conhecer pessoas, o que dirá dos aplicativos de pegação relacionamento, não é mesmo?

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Não Vamos Nos Acovardar!




"Nós estamos sendo criminalizados, nós estamos sendo atacados, nós estamos sendo condenados (...), nós vamos emburrecer se tivermos que vir nesse plenário defender o óbvio. E é isso que nós estamos fazendo. Que absurdo é esse de ter que sentar aqui e falar [o óbvio]! (...) Somos um mercado que tem que ser respeitado e nossos representantes têm que ser nossos representantes, não podem ser nossos antagonistas. Não vamos nos acovardar, nós temos uma lei de uma mãe da cultura brasileira que foi atacada diretamente no coração, isso atingiu a todos na jugular. Nós estamos bravos, tristes."
A declaração acima é de Dira Paes, uma das minhas atrizes favoritas. Descendente de europeus, índios e africanos, Dira nasceu no interior do Pará e teve uma infância pobre, ao lado de outros sete irmãos. Formou -se em Artes Cênicas e Filosofia e, para mim, é um exemplo de mulher batalhadora, lutadora, persistente e resistente. 

terça-feira, 5 de novembro de 2019

A Contradição do Patriotismo “Brazileiro”



Antes que tentem me consertar pela americanização no título, que fique claro: ela é proposital. Perdi a quantidade de vezes que se falou, aqui no Barba, sobre as ações do atual governo federal, mas essa é uma pauta que vira e mexe nos incomoda. E, por nos incomodar, trazemos à tona essas reflexões para que, um dia, quem sabe, consigamos fazer com que algumas pessoas entendam que esse governo é um serviço contra a nação, ao contrário do que ele prega o tempo todo em seu discurso cada vez mais hipócrita. 

Na última semana, vi algumas pessoas nas redes sociais que idolatram esse senhor, criticando os eventos de Halloween, a despeito de ser uma tradição norte-americana. As frases de efeito exaltavam Saci Pererê e outras personagens famosas do folclore tupiniquim. Oras, mas não seria o atual presidente o maior incentivador de nos tornarmos à imagem e semelhança dos EUA, visto que seu maior ídolo político da atualidade (não preciso citar que os outros que fizeram história e que merecem a sua admiração são grandes exemplos de fascismo) seria o atual presidente americano? Que patriotismo contraditório, não?

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Pop Séries: The O.C.




Muito antes de nos apresentar a vida dos ricos e glamourosos jovens da elite de Manhattan, em Gossip Girl, Josh Schwartz já havia sacudido o universo das séries adolescentes ao mostrar que a vida de jovens ricos pode não ser necessariamente feliz e um mar de rosas. The O.C. (O.C.: Um Estranho no Paraíso, no Brasil) era ambientada na paradisíaca Newport Beach, em Orange County, na Califórnia, e narrava a vida de um grupo de jovens entre a riqueza e as inquietações da adolescência de forma tão verossímil que ganhou fãs em todo o mundo, agradando a públicos de várias idades e diferentes pontos do globo. 

O ponto de partida da série acontece quando o advogado Sandy Cohen (Peter Gallagher), por se identificar com Ryan Atwood (Benjamin McKenzie), um jovem problemático envolvido em problemas com a lei devido à influência de seu irmão, o acolhe em sua casa em Newport Beach. A princípio, sua esposa Kirsten Cohen (Kelly Rowan) é contra a decisão do marido, com medo da influência de Ryan sobre o filho do casal, Seth Cohen (Adam Brody), mas com o passar do tempo, Ryan acaba se integrando e fazendo parte da família.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Acordem!




Quando eu fazia o primeiro ano do ensino médio (eu era do tempo que chamavam de primeiro ano do segundo grau), havia um livro bem no estilo “tijolão” chamado História das Sociedades, que me acompanhou durante os três anos de estudos. Hoje eu entendo o porquê daquele livro ter me causado tantos pesadelos... Eu não era maduro o suficiente para compreender aqueles textos recheados de reflexões complexas para a minha mente, pois estávamos acostumados com aquele be-a-bá simplório. 

Fui “doutrinado” que Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil, que Tiradentes, tal como um Jesus Cristo, era o líder da Inconfidência Mineira, e Duque de Caxias, um pacificador. No ensino fundamental existia uma matéria chamada EMC - Educação, Moral e Cívica. No ensino médio, tinha OSPB (Organização Sócio-Político Brasileira), ambas, incluídas no currículo pela imposição militar. Nossos cadernos não podiam ter desenhos. Geralmente eram capas neutras, encapadas com plástico transparente azul e no verso, algum hino. 

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

A Belíssima Cor Púrpura




O próximo fim de semana é a última oportunidade para os cariocas conferirem o espetáculo A Cor Púrpura, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca. Depois, o musical vai para São Paulo e Salvador, nessa ordem. Eu pude conferir a peça de três horas de duração há algumas semanas e, posso garantir que o tempo passa voando e que até o deslocamento para a tão tão distante Barra vale a pena. 

É importante eu ressaltar que nunca vi o clássico filme de Steven Spielberg, estrelado por Whoopi Goldberg e Oprah Winfrey. Tampouco li o livro que originou tudo. Fui ao teatro (aliás, belíssima sala essa feita na Cidade das Artes!) sem saber praticamente NADA da história, a não quer que era muito emocionante e triste. E, realmente, em vários momentos caíram ciscos no meu olho durante as três horas.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Todo Amor Que Houver Nessa Vida




Queria começar a coluna de hoje com um pedido de desculpas. Desculpas aos leitores e ao nosso editor chefe pela não entrega do meu texto na semana passada. Desculpas aos meus seguidores do blog no Instagram, pelo meu sumiço. Desculpas a alguns que conviveram comigo por um breve período de introspecção, já que essa não é uma característica comportamental minha. Talvez para muitos (ou poucos), este pedido de desculpas seja bobo e sem sentido. Afinal, talvez a minha coluna não seja a mais lida daqui, ou o meu número de seguidores, como pretenso digital inlfluencer, não seja tão grande a ponto de representar esse preâmbulo. Ou, para quem convive comigo, meu comportamento não tenha sido tão exagerado assim, no sentido de me calar ou pouco me socializar. 

O fato é que respeito é algo que levo na minha vida com muita seriedade. A vida me ensinou o peso desta expressão. Minha família fortaleceu sua importância. E minha vida profissional, em todas as frentes em que trabalho, vem perpetuando esse comportamento em mim. E é em nome deste respeito, as minhas desculpas.