quarta-feira, 26 de abril de 2017

Baleia Azul E Outros Suicídios





Uma mistura macabra de jogo, experiência psicológica e crime saiu das profundezas da web e assustou a sociedade nas últimas semanas. O tal Baleia Azul, um game no qual a pessoa, maioria esmagadora de crianças e adolescentes, é desafiada a se suicidar no fim. Curiosamente, a eclosão dessa gincana maluca veio justamente na época de maior sucesso da badalada e controversa série 13 Reasons Why, que também fala em suicídio de uma jovem. Um assunto, que é um total tabu para a nossa (e muitas outras) culturas, mas que, infelizmente, é uma realidade cada vez mais presente e que necessita ser debatida.

Muito me entristece as dezenas de piadas que surgiram a respeito da Baleia Azul com a sua descoberta pela maior parte das pessoas. A grande maioria desmerecendo a gravidade do assunto. Falando em obesidade, em falta de vergonha na cara, em falta de castigo... Quando não enxergam que vivemos novos tempos; que a depressão é, sim, uma pandemia crescente e não uma frescura de quem quer chamar atenção; que muitos desses jovens e crianças têm o mundo acessível pelo seu celular, mas não conseguem sequer dialogar em casa.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Deixa As Pessoas Se Divertirem, Caramba!




E aí, minha gente, tudo certo? Eu quase que esqueço de vir hoje, hein... As coisas andam tão corridas aqui na Ilha da Magia que, se vocês soubessem... Enfim, a coluna do dia é uma daquelas bem miojo mesmo: rápida, prática e fácil de ser entendida..

Surgiu nessa semana uma nova corrente no Feiçe, a corrente das nove verdades e uma mentira. Corrente esta que evoluiu para nove shows que a pessoa foi e um que não foi, nove séries que a pessoa ama e uma que ela não ama, e a melhor: nove boletos e um salário. 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Mica, Minha Hóspede Felina





Quando me mudei em dezembro passado para o meu novo apartamento para morar sozinho, meu maior problema foi deixar os  meus gatos. Digo, sem nenhuma sombra de dúvida, que minha maior dor foi a separação dos bichinhos que aprendi a amar e, no caso de Dimitri e Juan Carlos, eu vi crescer. Apesar de saber que eles estão bem e sendo bem tratados como sempre e tendo a possibilidade de vê-los quando eu quero, não tenho mais o contato diário, a companhia e, até mesmo, os momentos de irritação que só eles conseguiam me proporcionar. 

Mas, a vida segue, né? E eu fui seguindo a minha, ocupado com a mudança, com o novo status, com os afazeres cotidianos que iam aparecendo. Quando a saudade apertava, era só visitá-los e vê-los para o sentimento minimizar e eu aguentar mais um tempinho sem o seu contato cotidiano. E eu pensei em adotar um filhote, é claro. Mas pesei o trabalho envolvido: meu apartamento é alugado e tem janelas imensas que ajudam e muito na circulação de ar e para aplacar o calor do Rio de Janeiro. Telar essas janelas seria problemático e caro, e eu deixei de pensar no assunto por um tempo.

domingo, 23 de abril de 2017

Vamos Falar Sobre Caridade?





Tem muita gente por aí que acha que, para fazer algo por alguém, tem que esperar ganhar na loteria. Eu sempre achei que caridade é um ato de amor que independe de ter dinheiro ou não. Sendo assim, o que mais vemos é gente pobre, sem nenhum tostão no bolso, ajudando umas às outras. O seja, pra começar basta querer; ser caridoso tem a ver com caráter e não com conta bancária.

Dito isso, vou citar aqui um exemplo de um amigo meu, cujo nome também é Sérgio, e abriga vários animais em sua casa. Em sua maioria, animais que estão velhos e doentes e que ninguém quer mais. Eis que ele emprega o dinheiro dele, seu tempo, muitas vezes pede doações sim e, talvez por ele pedir essas doações, vem sempre algum cretino achar que ele só vive reclamando da vida, que não faz nada pra mudar, que não devia estar perdendo tempo com esses animais, que ele está todo errado.

sábado, 22 de abril de 2017

Já Ouviu Falar na Castro Burger, a Primeira Hamburgueria LGBT de São Paulo?






A primeira notícia que tive sobre a Castro Burger foi através de uma postagem no perfil do Facebook de um cara que eu stalkeava. O rapaz estava revoltado e fazia uma crítica feroz à hamburgueria, que abria suas portas em dezembro de 2016, e era noticiada pelos veículos que a divulgava como a primeira hamburgueria LGBT da cidade de São Paulo. Num primeiro momento, achei a novidade interessante, mas no decorrer da leitura daquela postagem, que acusava a lanchonete de estar incentivando uma segregação, fiquei dividido, talvez o moço tivesse razão.

Mas aí, o canal Chá dos 5 fez uma matéria ótima, indo visitar a casa, apresentando o cardápio, os funcionários e entrevistando o proprietário, que esclareceu suas reais intenções com a abertura do lugar. Fiquei super empolgado e curioso para conhecer o local.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

A Verdade Está Lá Fora - Parte 1





De vez em quando, as redes sociais apresentam algo muito bacana. No Facebook, a modinha da vez foram as enquetes “9 verdades e 1 mentira” e suas devidas variações. Essa semana rolou uma enxurrada em todos os perfis da rede e a diversão foi tentar descobrir qual eram as informações falsas dentro das afirmativas. Lembrou aquele bom e velho caderno de perguntas que rodavam as salas de aula nos anos 1980. Entre tantas desgraças que permeiam as redes ultimamente, achei que a brincadeira deu uma arejada, tornando humanizada uma área que se tornou tão hermética.

Portanto, para as pessoas entenderem o porquê das afirmativas e não ficarem com a dúvida atiçando o cérebro, nesta coluna e da semana que vem, vou dando as explicações, tintim por tintim. Vamos lá:

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Morando Sozinho!?




Quando tinha por volta de uns doze anos já me imaginava morando sozinho. Não, não sozinho. Iria dividir algum apartamento com um amigo. Isso até aconteceu anos depois. O amigo se tornou uma amiga, mas minha mãe continuou perto de mim. Era um morar junto, acompanhado de mais uma pessoa que não era da minha família. Foi bom. É divertido um pouco.

Morar sozinho, admito que nunca havia passado pela minha cabeça. Mas é minha atual realidade. E minha ficha ainda não caiu, acreditam? Só agora, que me vejo escrevendo esse texto é que percebo o quanto de "adulto" se transformou a minha vida.