quinta-feira, 24 de maio de 2018

Playlist do Sil: É Quase Sexta!




Não é que esteja animadíssimo para o final de semana, mas é neste sábado que acontece minha mudança de endereço. Então, para deixar o clima bem festivo, separei algumas músicas que ando escutando no repeat.

E vocês já sabem, é só dar o play e curtir a playlist do dia! Vamos nessa?

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Mais Realistas Que o Rei





O casamento real entre o príncipe Harry e a agora duquesa Meghan Markle foi assunto em grande parte da imprensa brasileira e mundial nos últimos dias. No fim de semana foi, sem dúvida, o que mais centralizou as atenções da audiência. Sabe-se que a Monarquia Britânica é muito mais um atrativo turístico e sensacionalista do que algo essencial ao Estado. Eu não acompanhei nada, apenas vi os memes e vídeos posteriores. Mas quando a Família Real se une para casar um herdeiro e uma (então) plebeia, temos a oportunidade de revelar mais sobre nós mesmos do que sobre a Realeza. 

Houve quem reproduzisse a atmosfera do casamento em uma festa no Leblon, reduto da high society carioca e palco das novelas de Manoel Carlos, com direito a projeção dos vitrais da capela da cerimônia e bolo com 15 dimensões feito por cerca de R$ 13 mil. Tudo para se sentir parte da festa, como um verdadeiro convidado da Família Real mais tradicional do globo terrestre. Alheios à crise que leva os mendigos até as suas esquinas, ou, talvez, buscando um refúgio dela para se mostrar superior à realidade brasileira. 

terça-feira, 22 de maio de 2018

Abaixo à Chatice dos Politicamente Corretos! Somos Todos Iguais nas Nossas Diferenças





O casamento do Príncipe Harry com a atriz Meghan Markle e a Bahia branca da novela das nove, me trouxeram o tema de hoje, que acho já ter sido abordado aqui em algum momento, com outra roupagem. Confesso não ter ido olhar o histórico pregresso daqui do Barba para não me influenciar (nem me cercear, caso houvesse alguma divergência entre meu texto e o do colega).

Na semana passada, quando estreou a nova novela do horário nobre, uma enxurrada de críticas adentrou as redes sociais para falar da “Bahia branca demais” de O Segundo Sol. Chaaaato. Neste fim de semana, outra avalanche de comentaristas infestou a internet para falar sobre o coral de negros do casamento real britânico e a mãe da noiva com penteado de tranças tipicamente afro, classificando o evento com jargões do tipo “quebras de protocolo”. Sono.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Relativismo Moral





Começo esse texto deixando bem claro: eu não sou nenhum exemplo de moralidade. Tenho meus princípios e valores e vivo bem com eles; entretanto, sei que cometo meus pecadilhos por aí. E também vivo bem com isso. Poderia melhorar em alguns aspectos da minha vida cotidiana? Certamente. E estamos nessa existência buscando isso e acertando as arestas diariamente. 

Dito o acima, preciso falar sobre algo que me irrita profundamente: relativismo moral. E, em tempos de polarização (principalmente política) essa questão fica ainda mais evidente em nossas relações interpessoais. Todo mundo prega a moralidade à todo custo, sem se dar conta que, sejamos sinceros, vive fazendo merda a torto e a direito por aí.

A gente adora apontar o erro dos outros, não é mesmo? E, apesar do clichê, se esquece dos outros quatro dedos apontados para si enquanto enumera o erro alheio. Fica-se tão cego pelo erro do amiguinho que se esquece que o inferno não acolhe ninguém apenas pelo tamanho do pecado. Sinto dizer e acabar com o seu sonho celestial, mas o Diabo, se existir, abraça todo mundo. E a festa lá há de ser open bar.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Mind the Gap





Enquanto aguardava a chegada do trem na lotada plataforma da estação do metrô de Botafogo, observava o vai-vém frenético das pessoas, com uma certa tristeza no olhar. De um tempo pra cá, passei a prestar mais atenção nelas, sempre ávidas por chegar a um lugar imaginário, conectadas a seus inseparáveis smartphohes, como seus . Por mais que estivessem em grupos, pareciam estar cada vez mais isoladas, aprisionados em uma ansiedade constante. Zygmunt Bauman, o grande pensador da modernidade e o criador do conceito da liquidez presente na sociedade sempre esteve corretíssimo.  

Não temos mais tempo para ouvir a voz dos amigos. O feliz aniversário cada vez mais se resume a congratulações via WhatsApp e daqui a pouquíssimo tempo, imagens paralinguísticas resumirão fins de relacionamento, desejos de um feliz Natal ou Ano Novo. Nos bares, não existirão burburinhos. O eletro-tuntz-tuntz-tuntz reverberado das caixas de saída de um laptop sem DJ ecoarão nos rostos iluminados pelas telas dos celulares. Rostos vazios sintetizados a emoticons.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Anitta Como Técnica do La Voz... México?!





Semana passada foi o fim das inimizades musicais. Tudo começou com Katy Perry e Taylor Swift dando uma trégua na treta fortíssima que rolava; Cardi B e Nicki Minaj aproveitaram o Met Gala e também se entenderam. E para fechar com chave de ouro, Anitta e Maluma voltaram a se seguir no Instagram... Foi ou não uma semana abençoada para música? 

Mas se tem um ditado que aprendi com Larissa, com toda certeza é: ranço, uma vez instalado, não tem volta. Então não aceitei, assim como outras pessoas que conheço, tão de "boa" esse follow back entre a dona do pop brasileiro e o embuste comlombiano. Sabia que teria que existir um motivo para eles se seguirem de volta. Estava até cogitando um single entre Anitta, J.Balvin e Maluma. Mas parece que é muito maior do que isso.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Lembranças Permanentes





Dia das Mães, para quem ama, ainda tem e mora perto da sua, é aquela data de lei de ir visitá-la. Esse ano, minha mãe resolveu passar com a minha avó. A matriarca já está com mais de 86 anos e agora os filhos buscam estar com ela mais tempo possível.

Voltar à casa da minha avó é rever tantas coisas da minha vida... Meus pais já se mudaram duas vezes desde que nasci. Eu já me mudei três vezes depois disso... E minha avó permanece na mesma casa desde muito antes de eu vir ao mundo. Ou seja, talvez residam ali as minhas lembranças mais permanentes até hoje. 

Assistir aos meus sobrinhos brincarem com as filhas da minha prima pelos quintais da casa dela e da minha tia, que fica logo atrás, é quase que um remake da nossa infância. Até porque as crianças são incrivelmente parecidas conosco mais novos.