terça-feira, 26 de março de 2019

Um Rebelde em Causa da Preguiça





Tenho que confessar: sou um preguiçoso! Tenho preguiça de acordar cedo, de fazer exercícios e até mesmo de chupar uma laranja porque preciso descascá-la. Também tenho preguiça de escrever (juro!). E, por causa desta preguiça, fui adiando a escrita desse texto até o último momento, quando já não tinha mais como fugir, pois, nosso editor chefe dá muitas broncas quando atrasamos os textos! Mas, deixando essa parte de lado, queria mesmo constatar que, além de preguiçoso sou um procrastinador – e você já se deu conta de que a procrastinação é uma espécie de “prima-irmã” da preguiça? Apesar disso, não me considero uma pessoa improdutiva.

Vamos fazer uma reflexão: Deus criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo, certo? Após muito trabalho, nada mais digno do que um bom dia de descanso para relaxar, não é mesmo? Mas, o “relax” merecido é bastante diferente do que o conhecido pecado da PREGUIÇA. Preguiçoso é aquele que nada faz e que se arrepia se ouve a palavra trabalho. A pessoa com este pecado capital é caracterizada como alguém que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que a leva à inatividade acentuada. Oxe, Deus me livre! Isso afetaria – e muito! – a minha vaidade!

segunda-feira, 25 de março de 2019

Outono





Passa o inverno e chega o verão, o calor aquece minha emoção
Não pelo clima da estação, mas pelo fogo dessa paixão
Na primavera calmaria, tranquilidade, uma quimera
Queria sempre essa alegria, viver sonhando quem me dera
No outono é sempre igual, as folhos caem no quintal...
(As Quatro Estações - Sandy & Jr.)

Morar no Rio de Janeiro é viver apenas duas estações: o verão dos infernos e o inverno com alguns dias de temperatura amena. Há muito me acostumei com essa dinâmica e particularmente rio dos cariocas "sofrendo" com o """frio""" da cidade, aproveitando aqueles dias mais amenos para tirar dos armários os casacos, sobretudos e cachecóis. 

Mas eu vim do interior do Rio, de uma cidade que, durante muito tempo, apresentava as estações de maneira um pouco mais definidas. Claro, nada a ver com os desenhos que fazíamos na escola quando estudávamos as estações do ano, pintando o inverno com frio extremo e bonecos de neve. As estações, pelo menos no interior do Rio, são sutilmente demarcadas: na primavera as árvores florescem, no verão faz muito calor, no outono as folhas caem e a paisagem fica mais cinza e, no inverno, faz um frio razoável, daqueles de usar meias e ficar com os pés gelados durante todo o dia.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Momentos Que Não se Perdem no Tempo








Não é de meu costume assistir à programação de tevê aberta. Mas no último fim de semana, enquanto espreguiçava no sofá da sala, pausei o controle no Fantástico, enquanto passava uma matéria especial sobre o brutal episódio da escola pública em Suzano, na grande São Paulo.

Talvez, movido pela minha própria indignação causada por aquele atentado lamentável, assisti atento àquela matéria que, em um determinado momento, contou a história de duas meninas: Beatriz Fernandes e Letícia Nunes, de 15 anos. Beatriz, muito bem articulada, explicava que já tinha percebido que algo de ruim estava acontecendo quando ouviu de longe, o estampido dos tiros e a correria dos alunos. Beatriz tentava acalmar a amiga Letícia que tem problemas cardíacos.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Armas Matam e Bullying Também





Lembro até hoje como foi caminhar pelos corredores da minha escola após saber do ocorrido em Columbine. Sei lá. Acho que todo mundo acaba ficando pensativo com esse assunto. Só que naquela época, mais precisamente no ano de 1999, a única certeza era que isso não ocorreria nunca por aqui! 

Não que o acesso à armas de fogo seja muito complicada para uma parcela jovem da sociedade; sabemos que não é. Mas existe ( ou, até então, existia) um entendimento que as armas pertenciam ao mundo da comunidade carente, ao menino que vendia parte da sua vida por dinheiro “fácil” e que custava a sua vida.

quarta-feira, 20 de março de 2019

A Síndrome de Estocolmo Moderna





Desacelerar e descansar é preciso. Após um tempo relativamente longo, estou de férias (no meu atual regime de trabalho, tiro o período de 30 dias fracionado em dois ao longo do ano) e acho que nunca precisei tanto dessa pausa como agora. E a gente fica tão absorvido pelo trabalho que, mesmo quando para, ainda que por duas semanas, se sente estranho... 

É quase uma sensação de Síndrome de Estocolmo moderna: ainda que relativamente livre (coloco relativamente porque, nesses dois primeiros dias, ainda tive que me envolver remotamente em questões do trabalho), a gente se sente comprometido com o trabalho. Quase que uma culpa por estar folgando. Desligar do celular corporativo, não ter o hábito diário de correr para ele ao acordar, é algo que preciso me habituar. Chegamos a um nível de absorção que precisamos nos readequar a descansar...

terça-feira, 19 de março de 2019

Combatendo a Sua Própria Ira com o Silêncio




Hoje vamos falar sobre a IRA que, a meu ver, é um dos 7 pecados capitais que mais cometemos ao longo do nosso dia-a-dia. Não porque queremos, claro, mas alguns momentos anulam o melhor da gente e nos deixamos levar por esse desejo de raiva incontrolável por fatores que são externos a nós. Resolvi falar deste pecado hoje, em decorrência da minha última postagem. E, reforçando a minha explicação inicial, os textos que produzo, não tem cunho científico ou técnico, eles são, simplesmente, baseados nas minhas experiências e percepções pessoais. E se a fonte de inspiração sou eu mesmo, foi pela minha vaidade ferida (primeiro pecado que falei, e que assumo que cometo com certa frequência) ao falar de luxúria, que algumas discordâncias despertaram a minha raiva. 

Parece um tanto estranho definir esse pecado, soa extremamente intuitivo e temos certeza que já sentimos e sofremos com ele em algum momento. O que é até verdade, mas como diferenciar um momento de raiva e de ira? Você perceberá um padrão bastante interessante de diferença entre os dois. Na raiva, você sabe o que está sentindo e consegue controlar, mesmo que pouco, mas consegue. Já a ira é diferente, é um sentimento de raiva levado ao extremo. Tão extremo que você não consegue se controlar, podendo levar inclusive ao desejo de destruir ou aniquilar aquilo que causou a sua ira. Isso pode levar a sentimentos de vingança bastante intensos e fora do normal que, por vezes, são destrutivos, problemáticos ou tão incontroláveis que ficam “martelando” na nossa cabeça que queremos produzir uma resposta escrita ou física a qualquer custo apenas para nos sentir vingados.

segunda-feira, 18 de março de 2019

TOP 5: Filmes Musicais Imperdíveis





Estava a caminho de um café com L2 no último sábado quando o assunto voltou-se para Hedwig & Angy Inch, filme que ele tentava me convencer a assistir (depois de me mostrar o trailer e uma cena eu aceitei, verei em breve). E eu, cheio de preconceitos com musicais, argumentava que "não, obrigado, odeio filmes em que, do nada, começa a cantoria". E papo vai, papo vem, parei pra pensar que, apesar da minha pseudo-ojeriza, não é que eu já assisti a um bom número de filmes com esse estilo?

Tudo bem, eu reitero: acho um saco quando, do nada, os personagens começam a cantar as suas dores e inquietações, alegrias e felicidades (imagine você no metrô um belo dia quando alguém começa a cantar e a dançar e você acompanha e, quando vê, está vivendo um musical da vida real? Ok, ok, viajei!). Mas, convenhamos, existem algumas boas histórias já contadas através de musicais por seus diretores e com excelentes atores no elenco.

Assim, chegamos à listinha abaixo. Ela está em ordem decrescente de data de lançamento e, a menos que eu pontue no texto, não tem nenhuma ordem específica de preferência. Mas é feita de musicais que sim, são bem legais e que, apesar da cantoria, merecem a conferida. Será que vocês concordam?